Reportagens
Da fruta ‘in natura’ a quitutes especiais: Produtores de Brazlândia se preparam para a 29ª Festa do Morango de Brasília
Com apoio do GDF, a exposição ocorre nos dias 5, 6, 7, 12, 13 e 14 de setembro na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão, na BR-080
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Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo
A contagem regressiva para a 29ª Festa do Morango de Brasília, em Brazlândia, já começou, assim como os preparativos por parte dos produtores rurais. Uma das principais vitrines da produção agrícola do Distrito Federal, a festa reunirá 42 estandes no Espaço Morangolândia para exposição de frutos in natura e quitutes especiais, desde tortas, geleias, bebidas alcóolicas, bombons e até o famoso morango do amor, que se popularizou na internet neste ano.
Antes da programação oficial, foi feito o Encontro Técnico dos Produtores de Morango, promovido pela Emater-DF em parceria com a Embrapa. A atividade ocorreu na sexta-feira (29), no escritório da empresa pública em Brazlândia, com apresentação de inovações tecnológicas, práticas de manejo e escolha de variedades mais adequadas para os sistemas de produção do DF.
A Agência Brasília foi até o Núcleo Rural Chapadinha para conhecer o cardápio das produtoras rurais Osmarina Oliveira Silva, 51 anos, e Vanda Maria Malheiros, 60. As duas iniciaram o cultivo da cultura há mais de três décadas com o objetivo de aumentar a renda familiar e, desde o início, recebem apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Os frutos são utilizados na criação dos derivados, carros-chefes das agricultoras.
O técnico extensionista Claudinei Machado explica que as adaptações agregam valor ao morango e impulsionam os resultados do campo brasiliense. “A Emater-DF incentiva que, cada vez mais, os produtores ganhem espaço no mercado por meio do processamento, porque agrega valor ao produto. Enquanto hoje, por exemplo, você vende uma caixa de morango com quatro bandejas por R$ 12, também consegue vender uma unidade de morango do amor por R$ 15”, observa.
Brazlândia é responsável por mais de 90% da produção de morangos. Neste ano, a expectativa é de uma safra igual ou maior que a de 2024, quando a produção no DF chegou a 6.616 toneladas. Desse total, 5.174,62 toneladas foram produzidas na região administrativa.
“Da pandemia para cá, mantivemos a faixa de plantio em torno de 180 hectares, com 400 famílias plantando morango, gerando uma produtividade de 6,6 mil toneladas no DF. É muito morango no mercado, uma produtividade significativa, e isso tem alavancado não só a economia, mas também o turismo rural”, ressalta Claudinei. “A festa é o local onde os produtores podem ganhar dinheiro e fazer uma reserva para os ciclos dos próximos anos.”
Confeitaria
Polpa, mousse, torta, bombom, coxinha, geladinho, bolo de pote, suco, geleia: Osmarina aposta em variedade e qualidade quando se trata da Festa do Morango. Confeiteira de mão cheia, ela pausa a produção de bolos por encomenda para se dedicar integralmente ao evento. Nos dias de festa, as vendas são feitas pelo marido, a filha e três funcionárias, enquanto Osmarina segue com a mão na massa, em casa.
“Faço os produtos com morango desde o início e a procura sempre foi positiva. O morango é campeão mesmo, todo mundo gosta e vai bem com tudo”, comenta a produtora. “Quando está chegando perto da festa, a gente faz uma reunião em família para ver o que vamos fazer. Esperamos o ano todo por isso, porque [o retorno] é muito bom. O nosso lucro dobra e a gente consegue investir aqui, na cozinha e na plantação.”
O cardápio deste ano terá uma novidade: o morango do amor, comercializado a R$ 10. Ela afirma que a repercussão relacionada ao doce foi positiva para o orçamento familiar: “Peguei muita encomenda. Fiz algumas parcerias, e o restante vendi na cidade. Estou satisfeita trabalhando com morango e só esperando a festa, contando as horas para chegar”. Saiba mais sobre o trabalho de Osmarina na rede social da confeiteira.
Família
Do licor aos doces, como o copo da felicidade, geleias e bombons, os produtos de Vanda são feitos com capricho e se destacam pelo sabor apurado. O trabalho reúne toda a família, que se divide nas etapas da bebida alcoólica e dos demais itens. “É uma maratona. Temos que correr para dar conta de tudo porque são muitas coisas para vender. São dois finais de semana, e precisamos ter produtos fresquinhos e de boa qualidade”, salienta.
Como o foco são os derivados, a plantação de Vanda é pequena, em comparação às propriedades que buscam oferecer os frutos in natura. Os cuidados com os pés são diários, e os morangos são selecionados prezando pela qualidade do produto final. “Podemos colher morangos fresquinhos para fazer coisas bem bacanas. Tem muita coisa para fazer todo dia: tem que molhar direitinho, adubar, manter sempre limpo”, explica.
