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TV Brasil estreia série sobre riquezas turísticas nacionais

Programa Olhar Brasil é coprodução com emissoras da RNCP

TV Brasil

A TV Brasil lança a série documental inédita Olhar Brasil neste sábado (3), às 18h30. Com foco na diversidade cultural e no potencial turístico no país, o conteúdo original é a primeira coprodução realizada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e por emissoras da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).

Com dez programas de 26 minutos, o projeto busca fortalecer a produção audiovisual regional e as características que diferenciam os destinos turísticos nas cinco regiões do território nacional. O seriado foi desenvolvido a partir do edital lançado pela EBC em 2024 que recebeu 36 inscrições.

Cada documentário atende às linhas temáticas da chamada pública relacionadas ao fomento do turismo. Repleta de sotaques variados, as edições do programa destacam uma perspectiva singular sobre paisagens, histórias e modos de vida que revelam e valorizam a biodiversidade e os ecossistemas do país.

A primeira temporada da série Olhar Brasil também poderá ser acompanhada sob demanda. Os dez episódios da nova bora ficam disponíveis no app TV Brasil Play e também no YouTube do canalA atração que abre a sequência visita a Serra da Capivara, no Piauí.

Respeito ao regionalismo

Os destinos dos programas são a Serra da Capivara, no Piauí; o Quilombo Kalunga, em Goiás; o município de Guarapari, no litoral do Espírito Santo; as Serras Gerais, no sul de Tocantins; o Caminho do Peabiru, que ocupa diversos estados; a romaria do Muquém e a Congada de Santa Efigênia, em Goiás; o oásis do Canindé de São Francisco, em Sergipe; a Chapada dos Veadeiros, em Goiás; a gastronomia catarinense em Florianópolis; e o turismo sustentável do Novo Airão, no Amazonas.

Serra da Capivara (PI), 02/01/2026 - Programa Olhar Brasil - Serra da Capivara. Frame: TV Brasil
Episódios do Olhar Brasil apresentam patrimônio arqueológico na Serra da Capivara. Frame: TV Brasil

Com profundidade, respeito e beleza, o seriado reforça a diversidade regional brasileira ao ampliar o alcance das vozes locais. Com narração dos profissionais das emissoras parceiras, o programa Olhar Brasil é contado por quem vive em cada território, o que fortalece a pluralidade do canal público.

Os episódios percorrem diferentes lugares para apresentar desde patrimônio arqueológico até experiências de turismo comunitário e gastronômico, com a valorização das rotas de aventura, além do conteúdo histórico e das tradições regionais.

Processo criativo

O diretor da série Olhar Brasil, Manoel Borges, explica o caráter colaborativo da iniciativa e o respeito à visão local das emissoras. Ele aborda as escolhas estéticas até os desafios de manter coesão visual e narrativa em um projeto realizado de forma participativa.

“A intenção da série é evidenciar a pluralidade de olhares. A Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) reúne perfis de emissoras extremamente diversas. Saber extrair o melhor de cada um desses perfis foi um processo enriquecedor”, explica.

Manoel Borges reforça a dinâmica de trabalho. “O desenvolvimento de uma coprodução carrega, por natureza, uma lógica de decisão horizontal durante o processo criativo. Conseguimos estabelecer um início coletivo e norteador e, posteriormente, avançar para atendimentos personalizados que respeitaram o regionalismo de cada proposta”, afirma.

Primeiro destino: Serra da Capivara

O episódio de estreia do seriado Olhar Brasil acompanha os segredos de um tesouro pouco conhecido no país. A produção documental vai até o Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, revelar as pinturas rupestres milenares que registram a presença humana ancestral nas Américas.

Com direção de Jaldo Lopes e narração de Meire Souza, o episódio produzido pela TV Caatinga, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) ressalta imagens impressionantes das rochas em que está a maior concentração de sítios arqueológicos com pinturas rupestres do mundo.

O Parque Nacional Serra da Capivara tem 129.140 hectares e um perímetro de 214 quilômetros. Considerado um dos maiores da Região Nordeste, o espaço fica no entorno de quatro municípios e a centenas de quilômetros de Teresina, capital do estado.

O seriado apresenta um histórico do local. A obra em cartaz na TV Brasil recorda a época em que os paredões se formaram dentro do oceano e a fase do clima úmido quando serviu de habitat para os animais gigantes da megafauna até os dias atuais com as altas temperaturas do clima semiárido.

Os relatos e depoimentos de pessoas que têm a trajetória intimamente associada à região servem como parâmetro e guia para levar às trilhas acessíveis e outras desafiadoras em ambientes de vista panorâmica com rochas grandiosas e paisagens deslumbrantes.

Com cenas repletas de movimento que indicam uma dinâmica de vida do homem na região, as pinturas rupestres são um dos destaques da Serra da Capivara ao oferecer a oportunidade de contato com a natureza e a história da humanidade.

O parque preserva esse bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga, com inúmeras estratégias de adaptação, vegetação diversificada e espécies da fauna variadas que vivem nessa ampla área conservada. A série ainda destaca a fábrica de cerâmica e os museus da região.

Diretor técnico e de operações da TV Caatinga, Jaldo Lopes ressalta a relevância da Serra da Capivara, destino mostrado na edição de estreia do programa Olhar Brasil.

“É imensamente gratificante saber que, por meio desta produção, o público poderá descobrir um local de tamanha importância arqueológica – um patrimônio verdadeiramente raro para a humanidade”, avalia.

Jaldo Lopes destaca as maravilhas do lugar. “Entre montanhas, longas caminhadas, sol forte e chuvas repentinas, nossa equipe mergulhou na grandiosidade do Parque Nacional Serra da Capivara. Durante a produção, tivemos o privilégio de registrar o parque em dois cenários distintos: na estiagem e logo após as chuvas, o que nos permitiu testemunhar a impressionante resiliência e beleza da Caatinga”, completa.

Lista de episódios com os destinos da série Olhar Brasil

  • Parque Nacional Serra da Capivara: o nosso patrimônio da humanidade – TV Caatinga/UNIVASF
  • Turismo Comunitário no Quilombo Kalunga: Resistência e Sustentabilidade – UnBTV
  • Guarapari Surpreendente: areias medicinais e diversidade marinha – TV Guarapari
  • Serras Gerais: Cachoeiras cristalinas e cavernas misteriosas – UFT TV
  • Peabiru: o caminho ancestral de beleza e mistério – TV UFPEL
  • Niquelândia: Romaria do Muquém e Congada de Santa Efigênia – TV UFG
  • Canindé de São Francisco: o oásis no sertão nordestino – TV UFS
  • Chapada dos Veadeiros: um Paraíso no Coração do Brasil – UEG TV
  • A Magia em Floripa: Cidade Criativa em Gastronomia – TV UFSC
  • Turismo Sustentável do Novo Airão – TV Encontro das Águas
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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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