Artigos

PETER LUND (Parte 1)

PETER WILHELM LUND (* 1801 – +1880) O VIAJANTE SEDUZIDO PELA NATUREZA BRASILEIRA

 

Há 146 anos, o mundo perdia o genial homem das cavernas, considerado o pai da paleontologia brasileira. Peter Lund viveu mais de 40 anos em Lagoa Santa e fez suas pesquisas em mais de 800 grutas na região. Para os parentes e amigos dinamarqueses ele era Wilhelm. Para os brasileiros era chamado carinhosamente por doutor Lund. Para o mundo científico ele é o naturalista Peter Wilhelm Lund.  E para pesquisadores, como o professor Cástor Cartelle, da PUC-MG, e estudiosos da espeleologia, da paleontologia e da arqueologia ele é considerado o pai destas três ciências. Seu trabalho final em medicina, em 1824, foi adotado como livro-texto em universidades europeias e antecipou o reconhecimento que o cientista teria no futuro. Uma boa herança, administrada criteriosamente por seu irmão que, como diretor do Banco Nacional da Dinamarca, permitia a independência financeira para custear suas viagens e explorações.

 

 

CHEGADA DE PETER LUND AO BRASIL

Peter Wilhelm Lund (Copenhague 14 de junho de 1801 – 25 de maio de 1880, em Lagoa Santa-MG) formou-se primeiro em Medicina, em 1824, pela Universidade de Copenhague.  Pertencia uma próspera família na região da Jutlândia, na Dinamarca. Fez duas viagens ao Brasil. A primeira entre 1825 e 1829, pelo seu grande interesse nos estudos de Botânica e de Zoologia. Estabeleceu-se no Rio de Janeiro, mas fez várias expedições pelo interior do País. Voltou para a Dinamarca em 1829, para se aprofundar nos estudos. Doutorou-se pela Universidade de Kiel e visitou vários centros de estudos na Europa e cursos especiais em Berlim, Praga, Viena, Roma e Paris.

 

A Editora UFMG publicou o livro “Peter Lund e as grutas com ossos em Lagoa Santa”, de Birgitte Holten e Michael Sterll. A obra aborda a trajetória do naturalista dinarmaquês Peter Wilhelm Lund, que chegou ao Brasil em 1832 e passou dez anos pesquisando as grutas calcárias próximas de Lagoa Santa. Os resultados de suas buscas conduziram a novas explicações sobre o aparecimento e evolução da Terra, flora, fauna e do ser humano e contribuiu para a aceitação da teoria da evolução de Darwin.

A SEGUNDA VIAGEM (DEFINITIVA) AO BRASIL

Depois de se sentir mais preparado cientificamente, Peter Lund voltou, em 1833, para o Brasil. Aí de forma definitiva. Motivado pelos relatos de Alexander von Humboldt, que percorreu a América Espanhola no início do século XIX, Peter Wilhelm Lund parte em 28 de setembro de 1825 para o Brasil, terra interdita aos naturalistas estrangeiros até a mudança da Família Real em 1808.  Lund chega ao Rio de Janeiro em oito e dezembro, durante os festejos de comemoração do nascimento do futuro imperador.

A INFLUÊNCIA QUE LUND RECEBEU

DE ALEXANDER VON HUMBOLDT

Os relatos e estudos de Alexander Humboldt fascinaram Peter Lund. Quando voltou para a Europa, Humboldt levou consigo as novidades de uma expedição de cinco anos pelo Novo Mundo, entre 1799 e 1804. Nesse tempo, Alexander visitou lugares que hoje fazem parte da Venezuela, Colômbia, Cuba, Equador, Peru e México, reunindo, registrando e estudando povos, artefatos e espécies de plantas então desconhecidas.

Alexander von Humboldt (1769-1859) nasceu no Reino da Prússia, atual Alemanha. De família abastada, ele viveu sua infância no famoso Castelo de Tegel, no norte de Berlim, segundo Willi Bolle, professor de literatura da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Junto com seu irmão mais velho, Wilhelm von Humboldt, Alexander recebeu esmerada educação e se mostrou sempre interessado por assuntos ligados à natureza. Assim, Alexander decidiu estudar ciências naturais nas universidades de Frankfurt an der Oder e Göttingen após concluir seus estudos fundamentais.

Depois da morte de sua mãe, em 1796, os irmãos Humboldt herdaram uma fortuna, o que lhe permitiu largar seu emprego no serviço público para se dedicar apenas à ciência. Antes da aventura científica na América, Alexander se mudou para Paris, centro científico mundial da época. Lá iniciou o planejamento de sua viagem, financiada com recursos próprios. Os irmãos vieram para a América e ficaram na Venezuela por 16 meses, durante os quais exploraram a região dos llanos e as florestas tropicais às margens do rio Orinoco, viajando até a fronteira com o Brasil.