Assim como o de Osmarina, o cardápio de Vanda também terá o morango do amor, pensado para agradar os clientes e incrementar o faturamento do estande. “Tudo que a gente leva, a gente vende. Não traz nada para casa, e agora, com esse morango do amor, queremos arrebentar”, diz. Para conhecer mais sobre o trabalho da Vanda, acesse a rede social dela.
Vitrine do campo brasiliense
A Festa do Morango é organizada pela Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag) com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Emater-DF, da Administração Regional de Brazlândia e das secretarias de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), de Turismo (Setur) e de Cultura e Economia Criativa (Secec).
“Trata-se de um espaço privilegiado para a apresentação da gastronomia local, do artesanato, das manifestações culturais e do talento dos artistas da região. Nesse contexto, a atuação da administração regional é crucial para apoiar esses aspectos, garantindo que a diversidade e a autenticidade de Brazlândia sejam amplamente conhecidas e apreciadas pelo público”, ressalta a administradora da cidade, Luciana Ferreira.
A Seagri disponibilizou maquinário, como um caminhão-pipa e tratores, para a manutenção do espaço da festa. O titular da pasta, Rafael Bueno, observa a importância do evento para o setor, uma vez que, segundo ele, o DF tem se destacado no cenário nacional como o terceiro maior produtor de morangos do Brasil.
“Isso é fruto do trabalho árduo de nossos agricultores, especialmente em regiões como Brazlândia e Planaltina, onde o morango é uma importante fonte de renda para muitas famílias. A Festa do Morango celebra mais do que a fruta: ela valoriza o trabalho no campo, a dedicação das famílias e a importância da agricultura para o desenvolvimento do Distrito Federal”, complementa Bueno.
Programação
A 29ª Festa do Morango de Brasília vai ocorrer nos dois primeiros finais de semana de setembro: de 5 a 7 (sexta-feira a domingo) e de 12 a 14 (sexta-feira a domingo). A estrutura será montada na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão, na BR-080, km 13. A entrada é gratuita, e os detalhes são divulgados na rede social do evento.
O Espaço Morangolândia estará disponível nos seis dias de festa, com uma área exclusiva para comercialização da fruta e derivados. Serão mais de 40 estandes de agricultores assistidos pela Emater-DF, com funcionamento das 10h às 22h, nos finais de semana, e das 19h às 22h, às sextas-feiras. A Florabraz também estará aberta em todos os dias da programação, reunindo flores e plantas ornamentais cultivadas no Quadradinho, além de peças artesanais.
No dia 6, das 10h às 12h, ocorre o tradicional Concurso de Receitas com Morango, que valoriza a gastronomia local e a criatividade no uso do fruto. A competição reúne chefs, estudantes de gastronomia e representantes da comunidade, com avaliação técnica e voto popular. Os três melhores pratos serão premiados com apoio de parceiros da Emater-DF e da Administração Regional de Brazlândia.
O Colha & Pague do Morango será em 6 e 13 de setembro, em propriedades previamente selecionadas. Os participantes poderão conhecer o cultivo e colher os frutos diretamente do pé. Serão organizadas duas turmas por dia, nos períodos matutino e vespertino, com 30 participantes cada
Outra atividade tradicional é a 35ª Exposição Agrícola, agendada para 12 e 13 de setembro, com participação de agricultores de Brazlândia e Ceilândia. O público poderá conferir uma mostra de cerca de 400 alimentos de hortifrutigranjeiros, com destaque para a qualidade e diversidade da produção local.
Reportagens
Conheça os filmes do Distrito Federal que disputarão o 28º Troféu Câmara Legislativa
Este ano, 15 produções concorrem a R$ 298 mil em prêmios. Os títulos serão exibidos, de 14 a 18 de setembro, durante o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Foto: Montagem realizada com fotos de divulgação
Longas selecionados foram Amadeo e o Hipotético Mundo Novo; Mapas; Onde Moram os Irmãos; e Nem Todos Sabem
A 28ª edição do Troféu Câmara Legislativa terá quatro filmes de longa-metragem e 11 de curta-metragem (veja abaixo) na disputa por um total de R$ 298 mil em prêmios. Destinada a produções do Distrito Federal, a premiação foi criada há três décadas, pela CLDF, com o objetivo de reconhecer e incentivar os realizadores brasilienses. Este ano, a exibição ocorrerá de 14 a 18 de setembro, durante a Mostra Brasília, que integra a programação oficial do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Os filmes que concorrem ao 28º Troféu Câmara Legislativa foram anunciados na manhã desta terça-feira (18), durante coletiva de imprensa de lançamento do festival. Os títulos de linguagens diversas — ficção, documentário, animação e híbridos — foram selecionados por um grupo de especialistas composto por Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes, que examinou 132 títulos, sendo 23 longas e 109 curtas-metragens, habilitados entre os inscritos.
