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Mais de 448 mil estudantes da rede pública estreiam ano letivo em fevereiro

Prazo para a entrega de documentação dos professores substitutos já está aberto; 3 mil efetivos foram convocados

 

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

Desde dezembro de 2025, a Secretaria de Educação (SEEDF) vem intensificando os preparativos para o início deste ano letivo, quando 448.103 estudantes matriculados na rede pública de ensino voltam às aulas. A mobilização envolve equipes de diferentes áreas da pasta, que atuam de forma integrada para garantir infraestrutura adequada, organização pedagógica, alocação de profissionais e a continuidade do ensino com qualidade, eficiência e segurança nas unidades escolares.

Para 2026, 3 mil professores nomeados para a carreira de magistério público já entrarão em exercício. Os novos servidores são candidatos aprovados no concurso público regido pelo Edital Normativo nº 31/2022. Nesse certame, a SEEDF já chamou, além dos 3 mil, 5.239 novos servidores.  “As nomeações são fundamentais para garantir o pleno funcionamento da rede pública e para enfrentar a crescente demanda das escolas, sobretudo diante do número expressivo de aposentadorias previstas para os próximos anos”, lembra a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

Distribuição de professores 

A SEEDF tem atuado de forma articulada para garantir a adequada distribuição dos novos professores nas coordenações regionais de ensino (CREs). O trabalho envolve estudos técnicos, análise da demanda de cada unidade escolar, considerando número de matrículas e especificidades pedagógicas, além da reorganização do quadro docente, com o objetivo de assegurar que todas as escolas iniciem o ano letivo com profissionais suficientes para atender os estudantes.

As convocações dos novos docentes efetivos contemplam as disciplinas de Atividades (918 professores), Educação Física (535), Língua Portuguesa (404) e Artes (240). Também foram nomeados docentes para Língua Inglesa (140), Biologia (78), Geografia (82), História (71), Filosofia (76), Física (65), Química (79) e Ciências Naturais (79).

“Nosso foco é garantir que cada aluno da rede pública tenha um professor na sala de aula desde o primeiro dia”

Hélvia Paranaguá, secretária de Educação

Outras áreas atendidas incluem Língua Espanhola (79), Sociologia (46), Informática (30), Enfermagem (27), Letras/Libras (12), Língua Francesa (10), Arquitetura (6), Administração (7) e Língua Japonesa (4), além de campos específicos como Construção Civil, Contabilidade, Direito, Matemática, Música/Clarineta, Nutrição, Odontologia, Psicologia e Radiologia.

Programa Carência Zero

A rede pública do DF apresenta uma demanda constante por novos professores devido às aposentadorias e ampliação da oferta. A recomposição é feita de duas formas: por meio das nomeações de servidores efetivos e pelas contratações de professores substitutos, para caso de licenças e afastamento legal dos efetivos.

Para garantir que o ano letivo comece sem intercorrências de pessoal, a SEEDF implementou o programa Carência Zero, para padronizar e tornar mais eficiente o suprimento de carências de regência de classe. A meta é uniformizar critérios, prazos e práticas nas 14 CREs, permitindo que as escolas estejam organizadas para o início do ano letivo com 100% de suas turmas estabelecidas e professores em sala de aula.

Para este ano, o período de entrega da documentação dos professores substitutos já está aberto. Até o dia 28 deste mês, os docentes poderão enviar toda a documentação por meio do Sistema de Peticionamento Eletrônico (Sispe), que confere mais comodidade ao profissional.  Essa etapa é conduzida pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep), em parceria com as CREs e as unidades escolares.

Também é possível conferir a lista de documentos necessários e as convocações por área de formação para cada CRE no site da SEEDF. O atendimento dos professores substitutos que se encontrarem em estabilidade provisória será prestado no dia 29 deste mês, e a convocação para a escolha de carência ocorrerá a partir de 3 de fevereiro, conforme cronograma previamente publicado no site oficial da SEEDF.  A secretaria lembra que o candidato que recusar ou bloquear a carência dentre as ofertadas será reposicionado para o final da lista de convocação do banco de reserva da CRE.

 

De 2019 a 2024, mais de 12,3 mil nomeados 

Em 2024, 4.433 profissionais da educação foram nomeados, incluindo 4.022 da carreira de magistério público (professores e orientadores) e 411 da carreira de políticas públicas e gestão educacional (PPGE). A marca histórica zerou todo o cadastro reserva previsto em edital.

Em 2023, esse número alcançou um total de 4.538 nomeações. Já em 2022, foram 515; em 2021,  1.158; em 2020, 1.105; e em 2019, 589 nomeações. “Nosso foco é garantir que cada aluno da rede pública tenha um professor na sala de aula desde o primeiro dia”, enfatiza a secretária de Educação. “Essa iniciativa demonstra nosso zelo com a organização e a qualidade do ensino oferecido às famílias do Distrito Federal”.

Se você é docente, siga o passo a passo para o peticionamento da documentação.