 

Retrato do naturalista Alexander Humboldt feito por Weitsch em 1806.

 

 

PESQUISA E ESTUDOS SEM APOIO

As pesquisas científicas realizadas por Peter Lund, em Lagoa Santa, na primeira metade do século XIX, estavam longe dos centros de referência da época e sem o apoio científico necessário no Brasil. Numa área de egos exacerbados e na dependência de correios morosos e ineficientes, levam o pesquisador a transferir sua coleção de ossos fossilizados para Copenhague. Lá seriam catalogados e estudados sob sua orientação. A supervisão a cientistas mais jovens e a agradável convivência com as pessoas simples da região harmonizam seus interesses. Em carta a um colaborador, explica assim sua opção: “O que me mantém é o fruto principal da filosofia: resignação, a vista do céu tropical de palmeiras e bananeiras, o ar e o clima do Brasil, a relação livre com a natureza, dispensa de conduzir política e duas mil milhas da Europa delirante. Entretanto, é, naturalmente, sempre lamentável não poder fazer nada, e se minha existência no momento inútil para a ciência, ainda pudesse prestar um serviço indireto, para facilitar as pesquisas do Senhor por aqui, seria ainda melhor”.

 

PROXIMA EDIÇÃO: MARÇO DE 2026

Naturalistas Viajantes – PETER LUND (Parte 2)

O VIAJANTE SEDUZIDO PELA NATUREZA BRASILEIRA

Peter Lund fez duas viagens ao Brasil. A primeira entre 1825 e 1829, pelo seu grande interesse nos estudos de Botânica e de Zoologia. Em 1829, voltou para a Dinamarca. Doutorou-se pela Universidade de Kiel e conheceu outros centros de pesquisa na Alemanha e França. Retornou ao Brasil, em 1833 para não mais voltar à Europa.

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos

DIA DA AVE

PARA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE LIBERDADE

Publicado

em

Por

 

Silvestre Gorgulho – Jornalista. Foi Secretário de Estado de Cultura e de Comunicação do Distrito Federal.
Com eleições, as urnas se abrem e a liberdade adquire asas. E voa.
Para os homens, a liberdade de expressão e de ir e vir são direitos fundamentais e pilares de qualquer sociedade democrática. Para as aves, a liberdade de voar é muito mais importante do que a liberdade de cantar. Ao voar, as aves sentem o vento da liberdade.
Ao cantar, muitas vezes, elas o fazem aprisionadas em gaiolas. Há 58 anos, o engenheiro e escritor Johan Dalgas Frisch mobilizou a sociedade brasileira, por meio de artistas, jornalistas e, até o Rei Pelé, para que fosse criado o Dia da Ave. O objetivo era simples: conscientizar as pessoas, sobretudo as crianças, sobre a importância da avifauna brasileira.
A data escolhida foi 5 de outubro. Para justificar a criação do Dia da Ave, Dalgas lembrava que as aves são joias da natureza. Elas significam muito mais do que a beleza, a liberdade e a renovação. As aves são as grandes plantadeiras de florestas, pois semeiam sementes por onde vivem. Elas ajudam a manter o equilíbrio dos ecossistemas.
AVIFAUNA BRASILEIRA
O Brasil é um país extremamente privilegiado pela natureza, e claro, pela abundância de espécies de aves. A avifauna brasileira é uma das mais ricas do mundo, abrigando 1.979 espécies de aves reconhecidas oficialmente pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Mais de 200 espécies delas são endêmicas, isto é, exclusivas dos seis biomas nacionais. Sempre é bom lembrar que 122 espécies de aves estão ameaçadas de extinção no Brasil e que o território brasileiro serve, também, de pouso para milhares de aves migratórias que se deslocam, anualmente, fugindo do rigor do inverno do hemisfério norte.
Muitas entidades, públicas e privadas, atuam na preservação de toda esta biodiversidade. No mundo, existem mais de 9 mil espécies. Elas constituem um dos grupos de animais da mais ampla distribuição geográfica. Estão representadas em todos os ambientes do Planeta. Integrar a conservação das aves ao desenvolvimento sustentável é um enorme desafio.
AVE SIMBOLO DO BRASIL
O Dia da Ave é comemorado no Brasil desde 1968, mas foi em 2002 que o Dia da Ave se revestiu de um maior significado. Foi em 5 outubro de 2002 que todas as aves brasileiras passaram a ter, simbolicamente, uma única ave para representá-las: o sabiá laranjeira (Turdus rufiventris). A Ave Nacional do Brasil.
Johan Dalgas Frisch faleceu em 22 de junho de 2024, mas seu legado pousou no coração de cada brasileiro. A inspiração e a áurea de Dalgas Frisch continuam no ar. Com ele aprendi que a liberdade, a inspiração e o encanto da natureza estão na beleza do céu, no verde das florestas, no borbulhar de rios e cachoeiras e no canto das aves. No voo livre e suave de uma juriti, de uma asa-branca, de um canarinho ou de uma arara está o maior sonho do ser humano. Voar em liberdade.
AVES E AS MUSICAS
O canto do ‘robin’ ou pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) inspirou William Shakespeare quando escreveu Romeu e Julieta. Foi o canto do sabiá que inspirou Gonçalves Dias, nostálgico de sua terra natal. O sabiá, o joão-de-barro e as andorinhas inspiraram um mundo de poetas, compositores e escritores brasileiros como Villa-Lobos, Tom Jobim, Vinicius de Morais, Caetano Veloso, Roberta Miranda, Jair Rodrigues e Alcino Alves. Luiz Gonzaga voou por todas as paragens musicais com sua Asa Branca. E o nosso tão singelo tico-tico, lá e cá, numa bacia de fubá, inspirou Zequinha de Abreu e Aloísio de Oliveira, para se tornar um dos maiores clássicos da música mundial.
O trinar das aves tem o dom de inspirar crianças e adultos. Tem a magia de encantar corações, de elevar a alma e de abrir as mentes para a poesia e o amor.
ONDE TEM AVES, TEM QUALIDADE DE VIDA
O exercício da tolerância começa no quintal de nossas casas, nos parques de nossas cidades e nas matas de nossa terra. Onde tem aves, tem qualidade de vida. Onde tem aves, tem negócios valorizados. Elas têm a força para conduzir investimentos num condomínio bem planejado ou de conseguir votos para administradores bem-intencionados. Como? Muito simples. Uma cidade com parques, jardins, bela arborização e muita flor vai atrair sabiás, canarinhos, bigodinhos, periquitos, beija-flores, araras e um sem números de pássaros… e pode dar até votos para gestores e políticos.
As aves têm a inocência das crianças. Na sua pureza de vida, elas buscam apenas alimento, saciar a sede e voar com liberdade. Como as crianças, elas precisam de bem-feitores, de amigos e de protetores.
Amigo da vida é aquele que ama a natureza, que cuida das aves do lugar onde mora, dando-lhes proteção, alimento e abrigo. Sim, o voo de uma ave é muito mais importante que seu trinar. Ao voar elas mostram e ensinam o valor da liberdade, ao passo que o trinar, muitas vezes, elas podem estar aprisionadas em viveiros e gaiolas de ouro.
Continue Lendo

