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Agosto Lilás: Rede integrada de proteção à mulher une segurança pública, acolhimento e assistência social

Iniciativas do GDF visam garantir proteção, dignidade e oportunidades às vítimas de violência doméstica

 

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Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Fernando Jordão

 

O Distrito Federal é considerado referência na proteção e na promoção dos direitos das mulheres. Com uma rede composta por diversas secretarias, o Governo do Distrito Federal (GDF) conta com uma série de medidas que vão desde programas de segurança pública até ações de acolhimento, atendimento jurídico, suporte psicológico e assistência social.

“Nós trabalhamos incansavelmente para que a rede de proteção e acolhimento às mulheres — que envolve ações de conscientização e segurança pública — funcione de forma integrada e eficiente. Toda a nossa gestão está empenhada em garantir a proteção das vítimas. É o nosso compromisso com a vida e a dignidade de todas as mulheres do DF”, afirma a vice-governadora Celina Leão.

Neste Agosto Lilás, mês de conscientização e combate à violência contra a mulher, a Agência Brasília reúne as iniciativas deste GDF para garantir proteção, dignidade e novas oportunidades às mulheres em vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica.

Secretaria da Mulher (SMDF) conta com 31 equipamentos públicos voltados ao atendimento das mulheres; entre eles, os Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMB) | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Espaços de acolhimento

Principal pasta no empoderamento feminino, a Secretaria da Mulher (SMDF) conta com 31 equipamentos públicos voltados ao atendimento das mulheres. São elas, a Casa da Mulher Brasileira (CMB) e os Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMB), os Espaços Acolher, os Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam) e os Comitês de Proteção à Mulher.

Cada espaço oferece serviços diferentes. Localizada em Ceilândia, a Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas por dia, acolhendo mulheres em situação de violência. O local conta com alojamento — oferecido por até 48h às vítimas e suas filhas, de qualquer idade, e filhos de até 12 anos —, salas para oficinas e cursos profissionalizantes, laboratório de informática com computadores e acesso à internet e auditório para palestras.

Já os Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMBs) funcionam das 9h às 18h de portas abertas para acolhimento, atendimento psicossocial e formação profissional de mulheres. Atualmente, o DF conta com unidades no Recanto das Emas, Sol Nascente/Pôr do Sol, São Sebastião e Sobradinho II.

Nos Centros Especializados de Atendimento à Mulher, as mulheres recebem acolhimento e atendimento social, psicológico, pedagógico e jurídico. O objetivo é fortalecer a autoestima e a autonomia das vítimas, para que as situações de violação de direitos possam ser superadas. Os centros estão localizados na Asa Sul, em Planaltina e no Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB).

Os Comitês de Proteção à Mulher foram criados como um mecanismo voltado à denúncia, identificação e notificação de casos de violência contra a mulher. Já estão em funcionamento as unidades de Itapoã, Ceilândia, Lago Norte, Estrutural, Sobradinho e Santa Maria localizados nas sedes das Administrações Regionais. A unidade de Águas Claras funciona na Biblioteca Pública da cidade.

“Proteger a mulher é garantir sua dignidade, preservar sua vida e reafirmar que, no Distrito Federal, nenhuma mulher está sozinha”

Giselle Ferreira, secretária da Mulher

Antigos Núcleos de Atendimento à Familia e ao Autor de Violência Doméstica (NAFAVDs), os Espaços Acolher, por sua vez, são locais de atendimento e acompanhamento multidisciplinar para homens e mulheres envolvidas em situação de violência doméstica tipificadas pela Lei Maria da Penha, com espaços de escuta e de reflexão sobre as questões de gênero, buscando quebrar o ciclo de violência. Há nove unidades em funcionamento no DF no Plano Piloto, Brazlândia, Gama, Paranoá, Planaltina, Santa Maria, Sobradinho, Samambaia e Ceilândia. Os ingressos ocorrem por encaminhamento do Poder Judiciário ou de maneira espontânea.

