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Projeto Em-canto & Em-cordas, na Estrutural, celebra dois anos unindo música e solidariedade

Com investimento de R$ 1 milhão do GDF e foco na proteção social, o programa espalha melodias de cidadania para 200 jovens e suas famílias

 

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Ana Isabel Mansur, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Na Estrutural, região com a menor renda per capita do Distrito Federal, o som de violinos e vozes em coro tem sido, há dois anos, muito mais que uma atividade artística. É uma poderosa ferramenta de sobrevivência e mudança social. O projeto Em-canto & Em-cordas, do Instituto Reciclando Sons, entra agora na reta final, com encerramento previsto para julho de 2026. A iniciativa tem apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e consolida um legado de 200 jovens atendidos e famílias fortalecidas por uma rede de apoio integral.

Viabilizada com mais de R$ 1 milhão do Fundo da Criança e do Adolescente, a iniciativa usa a música para reduzir danos e prevenir riscos sociais. Além das melodias, o coração do projeto reside numa estrutura socioassistencial robusta, em que os jovens passam por momentos de acolhimento conduzidos por uma equipe de 20 profissionais, que inclui psicólogos, assistentes sociais, professores, monitores e arte-educadores.

Três vezes por semana, crianças e adolescentes de 7 a 17 anos participam, de manhã ou à tarde, de aulas de instrumentos de corda (violino, viola e violoncelo), musicalização infantil, canto coral e informática, além dos momentos de dinâmica psicossocial e de alimentação, com lanches oferecidos após todos os encontros.

Dó, ré, mi, facilitação

O diferencial é o suporte psicossocial que precede cada nota tocada — o projeto não apenas ensina a tocar um instrumento, mas amplia horizontes. Jovens como Jhonatas Levy, de 9 anos, e Maria Júlia Cardoso, de 10, raramente saíam da região administrativa e, agora, são presença frequente nos palcos. O grupo já se apresentou em locais como o Teatro Nacional Claudio Santoro, a Caixa Cultural, a Casa Thomas Jefferson e a Câmara Legislativa do DF.

Maria Júlia Cardoso gosta de tocar o clássico ‘Peixe Vivo’ no violino

Maria Júlia escolheu o violino pela beleza do instrumento. “Acho muito bonito”, conta a aluna, ao descrever que adora se apresentar com o projeto. “Eu gosto das aulas e também dos acolhimentos. Minha mãe sempre quis me inscrever aqui, desde que eu era pequenininha. Tentamos várias vezes, até que conseguimos vaga”, revela, acrescentando que a música que mais gosta de tocar é o clássico Peixe Vivo.

Jhonatas também escolheu o violino, mas por outro motivo. “É bem legal e é mais fácil de segurar, porque o violoncelo é muito grande e pesado. E eu sou pequenininho”, conta o aluno, que sabe tocar de olhos fechados Anunciação, de Alceu Valença. “Eu gosto muito das aulas, que fazem a gente aprender mais, das apresentações, dos acolhimentos, dos professores, dos tios que cuidam… E eu tenho várias amizades aqui”, afirma o garoto.

Jhonatas Levy conta o que o agrada no projeto: “Eu gosto muito das aulas, que fazem a gente aprender mais, das apresentações, dos acolhimentos, dos professores, dos tios que cuidam”

Mesmo acostumados a tocar nos grandes palcos do DF e cheios de desenvoltura, Maria Júlia e Jhonatas admitem que preferem quando a iluminação não permite a eles enxergar a plateia.

Cultura como escudo e acolhimento

Todos os dias, antes das aulas de instrumento ou canto, os jovens passam pelo acolhimento. Durante 15 minutos, a equipe trabalha temas como comunicação não violenta e inteligência emocional. “O acolhimento, na verdade, começa na hora que as crianças entram por essa porta até a hora em que saem”, explica a psicóloga Maria Helena Gama, destacando que o espaço oferece proteção e identidade para meninos e meninas que, muitas vezes, enfrentam realidades de extrema vulnerabilidade em casa.

 

“A gente traz temas de situação que, às vezes, estão acontecendo em casa e eles não conseguem resolver”

Maria Helena Gama, psicóloga

A psicóloga avalia que os momentos de acolhimentos são vitais para a saúde emocional dos alunos. “É uma forma de eles chegarem aqui, se sentirem acolhidos e protegidos nesse espaço. E a gente traz temas de situação que, às vezes, estão acontecendo em casa e eles não conseguem resolver”, explica.

O suporte contínuo foca na redução de danos e na prevenção de riscos sociais,  e garante que a música seja o fio condutor para uma formação humana completa e cidadã.

