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PERGUNTAS COMPLEXAS SOBRE A VIDA
MAIOR DESCOBERTA DO SER HUMANO? O MAIS ANTIGO SINAL DE CIVILIZAÇÃO?
Da mesma forma que conceitos de civilização e cultura, muito usados e confundidos, têm significados distintos, também a resposta à pergunta de ‘qual foi a maior descoberta do ser humano’ tem respostas complexas. Segundo pesquisadores e antropólogos não existe uma única “maior descoberta”. O que se aceita nas pesquisas é que o domínio do fogo (saber acender, apagar e usar) é considerado como fundamental para o desenvolvimento da espécie e da sociedade humana. O que vale destacar é que os conceitos de civilização e cultura têm significados complementares, mas são bem diferentes.
O FOGO
O domínio do fogo foi um avanço fantástico. Ao ver os raios cortando os céus e ao dominar esse fenômeno natural o ser humano conseguiu se aquecer, proteger-se dos predadores e ainda cozinhar os alimentos. Como nenhuma outra criatura do Planeta, o ser humano conseguiu usar a seu favor um fenômeno natural para ajudar a vencer as dificuldades diárias.
Além de possibilitar o uso de variados alimentos, sobretudo proteínas, o fogo foi fundamental na conservação e no estoque de alimentos. Mais do que facilitar a busca da alimentação diária, cientistas mostram que a evolução intelectual do ser humano deve ser levado em conta pela melhoria da alimentação. Outras descobertas facilitaram muito a vida do ser humano como a roda, a domesticação de animais e a escrita. Modernamente, novas descobertas também entram nessa relação e são vitais para o progresso civilizatório. Por exemplo, a descoberta a penicilina e de outros antibióticos, a teoria da relatividade, as ondas magnéticas, o rádio, a televisão, a internet e por aí vai.
CIVILIZAÇÃO E CULTURA
Quanto aos conceitos de civilização e cultura, embora meio que confundidos no seu uso, têm significados distintos e complementares.
Quando se fala em civilização, a referência imediata é sobre o estágio avançado de organização social e de desenvolvimento humano. Neste sentido estão as leis, as estruturas de governo e de cidades.
Já a cultura tem outra abrangência como valores, tradições, crenças, costumes, formas de expressão de um povo que, de certa forma, definem sua identidade e modo de viver. São saberes que passa de geração para geração. Pode-se citar, por exemplo, a linguagem, a religião, a arte, a gastronomia e a indumentária.
Sobre cultura, há um dado muito importante por ela ser extremamente dinâmica. A cultura pode ter uma evolução a cada época. As tecnologias, as descobertas e fatores externos e internos – como revoluções, conquistas, migração, globalização – influenciam e evoluem ao longo do tempo. Assim, a cultura tem uma evolução, independente do continente, do país, do estado ou da região.
Cultura é universal. Todos os povos em todos os lugares têm sua cultura.
O PASSO MAIS IMPORTANTE DA CIVILIZAÇÃO

A antropóloga Margaret Mead responde a um estudante qual o sinal mais antigo que ela considera o início de civilização em uma cultura.
Existe uma história popular atribuída à antropóloga Margaret Mead sobre o sinal que deu origem à civilização. O professor Gideon Lasco, que leciona antropologia na Universidade das Filipinas, pesquisou a fundo essa história que viralizou na internet e é sempre citada em palestras e conferências. A história é a seguinte:
Em uma conferência, um estudante universitário perguntou à antropóloga Margaret Mead qual o sinal mais antigo que ela considerava início de civilização em uma cultura.
O aluno esperava que Mead falasse sobre lanças, panelas de barro ou pedras de moer. Mas não, a antropóloga Margaret Mead respondeu que o primeiro sinal de civilização numa cultura antiga era um fêmur que tinha sido quebrado e depois curado.
Mead explicou que no reino animal, se você quebrar uma perna, você morre. Você não pode fugir do perigo, ir ao rio beber ou buscar comida. Você é uma presa fácil para predadores e saqueadores.
Nenhum animal sobrevive a uma perna partida o tempo suficiente para o osso curar. Um fêmur quebrado e curado é a prova de que alguém se deu ao trabalho de ficar com quem o quebrou, apertou a ferida, levou-o para um lugar seguro e ajudou a recuperar. Mead disse que ajudar alguém necessitado é onde começa a civilização da nossa espécie.
