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Obras da Piscina com Ondas do Parque da Cidade animam famílias para conhecer o ponto turístico

Com investimento de mais de R$ 18 milhões, reforma inclui restauração da piscina principal e construção de novos atrativos, como área infantil e rio lento. Diversos serviços já foram concluídos e atualmente ocorre instalação de dispositivos hidráulicos

 

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Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Espaço icônico de lazer e diversão do Quadradinho, a Piscina com Ondas do Parque da Cidade está sendo transformada para receber a população após 28 anos desativada. O Governo do Distrito Federal (GDF) investe mais de R$ 18 milhões na reforma do equipamento, que ganhará novos atrativos para atender todas as idades. Diversos serviços já foram concluídos e, atualmente, as equipes trabalham na instalação das máquinas que vão permitir o bombeamento e filtragem da água no espaço.

O governador Ibaneis Rocha ressalta que a intervenção segue o compromisso deste GDF em cuidar dos equipamentos públicos e oferecer qualidade de vida à população. “Ano que vem, vamos entregar o último ícone de Brasília que ainda está fechado: a Piscina com Ondas. Já está em obras e a expectativa é entregar até o fim do governo — não o meu, porque eu saio em abril, mas o da Celina [Leão] no ano que vem. É uma obra que traz muita memória. Eu brinquei lá quando criança, e isso me anima muito”, ressalta ele.

A empreitada é executada por empresa contratada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com geração de 120 empregos diretos e indiretos. Além da piscina, o novo projeto inclui um rio lento, piscina infantil com brinquedos e área de convivência. A ordem de serviço foi assinada em novembro do ano passado e a estrutura será gerida pela Secretaria de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF) ou por entidade a ser definida via chamamento público.

O Governo do Distrito Federal (GDF) investe mais de R$ 18 milhões na reforma do equipamento, que ganhará novos atrativos para atender todas as idades | Arte: Novacap

“A Piscina com Ondas está se transformando novamente em um símbolo de lazer para as famílias da nossa cidade”, enfatiza a vice-governadora Celina Leão “Essas obras são fruto de um longo e intenso trabalho para devolver à nossa população um local que faz parte da memória afetiva e agora será também um novo pólo turístico para o Distrito Federal”, complementa ela, que, durante o mandato como deputada federal, destinou emenda parlamentar para a reforma.

No momento, ocorre a montagem das casas de máquinas do rio lento, recomposição do piso e reboco da casa de bombas da piscina principal, instalação do sistema hidráulico dos banheiros, entre outros serviços. Antes destas etapas, houve a conclusão dos projetos executivos e do canteiro de obras, demolição em geral, locação e escavação da área do rio lento e casas de máquinas correspondentes, escavação das instalações hidrossanitárias dos banheiros e vestiários, e recuperação estrutural da antiga piscina.

Segundo o diretor de planejamento e projetos da Novacap, Carlos Spies, a população terá acesso a um parque aquático completo, pensado para protagonizar novos momentos de lazer. “No início, era só a restauração e a recuperação da Piscina com Ondas, mas a Secretaria de Esporte e Lazer nos mandou um complexo maior, então vamos ter área infantil e rio lento, acoplado junto à piscina, para atender o público de todas as idades.”

 

 

Com a ampliação dos atrativos, foi necessária a expansão dos dispositivos de bombeamento e filtragem, que vão garantir água limpa e de qualidade para os banhistas. “Foi aumentada a capacidade com mais bombas, não só da piscina de ondas, mas também do rio lento, que vai ter o giro da água também com outro sistema”, esclarece Spies. A piscina principal e o rio lento terão volume de 1.736 metros cúbicos e 900 metros cúbicos, respectivamente, com diferentes níveis de profundidade.

Ícone brasiliense

Localizada no Estacionamento 7 do Parque da Cidade Sarah Kubitscheck, a Piscina com Ondas recebeu milhares de pessoas entre a inauguração, em 1978, e o fechamento, em 1997. Primeiro equipamento do tipo na América Latina, registrou média de 10 mil visitantes aos finais de semana.

“Aqui era muito movimentado. Vinha gente das (cidades) satélites, daqui do Plano, do Cruzeiro, tanto que as filas chegavam a dar voltas no entorno (do espaço), tudo para entrar na piscina”, relata o comerciante Luiz Pereira, 65 anos. Ele conta que trabalhou no equipamento desde o início até o fechamento, quando conseguiu uma vaga como permissionário no Parque da Cidade. Com a reforma, a expectativa de Luiz é que o movimento de clientes aumente. “A esperança é que a coisa fique bem melhor, o que com certeza vai atrair mais gente ainda do que antes.”

Localizada no Estacionamento 7 do Parque da Cidade Sarah Kubitscheck, a Piscina com Ondas recebeu milhares de pessoas entre a inauguração, em 1978, e o fechamento, em 1997 | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Quem também está animado com a reforma da Piscina com Ondas é o professor Wagner Júnior dos Santos, 60. Natural de Tocantins, ele se mudou para a capital em 2009 e revela que sempre quis conhecer o ícone brasiliense. “Agora a intenção é trazer os meninos para curtir o cartão postal de Brasília. É um local onde as pessoas podem se divertir, uma coisa bacana para todo mundo. As crianças gostam de ondas, não de água parada”, brinca o morador de Sobradinho.

A Piscina com Ondas abrigou tanto memórias dos cidadãos como momentos culturais importantes. Artistas como Cássia Eller e Zélia Duncan participaram de rodas de viola ao redor da piscina, e o local foi cenário de gravações de videoclipes, como o da música Tempestade, da banda Maskavo Roots. Esse videoclipe, filmado em 1995, deu grande visibilidade à banda ao alcançar o primeiro lugar no Disk MTV, consolidando o espaço como um ícone da cena cultural e musical da cidade.

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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