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CLDF reajusta tabelas salariais de servidores do Detran-DF

Cumprindo acordo com os servidores, os deputados aprovaram – com 17 votos favoráveis – o projeto em dois turnos e redação final

 

Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Após quase cinco horas suspensa, a sessão da Câmara Legislativa desta terça-feira (31) foi retomada pouco antes das 23h. A interrupção, para aguardar o envio do projeto de reestruturação salarial das carreiras do Departamento de Trânsito do DF (Detran/DF) pelo governo do Distrito Federal, não desanimou a categoria, que seguiu mobilizada nas galerias do plenário. Cumprindo acordo com os servidores, os deputados mantiveram o quórum e aprovaram – com 17 votos favoráveis – o projeto de lei nº 2255/2026, em dois turnos e redação final.

>> Confira imagens da sessão

O prazo máximo para a aprovação de matérias desse tipo termina em 7 de abril (180 dias antes das eleições), por conta das vedações do calendário eleitoral.Com a tramitação concluída na Casa, o texto vai à sanção da governadora do DF, Celina Leão.

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

O projeto de lei reajusta as tabelas de vencimento das carreiras de Atividades de Trânsito e de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran, estabelecendo novos vencimentos básicos a serem implementados em duas parcelas ainda em 2026.

De acordo com a proposta, os atuais integrantes das carreiras serão reposicionados nas novas tabelas de acordo com o tempo de serviço efetivo; o parâmetro a ser observado é de um padrão a cada 12 meses de exercício, sem necessidade de aferição de mérito. O disposto no texto valerá, também, para os aposentados e pensionistas do órgão.

A medida será custeada pelo GDF, que estima um impacto de R$ 80,7 milhões de abril a dezembro deste ano. Segundo o governo, o projeto visa fortalecer os quadros do Detran/DF, oferecendo remuneração compatível com a complexidade dos serviços e reduzindo a rotatividade de pessoal.

Um dos principais articuladores para o envio da proposta nesta terça-feira, o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) ressaltou a importância dos servidores do órgão e avaliou que o projeto é uma forma de “justiça” para a categoria. Assim como ele, outros parlamentares também elogiaram a mobilização dos servidores e a conquista do reajuste das tabelas de vencimento.

Confira a íntegra da sessão:

 

 

Denise Caputo – Agência CLDF

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Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities

Ferramenta ajudará empresas e governos a atender exigências europeias

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Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

 

Começa a funcionar nesta segunda-feira (27) a plataforma digital do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que reúne e cruza dados socioambientais de diversas fontes, com recorte municipal e estadual, permitindo identificar impactos locais associados à produção de commodities.

Plataforma Socioambiental é uma iniciativa que busca viabilizar a rastreabilidade das cadeias de commodities, especialmente em relação ao que prevê o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Esse regulamento proíbe a importação, no bloco europeu, de produtos oriundos de áreas desmatadas. A expectativa é de que o EUDR passe a ter maior impacto nos próximos anos, diante da aproximação comercial entre Mercosul e a União Europeia.

As cadeias de produtos acompanhados pela plataforma são as de soja, café, cacau, palma, borracha e produtos de origem bovina.

Segundo o instituto, a ferramenta ajudará, por exemplo, empresas voltadas às demandas por consumo consciente, nas quais os consumidores dão preferência a produtos que não prejudiquem comunidades locais ou o meio ambiente.

A plataforma, explica o ISPN, pode ser usada por empresas estrangeiras, governos locais, empresários e pelo poder público, contribuindo para a transparência no campo, o estímulo ao consumo consciente e a formulação de políticas públicas mais eficientes.

Disponível no site do instituto, a ferramenta é baseada em bancos de dados de 15 entidades nacionais e estrangeiras das áreas de direitos humanos, meio ambiente e sociedade civil.

As informações abrangem o período a partir de 2002 e poderão ser atualizadas anualmente, segundo o ISPN. Há também a expectativa de incorporação gradual de novas bases de dados.

Cruzamento de dados

Os cruzamentos permitem análises específicas sobre disputas por água e terra, bem como sobre ocorrências de trabalho escravo, violência, contaminação ambiental e uso de recursos hídricos.