TESE DO PROFESSOR GIDEON LASCO
Há muitos depoimentos sobre o caso. O professor Gideon Lasco fez uma tese que investiga a tese contada por Mead. Para ele, o próprio conceito de “civilização” ou “sociedade civilizada” na anedota é problemático — e a maioria dos antropólogos contemporâneos não o consideraria garantido sem questioná-lo. “Muitos de nós podemos considerar a bondade altruísta um dos melhores e mais “naturais” atributos da humanidade. É por isso que a citação “Ajudar alguém em meio às dificuldades é onde a civilização começa” estava fadada a viralizar — independentemente de Mead tê-la dito ou não. No entanto, essa afirmação encobre as formas violentas com que o próprio conceito de “Civilização” foi usado pelas potências coloniais para subjugar “selvagens” e “sociedades primitivas”. Além disso, nossa espécie provavelmente causou mais danos ao próprio planeta do que qualquer outra espécie.

Margaret Mead: “Um fêmur quebrado e curado é a prova de que alguém se deu ao trabalho de ficar com quem o quebrou, apertou a ferida, levou-o para um lugar seguro e ajudou a recuperar.”
Para alguns estudiosos, o início da civilização aconteceu quando os seres humanos deixaram de ser nômades e caçadores. Assim passaram a criar assentamentos e moradias permanentes, com o cultivo da terra e a domestificação de animais. Desde então, passaram a criar regras, normas, procedimentos e leis para o convívio social.
Voltando à tese de Margaret Mead, o arcebispo gaúcho Dom Jacinto Bergmann, tem uma conclusão cristã: “ A civilização é resultado de amor-caridade. A civilização é resultado de cuidado-ajuda. Amor-caridade e cuidado-ajuda caminham juntos. Está claro que amor é cuidado: cuida-se de quem se ama; não se cuida de quem não se ama. Por isso, Deus é amor-cuidado por excelência”.
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Visitação Institucional ao Congresso cresce 20% e alcança melhor resultado desde 2012
Há 13 anos, as visitas eram feitas todos os dias da semana, sem limite de visitantes por grupo. No ano passado, já não havia visitas guiadas às terças e quartas-feiras, dias das sessões nos plenários da Câmara e do Senado, e os grupos foram de no máximo 50 pessoas
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A Visitação Institucional ao Congresso Nacional recebeu 167.462 visitantes no ano passado, contra 139.173 em 2024. O resultado representa recorde diário e o maior público anual desde 2012, quando a visitação operava com dois dias a mais por semana (terça e quarta). Mesmo com essa diferença de dias de funcionamento, 2025 alcançou patamar próximo ao daquele ano, evidenciando o fortalecimento do programa e o crescente interesse do público em conhecer a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.
Engajamento e aproximação com a sociedade
O desempenho de 2025 reflete um conjunto de iniciativas voltadas a aprimorar a experiência do visitante e reforçar o papel institucional do turismo cívico como porta de entrada para o público conhecer, de forma qualificada e acolhedora, o Congresso Nacional, sua arquitetura, seus espaços simbólicos e o funcionamento da Câmara dos Deputados, contribuindo para uma relação mais próxima entre a instituição e a sociedade.
Ações especiais em 2025
Ao longo do ano, foram realizadas diversas atividades que ampliaram o alcance do programa e impulsionaram o engajamento do público visitante, entre as quais:
• Comemorações dos 65 anos do Congresso Nacional (abril): roteiro inédito, com passagem por áreas nunca antes visitadas e ampla cobertura jornalística externa. Apenas nos quatro dias de visitações especiais, foram 5.182 visitantes.
• Visitas às cúpulas (maio e outubro): programação especial com trabalhadores terceirizados, no mês de maio (mês do trabalhador), e com servidores, em outubro, em período próximo ao Dia do Servidor.
• Espaço Criança no Congresso (julho): ação voltada a famílias, com programação especial para o público infantil.
• Inauguração do Espaço Plenarinho (Salão Negro): ampliação da oferta de atividades para crianças durante a visita.
• “Orelhão” da Rádio Câmara (Salão Negro): iniciativa interativa para que visitantes pudessem pedir músicas, tornando a experiência mais participativa.
• Programação de Natal (dezembro): cantatas com participação especial de uma carreata de Natal ao final da apresentação.
• Visite EnCena: intervenções com esquetes teatrais integradas à visitação, aproximando o público de personagens e “vozes” ligadas à história do Brasil e do Parlamento.
• Visite 360: experiências imersivas com filmes em realidade virtual, utilizando óculos e fones de ouvido, para que o visitante vivencie narrativas marcantes do Parlamento.
• Implantação do Espaço do Visitante: com destaque para a réplica da tribuna do Plenário Ulysses Guimarães, que vem sendo amplamente utilizada pelos visitantes.
Ações em andamento (janeiro) e próximos passos
Os programas Visite EnCena e Visite 360 seguem em realização, ampliando as alternativas culturais e imersivas para o público. No Espaço do Visitante, a tribuna já está à disposição para fotos das 9h às 17h, todos os dias, e a Loja Institucional da Câmara será inaugurada em breve.
