Reportagens
Mãe de Cássia Eller, Nanci Ribeiro receberá Título de Cidadã Honorária de Brasília
Nanci sempre foi uma apoiadora da filha e atualmente é uma das principais guardiãs do seu legado
Foto: Globo Brasília / Divulgação
A Câmara Legislativa entrega, na segunda-feira (30), o Título de Cidadã Honorária de Brasília a uma importante incentivadora da música brasileira: Nanci Ribeiro, mãe da artista Cássia Eller. A cerimônia acontece no plenário, às 19h.
Natural de Belo Horizonte, Nanci veio para Brasília em 1981, após a transferência do pai de Cássia, Altair Eller, que era militar do Exército. Ao todo, a família era formada por cinco filhos: Cássia era mais velha dentre os irmãos Carla, Cláudia, Rúbia e Ronaldo.
Foi em Brasília que Cássia Eller começou a carreira profissional, aos 18 anos, tocando em bares e espetáculos teatrais. Nanci sempre foi uma apoiadora da filha e atualmente é uma das principais guardiãs do seu legado.
Nos anos 90, ela chegou a gravar com a filha a música “Pedra Gigante”. Na época, Cássia comentou sobre a mãe, em entrevista para a Folha de São Paulo: “Ela era cantora antes de casar com meu pai. Foi quem me ensinou tudo, cantava Dolores Duran, Maysa. Fiquei emocionada, e ela, supernervosa. Não sabia nem pôr o fone, mas gravou de primeira”.
Recentemente, Nanci participou da produção do musical “Cássia Rejane – Muito além de Eller”, sobre a vida da cantora, com estreia em 2022 e reapresentações nos anos seguintes.
A cidadania honorária é uma honraria que reconhece pessoas naturais de outros estados que prestaram relevantes contribuições para a população do Distrito Federal. O título de Nanci foi proposto pelo deputado distrital Gabriel Magno (PT), “pela importância dela na formação de um dos maiores ícones da cultura brasiliense e na preservação da história da música da cidade”.
No Projeto de Decreto Legislativo 196/2024, o parlamentar também destacou o apoio de Nanci aos direitos da população LBGTQIA+. Após o falecimento de Cássia Eller, em 2001, Nanci defendeu que o filho da cantora permanecesse com a companheira da artista, Maria Eugênia Martins, que disputava judicialmente a guarda com o pai de Cássia.
Na época, Nanci argumentou: “Vi quando esse menino saiu do ventre da Cássia para os braços da Eugênia. Ela é a mãe dele”. O caso ocorreu muito antes do reconhecimento legal para as uniões homoafetivas e provocou uma decisão inédita até então. Após um acordo judicial, Maria Eugênia conquistou a guarda definitiva do neto de Nanci, Francisco.
A sessão solene de entrega do título será transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo), e no YouTube da emissora.
Serviço
Sessão solene: Outorga de Cidadã Honorária de Brasília à Senhora Nanci Ribeiro dos Reis
Horário: 19h
Data: 30 de março, segunda-feira
Local: plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Ana Teresa Malta – Agência CLDF
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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA
Produção foi apresentada no sábado em convenção do Partido Liberal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.
Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Se essa hipótese for confirmada, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.
Caso ele não tenha autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.
“Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, um vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.
Na decisão desta terça-feira, Moraes lembra que Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária, está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.
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Exposição dos Povos da Floresta chega a Brasília e ocupa Memorial dos Povos Indígenas
Em cartaz a partir de quarta-feira (29), mostra tem entrada gratuita e reúne artistas indígenas, povos tradicionais e diferentes expressões da arte amazônica
Por
Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (29), a Exposição dos Povos da Floresta, uma mostra que reúne artistas de diferentes territórios da Amazônia em um encontro entre arte, ancestralidade, território e memória. Integrando a Etapa Brasília do Festival dos Povos da Floresta, a exposição ocupa o Memorial dos Povos Indígenas (MPI), com visitação gratuita até 27 de setembro.
Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o Festival dos Povos da Floresta promove a circulação de artistas, mestres tradicionais e comunidades originárias, ampliando o acesso às múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país. A cerimônia de abertura será na terça-feira (28), das 19h às 21h, marcando o encontro de artistas, curadores, convidados e público em uma celebração da diversidade cultural brasileira.
A exposição reúne fotografias, pinturas, esculturas, instalações, registros audiovisuais, experiências em realidade virtual e curtas-metragens, construindo um percurso sensorial que aproxima o visitante das diferentes narrativas e modos de vida presentes na Amazônia.
Entre os destaques estão obras de Gustavo Caboco, Paula Sampaio, Will Arehj, Wauto Am, além do acervo fotográfico da Rioterra com trabalhos de Marcela Bonfim, Alexis Bastos, Fred Bastos, Alexandre Rotuno e do próprio Will Arehj.
A mostra também reúne artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, refletindo a diversidade estética, cultural e territorial da região amazônica. Participam nomes como Saulo de Souza, Rafael Prado, Evandro Câmara, Bototo, Avener Prado, Isaías Miliano, Pedro Macuxi, Kaiwino Wiz (Georgina), Vinícius Kenede, Caripoune Yermollay, Ya Juarez, Keyla Palikur, Thay Ptit, Hugo Figueiredo e Gilson Tupinambá, entre outros.
Ao longo de sua trajetória, a Exposição dos Povos da Floresta percorreu Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Belém (PA), incorporando novas ocupações artísticas e diferentes olhares curatoriais em cada território. Em Brasília, essas experiências convergem em uma exposição que sintetiza os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim.
Mais do que apresentar obras de arte, a mostra propõe uma reflexão sobre a pluralidade dos povos amazônicos, evidenciando suas memórias, cosmologias, formas de resistência e modos de produzir conhecimento por meio da arte.
Programação audiovisual e realidade virtual
Além das obras expostas, o público poderá assistir a uma seleção de curtas-metragens produzidos em Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, com narrativas que dialogam com os temas da exposição e ampliam a experiência do visitante.
A programação inclui ainda uma imersão em realidade virtual composta por quatro experiências audiovisuais que apresentam paisagens, saberes e vivências da Amazônia, permitindo ao público conhecer diferentes territórios por meio de tecnologia imersiva.
Comprometida com a democratização do acesso à cultura, a exposição contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérpretes de Libras e audiodescrição das obras por meio de QR Code.
Ao reunir diferentes linguagens artísticas, territórios e experiências culturais, a Exposição dos Povos da Floresta reafirma o compromisso do festival em fortalecer o protagonismo dos povos amazônicos e ampliar a circulação de suas produções, aproximando o público brasileiro da riqueza artística e cultural da região.
Serviço
Exposição dos Povos da Floresta
⇒ Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)
⇒ Cerimônia de abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h
⇒ Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro
⇒ Funcionamento: terça-feira a domingo, das 9h às 17h
⇒ Entrada gratuita.
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