Trabalho que muda

O exemplo mais vivo de transformação é o da assistente social Elinielma Nascimento, que foi aluna do projeto em 2005, formou-se na Universidade de Brasília (UnB) e retornou anos depois como profissional da equipe.

“Voltei para compartilhar a tecnologia social que me acolheu na época”, conta, emocionada, ao destacar o sentimento de gratidão. “Eu me sinto completa, porque eu era uma dessas crianças vulneráveis. E hoje eu posso ajudá-las a vencer”. Para Elinielma, sua presença serve de espelho. “É uma forma de a gente se aproximar. As famílias e crianças olham para mim e pensam: ‘Ela chegou e conseguiu. Eu também posso’”, completa.

Impacto além das partituras

Elinelma Nascimento foi aluna no projeto e agora participa das ações como assistente social

O projeto transborda as salas de aula e alcança o cerne das famílias da Estrutural, muitas chefiadas por mães solo. Para essas mulheres, o instituto ofereceu cursos de gastronomia profissionalizante — o resultado é a geração de renda e autonomia.

Além da capacitação, o suporte inclui segurança alimentar, com distribuição de cestas básicas, e doação de outros insumos básicos, como roupas e sapatos.

As apresentações do projeto são planejadas como eventos socioculturais temáticos para toda a família. Em datas significativas, como o Setembro Amarelo e o Outubro Rosa, a música é acompanhada por ações de cuidado direto. Antes dos concertos, pais e alunos recebem atendimentos que variam de consultas com psicólogos,  e musicoterapeutas a exames médicos e orientações de saúde específicas.

Legado

 

“A gente sabe que, se você trabalha na infância e na adolescência, você vai prevenir uma série de riscos sociais que levam a problemas de segurança social”

Rejane Pacheco, idealizadora e fundadora do Reciclando Sons

O Em-canto & Em-cordas é apenas um dos projetos do Instituto Reciclando Sons, que em 25 anos já atendeu 50 mil pessoas e formou 13 mil estudantes. Com o ciclo atual caminhando para a formatura, o instituto busca novos editais para garantir que o som da mudança não pare de ecoar na Estrutural.

A gente sabe que, se você trabalha na infância e na adolescência, você vai prevenir uma série de riscos sociais que levam a problemas de segurança social – Rejane Pacheco, idealizadora e fundadora do Reciclando Sons

“Foi uma experiência transformadora, uma verdadeira celebração de cidadania e cultura. Uma lindeza só! A gente sabe que, se você trabalha na infância e na adolescência, você vai prevenir uma série de riscos sociais que levam a problemas de segurança social”, reflete Rejane Pacheco, idealizadora e fundadora do Reciclando Sons.

“Nossos alunos já foram para a Europa, hoje são professores da Escola de Música, na orquestra da Força Aérea Brasileira, na UnB… Eles conseguiram entrar profissionalmente na música, que consegue quebrar barreiras sociais”, conclui.

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Rádio Nacional terá programação especial em homenagem ao Dia das Mães

Programas Natureza Viva e Ponto de Encontro vão ao ar no domingo (10)

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EBC

 

Rádio Nacional apresenta, neste domingo (10), uma programação especial em homenagem ao Dia das Mães. Das 9h às 10h, o Natureza Viva, apresentado e produzido por Mara Régia, celebra a maternidade com uma homenagem às árvores, consideradas “mães da floresta”. Em seguida, das 10h às 12h, o Ponto de Encontro, apresentado por Pedro Pontes, abre espaço para mensagens, recados e homenagens de ouvintes às mães. As edições serão transmitidas na Rádio Nacional da Amazônia (11.780KHz e 6.180KHz OC), Rádio Nacional do Alto Solimões (FM 96,1 MHz), Rádio Nacional de Brasília (AM 980 Khz) e emissoras parceiras.

O especial do Natureza Viva terá entrevista com Jota Barbosa, fotógrafo, produtor cultural e que realiza visitas guiadas na cidade de Afuá, na Ilha do Marajó, no Pará. Ele vai falar sobre uma sumaúma que chama a atenção pelo porte e pela importância simbólica para quem visita a região. A árvore tem uma altura comparada à do maior prédio da capital do Amapá e é apelidada de “Muralha da Amazônia”, com aproximadamente 60 metros de altura e raízes expostas de grande porte.

A programação também contará com a participação do cantor e compositor Nilson Chaves, que vai apresentar um repertório musical em homenagem às mães da Amazônia. O especial reúne ainda outras vozes ligadas à natureza e à defesa ambiental, entre elas Antônia Oliveira, que vive em Carlinda, em Mato Grosso, no assentamento denominado Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS).