*Com informações da Secretaria de Educação

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Exposição inédita de Tarsila do Amaral chega a Brasília no Centro Cultural TCU

“Transbordar o mundo” reúne mais de 60 obras e ambiente imersivo que revisita trajetória de umas principais pintoras da arte brasileira

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Pela primeira vez em Brasília, o Centro Cultural TCU apresenta a exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, mostra inédita que convida o público a revisitar a trajetória de uma das figuras centrais do modernismo brasileiro. A exposição será aberta para visitação no dia 11 de fevereiro e permanecerá em cartaz até 10 de maio, com entrada gratuita.

A mostra reúne mais de 60 obras originais, entre elas Operários, além de uma sala imersiva com projeções de pinturas icônicas da artista, como AbaporuA Cuca e Antropofagia. O espaço evoca os chamados “jardins tarsilianos” – paisagens exuberantes e imaginárias que marcaram o universo visual de Tarsila do Amaral, criando uma atmosfera envolvente e sensorial para o visitante.

O percurso curatorial tensiona as relações entre modernidade, identidade e pertencimento cultural, destacando a forma singular como a artista formulou uma linguagem modernista profundamente enraizada na realidade brasileira.

Curadoria da exposição e da sala imersiva

Com curadoria de Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, a exposição apresenta Tarsila como um “corpo-em-obra“, cuja produção artística e intelectual se constrói em permanente elaboração, atravessando as principais inquietações estéticas, sociais e políticas do século 20.

Licenciado pela Tarsila do Amaral Licenciamento e Empreendimentos S.A. e desenvolvido pela empresa Live Idea, o espaço imersivo tem curadoria de Paola Montenegro, sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral e diretora da Tarsila S.A., em parceria com Juliana Miraldi. A atuação das profissionais articula novas linguagens artísticas, pesquisa, tecnologia e mediação contemporânea da obra da artista.

Detalhes da exposição

Organizada em quatro núcleos curatoriais, a mostra acompanha os deslocamentos do olhar de Tarsila ao longo de sua trajetória: dos primeiros anos da produção como pintora até chegar à fase social, marcada por uma abordagem mais direta das desigualdades e transformações estruturais do país.

Além disso, outros dois núcleos abordam a fase de descoberta do espaço ao seu redor, conciliando a velocidade das metrópoles ao tempo dilatado da vida no interior, e do mundo da imaginação, com cores e formas fantásticas.

Entre os destaques está a tela Operários, uma das obras mais emblemáticas da artista e da história da arte brasileira, que sintetiza o olhar crítico de Tarsila sobre o processo de industrialização e o mundo do trabalho. O público também poderá conferir trabalhos como São Paulo, Estrada de ferro Central do Brasil, Autorretrato I, Palmeiras, Floresta e o retrato de Mário de Andrade, entre outros.

Pela primeira vez em Brasília, este conjunto expressivo de obras – provenientes de importantes acervos públicos e privados – oferece uma visão panorâmica e, ao mesmo tempo, aprofundada da produção de Tarsila do Amaral, evidenciando sua relevância estética e intelectual e a atualidade de seu pensamento artístico.

Mais do que uma retrospectiva, “Transbordar o mundo” se afirma como gesto de atualização crítica da obra de Tarsila e evidencia sua capacidade de dialogar com temas contemporâneos como identidade, alteridade, território e memória.

Parcerias institucionais

O conjunto apresentado resulta de ampla articulação institucional do Tribunal de Contas da União (TCU) com importantes acervos públicos e privados, entre eles o Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Estado de São Paulo; a Associação Paulista de Medicina; o Museu de Valores do Banco Central (Bacen); Casa Guilherme de Almeida; a Fábrica de Arte Marcos Amaro (FAMA); o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP); o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP); o Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP); a Pinacoteca de São Paulo; a Galeria Almeida e Dale, além de coleções particulares como a Coleção Ivani e Jorge Yunes; a Coleção Orandi Momesso; a Coleção Paulo Vieira; a Coleção Rose e Alfredo Setúbal; e a Coleção Salvador Lembo.

A exposição conta com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição pertencente ao estado brasileiro, do Banco de Brasília (BRB) e apoio do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis).

Arte-educação

Além da exposição, o Centro Cultural TCU oferecerá programação educativa complementar, com visitas mediadas e ações voltadas a estudantes, professores e público em geral. Também serão realizadas oficinas de arte-educação aos finais de semana, em diálogo com a temática da exposição.

Serviço

Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral

Data: 11 de fevereiro a 10 de maio de 2026

Local: Centro Cultural TCU – Brasília/DF – Setor de Clubes Sul, Trecho 3

Entrada gratuita

Secom: ISC/pc

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Ação Carnaval Sem Assédio é lançada pelo quarto ano consecutivo no DF

Iniciativa da Secretaria da Mulher (SMDF) reforça a prevenção à violência de gênero durante a folia, amplia a conscientização e fortalece os canais de denúncia em todas as regiões administrativas

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

A Secretaria da Mulher (SMDF) lança, nesta sexta-feira (6), às 14h, o calendário de atuação da ação Carnaval Sem Assédio, iniciativa que chega ao seu quarto ano consecutivo com o objetivo de prevenir e combater situações de assédio e violência contra as mulheres durante o período carnavalesco.