Além disso, ao longo do mês de agosto, a secretaria preparou uma série de ações, que envolvem palestras, eventos culturais e esportivos e bate-papos voltados a aproximar as mulheres da rede de apoio — a programação pode ser conferida neste link.

“É dessa presença constante que nasce a confiança para que mais mulheres procurem ajuda e rompam o ciclo da violência. Proteger a mulher é garantir sua dignidade, preservar sua vida e reafirmar que, no Distrito Federal, nenhuma mulher está sozinha”, afirma a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.

No Viva Flor, vítima recebe um dispositivo ou instala um aplicativo em seu telefone celular | Foto: Divulgação/SSP

Proteção e enfrentamento à violência

No âmbito da política de segurança, as ações do GDF são voltadas para prevenção, enfrentamento e combate à violência contra a mulher. A primeira medida é o incentivo às denúncias dos casos para a interrupção do ciclo e garantia da atuação das forças de segurança. Os relatos podem ser feitos de forma presencial ou digital pelos seguintes canais: 197 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar), 156 opção 6 (Central 156 do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e Maria da Penha Online.

O DF também conta com um eixo específico do programa Segurança Integral, batizado de Eixo Mulher Mais Segura, com medidas preventivas, tecnológicas e de apoio direto às vítimas. Entre elas, estão os dispositivos de acompanhamento e proteção: Viva Flor, em que a vítima recebe um dispositivo ou instala um aplicativo em seu telefone celular; e o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP), em que a vítima é acompanhada e o agressor, monitorado. Desde o início do projeto, nenhuma das mais de 2 mil mulheres monitoradas foi vítima de feminicídio.

“Para nós, o Agosto Lilás não se limita a este mês: durante todo o ano essas ações são fundamentais para o fortalecimento da rede de proteção e para consolidar políticas públicas efetivas”

Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública

A rede de enfrentamento à violência conta ainda com a Assistência da Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) e com o Copom Mulher, ambos da Polícia Militar do DF. O primeiro garante assistência e intervenções a famílias em situação de violência com suporte de nove batalhões, enquanto o segundo trata-se de uma linha de frente dentro do canal telefônico 190 para acolher e dar uma resposta qualificada às mulheres vítimas de violência no ato da denúncia.

O Distrito Federal dispõe, além disso, de espaços específicos para lidar com os casos de violência contra a mulher. São duas delegacias especializadas de Atendimento à Mulher I e II, com sede na Asa Sul e Ceilândia, respectivamente, e seis postos de atendimento do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (Nuiam), que ampliam o apoio às vítimas em parceria com outras instituições, com atendimento psicossocial e jurídico.

“Todas as nossas iniciativas e programas, construídos de forma integralizada e participativa, têm como objetivo central proteger vidas e combater a violência contra a mulher. E é importante reforçar que, para nós, o Agosto Lilás não se limita a este mês: durante todo o ano essas ações são fundamentais para o fortalecimento da rede de proteção e para consolidar políticas públicas efetivas”, destaca o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.

Programa Direito Delas, que oferece atendimentos social, psicológico e jurídico às vítimas de violência e a seus familiares | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Garantia de direitos

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) também tem iniciativas específicas para proteger o direito das mulheres. A mais importante é o programa Direito Delas, que oferece atendimentos social, psicológico e jurídico às vítimas de violência e a seus familiares em 11 núcleos regionais localizados no Plano Piloto, Ceilândia, Guará, Itapoã, Paranoá, São Sebastião, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Estrutural e Gama.

 

Os serviços são oferecidos por uma equipe técnica multiprofissional, composta por assistentes sociais, psicólogos, especialistas em direito e legislação e profissionais da área administrativa. O atendimento abrange tanto as vítimas diretas quanto seus familiares, incluindo acompanhamento psicossocial para famílias de órfãos como requisito para o recebimento de auxílio financeiro.