Para a Comissão de Seleção, a programação, que será mostrada no Cine Brasília, “reúne filmes marcados pela invenção, risco, incômodo, observação atenta e, sobretudo, pela autenticidade”. Eles observam que são “obras que partem de memórias, afetos e estranhamentos para ampliar nossa percepção sobre o Distrito Federal e aqueles que o habitam”. Os integrantes também ressaltam que, “ao reconhecer talentos locais”, o conjunto “reafirma o cinema como linguagem artística, espaço político e ponto de encontro entre realidades que divergem, mas que coexistem no mesmo território”.
Por fim, apontam que, “em uma época marcada pela imprevisibilidade”, os 15 títulos que disputam o 28º Troféu Câmara Legislativa “plasmam, com coragem e inquietude, a potência de materializar e compartilhar histórias. Um gesto de persistência que merece ser valorizado, pois reafirma o cinema como uma forma de compreender, questionar e imaginar o tempo em que vivemos”.
28º Troféu Câmara Legislativa
Filmes selecionados
Longas-Metragens
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo (animação), de Brenda Lígia e Edu Felistoque
Mapas (ficção), de Rafael Lobo
Nem Todos Sabem (documentário), de Edileuza Penha de Souza
Onde Moram os Irmãos (ficção), de Marisa Mendonça
Curtas-Metragens
A Arte Perdida da Lombada (ficção), de Helena Sarmento e Gabriel Brito
Ar-Dor (ficção), de Mike Peixoto
Dora (ficção), de Murilo Abreu
Hacker Leonília (animação), de Gustavo Fontele Dourado
Impostor (ficção), de Rafael Ribeiro Gontijo
Isso Aqui é Várzea! (documentário), de Flávio Costa
Madre (documentário), de Talita Carvalho e Carol Matias
Não Há Crime no Plano Piloto (ficção), de Gabriel Machado
O Jardim Mágico (animação), de Naira Caneiro e Carlon Hardt
Rima (híbrido), de Josianne Diniz
Vinte Vinte Quatro (híbrido), de Davi Pieri
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
Reportagens
Salário de até R$ 3,4 mil e 1.887 vagas, nesta quarta-feira (19), nas agências do trabalhador
Interessados podem cadastrar o currículo pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou presencialmente
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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
As unidades da agência do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (19), 1.887 vagas de emprego em diversas regiões. O maior salário é de R$ 3.447, para a função de calceteiro, com dez vagas disponíveis na Asa Sul. Para concorrer, é preciso ter experiência comprovada, e não há exigência de escolaridade.
Entre as funções com maior número de vagas estão estoquista, com 202 oportunidades; ajudante de carga e descarga de mercadorias, com 200; e operador de empilhadeira, com 180.
Há também oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência. Entre elas, estão duas vagas para operador de caixa, em Ceilândia Norte, com salário de R$ 1,7 mil; 25 chances para auxiliar administrativo, em Taguatinga Norte, com remuneração de R$ 1.621; e cinco para atendente de farmácia, na Asa Sul, com salário de R$ 1.750. Todas exigem ensino médio completo.
Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.
Empregadores e empreendedores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.
Reportagens
MEC lança diretrizes para ensino de arte na educação básica
Áreas abrangem artes visuais, dança, música e teatro
A rede escolar de educação básica tem agora diretrizes para ensino de arte na educação básica brasileira. Nesta terça-feira (18), foi publicada no Diário Oficial da União a norma que trata a arte como campo de conhecimento.

O material foi produzido e aprovado, em março de 2026, pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O documento destaca que o ensino e aprendizado das áreas artísticas devem ser organizados em quatro componentes curriculares, desde a educação infantil até o ensino médio. São eles: artes visuais, dança, música e teatro.
De acordo com Parecer CNE/CEB nº 2, a arte é um campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas.
O presidente do CNE, César Callegari, explica o que muda na educação brasileira.
“Não podemos mais falar de arte com improviso ou apenas para ilustrar festas e comemorações. A arte é fundamental para tudo, para o ensino da língua portuguesa, para física, para matemática. Essa articulação é que dá sentido maior àquilo que nós chamamos a formação integral do indivíduo”, pontuou.
A nova norma
As escolas devem ensinar sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento.
- arte como prática integradora – deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar;
- processos criativos e reflexivos – o ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução;
- contextualização e análise crítica – analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes;
- desenvolvimento integral do estudante – o ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes.
As redes de educação devem definir uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem.
Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.
O texto destaca que, na educação básica, cada criança, jovem ou adulto aprende de um jeito único e essa singularidade deve ser respeitada.
Deveres das redes de ensino
Os sistemas de ensino estaduais, do Distrito Federal e municipais, em regime de colaboração com a União, devem assegurar a completa implementação desta resolução até o fim do prazo de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036).
O PNE estabelece as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira na próxima década.
O objetivo é reforçar a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros.
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