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GUERREIRO DA PAZ
MAHATMA GANDHI, GUERREIRO DA NÃO-VIOLÊNCIA, MOSTRA O CAMINHO DA PAZ.
Mahatma Gandhi, reconhecido mundialmente como o maior líder mundial da Paz, por circunstâncias políticas nunca foi agraciado com o Prêmio Nobel. Nem em vida e nem ‘post-mortem’. Será que o líder indiano, que lutou contra a injustiça e a violência, que sempre pregou ações pela igualdade social e a convivência harmônica entre as religiões, não merecia o Nobel? O que aconteceu?
Mahatma Gandhi liderou um movimento político pacífico pela independência da Índia contra o domínio britânico do Reino Unido. Gandhi buscou a independência de seu país por uma resistência pacífica, usando métodos com a desobediência civil e de não-violência. Em 1947, Mahatma Gandhi alcançou seu objetivo.
A GRANDE ALMA
Em 2 de outubro de 1869, há 156 anos, nascia Mohandas Karamchand Gandhi, em Porbandar, na Índia ocidental. O seu apelido “Mahatma” foi um título honorífico que recebeu mais tarde. A palavra vem do sânscrito e que significa “A Grande Alma”. Mahatma Ghandi difundiu o “Satyagraha”, o princípio da não-agressão, como forma de fazer uma revolução sem armas. Reconhecido como o maior líder mundial da Paz, Mahatma Ghandi estudou na Inglaterra onde ser formou em Direito na “University College”. Ao retornar à Índia se tornou político e fundador da Índia independente.
Mahatma Gandhi é o maior líder mundial da Paz, reconhecido internacionalmente. Mas, mesmo assim, por circunstâncias políticas, não foi agraciado com o Prêmio Nobel da Paz. Nem em vida e nem post-mortem. Gandhi não foi um ambientalista formal, mas a sua filosofia de não violência (Ahimsa) tinha dois pilares de comportamento: a não-ganância e a simplicidade de vida. Esses dois focos tornaram a visão de Mahatma Ghandi muito ligada à preservação do meio ambiente. A sua famosa frase “A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância” e a crença de que a Terra tem recursos suficientes para todos, se a ganância não consumir o excesso, refletem uma profunda preocupação com a sustentabilidade ambiental.
O conceito Ahimsa, popularizado por Ghandi, significa a não- violência. É um princípio fundamental em diversas filosofias e religiões indianas. No Hinduísmo, Jainismo, Budismo, Yoga e Ayurveda, representa a abstinência de causar dano físico, mental ou verbal a qualquer ser vivo.

Dois líderes da Paz. Nelson Mandela foi, de muitas maneiras, durante sua vida, um praticante da filosofia de Mahatma Gandhi de Satyagraha ou Força da Verdade, resistência passiva não violência.
OS 7 PECADOS SOCIAIS
Mahatma Gandhi, Guerreiro da não-violência, mostra o caminho da paz, ao lutar contra a injustiça e a violência, pela igualdade social e pela convivência harmônica entre as religiões. Baseado nestes objetivos criou os sempre atuais: Sete Pecados Sociais:
I – Riqueza sem trabalho.
II – Conhecimento sem sabedoria.
III – Prazer sem escrúpulo.
IV – Comércio sem moral.
V – Ciência sem humanismo.
VI – Política sem idealismo.
VII – Religião sem austeridade e sacrifício.
ESTRATÉGIA DE GUERRA
Mahatma Gandhi aprendeu a fiar para ensinar aos pobres a confeccionar suas próprias roupas, contribuindo assim para a preservação deste bem cultural, para a economia e a autoestima do seu povo.
Ele tecia cerca de 200m de algodão por dia. Além dos tecidos, teceu fios da paz e da não-violência, costurando assim a Independência da Índia.
- “Não existe caminho para a paz. A paz é o caminho”.
- “Pelo tamanho da resposta que deres a quem te ofenda saberás o tamanho da verdade que existe na ofensa”.
- “Seja você a mudança que quer ver no mundo”.
- “O fraco jamais perdoa: o perdão é característica do forte”.
- “Um covarde é incapaz de demonstrar amor. Isso é privilégio dos corajosos”.
A roca foi ferramenta tão importante que está reverenciada por Gandhi na bandeira da Índia.
VIDA EM MOVIMENTO

A bandeira nacional da Índia foi adotada durante uma reunião da Assembleia Constituinte, realizada em 22 de julho de 1947, vinte e dois dias antes da independência do país., que aconteceu em 15 de Agosto de 1947.
Características e significados da bandeira indiana.
“Bhagwa ou cor de laranja denota renúncia ou desinteresse. Nossos líderes devem ser indiferentes aos ganhos materiais e devem se dedicar ao seu trabalho. O branco no centro é leve, o caminho da verdade para guiar nossa conduta. O verde mostra nossa relação ao solo, nossa relação com a vida das plantas aqui, da qual toda a vida depende. A roda Ashoka no centro do branco é a bandeira da lei do dharma. Verdade, ou satya, dharma ou virtude deve ser o princípio que controla aqueles que trabalham sob esta bandeira.
Novamente, a roda denota movimento. Há morte na estagnação. Há vida no movimento.
A Índia não deverá resistir mais à mudança, deve mover-se e seguir em frente. A roda representa o dinamismo de uma mudança tranquila”.
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.

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