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Palácio do Buriti recebe 700 jovens em solenidade de abertura do Jovem Candango

Cerimônia marca o início do ciclo 2025/2027 do programa, com recepção aos participantes e entrega de uniformes

 

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Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

 

O Palácio do Buriti recebeu, nesta segunda-feira (23), cerca de 700 jovens que participam de mais uma edição do programa Jovem Candango. A vice-governadora Celina Leão deu as boas-vindas aos participantes em um evento que marcou a abertura do ciclo 2025/2027, com entrega de uniformes e recepção aos alunos e familiares.

Para a vice-governadora, o programa alia formação prática e inclusão social ao abrir caminho para a autonomia financeira dos participantes e a entrada no mercado de trabalho. “Aqui eles terão o primeiro emprego, a primeira renda e vão se capacitar dentro dos próprios órgãos do governo”, afirmou Celina. “É um programa de dois anos. Então eles vão sair daqui capacitados”, acrescentou.

Uma das novidades para esta edição é a ampliação dos arcos ocupacionais, com a inclusão de educação, desporto, agronegócio e tecnologia da informação. Segundo o secretário da Família, Rodrigo Delmasso, os jovens atuarão no atendimento direto à população e à rotina do serviço público.

De acordo com o secretário, os participantes poderão atuar em frentes como o apoio ao primeiro atendimento nas unidades básicas de saúde (UBSs), auxílio em secretarias escolares, atendimento nos centros de referência de assistência social (Cras) e levantamentos de perfil socioeconômico no Distrito Federal.

Para Delmasso, o ganho vai além da formação profissional. “Muitas vezes eles estavam do outro lado do balcão, pedindo auxílio, ou viram seus pais sentarem do outro lado do balcão. Agora, vão levar essa vivência para a prática e atender muito melhor a nossa população. São experiências que eles vão carregar para a vida,” afirmou o secretário.

“Muitas vezes eles estavam do outro lado do balcão, pedindo auxílio, ou viram seus pais sentarem do outro lado do balcão. Agora, vão levar essa vivência para a prática e atender muito melhor a nossa população. São experiências que eles vão carregar para a vida”, destacou Rodrigo Delmasso, secretário da Família do DF

Jovem Candango

Voltado à inclusão social e à formação cidadã, o Jovem Candango oferece oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional a adolescentes e jovens do Distrito Federal. O edital prevê abertura inicial de 1,8 mil vagas, com expectativa de chegar a 2,2 mil contratações de forma gradual.

 

O secretário da Juventude, André Kubitschek, destacou o papel do programa na formação da nova geração. “A nova geração é o futuro. A gente precisa realmente capacitá-los, instruí-los, para que eles possam crescer e se desenvolver como pessoa. Eles serão os futuros gestores, empresários, políticos e servidores”, afirmou.

“A nova geração é o futuro. A gente precisa realmente capacitá-los, instruí-los, para que eles possam crescer e se desenvolver como pessoa. Eles serão os futuros gestores, empresários, políticos e servidores”, afirmou André Kubitschek, secretário da Juventude do DF

O programa é voltado a jovens de 14 a 22 anos que estudam ou estudaram na rede pública de ensino, ou em instituição particular na condição de bolsista, residem no Distrito Federal e atendem aos critérios sociais previstos em edital. A iniciativa combina formação teórica e prática e busca ampliar o acesso ao primeiro emprego, com atuação dos participantes em órgãos públicos do DF.

Entre os novos participantes está Djair Ramalho de Oliveira Filho, de 14 anos, estudante do 9º ano. Ele conta que entrou no programa para ajudar a mãe, que está desempregada, e começar a construir a própria independência financeira. “Eu entrei para ter uma renda para mim, ajudar minha mãe em certas coisas, comprar minhas próprias coisas com meu dinheiro e guardar para o futuro”, relatou.

Interessado em tecnologia, Djair vê no programa uma porta de entrada para a área em que quer atuar. “Eu queria muito aprender TI. No futuro, mexer com tecnologia e conseguir tirar um dinheiro muito bom para ajudar minha mãe e minha família”, disse.

A jovem Rebeca Cardoso vê uma oportunidade de crescer profissionalmente, sem abrir mão dos estudos: “É muito importante para mim continuar trabalhando e estudando ao mesmo tempo. É uma ótima oportunidade de conhecer pessoas diferentes, aprender coisas novas e mostrar serviço”

A estudante Rebeca Cardoso Marques, 18 anos, que está começando a faculdade de desenvolvimento de sistemas, também vê no Jovem Candango uma oportunidade de crescer profissionalmente sem interromper os estudos. “É muito importante para mim continuar trabalhando e estudando ao mesmo tempo”, contou. “É uma ótima oportunidade de conhecer pessoas diferentes, aprender coisas novas e mostrar serviço.”

Os participantes têm direito a bolsa-auxílio e benefícios como vale-transporte, vale-alimentação, férias, 13º salário e uniforme. Neste mês, teve início a convocação dos pré-selecionados, com contatos feitos por e-mail e WhatsApp para agendamento da entrega da documentação.

