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Piquet Jr. vence GP BRB em Brasília

Recebeu o troféu das mãos do pai na reabertura do Autódromo

 

O Autódromo Internacional de Brasília foi palco de um desfecho histórico neste domingo (30). Na reinauguração de um dos principais templos do automobilismo brasileiro, Nelson Piquet Jr. brilhou ao vencer o GP BRB, a 11ª e penúltima etapa da temporada 2025 da BRB Stock Car Pro Series — e viveu um momento especial ao receber o troféu das mãos do pai, o tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet.

Com arquibancadas cheias, Nelsinho largou na pole, dominou a maior parte da disputa e confirmou uma vitória emblemática, arrancando aplausos e emocionando o público e o próprio pai.

Fraga é o “Man of the Race” e se aproxima do bicampeonato

Segundo colocado, Felipe Fraga sustentou ritmo sólido após vencer a corrida sprint no sábado. Largando em terceiro, o piloto da Eurofarma RC fechou o domingo com mais um pódio e 129 pontos acumulados na etapa, garantindo o troféu Man of the Race. Com 856 pontos após os descartes obrigatórios, deu passo importante rumo ao bicampeonato.

O pódio ainda teve o brasiliense Lucas Foresti, que celebrou muito o terceiro lugar diante da torcida local. Em seguida terminaram Julio Campos, Guilherme Salas, Ricardo Zonta, Felipe Massa, Felipe Baptista, Cacá Bueno e Gaetano Di Mauro, completando o top-10.

Momento em família antes da largada

A festa começou antes mesmo da bandeirada. Diante do governador Ibaneis Rocha, o tricampeão Nelson Piquet comandou o grid a bordo de um Mini Cooper, enquanto a primeira-dama Mayara Noronha Rocha participou como convidada no carro-madrinha.
Mais tarde, Nelsão retornou ao palco principal: emocionado, entregou o troféu ao filho no pódio.

Domínio, susto e triunfo

Com ritmo forte desde o início, Piquet Jr. abriu vantagem nas primeiras voltas e encaixou uma sequência de voltas rápidas. A prova ganhou emoção quando uma estratégia ousada colocou Felipe Baptista na liderança ao adiar o pit-stop obrigatório. Ele chegou a abrir quase 40 segundos para o pelotão, mas tudo mudou quando problemas de Vicente Orige acionaram o safety-car.

Com o pelotão reagrupado, Baptista parou nos boxes e devolveu a liderança a Nelsinho, seguido por Fraga e Massa. Na relargada, Piquet Jr. confirmou seu ritmo dominante e abriu novamente vantagem, enquanto Fraga segurava a pressão de Massa nas voltas finais.

Ao cruzar a linha de chegada, Nelsinho consagrou a vitória em casa e viveu o ápice emocional do fim de semana. Foresti ainda superou Massa para completar o pódio.

Declarações dos pilotos

Nelson Piquet Jr.:
“Foi um dos meus melhores finais de semana. A corrida pareceu durar cinco horas. Estava muito concentrado e queria entregar esse resultado para minha família e meus patrocinadores. Obrigado a Brasília pelo autódromo lotado.”

Felipe Fraga:
“O Nelsinho estava imbatível. Saio muito feliz, deu tudo certo no fim de semana. Vamos para Interlagos com humildade, mas bem preparados.”

Lucas Foresti:
“Subir ao pódio aqui é maravilhoso. Disse ontem que nossa hora ia chegar, e chegou.”

Fraga x Gaetano: só dois na briga pelo título

Após o GP BRB, apenas dois pilotos seguem com chances matemáticas de título:

  • Felipe Fraga – 856 pontos

  • Gaetano Di Mauro – 742 pontos

A diferença de 114 pontos deixa Fraga em posição confortável na luta pelo bicampeonato. A Eurofarma RC, equipe dos dois pilotos, também comemorou o 13º título por equipes, conquistado com uma etapa de antecedência.

Nelsinho Piquet aparece agora em terceiro no campeonato, seguido por Arthur Leist, Guilherme Salas, Gabriel Casagrande, Enzo Elias, Thiago Camilo, Julio Campos e Rafael Suzuki.

Super Final em Interlagos

A temporada 2025 será decidida entre os dias 12 e 14, no Autódromo de Interlagos, com duas corridas que vão coroar o campeão da BRB Stock Car Pro Series.

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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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Reportagens

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