Todos os serviços do Direito Delas são gratuitos. Podem ser beneficiadas mulheres, pessoas idosas, crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, vítimas de violência doméstica, familiar e crimes violentos. Também podem receber o atendimento familiares das vítimas diretas — cônjuges ou companheiros, ascendentes e descendentes de primeiro grau e parentes colaterais de segundo grau, desde que não sejam os autores da violência.

“As mulheres precisam se sentir seguras e amparadas em qualquer ambiente. O Agosto Lilás é um mês de luta, mas esse trabalho é diário e permanente”

Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

Ainda integram o programa ações como o Protocolo Por Todas Elas, instituído em novembro de 2023, que define diretrizes para prevenir e coibir a violência de gênero em bares, casas noturnas, eventos culturais e esportivos; e o projeto Conversa com Eles: Valorização da mulher e combate à violência doméstica, voltado ao público masculino, com bate-papos em canteiros de obras, empresas e instituições públicas, para despertar reflexão sobre atitudes, masculinidades e responsabilidade coletiva.

“As mulheres precisam se sentir seguras e amparadas em qualquer ambiente. O Agosto Lilás é um mês de luta, mas esse trabalho é diário e permanente. A Sejus está comprometida em promover políticas públicas que salvam vidas, transformam realidades e garantem direitos”, ressalta a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

 

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Comissão de Saúde avalia resultados do Iges-DF no primeiro quadrimestre de 2026

Durante audiência pública, instituto apresentou balanço financeiro e administrativo e ouviu apontamentos do Ministério Público, CLDF e do Conselho de Saúde do DF

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Foto: João Pedro Carvalho/Agência CLDF

Diretora-presidente do Iges-DF, Eliane Souza de Abreu apresentou dados referentes ao cumprimento de metas de gestão da entidade à Comissão de Saúde

Representantes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) compareceram à Câmara Legislativa nesta segunda-feira (28) para apresentar a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. A audiência pública ocorreu no âmbito da Comissão de Saúde (CSA), presidida pela deputada Dayse Amarilio (PSB), e teve a colaboração do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), do Conselho de Saúde e da sociedade civil.

No primeiro período da audiência, a diretora-presidente do Iges-DF, Eliane Souza de Abreu, apresentou dados referentes ao cumprimento de metas de gestão, à utilização das emendas parlamentares e ao gerenciamento e logística de recursos e insumos. A gestora iniciou a apresentação destacando que o instituto cumpriu, no período avaliado, 100% das metas de gestão pactuadas.

A deputada Dayse Amarilio, o promotor de Justiça do MPDFT Jairo Bisol e o presidente do Conselho de Saúde do DF, Domingos de Brito Filho, fizeram considerações sobre os dados apresentados. Amarilio avaliou que alguns indicadores apresentados pelo Iges-DF não correspondem ao que é percebido “na ponta” dos serviços de saúde prestados à população.

Segundo a parlamentar, chegam ao seu gabinete constantes relatos de dificuldades de acesso aos serviços de saúde, especialmente por parte da população em situação de vulnerabilidade. Ela também questionou o direcionamento de pacientes psiquiátricos para as UPAs, avaliando que essas unidades não são as mais adequadas para esse tipo de assistência.

A escassez de profissionais em quantidade suficiente para atender o quantitativo de pacientes, a falta de medicamentos básicos, como dipirona, e a violência praticada contra profissionais de saúde nas unidades também foram alvo de críticas da parlamentar. “Vai demorar a arrumar a saúde de Brasília porque ela não foi prioridade. Nós temos um problema que é orçamentário e que se reflete no colapso geral de todos os hospitais e sistemas”, afirmou.

O promotor de justiça Jairo Bisol criticou a ausência do secretário de Saúde na audiência. Para ele, parte dos problemas da saúde pública tem origem no modelo de “gestão dividida” entre o ente público (Secretaria de Saúde) e o ente privado (Iges-DF). “Não é o secretário de saúde que deveria estar aqui prestando contas? Me parece que o Iges deveria prestar contas ao secretário e ele prestar à população”, questionou.