Mais informações sobre a Visitação Institucional ao Congresso estão disponíveis no portal.
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CLDF anuncia novo concurso de fotografia “Brasília Sob Lentes”
A iniciativa pretende estimular a educação para a cidadania por meio da arte e da cultura, além de incentivar um olhar crítico e sensível sobre a capital federal
Foto: Pedro França / Agência Senado
A Câmara Legislativa do Distrito Federal instituiu, por meio do ato da segunda vice-presidente, deputada Paula Belmonte (PSDB), publicado no Diário da Câmara Legislativa (DCL) no último dia 9, o concurso de fotografia “Brasília Sob Lentes”. A iniciativa pretende estimular a educação para a cidadania por meio da arte e da cultura, além de incentivar um olhar crítico e sensível sobre a capital federal.
Segundo o texto, o concurso será aberto à participação da comunidade em geral, com categorias, critérios e prazos definidos em edital específico a ser divulgado. As fotografias selecionadas também serão premiadas conforme as regras estabelecidas.
O ato determina, ainda, que a Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis) será responsável por planejar, coordenar e executar o concurso, podendo firmar convênios e acordos de cooperação com instituições públicas e educacionais, tanto públicas quanto privadas.
Para a deputada Paula Belmonte, o projeto é uma oportunidade de fortalecer o vínculo entre a CLDF e a sociedade, incentivando o pertencimento, a identidade e a participação social. “A fotografia é uma poderosa ferramenta de expressão e cidadania. Com esse concurso, queremos aproximar a população da Câmara Legislativa e valorizar os múltiplos olhares sobre Brasília”, enfatiza a parlamentar.
*Com informações do gabinete da deputada Paula Belmonte (PSDB)
Agência CLDF
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Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos
Universidade divulgou livros de leitura obrigatória entre 2030 e 2033
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
A Universidade de São Paulo (USP) divulgou as obras de literatura para leitura obrigatória que será cobrada dos vestibulandos nos exames de 2030 a 2033. A lista traz mudanças em relação aos autores do ciclo 2026-2029 e amplia gêneros literários e a origem dos autores.

A nova relação foi aprovada em reunião do Conselho de Graduação da universidade, por unanimidade, e traz o retorno de obras de teatro como referência, gênero que esteve de fora nos últimos exames, além de incluir os quadrinhos, por meio de uma graphic novel (romance gráfico).
Será a primeira vez que os autores indígenas serão cobrados na Fuvest, com a obra Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, uma coletânea de contos de Trudruá Dorrico e Maurício Negro, no biênio 2030-2031, e Fantasmas, de Daniel Munduruku, para 2032-2033.
“Temos a preocupação de trazer visões mais contemporâneas, abordando um espectro de problemas mais amplo e favorecendo a avaliação comparativa entre escolas literárias e as próprias obras”, explicou o diretor executivo da Fundação para o Vestibular (Fuvest) Gustavo Monaco.
A abordagem, que tem sido o tom tanto na Fuvest quanto em outros vestibulares e no próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vem de uma percepção que Monaco resume como a de que o conhecimento é fracionado apenas por razões didáticas. Ele destaca a importância de os estudantes que chegam à universidade serem capazes de estabelecer relações entre essas concepções e narrativas diferentes.
A ampliação também impacta a correção das questões. A banca de português é a maior da Fuvest, pois todos os candidatos da segunda fase fazem a prova, e são cerca de 30 mil pessoas. Metade das questões envolve literatura, e a correção delas cabe a professores da USP, doutorandos, ex-alunos de doutorados e alunos de pós-doutorado. Com a ampliação, cresce a complexidade das perguntas, e também das respostas.
“Tem sido mais comum, durante a correção, que surjam debates, pois algumas respostas trazem novas formas de pensar os temas, com abordagens que levam a pensar novas formas de comparação”, comenta Monaco.
A lista amplia a retomada de autores masculinos, já que as obras cobradas entre 2026 e 2028 tinham somente autoras, e manterá a paridade de gêneros.
Confira a lista de obras:
Lista de livros para 2030 e 2031
- Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
- Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, Trudruá Dorrico e Maurício Negro (contos)
- A Moratória, Jorge Andrade (teatro)
- Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
- Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
- Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
- Memorial do Convento, José Saramago (romance)
- A Ilha Fantástica, Germano Almeida (romance)
- Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus (romance)
Lista de livros para 2032 e 2033
- Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
- Orfeu da Conceição, Vinicius de Moraes (teatro)
- Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
- Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
- Úrsula, Maria Firmina dos Reis (romance)
- Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
- O Plantador de Abóboras, Luís Cardoso (romance)
- Casa de Família, Paula Fábrio (romance)
- Fantasmas, Daniel Munduruku (romance)
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