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Final de semana no DF tem blocos pós-Carnaval, exposições de arte e sessões de indicados ao Oscar

Ressaca da folia terá celebrações no Plano Piloto, Samambaia, Jardim Botânico, Núcleo Bandeirante e Taguatinga; eventos contam com apoio do GDF

 

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Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

O Carnaval chegou ao fim, mas a folia continua no Quadradinho. Com investimento de R$ 10 milhões, o DF Folia 2026 iniciou no dia 7 deste mês e segue até 1º de março, com 73 blocos em 18 regiões administrativas.

Neste sábado (21), estão programados os blocos Maria Vai Casoutras, das 13h às 21h, no estacionamento do Parque Ana Lídia; Calango Alternativo, das 14h às 23h, na QN 302, Conjunto 8, Samambaia Sul; Joaninha 2026, das 12h às 20h, no estacionamento do Centro Cultural do Taguaparque; Ressaca do Carnaval, das 16h à meia-noite, no Núcleo Bandeirante.

Domingo (22) também será dia de festa graças aos blocos Manga Botânica, das 14h às 22h, no Parque Vivencial do Jardim Botânico; e Choro no Eixo com Márcio Marinho e convidados, das 9h às 17h, no Eixão, na altura da 207 Norte. A programação é atualizada no site da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

Além dos eventos carnavalescos, a Agência Brasília listou atrações para o final de semana que contam com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF). Confira abaixo.

Para a criançada

Reaberto pelo GDF em dezembro de 2024, o Teatro Nacional Claudio Santoro será palco de muitas brincadeiras e risadas neste final de semana. O evento Ressaquinha em Cena montou uma programação especial gratuita para os pequenos, com pintura de rosto, balãomania, personagens vivos, brinquedos infláveis e espaço de experimentação sensorial, nos foyers Martins Pena e Vila Lobos. No sábado, as atividades vão das 14h às 17h; no domingo, das 10h às 14h. Os ingressos são gratuitos e devem ser retirados na plataforma Sympla. Pais e responsáveis terão a oportunidade de conhecer a exposição É Pau, É Pedra, de Sergio Camargo.

Sétima arte

No Cine Brasília, uma das atrações é Jurassic World: Recomeço | Foto: Divulgação

O Cine Brasília preparou uma programação especial para os foliões que, após dias intensos de festa, desejam descansar e relaxar. A Mostra Oscar 2026 continua com as estreias de Coração de Lutador — The Smashing Machine A Hora do Mal, além de novas sessões de O Agente SecretoFoi Apenas um AcidenteValor SentimentalPecadoresFrankensteinSonhos de TremSirâtA Meia-Irmã FeiaJurassic World: Recomeço Zootopia 2.

Para celebrar o espírito carnavalesco, o cinema recebe o lançamento do minidoc Calango Careta — 10 Anos de Eterno Carnaval, nesta sexta (20), às 18h. Também nesta sexta, às 20h30, e no sábado, às 18h30, haverá Sessão Clássicos com Amor à Flor da Pele, que marcou o cinema ásiatico contemporâneo. No sábado, a Sessão Acessível traz o filme , com entrada gratuita. Já as Sessões Atípicas serão na quarta (25), com Zootopia, às 10h, e O Menino e o Panda, às 15h, tendo ingressos no valor promocional de R$ 5 a meia e R$ 10 a inteira.

Inclusão

Moradores da Estrutural e São Sebastião terão a oportunidade de ir ao cinema pertinho de casa. É que o Cine Funn passará pelas duas regiões, com sessões gratuitas de curtas e longas-metragens nacionais, e espetáculos teatrais e circenses. O circuito itinerante estará em São Sebastião, nesta sexta e no sábado, no Ginásio São Bartolomeu (Quadra 2, Conjunto 13, Bairro São Bartolomeu). Na Estrutural, o evento será entre os dias 23 e 27, com oficinas de fotografia e vídeo, além de cinema ao ar livre.

 

Ancestralidade

Além de exposições, o Memorial dos Povos Indígenas tem atividades abertas no sábado pelo projeto Arandu: Ouvir o Tempo | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Que tal visitar o Memorial dos Povos Indígenas? Localizado no Eixo Monumental, o espaço recebe o projeto educativo Arandu: Ouvir o Tempo, com atividades até o final de março. Neste sábado, às 11h, haverá leitura de imagens, e na terça (24), às 14h, será ministrada a formação O tempo não é linha: diálogos sobre arte indígena contemporânea. As experiências são mediadas por pesquisadoras indígenas, voltadas à escuta, ao diálogo intercultural e à valorização dos saberes e das expressões indígenas contemporâneas.

As exposições também chamam a atenção. Até domingo, fica em cartaz a mostra Bancos Indígenas do Brasil: Rituais, que apresenta 54 obras de 39 etnias sobre o papel central dos rituais na vida indígena. Além disso, a exposição Território da Diversidade apresenta um conjunto de objetos, artefatos, fotografias e painéis informativos sobre os povos krahô, mebengokre, fulni-ô, mehinako, waurá, kamayurá, yawalapiti, mbya guarani, xavante e kariri-xocó. O museu abre de terça a domingo, das 9h às 17h, com entrada gratuita.

Arte

No Museu de Arte de Brasília (MAB), os visitantes podem conhecer o projeto Hospitalidade, que reúne as exposições Imagem ArkhéFazer o QuiloA Erosão Inevitável do Tempo Imagem Escrita Palavra Pintada, em vigor até 1º de março. Haverá uma visita guiada neste sábado, às 16h, com mediações e performance do artista Rafael Vaz.

Além disso, até quinta-feira (26), está disponível a mostra Diálogos da Liberdade, na Coleção Brasília, que aborda o início da capital federal, por meio de fotografias, peças e objetos históricos. O MAB funciona das 10h às 19h, todos os dias, exceto terças-feiras.

Fauna e flora

Apreciar os animais em ambiente protegido é a dica da semana do Zoológico, que, aos domingos, tem entrada gratuita | Foto: Divulgação/FJZB 

O Jardim Botânico de Brasília (JBB) estará de portas abertas para a população neste final de semana, das 8h30 às 17h (com entrada permitida até as 16h30). De terça a sábado, o ingresso custa R$ 5 por pessoa; aos domingos, é gratuito, pelo programa Lazer para Todos.

A gratuidade aos domingos e feriados também contempla o Zoológico de Brasília, que funciona das 8h30 às 17h, com venda de ingressos até as 16h. O pagamento é em dinheiro, Pix ou cartão de débito e crédito.

Com o Vai de Graça, a população pode acessar estes e outros equipamentos sem preocupação em relação ao deslocamento. Lançado no ano passado, o programa permite a gratuidade nos ônibus e no metrô aos domingos e feriados.

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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