O Distrito Federal está em situação de emergência zoossanitária enquanto durar o estado de emergência nacional para prevenção da influenza aviária, conhecida como gripe aviária. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (13), por meio do Decreto nº 48.582 de 2026, e mantém as ações de fiscalização, controle e preparação para atuação nas ocorrências de foco da doença na capital do país.
Reportagens
Transporte e iluminação são temas de pronunciamentos na sessão desta quarta
Sessão reuniu debates diversos, que incluíram também educação e defesa do consumidor, entre outros assuntos
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
Deputados reunidos durante sessão ordinária nesta quarta-feira (6)
Pronunciamentos sobre transporte e iluminação pública foram temas de destaque na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (6). Os deputados distritais também falaram sobre educação e defesa do consumidor, entre outros assuntos.
O deputado Max Maciel (PSOL) manifestou preocupação com a situação do sistema do Metrô do DF, que, segundo ele, amanheceu hoje funcionando “com apenas 12 trens no pico e com espera de mais de 15 minutos”. O distrital comparou o metrô local com o de Medelin, na Colômbia, onde esteve recentemente para conhecer o sistema de transporte público.
Max destacou as diferenças na modelagem do transporte das duas cidades. Para ele, Medelin fez a opção correta no modal metroviário, enquanto Brasília aposta no modelo que privilegia o rodoviário. O distrital criticou a “falta de recursos para o sistema metroviário e a falta de priorização do metrô”. Ele relatou ainda denúncias de que vários trens estão parados, “alguns deles sem especificação da falha que motivou a paralisação”. “Estamos vivendo uma situação de colapso. Vou oficiar ao Ministério Público e exigir que o governo invista no Metrô”, completou.
O deputado Chico Vigilante (PT) apresentou na sessão dados de um laudo pericial referente a uma ação civil pública sobre o transporte público do DF, ajuizada pelo Ministério Público contra o GDF e as cinco empresas que operam as bacias do transporte público. Segundo ele, o perito chegou à conclusão de que tem empresa que tem que devolver dinheiro ao governo e outras que têm dinheiro a receber. “O total do saldo a favor do GDF é de R$ 309,4 milhões. Mas aí vem um outro problema, pois o GDF também está devendo cerca de R$ 1 bilhão, além destes valores”, analisou. Para ele, o GDF precisa resolver logo esta situação, “pois o sistema de transporte está entrando em colapso”. “Sei de empresa que, se o GDF não pagar, ela vai parar porque não tem dinheiro nem para comprar o diesel”, finalizou.
Já o deputado Ricardo Vale (PT), vice-presidente da Casa, destacou que a governadora Celina Leão anunciou esta semana que fará um estudo sobre a implantação da tarifa zero no DF. O parlamentar lembrou que apresentou projeto de tarifa zero em 2015 e enfrentou muitas dificuldades para aprovar a matéria. Para ele, a medida é uma necessidade para muitos trabalhadores, famílias e jovens, que não conseguem se locomover por causa dos altos custos das passagens.
O distrital entende que a tarifa zero estudantil é uma “medida precursora da tarifa zero para todos”. “Vamos continuar trabalhando para que o Tarifa Zero saia do papel no DF e em todo o País. É um projeto de distribuição de renda e este dinheiro que iria para as passagens vai parar no pequeno comércio. Já gastamos uma fortuna com subsídios para as empresas de ônibus. Transporte é um direito do cidadão”, assinalou.
Iluminação pública
Na mesma sessão, o deputado Rogério Morro da Cruz (PSD) elogiou a nova diretoria da CEB Iluminação Pública e cobrou que o DF fique 100% iluminado. O distrital cobrou instalação de iluminação pública, principalmente na região de São Sebastião e Jardim Botânico, que, de acordo com ele, “tem muitas áreas sem luz”. Morro da Cruz pediu um cuidado especial para alguns bairros da região e ressaltou que tem “destinado recursos para regularizar, escriturar e para iluminar toda São Sebastião”.
Doação de sangue e defesa do consumidor
O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) destacou a aprovação de projeto de lei, de sua autoria, que estabelece que servidores doadores de sangue terão direito até a dois dias de descanso, alternadamente, “medida muito importante para aumentar o estoque no banco de sangue do DF”.
O parlamentar também falou sobre a necessidade de nomeação urgente de servidores para o Procon, visando o fortalecimento da luta pela defesa do consumidor. Segundo ele, o Procon conta atualmente somente com 84 servidores efetivos para fazer todo o trabalho do órgão, e tem 116 cargos vagos. “Como cobrar fiscalização se o órgão está com mais da metade do seu quadro de pessoal defasado? O DF precisa de um Procon forte e eficiente”, disse, pedindo à governadora que autorize as contratações para o órgão.
Diálogo com professores
O deputado Gabriel Magno (PT) agradeceu e parabenizou a governadora Celina Leão por ter se reunido com os professores para tratar das demandas da categoria. “Vamos continuar cobrando os desdobramentos, especialmente em relação aos pagamentos atrasados e aos problemas do sistema EducaDF. Mas é importante a abertura de diálogo, após oito anos de desmandos do governo Ibaneis”, sinalizou ele.
