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CAPITAL NATURAL DA AMAZÔNIA
Destaque para o capital natural da floresta de Carajás.
Este trabalho de relevante conteúdo estará à disposição de todos os participantes da COP30, em novembro próximo, em Belém do Pará. O livro de 272 páginas tem artigos diversos, abordando todos os aspectos da Floresta Amazônica como a questão social, econômica e biológica. Mostra os benefícios da floresta para o bem-estar humano, bem como as contribuições para conservação e mitigação das mudanças globais. Escrito por 56 cientistas e pesquisadores, o livro descreve a função da flora e da fauna e do solo. O “Capital Natural das Florestas de Carajás” trata da sustentabilidade e da diversidade da mais importante floresta tropical do mundo, a Amazônia. Conversamos com a organizadora da obra, a bióloga e doutora em Ecologia, Tereza Cristina Giannini, para conhecer mais sobre este trabalho.
TEREZA CRISTINA GIANNINI – ENTREVISTA

A bióloga Tereza Cristina, com doutorado em Ecologia, é formada pela Universidade de São Paulo. É paulistana, mas vive em Belém do Pará há dez anos. Trabalha do Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável e é credenciada no Programa de Pós-graduação em Zoologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Tereza Cristina trabalha com interações ecológicas, com ênfase em espécies provedoras de serviços ecossistêmicos, como polinização, dispersão de sementes, além de polinização para agricultura e produção de alimentos, além de estar super envolvida na restauração de interações ecológicas, valoração de serviços ecossistêmicos e o potencial impacto das mudanças climáticas sobre esses serviços.
Silvestre Gorgulho – Qual é o conceito de Capital Natural e qual é a aplicação desse conceito?
Tereza Cristina – Capital Natural se refere ao estoque dos recursos naturais. Esses recursos englobam toda a diversidade de espécies de plantas e animais que fazem parte da floresta. Mas não só isso; englobam também o solo, água e clima que são responsáveis por manter um ambiente adequado para a ocorrência dessas espécies. O Capital Natural se refere à ideia de ‘valor’, ou seja, ele busca valorar a natureza, o que é um desafio grande, especialmente considerando as florestas tropicais, como a Amazônia, que são muito ricas em termos de biodiversidade e de ocupação histórica. Assim, o projeto ‘Capital Natural das Florestas de Carajás’ teve por objetivo apresentar um método para fazer essa valoração. Destaco que essa foi a primeira vez que algo do tipo foi desenvolvido para uma floresta tropical. Tal pesquisa é importante pois auxilia a tomada de decisão associada à conservação, contribui para o desenho de políticas públicas e aumenta da conscientização sobre a importância de proteger as florestas.

O segredo e a riqueza da Amazônia estão na sua floresta úmida tropical. As árvores valem mais em pé do que derrubadas. O valor da Amazônia está nos genes, na sua biodiversidade, e no subsolo devido à riqueza mineral.
Silvestre – Como a riqueza da Amazônia contribui para o bem-estar social e econômico dos mais de 20 milhões de brasileiros que vivem na região?
Tereza Cristina – A Amazônia é uma floresta tropical com elevado número de plantas, animais e microoganismos que vivem em uma complexa rede de interações, criando uma relação de interdependência mútua. Por exemplo, algumas plantas dependem de polinizadores e dispersores sementes para se reproduzir. E alguns animais dependem de plantas para se alimentar ou construir seus ninhos. Essas interações abrangem os povos originários que vivem dentro da floresta há alguns milhares de anos, e vêm manejando a floresta de forma sustentável, ancorados em um rico saber ancestral.

O BioParque de Carajás acolhe os animais da região e é um santuário vivo para visitas, estudos e pesquisas.

O BioParque de Carajás é exemplo de cuidado e sustentabilidade.
Silvestre – Mas, e as pessoas que vivem nela?
Tereza Cristina – Sim, a floresta fornece inúmeros benefícios para as pessoas que vivem nela e, também, para as pessoas que estão longe. A floresta armazena carbono que é o principal gás de efeito estufa; regula o clima localmente; protege recursos hídricos; protege as espécies de polinizadores, como as abelhas, que contribuem para a produção de alimentos (frutas e sementes); e oferece recursos alimentares para as pessoas, como é o caso da castanheira do brasil e do açaí, entre muitas outras plantas alimentícias utilizadas. A floresta em pé oferece muitos recursos para a geração de trabalho e de renda, além de servir de pano de fundo para um rico arcabouço cultural e artístico, com sua culinária, festas populares, tradições e arte que lhe são próprias.
Silvestre – Especificamente sobre a Floresta Amazônia…
Tereza Cristina – Bem, especificamente sobre a Floresta Amazônica podemos dizer que além de ser importante regionalmente, a Floresta Amazônica contribui com as chuvas que caem no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, com os chamados ‘rios voadores’, e têm importante papel na regulação do clima global. Além disso, protegem a rica diversidade de espécies que têm, na floresta, o seu habitat natural. Muitos desses benefícios foram analisados pelo projeto Capital Natural do Instituto Tecnológico Vale, que teve por objetivo compreender o valor da floresta para o bem-estar humano e também compreender quais os elementos da biodiversidade são mais importantes para manter a floresta em pé.