Para Domingos Filho, os índices apresentados pelo relatório não correspondem às demandas levadas pela população ao Conselho de Saúde. “Os números apresentados no RVQA não correspondem ao que acontece no Iges. Os índices pactuados entre o Iges e a SES não estão sendo cumpridos”, avaliou.

Eliane de Abreu destacou que o Poder Executivo tem feito “esforço hercúleo” para viabilizar as entregas realizadas pelo Iges. Entre as conquistas obtidas no período, a gestora mencionou uma economia superior a R$ 200 mil por mês com a revisão da estrutura organizacional estabelecida no instituto.

Ela destacou ainda que tem trabalhado na recomposição da força de trabalho. Até o momento, 530 profissionais de saúde já foram realocados nas UPAs para suprir a demanda. Além disso, o instituto tem fortalecido o serviço de telessaúde, o que tem melhorado a gestão no atendimento de forma geral. “Essa também tem sido uma prioridade para nós”, pontuou.

 

Foto: João Pedro Carvalho/Agência CLDF

Dados de gestão

Desempenho institucional e metas de gestão: o instituto informou o cumprimento de 100% das metas pactuadas na área de ensino e pesquisa, incluindo a oferta de vagas para residência médica, residência multiprofissional e estágios curriculares. Os indicadores de rotatividade de pessoal também permaneceram dentro dos limites estabelecidos para os hospitais e unidades de pronto atendimento administrados pelo Iges-DF.

Por outro lado, o indicador de sustentabilidade financeira (Fator K) fechou o período em 1,92, abaixo da faixa contratual prevista entre 2,26 e 2,5. Segundo o relatório, o resultado evidencia a necessidade de recomposição financeira da instituição.

Reestruturação administrativa e governança: os gestores apresentaram também medidas adotadas para reorganização administrativa e fortalecimento da governança institucional. Entre as ações destacadas estão a revisão da estrutura organizacional, a redução de cargos administrativos e a realocação de servidores para áreas assistenciais, iniciativa que gerou economia superior a R$ 200 mil por mês. Também foram promovidas mudanças em setores estratégicos da administração do instituto.

O relatório apontou avanços na área de gestão de riscos e segurança do paciente, com a elaboração da Política de Gestão de Crises do Iges-DF, revisão de protocolos assistenciais e fortalecimento dos mecanismos de apuração institucional. Houve ainda ampliação do diálogo com órgãos de controle, entre eles a Comissão de Saúde da CLDF, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o MPDFT.

Recursos para ampliação da capacidade assistencial

Outro destaque da prestação de contas foi a captação de recursos por meio de emendas parlamentares e convênios federais. Segundo os dados apresentados, foram garantidos R$ 17 milhões em 23 novos convênios firmados com o Ministério da Saúde, destinados à aquisição de equipamentos e ao fortalecimento da estrutura assistencial do Hospital de Base, do Hospital Regional de Santa Maria e das unidades de pronto atendimento.

O Instituto informou também a aquisição e formalização de centenas de equipamentos médico-hospitalares, incluindo aparelhos de anestesia, mesas cirúrgicas, equipamentos de imagem e monitores multiparamétricos, ampliando a capacidade de atendimento da rede sob sua gestão.

Administração e logística

Na área de administração e logística, o Iges-DF destacou avanços na gestão de compras, estoques e abastecimento das unidades de saúde. Entre as medidas adotadas está a migração gradual de contratos para atas de registro de preços, processo que já alcançou 64% de execução e busca reduzir custos, ampliar a previsibilidade das aquisições e preparar a rede para a incorporação de novas UPAs.

De acordo com o relatório, 1.075 itens foram adquiridos no período, permitindo atendimento de 84% das demandas de compras registradas. O instituto atribuiu o resultado à maior agilidade nos processos de negociação e reposição de estoques, reduzindo o risco de desabastecimento de insumos e medicamentos essenciais.

