Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
Feiras do DF recebem investimento de R$ 56,3 milhões e fortalecem tradições culturais nas RAs
Mais de 20 espaços foram construídos ou reformados pelo GDF; programa Feira Legal busca contribuir com o bem-estar de feirantes e clientes, além de impulsionar a regularização e a ocupação dos boxes, que movimentam a economia e geram empregos
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Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo
Cerca de R$ 56,3 milhões foram investidos na construção, reforma e manutenção das feiras do Distrito Federal de 2019 até o ano passado. Esses equipamentos públicos são estratégicos para o desenvolvimento social e econômico do Quadradinho, com fortalecimento de tradições culturais, geração de emprego e renda, além de incentivo ao empreendedorismo. Atualmente, existem 35 feiras permanentes e três shoppings populares — localizados em Ceilândia, Taguatinga e Gama —, que totalizam 12 mil bancas cadastradas, das quais cerca de 9 mil estão ocupadas, o equivalente a 75% do total.
A modernização e a ampliação das estruturas, juntamente com a regularização dos feirantes e a ocupação dos boxes, são prioridades do Governo do Distrito Federal (GDF) e compõem o programa Feira Legal, instituído em 2019. A iniciativa une esforços da Secretaria de Governo (Segov) e de outras pastas do Executivo, prevendo também a promoção de incentivos aos comerciantes e a oferta de entretenimento nos espaços. Já foram regularizados 3,6 mil feirantes.
O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, destaca os pilares do programa: a reforma das feiras, a regularização e o incentivo à atividade produtiva. “No caso da reforma, promovemos um ambiente mais apropriado para os trabalhadores, feirantes, para que tenham um local digno para trabalhar e oferecer aos seus clientes um ambiente também mais agradável. Mesma coisa em relação aos clientes, que, ao chegarem a uma feira que está reformada, sentem que o governo está cuidando de um equipamento público importante para a comunidade, sobretudo no Distrito Federal, em que nós não temos praia”, explica.
Araújo reforça o papel cultural desses espaços. “No DF temos a característica fortíssima do uso das feiras como uma fonte de renda, mas principalmente como um local de visita e de compras para a comunidade. É um lugar onde as famílias se encontram, onde o povo aproveita os seus finais de semana e faz as suas compras e faz dessa oportunidade de estar nas feiras também um momento de prazer”, ressalta.
Bem-estar para comerciantes e clientes
Desde 2019, mais de 20 unidades passaram por serviços de manutenção e modernização. As obras foram executadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e contemplaram feiras-modelo e centrais em regiões como Riacho Fundo, Brazlândia, cinco em Ceilândia (P Norte, P Sul, Setor O, Guariroba e Central), duas em Planaltina (confecções e hortifrutigranjeiros), Núcleo Bandeirante, Sobradinho e Gama.
A abertura da unidade do Riacho Fundo II era uma demanda antiga da comunidade, conforme recorda a feirante Zilma Pinheiro, 54 anos. A obra foi inaugurada em 2018, mas apenas em 2021, graças aos esforços deste GDF para destravar a ocupação das bancas, começou a funcionar plenamente. “Essa feira era um pedido nosso porque ficávamos ao ar livre, convivendo com sol, chuva, ventania, e aqui na feira permanente fica tudo fechado, bonitinho, é uma estrutura bacana”, comenta.
Quem também celebrou a abertura do espaço foi a feirante Amelly Amorim, 59, que mantém uma lanchonete em uma das bancas. Ela já trabalhou em feiras livres do Gama e de Santa Maria, convivendo com os desafios de não ter um ponto fixo. “Era muita dificuldade porque a gente tinha que carregar as coisas, pegar peso. A estrutura do Riacho Fundo II é muito bonita, os banheiros são bons, é arejada, iluminada e é um ponto turístico da cidade”, conta. “Sábado e domingo fica bem movimentado. Organizamos shows ao vivo também”.
Projetos
O diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, destaca que o investimento nesses equipamentos foi fundamental para valorizar o trabalho dos feirantes e proporcionar ambientes mais seguros e acessíveis. “Investir nas feiras reforça o compromisso com a modernização, garantindo melhores condições de convivência e geração de renda por meio de reformas e construções, como a da Feira de Santa Maria”, concluiu.
Com obras em andamento, a Feira Permanente de Santa Maria recebe aporte na ordem de R$ 12 milhões. A obra, esperada há mais de 20 anos, promete mais conforto, segurança e estrutura moderna para feirantes e clientes. O novo espaço terá área total de 2.623,50 metros quadrados, com módulos edificáveis padrão.
Também estão em execução serviços de manutenção nos equipamentos permanentes de São Sebastião, Cruzeiro, Riacho Fundo II, Paranoá, Candangolândia e Taguatinga (QNL/QNJ). Outros pontos que recebem melhorias no momento são o Shopping Popular de Taguatinga Sul, a Feira do Produtor de Ceilândia, a Feira de Hortifrúti de Planaltina e a Feira da Torre de TV. Além disso, a Feira do Paranoá está em fase de licitação, e estão sendo elaborados projetos para a construção de unidades no Jardim Botânico, Itapoã, Arniqueira, Recanto das Emas e Águas Claras.
Segundo o subsecretário de Mobiliário Urbano e Apoio às Cidades da Segov-DF, Alexandre de Jesus Silva Yanez, os serviços executados seguem as necessidades específicas de cada unidade, a fim de atender às principais demandas dos permissionários e frequentadores. “Em São Sebastião, por exemplo, focamos a reforma da área de alimentação, que precisava muito de reparos. Em outras, as prioridades podem ser os banheiros, o telhado, o piso”, detalha.
As intervenções incluem serviços como pintura geral, revisão das instalações elétricas e hidrossanitárias, manutenção de telhados, pisos e banheiros, além da modernização das áreas de alimentação. Mesmo as feiras que passaram por reformas completas continuam recebendo manutenção periódica, conforme o grau de criticidade e a disponibilidade orçamentária.
Yanez explica, ainda, que a ocupação das bancas ocorre por meio de licitação. Aqueles que já mantêm algum boxe recebem documentação de regularização, enquanto os espaços vazios ou abandonados são retomados e disponibilizados para novo processo licitatório. “Hoje a licitação tem mais função social do que arrecadatória, porque arrecada um valor irrisório, mas proporciona um grande ganho social. Estamos dando espaço para o empreendedorismo e para a geração de emprego, além de impulsionar a cultura regional”, alega o subsecretário. “Feira é um negócio pujante, tem que ter gente, tem que estar girando. E incentivar isso é o objetivo principal do GDF, ocupar as feiras e gerar emprego e renda”.
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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