O papel da floresta na proteção dos recursos hídricos.
Silvestre – Quem idealizou o projeto?
Tereza Cristina – A ideia nasceu em 2019 com o professor José Siqueira e a professora Lucia Imperatriz. Eles faziam parte do Instituto Tecnológico Vale. Eu assumi a coordenação do projeto em 2020, na gestão do atual diretor, o Dr. Guilherme Oliveira.
Silvestre – Qual foi a motivação para escrever e organizar o livro?
Tereza Cristina – Nossa intenção é espalhar o conhecimento. Para preservar precisa conhecer. O projeto Capital Natural das Florestas de Carajás levantou muitos dados de qualidade. Foram analisados dez componentes associados ao capital natural dessas florestas, que são pertencentes ao bioma Amazônico. Esses dados cobriam desde a riqueza de espécies de plantas, aves, abelhas e borboletas até a importância da floresta para a regulação do clima local e para a proteção de água. Ademais, era nossa intenção divulgar amplamente os resultados. Assim, o livro foi um meio para atingir o objetivo de divulgar os resultados obtidos.
Silvestre – A maior parte das imagens, por sinal belíssimas, é de Manuel Aun. Elas foram feitas exclusivas para o livro?
Tereza Cristina – Sim, foram feitas exclusivamente para o livro. Outros fotógrafos participaram do projeto. Imagens e ilustrações são fundamentais num trabalho como esse.
Silvestre – Além do e-book, o livro foi feito também em papel? Como está sendo comercializado?
Tereza Cristina – Sim, foram impressos três mil exemplares da versão em português. A distribuição é gratuita. Agora serão impressos mais mil exemplares em inglês para os participantes da COP-30 do Clima, em novembro em Belém.
Silvestre – Os 56 autores dos artigos foram remunerados pelo trabalho?
Tereza Cristina – Os autores são pesquisadores contratados que trabalham no ITV ou nas instituições parceiras, especialmente o Museu Paraense Emílio Goeldi. Não receberam remuneração especificamente pelo livro.
Silvestre – O livro está completo ou há planejamento para uma nova edição?
Tereza Cristina – O livro está completo, sim. Talvez haja nova impressão porque temos poucos exemplares em português, mas não planejamos uma nova edição.
O livro completo pode ser acessado em https://www.itv.org/wp-content/uploads/2023/09/Ebook.CapitalNatural.ITV_.2023.pdf

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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026
Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo
- Da Secretaria de Comunicação da UnB
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UnB marca presença entre os finalistas na tradicional premiação brasileira com coletâneas e obra traduzida. Arte: Secom UnB Alegria, reconhecimento coletivo e satisfação por ver trajetórias acadêmicas alcançarem projeção nacional são algumas das sensações que aproximam os três docentes da Universidade de Brasília finalistas do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026.
As três publicações que representam a instituição na lista final de uma das principais premiações do país contemplam conhecimentos de áreas distintas. Indicada na categoria Artes, a coletânea organizada pela professora Edileuza Penha de Souza e por Ceiça Ferreira, doutora em Comunicação pela UnB, aborda o cinema negro realizado por mulheres.
Já a interpretação contemporânea de um diálogo de Platão, feita por Gabriele Cornelli, concorre na área de Tradução. O protagonismo dos jovens diante das mudanças climáticas é o eixo central do livro organizado por Elimar Pinheiro do Nascimento e Alfredo Pena-Vega, finalista no grupo das Ciências Agrárias e Ciências Ambientais.
Os autores concordam que, para além de seus trabalhos individuais, as indicações valorizam os temas, as equipes e os espaços de pesquisa que permeiam a produção das obras.
“É uma maravilha que a gente tenha, numa única universidade no Centro-Oeste, três docentes finalistas dessa edição do Prêmio Jabuti“, comemora Edileuza Penha, professora vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos e Cidadania do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (PPGDH/Ceam/UnB).
O Prêmio Jabuti Acadêmico, criado em 2024, reconhece e valoriza livros científicos, técnicos e profissionais publicados no Brasil. A edição de 2026 recebeu mais de 2 mil inscrições em categorias que estão distribuídas nos eixos Ciência e Cultura ou Prêmios Especiais. Os autores vencedores receberão uma estatueta do Jabuti Acadêmico, além da premiação de R$ 5 mil. As editoras responsáveis pelas obras também serão contempladas com o troféu.
Os vencedores serão conhecidos em 11 de agosto, durante cerimônia no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da Câmara Brasileira do Livro no YouTube.
>> Conheça todos os finalistas da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico

“Os nossos filmes, na maioria das vezes, não vinham sendo curados, não vinham sendo sequer falados”, afirma Edileuza Penha, coautora da obra Cinema negro no feminino: afetos e pertencimentos além das telas. Foto: Arquivo pessoal MULHERES PROTAGONISTAS – Organizada por Edileuza Penha e Ceiça Ferreira, a coletânea Cinema negro no feminino: afetos e pertencimentos além das telas reúne pessoas negras, em sua maioria, para destacar narrativas e intersecções entre gênero, raça e os processos do “fazer cinema”.
Para Penha, a obra incorpora aos campos da comunicação, do audiovisual e das artes as experiências de mulheres negras em espaços historicamente marcados pela predominância masculina e branca. “A principal contribuição é dar visibilidade a um cinema que, durante muito tempo, foi marginalizado”, sintetiza.
Organizado em quatro eixos, o livro inclui discussões sobre a pesquisa e a construção do cinema negro como campo de estudos e sobre as dimensões estética e política dessas produções. Resgata ainda a memória de pioneiras como Adélia Sampaio e Antônia Ágape, aprofundando questões relacionadas à visibilidade das mulheres negras na história do cinema, bem como traz artigos sobre crítica, curadoria e exibição.
“Os nossos filmes, na maioria das vezes, não vinham sendo curados, não vinham sendo sequer falados”, observa a pesquisadora, que também dirigiu curtas-metragens premiados, entre eles Filhas de Lavadeiras (2019) e Vão das Almas (2023).
Penha conta que, durante o percurso para a publicação do livro, a proposta recebeu respostas negativas de quatro editoras. Tornou-se possível depois que o trabalho foi contemplado pela iniciativa Rouanet nas Favelas. A obra foi publicada pela editora Nau e já é adotada em cursos de mestrado e doutorado em cinema, a exemplo da Universidade Federal Fluminense.
A indicação ao Jabuti Acadêmico chega em um momento especial para as autoras, pois evidencia “o reconhecimento de um trabalho silencioso e de formiguinha”. “Estamos muito felizes, estou explodindo de alegria. A indicação é uma grande vitória”, celebra Edileuza Penha.
A docente da UnB ainda defende a inserção de uma disciplina voltada às relações raciais nos currículos das licenciaturas, uma formação que contribuiria para preparar futuros docentes de diferentes áreas e pertencimentos raciais para compreender a diversidade da sociedade brasileira, com ênfase na educação para as relações étnico-raciais.
OBRA CLÁSSICA – O professor do Departamento de Filosofia Gabriele Cornelli é finalista com uma nova tradução de Fédon, de Platão. O livro traz o último dia de Sócrates, condenado a beber veneno, com abordagens sobre conhecimento, vida filosófica, morte, alma e justiça.