A base de conflitos sociais é fornecida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Segundo o instituto, análises preliminares mostram que poucos municípios brasileiros não registram conflitos, e que violações de direitos humanos ocorrem em praticamente todo o país.

Os cruzamentos de dados indicam, ainda, que desmatamento e produção de commodities frequentemente caminham juntos, associados a conflitos por terra, água e diferentes formas de violência.

Mostra também que, em áreas com mineração, é comum a ocorrência de conflitos por água.

A ferramenta possibilita também identificar alguns tipos de irregularidades fundiárias, como a chamada grilagem verde, quando áreas conservadas ocupadas por comunidades tradicionais são declaradas como reserva legal de grandes propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é declaratório.

A ferramenta será apresentada no dia 28 de abril a representantes das embaixadas de França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, em encontro presencial. Outros países participarão de forma remota.

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Cachorros policiais ampliam capacidade de atuação no DF

Com habilidade olfativa dezenas de vezes superior à humana, animais do BPCães atuam em grandes operações na detecção de drogas e explosivos, além da captura de criminosos

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Enquanto o ser humano apresenta entre 5 milhões e 6 milhões de receptores olfativos, os cães podem chegar a até 300 milhões, o que explica a precisão desses animais em operações policiais de detecção de drogas e explosivos e em busca de suspeitos. A atuação dos cães policiais se tornou peça estratégica nas ações de segurança pública e ganhou ainda mais evidência após a repercussão de uma operação em abril deste ano no Rio de Janeiro, na qual um pastor-belga-malinois ajudou a localizar um galpão usado como depósito de 48 toneladas de maconha — a maior apreensão da substância da história do Brasil.

Os chamados K9, nomenclatura adotada internacionalmente em referência ao termo em inglês canine, são treinados e empregados em diferentes frentes em Brasília, onde o trabalho é desempenhado pelo Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

Os cães são separados por idade e modalidade de atuação. Entre as funções exercidas por eles na capital, estão detecção de drogas e armas, identificação de explosivos e busca e captura de criminosos. Muitos agentes caninos já atuaram em grandes operações no DF e se destacam na corporação: Paçoca, Xamã e Izzy são conhecidos por terem participado de grandes apreensões de entorpecentes; Zang localizou drogas escondidas em um carro funerário; Scott tem histórico de apreensões de armas de fogo e drogas enterradas; Zaira atuou em operações de busca e captura de criminosos; e Eros ajudou na detecção de explosivos em diversas ocorrências, incluindo as explosões nas proximidades do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024.

Treinamento de ponta

A seleção dos cães começa desde cedo. Os animais são avaliados recém-nascidos por uma equipe especializada, que observa instintos como impulso de caça, proatividade e facilidade em seguir comandos. Raças como pastor-alemão e, especialmente, pastor-belga-malinois, são priorizadas por apresentarem características como inteligência, resistência física, coragem e versatilidade.

 

O treinamento é baseado na associação de odores ao reforço positivo

O treinamento é baseado na associação de odores ao reforço positivo. Para o trabalho de farejamento de narcóticos, por exemplo, as próprias substâncias são utilizadas de forma controlada, sem qualquer contato direto dos animais com os entorpecentes, com impregnação do odor em materiais específicos usados apenas em treinamento.

Rotina operacional

Atualmente, o BPCães conta com 48 cachorros, alguns já formados e outros em fase de treinamento, entre eles 17 filhotes. O subcomandante do batalhão, major Yuri Dezen, ressalta que o BPCães é frequentemente acionado para apoiar outras unidades locais, com solicitações recorrentes para varreduras, identificação de explosivos e apoio em ocorrências com drogas e foragidos, além de receber unidades de outros estados para troca de experiências.

O major Yuri Dezen explica: “Enquanto o policial cumpre a missão, o cão entende que venceu o jogo”

Dezen destaca, ainda, que a renovação do plantel ocorre de forma contínua, com a aposentadoria gradual dos animais mais velhos e a entrada de novos filhotes, que passam por um período de treinamento de até um ano e meio, mantendo os que passam no processo.