Na sequência, o Ponto de Encontro reforça a tradição de interação com o público. A atração recebe mensagens de ouvintes que desejam prestar homenagens, retomar contatos ou simplesmente enviar uma saudação especial às mães. Os interessados poderão participar pelo WhatsApp da Rádio Nacional da Amazônia, no número (61) 99674-1568, pelo contato direto com o estúdio da Rádio Nacional, no telefone (61) 3799-5470, ou ainda pela Ouvidoria da EBC.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

No ar de segunda a domingo, das 10h às 12h, o Ponto de Encontro reúne recados, músicas e histórias compartilhadas pelos ouvintes. Ao longo da trajetória, o programa já registrou relatos de reencontros, novas amizades, casamentos e mensagens que aproximam pessoas em diferentes regiões do país.

Sobre a Rádio Nacional

A emissora pública faz 90 anos em 2026. A marca está na história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de JaneiroRádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FMRádio Nacional do RecifeRádio Nacional de São LuísRádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

Serviço

Natureza Viva Especial – Dia das Mães
Domingo (10), a partir das 9h, no horário de Brasília (DF), nas seguintes emissoras: Rádio Nacional da Amazônia (11.780KHz e 6.180KHz OC), Rádio Nacional do Alto Solimões (FM 96,1 MHz), Rádio Nacional de Brasília (AM 980 Khz) e parceiras.

Ponto de Encontro Especial – Dia das Mães
Domingo (10), a partir das 10h, no horário de Brasília (DF), nas seguintes emissoras: Rádio Nacional da Amazônia (11.780KHz e 6.180KHz OC), Rádio Nacional do Alto Solimões (FM 96,1 MHz), Rádio Nacional de Brasília (AM 980 Khz) e parceiras.

Rádio Nacional na internet e nas redes sociais

Site: https://radios.ebc.com.br 
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WhatsApp Nacional

– Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201
– Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536
– Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568
– Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz
Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz
São Paulo: FM 87,1 MHz
Recife: FM 87,1 MHz
São Luís: FM 93,7 MHz
Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC
Alto Solimões: FM 96,1 MHz
Celular – App Rádios EBC para Android e iOS

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Dia da Mulher Sambista será celebrado em sessão solene na CLDF

Responsável pela iniciativa, a deputada Doutora Jane (Republicanos) destacou a importância da data como forma de reconhecimento

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Foto: Andressa Anholete / Arquivo Pessoal

Dona Ivone Lara se apresentou pela última vez em Brasília em 14 de setembro de 2015, durante o projeto Flores em Vida que homenageou grandes nomes do samba

Na próxima sexta-feira (8), às 19h, o Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebe sessão solene em homenagem ao Dia da Mulher Sambista. A data, comemorada oficialmente no dia 13 de abril, marca o nascimento de Yvonne Lara da Costa (1922–2018), conhecida como Dona Ivone Lara, considerada uma das principais referências do samba no Brasil.

Dona Ivone Lara foi a primeira mulher a assinar um samba-enredo no carnaval carioca, em 1965, e integrou a ala de compositores da escola de samba Império Serrano. Responsável pela iniciativa, a deputada Doutora Jane (Republicanos) destacou a importância da data como forma de reconhecimento da mulher como “força artística, resistência histórica e contribuição para a identidade cultural” no Distrito Federal e no Brasil.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

“Trata-se de homenagem justa a mulheres que, com talento, sensibilidade e coragem, mantêm viva uma tradição que celebra memória, ancestralidade, pertencimento e alegria popular”, afirmou.

A sessão poderá ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.

 

 

Ágata Vaz (sob supervisão de Noelle Oliveira)

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Turismo arrecada mais de R$ 90 milhões em 2025 e impulsiona o desenvolvimento de Brasília

No Dia Nacional do Turismo, capital federal registra crescimento acima da média nacional, conquista reconhecimento no turismo de negócios e fortalece setores como eventos, hotelaria, gastronomia e cultura com geração de emprego e renda

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

 

O turismo é hoje um dos pilares da economia do Distrito Federal, movimentando uma ampla cadeia produtiva que envolve hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e eventos. Em 2025, o setor arrecadou mais de R$ 90 milhões em Imposto sobre Serviços (ISS), refletindo sua importância direta na geração de receitas e no fortalecimento da economia local.

Além disso, o turismo é um importante gerador de empregos. De acordo com dados da Embratur, em 2025 foram registradas 59.786 admissões e 56.480 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 3.306 novos postos de trabalho no setor. O impacto vai ainda além: estimativas da Organização Mundial do Turismo e do World Travel & Tourism Council indicam que, para cada emprego direto gerado no turismo, entre 1,5 e 2 empregos indiretos ou induzidos também são criados, ampliando significativamente o alcance do setor na economia.