Artigos

ESCÂNDALO NO PARQUE

ONG criada pela chefe do Parque Nacional Serra da Capivara recebeu mais de um milhão entre emendas parlamentares e convênios públicos

Publicado

em

Por

 

OLHO GORDO NO PARQUE SERRA DA CAPIVARA

 

A crise que abala a justiça brasileira parece se repetir com a mesma intensidade e impunidade no interior do Piauí, um dos estados mais pobres do país. No escândalo nacional que envolve “supremos do Supremo”, surge o caso Vocaro. No escândalo piauiense, surge o caso “Olho d’Água” que envolve a chefe do Parque Nacional Serra da Capivara, Marian Helen Rodrigues. Sua ONG, Instituto Olho D’Água,  foi beneficiada, nos últimos anos, por meio de emendas parlamentares e outros mecanismos, com repasses de mais de um milhão de reais.

 

A chefe do Parque Nacional Serra da Capivara, Marian Rodrigues, num claro conflito de interesses, é também a representante da ONG `Instituto Olho D’’Agua`. Na foto, Marian na Câmara dos Vereadores de Coronel José Dias.

 

A ONG Instituto Olho D’Água, do pequeno município de Coronel José Dias, criada pela atual chefe da Serra da Capivara, recebeu mais de R$ 1 milhão por meio de convênios federais, leis de incentivo à cultura, editais públicos e emendas parlamentares.

O caso do Piauí parece ser emblemático da postura que atinge nossos representantes públicos. Para assumir o cargo de chefe do Parque Nacional Serra da Capivara, Marian Helen Rodrigues teve que se afastar juridicamente da instituição que ela criou junto com o marido na pequena cidade de Coronel José Dias. No entanto, desde que assumiu o cargo no governo federal, a ONG viu a sua dotação orçamentária crescer exponencialmente: de um orçamento inexistente até o ano de 2019, quando assumiu a função federal, até atingir valores milionários hoje em dia.
Enquanto nos últimos anos o Parque Nacional Serra da Capivara – que é Patrimônio Cultural da Humanidade – recebeu uma única emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil para a sua manutenção, o Instituto Olho D’Água assistiu ao seu orçamento ganhar fôlego inédito com o repasse de mais de R$ 1 milhão de reais apenas de convênios e emendas parlamentares, principalmente do senador Marcelo Castro e do seu filho, deputado federal Castro Neto, ambos do MDB.