Também foram apresentados os resultados da verticalização do Centro de Distribuição, que proporcionou redução de R$ 7,78 milhões nos estoques em comparação com o ano anterior, além da ampliação da capacidade de armazenamento e do aprimoramento dos mecanismos de rastreabilidade de medicamentos e materiais utilizados nas unidades.

Entre os projetos em andamento, os gestores destacaram a implantação do dispensário eletrônico na UPA de Ceilândia, em fase piloto, com o objetivo de aumentar a segurança na dispensação de medicamentos, melhorar o controle dos estoques e ampliar a rastreabilidade dos insumos utilizados na assistência aos pacientes.

 

Foto: David Calaça / Agência CLDF

 

Balanço financeiro

De acordo com a apresentação do superintendente de Contabilidade, Finanças, Custos e Orçamentos do Iges-DF, Fabiano Batista, a receita total nos três primeiros meses de 2026 foi de R$ 784 milhões e a despesa executada somou R$ 788 milhões, dos quais R$ 26,7 milhões em investimentos. O Instituto iniciou o ano com R$ 46 milhões, remanescentes de 2025.

Embora a disponibilidade financeira tenha sido de R$ 43,7 milhões, esses recursos são vinculados. De acordo com o relatório, a dívida do Iges-DF caiu de R$ 171,7 milhões, no primeiro trimestre de 2022, para R$ 33,4 milhões em 2026. No entanto, técnicos do Iges apontaram defasagem financeira do Instituto.

A deputada Dayse Amarilio questionou sobre o risco de não pagamento dos terceirizados. A presidente do Iges, Eliane de Abreu, disse que protocolou pedido de reequilíbrio financeiro à Secretaria de Saúde e que, no momento, não há atraso no pagamento dos terceirizados. Ela também salientou que a gestão prioriza os contratos com provimento de mão de obra.

O presidente da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão do Iges-DF, Luiz Roberto Domingues, no entanto, defendeu a atualização dos repasses, pois o orçamento atual, segundo ele, é baseado nos cálculos de 2024. “O fluxo de recursos e obrigações assumidas do Iges está chegando ao ponto de o Iges correr o risco de não honrar as obrigações contratualizadas sem fazer repactuação, sem fazer reequilíbrio e sem ajustar os contratos com os fornecedores.”

Contratos

De acordo com a superintendente de Contratos do Iges-DF, Luana Fonseca, havia 1.450 instrumento contratuais vigentes em 30 de abril, sendo 1.316 de aquisições, 116 de serviços e 18 de locação. No primeiro trimestre, foram formalizados 793 novos instrumentos, dos quais 518 tinham como objetivo a seleção de fornecedores regulares.

Os contratos celebrados no período somaram R$ 830 milhões, referentes a serviços prestados de três a 24 meses. Desses contratos, 562 foram de aquisição de materiais, 12 de serviços. Houve ainda 84 rescisões e sete apostilamentos. Segundo Fonseca, houve uma redução de 66,6% do total de contratos regulares assinados.

Após a apresentação, Dayse Amarilio questionou a vigência por longos períodos de contratos pagos com verbas indenizatórias. Sobre um determinado contrato, ela criticou: “A gente demorou praticamente três anos para abrir a licitação”.

Os técnicos do Iges-DF se comprometeram a aprimorar a gestão de contratos. “Desde que essa diretoria assumiu o Iges, eu e meus pares temos trabalhado com muito afinco para tratar e entregar respostas. Há questões que não vamos conseguir resolver de pronto, mas isso não significa que não estão no nosso radar, já foram mapeadas”, afirmou a presidente.

O promotor Jairo Bisol parabenizou a condução da audiência pública: “Encantado por ver com que garra e com que competência hoje, na figura da deputada Dayse, vemos esse exercício do controle por parte do Legislativo que eu nunca vi”.

A avaliação das metas do Iges-DF será realizada em uma nova audiência da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa.