A ação leva equipes da SMDF a estabelecimentos comerciais e blocos de carnaval em regiões administrativas do DF, promovendo conscientização, orientação e acolhimento. A estratégia busca alertar foliões, comerciantes e trabalhadores do setor de entretenimento sobre a importância do respeito e reforçar os canais de denúncia disponíveis para vítimas e testemunhas de violência de gênero, prática que tende a se intensificar nesta época do ano.

Com o slogan “Não acabe com a minha festa”, cerca de 3 mil cartazes e adesivos começaram a ser entregues desde o dia 2 de fevereiro por cerca de 90 servidores da pasta. Os materiais são fixados em locais de grande circulação, como banheiros e entradas de bares e restaurantes, garantindo que o maior número possível de foliões tenha acesso às informações.

“O Carnaval é um momento de alegria e celebração e nenhuma mulher pode ter esse direito violado por atitudes de desrespeito ou violência”

Celina Leão, vice-governadora

“O Carnaval é um momento de alegria e celebração e nenhuma mulher pode ter esse direito violado por atitudes de desrespeito ou violência”, destaca a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. “Com o trabalho de todo o GDF, vamos buscar ter um carnaval sem casos de assédio e garantir segurança, orientação e o acolhimento das mulheres”.

Os cartazes trazem um QR Code que direciona para o site da Secretaria da Mulher, além dos principais canais de denúncia: 190 (Polícia Militar), 156 – opção 6 (Central do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher).

 

Carnaval sem assédio

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), não houve registro de ocorrências de assédio durante o período de Carnaval nos últimos dois anos, resultado atribuído às ações preventivas, à presença do poder público nos territórios e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.

“Estar nos blocos, nos bares e nos espaços onde as pessoas estão é fundamental”, enfatiza a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “O Carnaval Sem Assédio é uma ação que salva vidas, porque informa, orienta e mostra às mulheres que elas não estão sozinhas. Respeito também faz parte da festa”.

A iniciativa também coloca em prática o Protocolo Por Todas Elas, instituído pelo Decreto nº 45.772/2024, que regulamenta a Lei nº 7.241/2023. O protocolo prevê que espaços públicos e privados adotem medidas para garantir segurança, proteção e apoio às mulheres vítimas de violência, assédio ou importunação sexual, bem como àquelas que estejam sob risco de sofrer esse tipo de violência, reforçando a atuação integrada da rede de proteção durante grandes eventos.

Serviço

Dia: 06/02
Hora: 14h
Local: New Mercaditto – 201 Sul

*Com informações da SMDF

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Deputados abordam crise do BRB e repasses para educação durante sessão ordinária

Parlamentares da oposição reforçam pedido para abertura de CPI e lamentam cortes do GDF em repasses para a educação

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Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

A sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (4) foi reservada a debates parlamentares. Os parlamentares presentes concentraram suas falas sobre a crise envolvendo o processo de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e o repasse de recursos para a educação pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

O líder da minoria, deputado Gabriel Magno (PT), pediu a presença de representantes do GDF no plenário da Casa para prestar esclarecimentos sobre as investigações envolvendo o BRB. “É inaceitável que, diante da maior crise, não tenham coragem de vir aqui, de dar respostas ao que nós estamos vivendo”, afirmou o parlamentar, que ainda pediu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar a questão.

Os deputados da oposição Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (Psol), Max Maciel (Psol) e Paula Belmonte (PSDB) também defenderam a abertura da CPI. No início da tarde desta quarta-feira, novo pedido de impeachment foi protocolado na CLDF.

Educação

Durante a sessão, distritais demonstraram preocupação com o impacto da crise sobre a educação do Distrito Federal. Uma das medidas de contenção de despesas foi a não impressão do nome das escolas nos uniformes dos estudantes.
De acordo com o deputado Ricardo Vale (PT), a falta de identificação da unidade de ensino “pode trazer uma insegurança muito grande para as famílias, para os professores, para os diretores, porque qualquer um agora com a camisa ‘Regional de Ensino’ da cidade entrará na escola”.

A deputada Paula Belmonte (PSDB), por sua vez, relatou que o GDF cancelou emendas da sua autoria destinadas a escolas públicas que somavam cerca de R$ 11 milhões. “Esse dinheiro, que é de todos nós, era para dar dignidade para as nossas crianças. São 129 escolas que não foram atendidas e o governo pegou [o recurso] para pagar dívida. Pagar dívida porque gastou mais do que podia, gastou sem responsabilidade”, apontou.

De acordo com Gabriel Magno, somando todos os distritais, o GDF cancelou R$ 49 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), responsável por transferir recursos financeiros diretamente às escolas públicas e coordenações regionais de ensino.

Assista à sessão na íntegra:

 

Mario Espinheira – Agência CLDF

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(61) 98442-1010