 

NOMEAÇÃO POLÍTICA

Marian Helen Rodrigues foi nomeada politicamente em março de 2019 para exercer cargo de confiança no ICMBio, autarquia federal responsável pela gestão das unidades de conservação. Para isso, ela teve que se “afastar” do dia a dia da ONG, mas não é isso que mostram suas redes sociais e inúmeras reportagens em sites e veículos de comunicação. Desde que assumiu o cargo público, o Instituto Olho D’Água teve um crescimento financeiro vertiginoso; basta uma simples pesquisa no Portal da Transparência para confirmar esses dados.
De acordo com os registros de parcerias e dados oficiais publicados pelo Instituto Olho d’Água (IODA) – com sede em Coronel José Dias (PI) – a instituição tem recebido recursos federais provenientes majoritariamente de emendas parlamentares do senador Marcelo Castro, além de editais e termos de fomento vinculados primariamente ao Ministério da Cultura.

VALORES IDENTIFICADOS

Considerando apenas os termos de fomento e instrumentos formalizados nos últimos anos, os valores identificados somam um total de R$ 742.440,00 em repasses de emendas parlamentares federais:

2020: R$ 192.440,00 (Emenda nº 41830001)
2021: R$ 100.000,00 (Emenda nº 41830003)
2022: R$ 150.000,00 (Emenda nº 41830004)
2023: R$ 150.000,00 (Emenda nº 41830002)
2025: R$ 200.000,00 (Termo Fomento nº 981976 – MinC

 

Paralelamente às emendas, no ano de 2023 o Edital Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura aprovou um montante de R$ 500 mil, ou seja, meio milhão de reais, para execução do projeto para “Realização de oficinas, seminários, cursos e capacitações voltados para formação e capacitação cultural em Coronel José Dias (PI)”, visando à consecução de finalidade de interesse público e recíproco que envolve a transferência de recursos financeiros à Organização da Sociedade Civil (OSC), conforme especificações estabelecidas no plano de trabalho.
Além dos recursos direcionados por emendas parlamentares específicas, a instituição também figura em editais de chamamento público e repasses voluntários de âmbito cultural, a exemplo de premiações e editais de escolas livres de formação geridos por pastas federais.

CONFLITO DE INTERESSES

Conforme a imprensa nacional não cansa de divulgar — mas o Piauí se nega a reconhecer -, Marcelo Castro e seu grupo político vivem atolados em conflitos de interesse no dia a dia.
O caso da chefia do Parque Nacional Serra da Capivara é emblemático. Nos próximos anos, por exemplo, Marcelo Castro e seu grupo precisarão de autorização para que as obras da Adutora do Jenipapo possam prosseguir. Como a obra cruza a zona de entorno do Parque Nacional Serra da Capivara e a atual chefe da unidade, Marian Helen Rodrigues, possui estreitas ligações com o grupo político, caberia a ela declarar-se impedida — o que não aconteceu.
Outro episódio recente foi a tentativa tresloucada do prefeito de Coronel José Dias de cobrar uma espécie de pedágio para os turistas acessarem o parque nacional. Victor César de Carvalho, aliado de Marcelo Castro, só interrompeu a cobrança ilegal após uma ação popular questionar o cerceamento ao livre acesso da unidade de conservação.
Mesmo diante de toda a polêmica gerada pela cobrança e dos prejuízos causados ao trade turístico, a chefe do parque não moveu uma palha para impedir o “pedágio” ilegal.
A mesma situação de inoperância já havia ocorrido anos atrás, quando uma grande empresa planejava plantar soja na zona de entorno do parque. Mais uma vez, a representante do ICMBio omitiu-se publicamente. Foi necessária a mobilização de pesquisadores e moradores locais para impedir a consumação de um projeto que já contava, inclusive, com a complacência da Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Piauí (SEMAR). Por pouco, o parque — reconhecido como Patrimônio Mundial — não foi atingido pela contaminação típica que grandes projetos agropecuários causam à natureza.

Continue Lendo

Artigos

Descartada em encontro de EUA e China, regulação da IA é analisada no Brasil

Senado já aprovou Marco Legal da IA. Em discussão na Câmara o projeto tem outras 37 propostas anexadas Getty Images/iStockphoto

Publicado

em

Por

 

Descartada no encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, no fim de setembro, a regulação da inteligência artificial (IA) é debatida pelo Congresso brasileiro com o projeto de Marco Legal da IA (PL 2.338/2023), já aprovado pelo Senado e que está em discussão na Câmara, com 37 propostas anexadas. Há ainda projetos como o que prevê IA para monitorar agressores de mulheres (PL 750/2026) e o que cria a Lei de Governança de IA no Setor Público (PL 846/2026

Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010