“Começamos desde cedo, por volta dos três meses do cão, quando ele passa a conhecer o ambiente e conseguimos avaliar se ele tem aptidão para o trabalho. Condicionado a identificar determinados odores, para o animal, vira uma brincadeira encontrar aquele cheiro e ser recompensado com um brinquedo ou carinho. Enquanto o policial cumpre a missão, o cão entende que venceu o jogo”, explica.

A rotina operacional desses animais costuma durar até os 7 ou 8 anos de idade. Após esse período, os cães são desligados do serviço e seguem para a “aposentadoria” para que possam viver em lares amplos que ofereçam uma boa qualidade de vida. Geralmente permanecem com seus condutores em casa, mas também há casos de adoção pela comunidade.

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ANDRÉ KUBITSCHEK LIDERA INICIATIVA QUE CONECTA JOVENS DO DF AO FUTURO DA TECNOLOGIA

Brasília foi palco de uma iniciativa que une tecnologia, inclusão e perspectivas reais de futuro. Jovens de escolas da rede pública de ensino e profissionais do Distrito Federal participaram de um aulão gratuito de Inteligência Artificial e Computação em Nuvem, realizado no último dia 25, no Brasília Palace Hotel pelo Instituto Gabriel Gastal (IGG), em parceria com a Amazon Web Services (AWS).

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A ação integra o programa AWS Treina Brasil, que tem como objetivo ampliar o acesso à qualificação tecnológica no país, conectando formação prática às demandas do mercado digital. Mais do que uma capacitação pontual, o encontro foi apresentado como porta de entrada para uma trilha formativa mais ampla, com foco em computação em nuvem, fundamentos de IA e preparação para certificações reconhecidas internacionalmente.

Durante o evento, André Kubitschek foi oficialmente instituído Embaixador de Inovação Tecnológica para os Jovens e destacou o momento de transformação vivido pelo mercado de trabalho.

Segundo ele, “o mundo está mudando de uma forma nunca antes vista, e isso é uma oportunidade real para quem quer se qualificar”. Em sua fala, reforçou que o acesso à tecnologia não deve ser visto como algo restrito: “talento não tem CEP, não tem origem social. Todo mundo pode aprender e entrar nesse mercado digital”.

O aulão também buscou desmistificar a ideia de que é preciso experiência prévia para ingressar na área.

“Não tenham medo de não ter experiência. O que vocês precisam é de curiosidade, coragem e disciplina”, afirmou André Kubitschek, incentivando os participantes a aproveitarem o momento como um possível divisor de águas: “isso aqui pode ser o início de uma nova trajetória, de uma carreira e até de um sonho que vai mudar a vida de vocês”.

A dimensão humana e social da iniciativa foi reforçada pela presidente do Instituto, Paloma Gastal, que emocionou o público ao compartilhar a motivação pessoal por trás do projeto. Ela relatou a perda do filho de 18 anos em um acidente de carro e como esse episódio redefiniu seu propósito: “foi a maior dor da minha vida, mas eu entendi que precisava transformar essa dor em algo maior”.

A partir dessa experiência, surgiu a decisão de ampliar o impacto para além da própria família.

“Se eu precisava ser forte pelos meus filhos, eu também poderia ser forte por muitos outros jovens”, afirmou. Segundo Paloma, a criação do instituto está diretamente ligada à necessidade de reduzir desigualdades de acesso: “criei o Instituto para dar oportunidades a quem não teria esse caminho, porque o talento existe; o que falta, muitas vezes, é oportunidade”.

Ela também alertou para os riscos da exclusão digital em um cenário de rápida transformação tecnológica.

“Quem não acessa a tecnologia hoje está sendo, silenciosamente, excluído das melhores oportunidades”, disse. Para a presidente, iniciativas como essa têm o poder de mudar trajetórias: “estamos dando acesso, e acesso muda tudo”.

Com participação gratuita e sem exigência de conhecimento prévio, o evento reforça a importância de democratizar o conhecimento tecnológico como ferramenta de inclusão produtiva. Em um mercado cada vez mais orientado por dados, automação e inteligência artificial, ações como essa evidenciam que o futuro do trabalho já começou e que ele pode, de fato, ser para todos.

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010