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Comissão de Saúde aprova distribuição gratuita de repelentes no DF contra a dengue

Proposta prevê distribuição gratuita de repelentes em períodos críticos de proliferação do aedes aegypti para pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal

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Foto: Luis Bernardo Júnior/Agência Brasília

Produtos deverão conter substâncias recomendadas pela Anvisa, como Icaridina, IR3535 ou DEET, de eficácia garantinda contra o mosquito aedes aegypti

A população de baixa renda do Distrito Federal poderá ter acesso gratuito a repelentes durante períodos críticos de dengue. A medida está prevista em proposta aprovada nesta terça-feira (26) pela Comissão de Saúde (CSA) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

De autoria do deputado Joaquim Roriz Neto (PL), o Projeto de Lei 940/2024 prevê a distribuição gratuita de repelentes para pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. A medida será aplicada sempre que o Distrito Federal decretar estado de emergência em razão da dengue. Os produtos distribuídos deverão conter substâncias recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como Icaridina, IR3535 ou DEET, garantindo eficácia na prevenção contra o mosquito aedes aegypti.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Na justificativa do projeto, Roriz Neto ressalta que, em 2024, o Distrito Federal, assim como boa parte das Unidades da Federação, atravessaram uma grave crise relacionada à doença da dengue. “É sabido que a dengue é causada pela picada do mosquito fêmea aedes aepypti. É sabido também que uma das formas mais eficazes de prevenção em relação à doença é a utilização de repelentes”, afirma o distrital.

O relator da matéria, deputado Pastor Daniel de Castro (PP), também comentou sobre o último surto de dengue no DF e a avaliou a proposição em pauta como meritória e revestida de relevante interesse público. “A proposta contribui com o fortalecimento das ações preventivas em saúde pública, auxiliando na redução da disseminação da dengue e na proteção da população mais vulnerável do Distrito Federal”, afirmou o deputado.

Técnicas contra engasgo

Os integrantes da Comissão de Saúde, aprovaram também o Projeto de Lei 1199/2024, de autoria do deputado Wellington Luiz (MDB), que determina a divulgação de técnicas de salvamento em casos de engasgo e asfixia em bares, restaurantes e estabelecimentos similares.

 

Foto: Carlos Gandra / Agência CLDF

A proposta obriga a fixação, em local visível, de orientações com descrição e ilustração de procedimentos como a manobra de Heimlich. O texto estabelece que ao menos 10% dos funcionários sejam capacitados, além da presença de pelo menos um colaborador treinado durante todo o funcionamento do local.

O projeto ainda prevê que o Poder Público promova campanhas educativas e ofereça capacitação sobre o tema. Segundo a justificativa, a medida busca prevenir mortes evitáveis, já que o engasgo é responsável por cerca de 3 mil óbitos por ano no Brasil.

Agência CLDF

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Hemocentro inaugura Sala de Apoio à Amamentação nesta sexta (29)

Espaço é aberto a trabalhadoras, doadoras, familiares de pacientes e à comunidade em geral

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

A Fundação Hemocentro de Brasília inaugura, nesta sexta (29), às 14h, a Sala de Apoio à Amamentação, tornando-se o primeiro hemocentro público do país a contar com esse tipo de estrutura. A data faz referência ao Mês da Doação de Leite Humano, campanha que reforça a importância do aleitamento materno e da solidariedade entre mulheres.

Nova sala tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado | Foto: Divulgação/Fundação Hemocentro de Brasília

“Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases”

Osnei Okumoto, presidente da Fundação Hemocentro de Brasília

A criação do espaço reflete a realidade da instituição. Das 357 pessoas que compõem o quadro de servidoras e servidores da fundação, 235 são mulheres — mais de 65% do total. Entre elas, 14 estão atualmente em período de lactação. Somados os 34 profissionais terceirizados, a proporção feminina ultrapassa 70% da força de trabalho.

Espaço aberto

A sala é aberta a todas as mulheres em período de amamentação que circulam pelo Hemocentro — trabalhadoras, servidoras e profissionais terceirizadas —, além de doadoras de sangue, familiares de pacientes do Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias e comunidade em geral. O espaço também servirá de referência para servidoras e estudantes da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs).

Projetada para oferecer conforto e privacidade, a sala de apoio tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado. A iniciativa atende ao disposto na Lei Distrital nº 7.057/2022, que obriga órgãos e entidades da administração pública do DF a disponibilizar esse tipo de espaço para suas trabalhadoras.

“A criação desta sala representa um passo importante no cuidado com as mulheres que fazem parte do Hemocentro — trabalhadoras, doadoras ou pacientes atendidas pelos nossos serviços”, afirma o presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto. “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases.”

