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JOSÉ APARECIDO DE OLIVEIRA

17 DE FEVEREIRO, DIA DE CELEBRAR SUA VIDA.

 

Quero lembrar o ex-governador José Aparecido de Oliveira (1929-2007) exemplo de amigo e de Homem Público. Dele, trago no coração várias lições de vida. Me lembro de cinco delas:
1) A Amizade tem valor divino.
2) Cultura tem importância fundamental na vida das pessoas, da sociedade e da Nação.
3) Governar é uma missão. Mais ainda: é o ato de contrariar muitos interesses para o BEM COMUM.
4) O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia a dia.
5) Ninguém tem a vida toda resolvida: nem aos 25, muito menos aos 40 e nem aos 70. A gente muda de casa, muda de sonho, muda de trabalho e muda até o jeito de pensar. A vida não é uma linha reta.
Vivo fosse, o ex-governador José Aparecido de Oliveira faria neste 17 de fevereiro 97 anos. E ele nos deixou há 19 anos. O tempo passa muito rápido.
O embaixador ZÉ Aparecido deixou marcas profundas como governador de Brasília. Vale lembrar: criou o Jardim Botânico, fez a Ciclovia do Lago, implementou quilômetros de passeio pelas ruas do Lago Sul (para isso derrubou muitas cercas verdes) iniciou o processo de despoluição do Lago Paranoá, iniciou a construção de Samambaia, fez os primeiros estudos do Metrô, combateu a ocupação irregular de terra, identificou os assassinos do jornalista Mário Eugênio, criou o Batalhão Rio Branco, fez vários monumentos (Casa do Cantador, Museu do Índio, Teatro Amador, Espaço Lucio Costa, Panteão da Pátria (tudo com recursos de empresas, especialmente de Amador Aguiar do Bradesco), plantou e colheu sua maior obra: Brasília Patrimônio Cultura da Humanidade, em 7 de dezembro de 1987, que este ano completa 50 anos.
Ganhou de Darcy Ribeiro uma frase galáctica: “ZÉ APARECIDO, VOCÊ FINCOU UMA LANÇA NA LUA!”
E, do inventor de Brasília, ganhou este bilhete genial:
“DR. JOSÉ APARECIDO,
MAIS UMA VEZ OBRIGADO POR TER DADO CONTINUIDADE À INICIATIVA DO OSCAR.
ASSIM, QUANDO JÁ ESTIVER FARTO DE ESTAR MORTO, CONTINUAREI VIVO NA PRAÇA QUE CHAMEI DE TRÊS PODERES NESTA CIDADE QUE INVENTEI”. Lucio Costa.
Tempo bom quando o mundo era de sonhadores que realizavam. Ou de realizadores que sonhavam.
Fotos:
1) Essa é a ultima foto do doutor Zé Aparecido, antes de entrar no Hospital de onde só saiu para ser velado no Palácio da Liberdade. A foto foi tirada por sua filha Maria Cecilia Aparecido, no seu apto de BH. Comigo estão, dona Leonor e a ex-secretária de Cultura de Minas Eleonora Santa Rosa e, sentado, JAO. Saudades!
2) O jornalista e Prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, Silvestre Gorgulho, a então Secretária de Cultura Vera Pinheiro e JAO – em ROMA.
3) Fiscalizando as obras da terceira via da Ponte Costa e Silva, em 1985: Silvestre, Carlos Magalhães da Silveira (Secretário de Obras), JAO, Antônio Lourival (presidente Novacap) e Humberto Gomes de Barros. Logo atrás aparece a jornalista Maria Felix Fontele.
4) José Aparecido na Igreja Nossa Senhora das Dores, no Cruzeiro Novo, com o Padre Armando..
5) José Aparecido na ARUC com Oscar Niemeyer, Carlos Magalhães, Pompeu de Souza, ZIRALDO, assessores e jornalistas.
5) Estatueta do Prêmio José Aparecido de Oliveira para PREMIAR entidade ou pessoas que lutam pela Preservação de Brasília. Precisa ser retomado. É uma promessa se José Roberto Arruda for eleito governador de Brasília. Ano que vem (1987-2027) serão 50 Anos do Tombamento de Brasília.
6) No dia da colocação da Pedra Fundamental do Panteão da Pátria: Danielle Mitterand, o presidente François Mitterand, dona Leonor e o Chanceler Olavo Setubal.
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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Reportagens

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