Tradução de Fédon é resultado da tese defendida por Gabriele Cornelli, em 2024, para promoção a professor titular na UnB. Foto: Arquivo pessoal “‘Acreditamos que a morte seja algo?‘ Essa é a pergunta com que Sócrates inicia sua discussão com os amigos, em seu último dia”, explica Cornelli. O personagem procura demonstrar que a morte não seria o fim do ser humano nem algo que um filósofo deveria temer. Platão também apresenta Sócrates encontrando familiares e amigos, preparando o corpo para a morte, rindo, realizando gestos de carinho, permanecendo em silêncio e, finalmente, tomando o veneno.
“No Fédon, a morte não é somente discutida. Ela é também, e sobretudo, representada”, afirma o tradutor. “O corpo de Sócrates que morre embaralha o discurso filosófico. A lógica dos argumentos esmaece, por vezes, na frente do desejo de persuadir e consolar os amigos.”
O pesquisador conta que, ao realizar a tradução, procurou recuperar o caráter público e cotidiano da filosofia de Platão. Para ele, o filósofo grego desenvolveu o pensamento filosófico por meio do diálogo e do debate sobre questões como felicidade, justiça e linguagem.
De acordo com Cornelli, Platão não procurou criar uma linguagem técnica separada da vida cotidiana. Por isso, uma tradução excessivamente formal poderia passar a impressão de que o filósofo não fala a língua das gerações atuais ou de que a filosofia não pode ser plenamente expressa em português brasileiro.
Assim, o docente destaca que trabalhou com recursos próprios da nossa língua ao traduzir o clássico. Um exemplo está na passagem em que Sócrates procura consolar Fédon, sentado em um banco abaixo dele. O verbo utilizado no texto grego significa apertar ou pressionar para descrever um movimento realizado nos cabelos do jovem.
“Os tradutores de outros idiomas sofreram muito para traduzir esse estranho movimento de uma pressão nos cabelos. Mas o português brasileiro me regalou imediatamente: Sócrates, para consolar Fédon, ‘fez cafuné’ nele”, relata.
A edição foi publicada pela Companhia das Letras, na coleção Clássicos Penguin. Além do trabalho com a língua, Cornelli propõe uma leitura crítica da apropriação histórica do platonismo por discursos coloniais e por concepções de superioridade da cultura europeia.
Segundo ele, ideias associadas a Platão foram utilizadas ao longo da modernidade para justificar hierarquias, processos de colonização e projetos de supremacia racial ou cultural. A tradução e os comentários procuram retornar ao texto para separar a obra dessas interpretações posteriores.
O livro é resultado da tese defendida pelo tradutor, em 2024, para sua promoção a professor titular da UnB, coroando seus 20 anos de trabalho na Universidade. A trajetória inclui as atividades desenvolvidas na Cátedra Unesco Archai sobre as Origens Plurais do Pensamento Ocidental, coordenada por ele desde 2011.

“O futuro está nas mãos dos e das jovens”, defende Elimar Pinheiro sobre a necessidade de ação e protagonismo da juventude para mudar a trajetória das mudanças climáticas no mundo. Foto: Arquivo pessoal JOVENS E CLIMA – Concorrendo na área de Ciências Agrárias e Ciências Ambientais, o livro Juventude e Clima: Vozes e Futuro foi coordenado por Alfredo Pena-Vega e pelo professor Elimar Pinheiro do Nascimento, do Programa de Pós-Graduação do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS/UnB). A obra teve colaboração de 20 autores entre cientistas e jovens de Brasil, França, Áustria, Chile e Colômbia.
A motivação central é mostrar como os jovens reagem às mudanças climáticas, em especial aos eventos climáticos extremos. A obra reúne reflexões científicas, experiências de diálogo entre pesquisadores e jovens e propostas de atuação em diferentes territórios.
Para Pinheiro, o enfrentamento das mudanças climáticas exige estudos que permitam compreender com precisão as causas e os desdobramentos do fenômeno. Entretanto, segundo o pesquisador, a produção de conhecimento precisa ser acompanhada de decisões e ações capazes de alterar a trajetória das mudanças provocadas pelas atividades humanas. “Conhecer não é suficiente. É preciso, com base nos achados científicos, agir.”
Nesse sentido, a contribuição do livro é mostrar que os jovens não devem ocupar apenas o lugar de pessoas afetadas pelas mudanças climáticas, mas podem participar da construção de respostas científicas, políticas e sociais para o problema. O programa internacional Global Youth Climate Pact (GYCP), cuja experiência é tratada na obra, demonstra como os participantes se apropriam dos conhecimentos científicos, tomam iniciativas, mobilizam a criatividade e agem diante dos efeitos das mudanças climáticas.
A publicação é dividida em quatro partes, apresentando análises das mudanças climáticas de maneira simples e acessível. Os capítulos abrangem desde a educação ambiental até as transformações na concepção de desenvolvimento sustentável; analisam como os jovens brasileiros compreendem as mudanças climáticas, suas causas e os impactos; e trazem depoimentos de jovens que participaram do GYCP.
A obra também reuniu propostas para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima formuladas por especialistas e integrantes de povos originários.
A indicação ao Jabuti foi recebida por Elimar Pinheiro como um reconhecimento que ultrapassa a trajetória dos autores e coordenadores. “Foi não apenas uma alegria pessoal e profissional, mas também uma alegria cidadã: o reconhecimento da importância do protagonismo dos jovens na luta do clima”. O docente reitera: “O futuro está nas mãos dos e das jovens.”
ATENÇÃO – As informações, as fotos e os textos podem ser usados e reproduzidos, integral ou parcialmente, desde que a fonte seja devidamente citada e que não haja alteração de sentido em seus conteúdos. Crédito para textos: nome do repórter/Secom UnB ou Secom UnB. Crédito para fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.
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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação
Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.
Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.
As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.
Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.
Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.
Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.
A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.
Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.
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