Artigos

AMAZÔNIA

NADA A FESTEJAR

 

O dia da Amazônia é festejado em 5 de setembro. Nessa data, D. Pedro II criou a Província do Amazonas em 1850. De lá para cá, a Amazônia mudou. Incorporou o Acre. Não é mais um deserto demográfico. São cerca de 30 milhões de habitantes, 551 municípios e 748 cidades. Precisam de educação, renda, saúde e alimentação. A cada ano, declinam os indicadores sociais. Cresce a violência. O mundo rural vive uma crise humanitária. Falta comida.

Há um milhão de produtores rurais na Amazônia, mais da metade assentados há décadas pelo Governo. A maioria segue sem título de propriedade. A agricultura é tratada como atividade criminosa. Agricultores são acusados de invadir unidades de conservação (UCs) e terras indígenas (TIs). Será?

Em 1988, na Constituinte, havia no Brasil 284 UCs. De lá para cá, foram multiplicadas por dez e totalizam 2.817. Eram 60 terras indígenas. Hoje são 634. Sua extensão alcançou milhares de produtores, instalados pelo Estado, em assentamentos rurais consolidados. Não foi o produtor e sim o parque nacional quem “invadiu” o mundo rural.

Ninguém é contra criar UCs ou TIs. O Estado ao decretá-las deve buscar soluções viáveis, social e economicamente justas, aos produtores atingidos. Esse seria o papel equilibrado do Estado.

Com a proximidade da COP 30 em Belém, agentes ambientais no Acre, Pará, Amazonas e Rondônia destroem com truculência os bens dos pequenos agricultores: casas queimadas, currais derrubados, rebanho aprendido sem indenização… São abandonados com a família, sem nada, no meio da mata. Alguns se suicidaram. A situação exige postura mais equilibrada do Estado.

Eles atenderiam a demanda por alimentos se tivessem apoio do Governo e não embargos, por “dedução remota” de crime ambiental. Sem regularização fundiária e assistência, abandonados pela esquerda identitária, os pequenos agricultores são uma espécie ameaçada de extinção. Sem eles, a Amazônia passará ainda mais fome.

Sul e Sudeste abastecem a região de feijão, arroz, verduras, frutas, ovos etc. Dada a distância da região, o povo da Amazônia paga um preço alto, um imposto adicional injusto. Quem não pode pagar, a maioria, passa fome.

Pelo Índice de Progresso Social, os dez piores municípios estão todos na Amazônia. Dos dez municípios com o pior IDH, oito estão na Amazônia. Mais de 40% de seus domicílios passam por insegurança alimentar. A média no Brasil é 28%. As 10 cidades com a pior qualidade de vida estão todas na Amazônia, assim como 58% das com o pior índice de saneamento.

Baixa renda, condições penosas de trabalho, exposição intensa e recorrente a agentes infecciosos, falta de habitação, saneamento e oportunidades de renda levam ao aumento da criminalidade. O florestado Amapá se tornou o estado mais violento com 45,1 assassinatos por 100.000 habitantes.

Desde a Coroa portuguesa, passando pelo Império, Estado Novo e regime militar, o país sempre teve planos para a região. O último foi o Programa Nossa Natureza, do governo Sarney. Desde então, a deriva.

Não há instancia supraministerial para cuidar da Amazônia, nem diagnóstico ou plano estratégico de curto, médio e longo prazo. Para violência do eugenismo ambientalista contra a agropecuária não faltam recursos. A Amazônia serve para convescotes de chefes de estado e é mina de ouro para ongs ambientalistas.

Quais seriam as soluções para a população da Amazônia e quem as realizaria? A COP 30 e o atual Governo não são capazes sequer de pensá-las, quanto mais iniciá-las. Ficarão para o futuro do futuro.

 

Artigos

UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

Publicado

em

Por

 

Continue Lendo

Artigos

Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

Publicado

em

Por

 

Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

Continue Lendo

Artigos

BRASIL HELOU ou BRASÍLIA HELOU

Brasília está mais triste.

Publicado

em

Por

 

Nos despedimos hoje de uma das mais importantes, carismáticas e realizadoras figura de Brasília: BRASIL HELOU.
Sua empresa construiu o Panteão e também a Igrejinha Ortodoxa do Lago Sul – projetos de Oscar Niemeyer.
Eu tinha um carinho especial por ele. Sempre proavitivo, tranquilo e levava na alma a força do Bemquerer.
Mais do que um pioneiro, Brasília perdeu um cidadão do bem e que, em vida, só fez o bem.
Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010