O crescimento do turismo em Brasília também chama atenção. Em 2025, a capital registrou um aumento de 62% no número de turistas internacionais, bem acima da média nacional de 37%, alcançando a marca recorde de cerca de 110 mil visitantes estrangeiros. Entre os principais países emissores estão Estados Unidos, Portugal, Argentina, Peru e Panamá. No turismo doméstico, mais de 1,1 milhão de visitantes passaram pelo DF, vindos principalmente de estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro.

Esse fluxo de visitantes é atraído por uma diversidade cada vez maior de experiências. Além dos tradicionais cartões-postais do eixo cívico e arquitetônico, como o Congresso Nacional do Brasil e a Catedral Metropolitana de Brasília, a cidade se destaca por opções de lazer e natureza, como o Lago Paranoá e a Ermida Dom Bosco. Novos atrativos também ganham protagonismo, como a Casa de Chá, que já recebeu mais de 250 mil visitantes em pouco mais de um ano, além de rotas turísticas segmentadas, como a Rota do Queijo e circuitos de cicloturismo.

A agenda de eventos é outro motor fundamental do turismo no DF. Em 2025, Brasília recebeu grandes atrações internacionais como Katy Perry, Linkin Park, Imagine Dragons e Guns N’ Roses, além de importantes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Thiaguinho. Eventos de grande porte também movimentaram a cidade, como a Supercopa do Brasil de 2026, com público de 71 mil pessoas, e encontros religiosos que reuniram até 80 mil participantes.

A diversificação da oferta turística tem ampliado o potencial do destino, com investimentos em segmentos como ecoturismo, turismo gastronômico, turismo rural e turismo de experiência. A Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF) disponibiliza, inclusive, rotas segmentadas que conectam visitantes a diferentes vivências no território.

 

A infraestrutura acompanha esse crescimento. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, houve aumento de 8,12% na Receita por Apartamento Ocupado (RevPAR) em 2025. O setor também passa por modernizações importantes, como o projeto de requalificação dos setores Hoteleiros Norte e Sul e a ampliação do Brasília Palace Hotel, ícone da arquitetura modernista projetado por Oscar Niemeyer, que deverá ganhar cerca de 150 novos leitos.

Outro destaque é a conectividade aérea. O Aeroporto Internacional de Brasília está entre os cinco mais importantes do país e foi considerado o segundo aeroporto mais pontual do mundo em sua categoria. Em 2025, mais de 16,7 milhões de passageiros passaram pelo terminal, que conta com voos diretos para destinos como Lisboa, Miami, Buenos Aires, Lima e Santiago, conectando Brasília ao Brasil e ao mundo.

Brasília também conquista reconhecimento nacional pela excelência no turismo. Recentemente, a capital federal foi reconhecida como um dos melhores destinos de negócios do país no prêmio O Melhor do Turismo Brasileiro, promovido pelo jornal Estadão. A cidade conquistou o segundo lugar na categoria “Destino de Negócios”, ao lado de importantes centros urbanos, como São Paulo e Curitiba.

A diversificação da oferta turística tem ampliado o potencial do destino, com investimentos em segmentos como ecoturismo, turismo gastronômico, turismo rural e turismo de experiência

A premiação, realizada em Foz do Iguaçu, reconhece iniciativas e destinos que contribuem para o desenvolvimento e a qualificação do turismo brasileiro. Brasília também teve destaque na categoria “Aeroporto”, com o Aeroporto Internacional de Brasília figurando como o melhor do país, reforçando a infraestrutura estratégica da capital para o turismo de negócios e eventos.

O turismo esportivo também ganha força com a retomada do Autódromo de Brasília. A expectativa é receber 54 eventos, incluindo grandes competições como a Stock Car, ampliando ainda mais o calendário esportivo da capital. Para o secretário de Turismo interino, Bernardo Antunes, o momento é de consolidação e crescimento. “O turismo é uma das grandes forças da nossa economia. Ele gera emprego, movimenta diversos setores e posiciona Brasília como um destino cada vez mais competitivo. Temos investido na diversificação da oferta, na qualificação da infraestrutura e na promoção do destino. Os resultados mostram que estamos no caminho certo, com crescimento acima da média nacional e reconhecimento cada vez maior no cenário internacional”, afirma.

Neste Dia Nacional do Turismo, Brasília celebra não apenas números expressivos, mas um setor que conecta pessoas, transforma realidades e projeta a capital como um destino completo, que une arquitetura, cultura, natureza, eventos e experiências únicas.

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