 

Confira a cobertura fotográfica da audiência no Flickr da CLDF

Christopher Gama e Mario Espinheira – Agência CLDF

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Após empate frustrante, Brasil reencontra Austrália em novo amistoso

Ancelotti deve fazer sete mudanças em relação à equipe de sexta (25)

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Lincoln Chaves – Repórter da EBC

 

Quatro dias após empatarem por 1 a 1, Brasil e Austrália se reencontram nesta terça-feira (29) para novo amistoso no país da Oceania. Desta vez, no Suncorp Stadium, em Brisbane, a partir das 7h (horário de Brasília).

O técnico Carlo Ancelotti deve realizar pelo menos sete mudanças no time que foi a campo na última sexta-feira (25), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. Autor do gol brasileiro, já nos acréscimos, o atacante Rayan é um dos que devem iniciar o duelo como titular.

O sistema defensivo será totalmente diferente, com o goleiro Otávio, os laterais Vanderson (direita) e Mauro Júnior (esquerda) e os zagueiros Jair e Gabriel Magalhães. Os volantes Danilo e Bruno Guimarães terão a companhia do meia Gabriel Bontempo. Na frente, Rayan forma o trio de ataque com Raphinha e Vinícius Júnior.

Dos 26 convocados por Ancelotti, oito nunca haviam sido chamados à seleção principal. Deles, dois estrearão com a Amarelinha nesta terça: Otávio e Gabriel Bontempo.

O lateral Matheuzinho foi titular no jogo passado, enquanto Jair e Mauro Júnior entraram na etapa final no lugar de Vitor Reis e Douglas Santos, respectivamente. O goleiro Pedro Morisco, o zagueiro Arthur Dias e os volantes Breno Bidon aguardam uma oportunidade.

“O Breno [Bidon] é um jogador que tem muita qualidade, que está jogando muito bem no Campeonato Brasileiro [pelo Corinthians]. Gostei muito de Arthur Dias e dos goleiros, que eu não conhecia. A verdade é que são todas surpresas positivas. Gostei muito do Gabriel Bontempo, Jair… Quero ser objetivo: temos futuro, apesar das críticas”, disse Ancelotti, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (28).

“Eu acho que a geração que jogou a Copa do Mundo de 2018, 2022 e 2026 acabou. Temos que construir uma nova geração levando em consideração alguns jogadores da geração anterior com idade para a próxima Copa do Mundo. É um momento muito interessante para novos e jovens jogadores, de 17, 18, 19 anos. Esperamos ter a possibilidade e a oportunidade de ajudá-los a crescer mais rápido”, concluiu o treinador.

Do lado australiano, a meta é repetir o nível de atuação da partida anterior. Segundo o técnico Tony Popovic, que também atendeu à imprensa nesta segunda, a seleção do país não está acostumada a enfrentar adversários “de nível top” a cada quatro dias, ao contrário dos brasileiros, que atuam regularmente em grandes competições e na Liga dos Campeões da Europa, principal torneio de clubes do mundo.

“Será um grande teste para observarmos: podemos nos recompor fisicamente? Mentalmente? Podemos apresentar novamente a qualidade que mostramos com e sem a bola? É por isso que estamos encarando o Brasil e estamos satisfeitos de eles terem vindo aqui nos proporcionar esse grande teste”, analisou o treinador.

Se repetir a formação do último amistoso, Popovic deve escalar a Austrália com Patrick Beach; Alessandro Circati, Harry Souttare e Lucas Herrington; Jacob Italiano, Jackson Irvine, Paul Okon-Engstler e Connor Metcalfe; Aziz Behich, Kusini Yengi e Nestory Irankunda. Este último marcou, de falta, o gol que abriu o marcador em Townsville.

Após os jogos na Austrália, o Brasil viaja para a Índia. O amistoso contra a seleção da casa será no próximo sábado (3), às 11h, no Salt Lake Stadium, em Calcutá.

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Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas

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O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.

“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.

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A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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