 

Ponto de coleta 

A sala também funcionará como ponto de coleta de leite humano para doação. A mãe que desejar contribuir pode extrair e deixar o leite armazenado no local — a retirada será feita pelo banco de leite humano do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que faz a coleta diretamente no Hemocentro. O leite doado passa por análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados na rede pública. Para participar, basta procurar a equipe da sala.

Mulheres que ainda estão amamentando só podem doar se o parto tiver ocorrido há mais de 12 meses. Caso a mulher já tenha encerrado a amamentação, basta que tenham se passado pelo menos três meses desde o parto. Em caso de qualquer dúvida, a orientação é procurar a equipe de triagem do Hemocentro antes de se dirigir ao local.

Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília

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Governo avalia aumento de contratação pelo MEI com o fim da 6×1

Ministro diz que mudança pode gerar novas regulações para setores

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

 

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), Paulo Henrique Pereira, disse, nesta quinta-feira (28), que o governo federal estuda a ampliação da contratação de funcionários por microempreendedores individuais (MEIs), a partir da aprovação da alteração da jornada de trabalho dos brasileiros.

Na noite desta quarta-feira (27), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 que põe fim à escala de seis dias de trabalho a cada um de descanso (escala 6×1) e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem a diminuição de salários. A medida segue para análise e votação do Senado Federal.

Pereira resaltou que o governo avalia soluções e que “ninguém vai ficar para trás”.

“Vamos estudar o que podemos fazer para negócios pequenos e médios que possam ser afetados. Então, aquela pessoa [jurídica] talvez tenha que ter um contratado temporário ou ter um funcionário a mais. Será que a gente permite que o MEI tenha um funcionário?”

Atualmente, o MEI pode contratar apenas um empregado com a remuneração de até um salário mínimo ou o piso salarial da categoria.

A declaração foi dada pelo ministro  em entrevista ao programa Bom dia, Ministro, da EBC, e diz respeito ao problema destacado pelos micro e pequenos empresários de que, se a jornada cair para 40 horas por semana e se a escala 6×1 acabar, será necessário ter mais funcionários para cobrir os dias de folga e manter o negócio aberto.

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Regulamentação específica

Questionado sobre se as mudanças na jornada de trabalho dos brasileiros podem aumentar os custos de produtos e serviços ao consumidor final ou se pode reduzir o número de postos de trabalho, o ministro explicou que haverá regulações específicas por setor, a partir do diálogo com as partes interessadas para construir soluções.

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) esclareceu que após, a criação de uma regra geral, será feita a regulamentação prática da legislação para cumprir a jornada máxima de trabalho de 40 horas e para que todo trabalhador tenha direito a duas folgas por semana.

“A lei ainda vai exigir regulações […] O legislador e o Poder Executivo vão regular isso. Primeiro, monta-se o arcabouço mais geral, mas, depois, a gente vai especificar nos segmentos e nas atividades próprias como o regime poderá ser aplicado. Então, tem muito trabalho ainda pela frente e muito a ser feito.”

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Teto de faturamento do MEI

O ministro Paulo Pereira foi questionado sobre a possibilidade de reajuste do teto de faturamento anual do microempreendedor individual e explicou os possíveis efeitos da renúncia fiscal.

“Se a gente aumentar o teto do MEI, o governo abre mão de receita e terá impactos macroeconômicos importantes. Se o governo gastar mais do que arrecada, pode gerar inflação e os juros podem subir. Tudo isso volta para o empreendedor.”

O limite anual para o MEI comum é de R$ 81 mil ou valor proporcional no ano de abertura. Para o transportador autônomo de cargas (MEI Caminhoneiro), o teto é de R$ 251,6 mil anuais (R$ 20.966,67 por mês).

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21 aprovado pelo Senado, que atualiza as regras do microempreendedor individual eleva para R$ 130 mil a receita bruta anual permitida para enquadramento como MEI. Outro projeto em tramitação na Câmara dos Deputados prevê limite de R$ 145 mil, com atualização anual pelo índice oficial de inflação.

O ministro do MEMP explicou que qualquer alteração fiscal exige estudos cuidadosos para não impactar a saúde das contas públicas ou enfraquecer o trabalho formal.

“Não podemos aumentar o teto do MEI sem ter uma solução que viabilize que isso aconteça sem impactos macroeconômicos. Hoje o governo não tem uma proposta de aumento do teto do MEI.”

Ganhos sociais e para economia

O ministro destacou ganhos sociais com o fim da escala 6×1 para cerca de 15 milhões de trabalhadores e que 38 milhões serão impactados positivamente pelo regime de 40 horas semanais. Paralelamente, acrescentou que a economia do país será fortalecida.

“As pessoas vão ter mais tempo para estudar, para cuidar da saúde, para cuidar das suas famílias, para empreender. Sabemos que uma parte importante dos empreendedores brasileiros têm trabalho formal e, no fim de semana, faz uma venda por fora, dirige carro de aplicativo. Eles também vão consumir mais lazer, cinema, restaurante, lanchonete. Então, a economia brasileira vai ser afetada positivamente.”

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