Violência contra técnica de enfermagem
O deputado Fábio Felix (PSOL) manifestou indignação com o caso de suposta violência contra uma técnica de enfermagem, no hospital DF Star, que “teria tomado um tapa do senador Magno Malta (PL-ES), e que agora está sendo vítima nas redes sociais e precisou se afastar do trabalho”. “O senador já mudou de versão várias vezes. Desacreditar a palavra da vítima é um absurdo. Qual é o recado que este caso passa para a população?”, disse, se solidarizando com a vítima e cobrando a investigação do episódio.
O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) pediu cautela e defendeu o direito a ampla defesa. Para ele, é necessário que o caso seja investigado e não se pode apenas levar em conta a palavra da técnica. “Se o fato for verdade, tem que haver punição, mas após a investigação do caso”, ponderou.
Luís Cláudio Alves – Agência CLDF
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
Acompanhe:
Reportagens
Emergência zoossanitária no DF valerá durante alerta nacional para gripe aviária
Medida publicada no DODF desta quarta-feira (13) reforça ações de fiscalização e controle da doença no Distrito Federal
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
Assinado pela governadora Celina Leão, o texto altera o Decreto nº 44.836, publicado em 2023, que previa situação de emergência por 180 dias. Com a nova redação, a medida passa a valer enquanto estiver em vigor o estado de emergência zoossanitária nacional declarado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Em 26 de março, o Mapa prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o país devido à circulação do vírus da influenza aviária H5N1.
Reportagens
PF: pai de Vorcaro liderava A Turma, milícia pessoal do banqueiro
Grupo intimidava e monitorava desafestos de Henrique e Daniel Vorcaro
Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado pela Polícia Federal (PF) como milícia pessoal do ex-banqueiro. 

Nesta quinta-feira (14), Henrique foi preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e a atuação de Daniel Vorcaro junto a agentes públicos.
O alvo principal da fase deflagrada hoje são os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF), ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.
“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.
A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
Vazamento de investigações
O material mostra que Marilson tinha papel de operacionalizar as ações de intimidação aos desafetos de Vorcaro, além de conseguir informações sigilosas sobre investigações em curso tendo como alvo Henrique e Daniel Vorcaro, mediante pagamentos a uma delegada e a um agente da própria Polícia Federal.
Lotado na superintendência da PF no Rio de Janeiro, o policial Anderson da Silva Lima “era acionado não apenas para consultas cadastrais simples, mas também para sondar investigações policiais sigilosas de interesse direto do núcleo VORCARO, inclusive mobilizando sua rede de confiança dentro da corporação”, relatou a PF.
A pedido da PF, Mendonça determinou a transferência de Marilson Roseno da Silva para o Sistema Penitenciário Federal, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma. Anderson da Silva Lima também foi preso preventivamente nesta quinta.
“Marilson exerce papel de liderança no núcleo “A Turma”, em posição hierárquica elevada, sendo imprescindível a sua custódia em estabelecimento com maior rigor de fiscalização, restrição de contatos e reforço da incomunicabilidade prática, a fim de impedir que continue a influenciar a organização criminosa ou a frustrar o andamento das investigações”, escreveu o ministro.
Segundo a PF, outra figura crucial que exercia papel de gerente dos grupos criminosos é Felipe Mourão, cujo apelido era Sicário. Ele chegou a ser preso em fase anterior da Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela para a qual foi levado, na superintendência da PF em Belo Horizonte.
Jogo do bicho e ameaças
Também foi preso nesta quinta Manoel Mendes Rodrigues, suspeito de ser líder de uma filial da Turma, no Rio de Janeiro. Segundo as investigações da PF, ele teria participado diretamente de ameaças de morte presenciais contra um comandante de um iate e um chefe de cozinha no município de Angra dos Reis (RJ).
Segundo o testemunho das pessoas ameaçadas, ao realizar ele próprio as ameaças, Manoel relatou ser “amigo de Vorcaro” e que “mexia com o jogo do bicho”.
Fuga com computadores
Em relatório parcial, a PF diz que outro homem apontado como figura de destaque na organização criminosa é David Henrique Alves, que seria responsável por contratar hackers para executar monitoramentos ilícitos, ataques digitais, invasões e derrubada de perfis em redes sociais.
Alves foi preso em uma fase anterior da Compliance Zero em uma aparente fuga com carro que pertencia a Felipe Mourão. No veículo estavam cinco computadores e objetos pessoais. A suspeita da PF é de que os equipamentos seriam destruídos.
Além dele, foram presos Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos e Victor Lima Sedlmaier, apontados com hackers que executaram os crimes cibernéticos.
Prisões
Ao todo, foram presas nesta quinta-feira (14) sete pessoas. São elas:
- Anderson da Silva Lima
- David Henrique Alves
- Henrique Moura Vorcaro,
- Manoel Mendes Rodrigues
- Victor Lima Sedlmaier
- Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos
- Sebastião Monteiro Júnior
Defesa
A defesa de Henrique Vorcaro enviou nota na qual chama a prisão de “grave e desnecessária”, por ter sido realizada antes mesmo do pai de Daniel Vorcaro ser ouvido nas investigações.
“Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele”, escreveram os advogados Eugênio Pacelli e Frederico Horta.
A Agência Brasil tenta contato com as defesas dos demais citados e deixa o espaço aberto para incluir os posicionamentos.
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