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Casa da Cultura da América Latina obtém renovação do registro como museu

Procedimento consolida a CAL como equipamento cultural qualificado e permite acesso a editais, programas de fomento e cooperação técnica específica

 

A renovação da fachada do prédio da CAL (vermelho) foi uma das ações de valorização do aparato cultural da Universidade de Brasília. Foto: Luis Gustavo Prado

 

A Casa de Cultura da América Latina (CAL/DEX) teve seu registro como museu renovado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), com validade até 2031. A certificação, resultado da aplicação da Lei 11.904/2009, do Decreto nº8.124/2013 e da Resolução Normativa do Ibram nº 17 de 2022, representa o compromisso da Universidade de Brasília com a cultura.

 

Com a renovação, a CAL garante seu patamar institucional e sua visibilidade no cenário museológico nacional. O status possibilita o acesso a editais específicos, programas de fomento, cooperação técnica e formação de redes institucionais. “Além de permitir maior articulação com políticas públicas voltadas à preservação, pesquisa, difusão e educação museal”, complementa o professor Gregório Soares (IdA), diretor de Difusão Cultural do Decanato de Extensão (DDC/DEX).

 

Ao renovar o registro, a CAL adere ao Sistema Brasileiro de Museus, o que mantém a Casa de Cultura da América Latina conectada com outros museus nacionais e internacionais do campo cultural.

 

A valorização do patrimônio cultural da UnB é materializada por meio de investimentos, como as reformas das galerias e a revitalização da fachada do prédio da CAL, no Setor Comercial Sul, e o estabelecimento de parcerias com outras instituições, no intuito de superar os desafios de preservação e difusão cultural.

 

CASAS UNIVERSITÁRIAS DE CULTURA – A Universidade de Brasília conta com quatro Casas Universitárias de Cultura, cada uma com características específicas. Além da CAL, há a Casa Niemeyer; o Espaço da Memória da UnB e o Memorial Darcy Ribeiro, conhecido como Beijódromo.

 

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Localizada no Setor Comercial Sul, a CAL tem três andares com salas dedicadas a atividades culturais, artísticas e formativas. O espaço abriga um auditório, três galerias expositivas (Galeria de Bolso, Galeria CAL e Galeria Acervo), além de um acervo de arte com mais de 2.700 obras, guardado em sua reserva técnica e gerido por uma equipe de museólogos.

Imagem de arquivo registra visita da estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal à CAL. Foto: Beto Monteiro/Secom UnB

 

Abrigando acervos de Darcy Ribeiro e Berta Ribeiro, além de biblioteca de 30 mil volumes, o Memorial Darcy Ribeiro, também conhecido por Beijódromo, fica no campus Darcy Ribeiro, Asa Norte. É gerenciado pela Fundação Darcy Ribeiro e ligada Diretoria de Difusão Cultural (DDC) do DEX. Além do acervo próprio, sedia eventos de extensão, contando com auditório e salas de aula.

 

Projetada por Oscar Niemeyer, a Casa Niemeyer está localizada no Setor de Mansões Park Way. Declarada sítio de interesse histórico, abriga exposições e residências artísticas nacionais e internacionais, além de atividades culturais.

 

A mais recente Casa Universitária de Cultura da UnB é o Espaço da Memória da UnB, o MemoUnB. Localizado no SG-10 (campus Darcy Ribeiro, Asa Norte), edifício projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer que serviu como sede do Centro de Planejamento (Ceplan) da UnB. Dedica-se à preservação da memória material e imaterial da UnB.

 

MUSA – Pensando na integração desses espaços, a UnB trabalha na implementação da Rede de Museus e Acervos da UnB, a Rede Musa. “A rede pretende articular os museus e espaços de acervo e memória da UnB”, explica Gregório Soares. A iniciativa visa promover uma atuação integrada e cooperativa do patrimônio cultural e científico da Universidade.

 

Dentre os feitos da Rede Musa, destacam-se a criação de instâncias de diálogo entre as equipes, o compartilhamento de diagnósticos e a construção de diretrizes comuns, com possibilidades de financiamento para infraestrutura, preservação e pesquisa.

 

SERVIÇO – A CAL funciona de segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábados, das 8h às 12h, exceto feriados. O Memorial Darcy Ribeiro funciona de segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábados, das 8h às 12h. A Casa Niemeyer funciona de terça a domingo, das 9h às 19h, exceto feriados. A MemoUnB funciona segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábados, das 8h às 12h.

 

ATENÇÃO – As informações, as fotos e os textos podem ser usados e reproduzidos, integral ou parcialmente, desde que a fonte seja devidamente citada e que não haja alteração de sentido em seus conteúdos. Crédito para textos: nome do repórter/Secom UnB ou Secom UnB. Crédito para fotos: nome do fotógrafo/Secom UnB.

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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA

Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção

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DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

 

O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.

 

A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.

A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.

 

DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.

 

ORIGEM DO NOME LONDRINA

Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

 

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.

A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.

 

ARAUCÁRIA: ENXERTIA

COM PLANTAS FÊMEAS

Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

 

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.

A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.

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