Reportagens
DF pode ter faixa exclusiva para motociclistas
Projeto aprovado em plenário não determina a implantação imediata da faixa, mas estabelece parâmetros para que o GDF implemente a medida
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, nesta terça-feira (19), o Projeto de lei nº 2.685/2022, que institui diretrizes para a implantação de faixa exclusiva ou preferencial – chamada de “faixa azul” – para veículos automotores de duas rodas, motos, motocicletas, motonetas e ciclomotores nas vias do DF. A proposta, de autoria do deputado Fábio Felix (PSOL), tem como objetivo melhorar o fluxo do trânsito e, principalmente, aumentar a segurança dos motociclistas.
O projeto não determina a implantação imediata da faixa, mas estabelece parâmetros para que o GDF implemente a medida de forma planejada e tecnicamente orientada. Entre as diretrizes elencadas no texto estão:
– Identificação e priorização das vias com maior quantidade de registros de acidentes com veículos automotores de duas rodas;
– Utilização, se possível, de faixas exclusivas de transporte coletivo até que sejam efetivamente estabelecidas as faixas exclusivas para as motos;
– Planejamento de esquemas especiais de circulação em vias com elevado volume de tráfego, para melhoria da segurança do trânsito;
– Promoção de políticas públicas de melhoria da mobilidade urbana.
Segundo o autor da proposta, a medida foi construída a partir do diálogo com especialistas em mobilidade urbana e de estudos sobre experiências já adotadas em outras cidades brasileiras, a exemplo de São Paulo.
Com a tramitação concluída na Casa, o projeto de lei segue para a sanção da governadora Celina Leão.
Denise Caputo – Agência CLDF
Reportagens
Brasileira Ana Paula Maia disputa final do International Booker Prize
Prêmio britânico celebra obras estrangeiras traduzidas para o inglês
Cristina Índio do Brasil – Repórter da Agência Brasil
O resultado do International Booker Prize de 2026 será revelado nesta terça-feira (19) no Tate Museum de Londres. Entre os seis finalistas está a escritora Ana Paula Maia, que concorre com o livro Assim na Terra como Embaixo da Terra.

No dia 24 de fevereiro de 2026, a obra da brasileira foi selecionada pelo júri entre 13 livros, a partir de 128 livros submetidos por editoras.
Obra
Assim na Terra como Embaixo da Terra narra o cotidiano de uma colônia penal isolada em vias de desativação. A instituição foi construída em um terreno com histórico de assassinato e de tortura de pessoas escravizadas e assassinato.
A colônia, criada para ser um modelo de detenção do qual preso algum jamais fugiria e que tinha como objetivo socializar os detentos para reinserção social, na prática, se torna uma espécie de campo de extermínio.
Para o júri do prêmio, o livro de Ana Paula Maia é “uma novela brutal, assombrosa e hipnótica”. Em comentário, a equipe julgadora ressalta que os leitores admirarão a precisão da escrita de Maia, que não traz excessos.
“Mas o que eles vão adorar é a forma como o romance permanece na mente muito tempo depois de terminá-lo. Ele fica com você e te força a pensar sobre os sistemas que criamos para conter a violência e se, no fim das contas, eles acabam por reproduzi-la”, acrescentou.
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Autora
Ana Paula Maia nasceu e cresceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, filha de uma professora de língua portuguesa e literatura e de um comerciante.
O gosto pelos filmes de terror e de velho oeste, que assistia nos cinemas com o irmão, influenciou o estilo da autora. O primeiro romance, O Habitante das Falhas Subterrâneas foi publicado em 2003.
Também roteirista, com o ator e cineasta Guilherme Weber, escreveu o roteiro do filme Deserto, lançado em 2017. No teatro foi co-autora com Mauro Santa Cecília e Ricardo Petraglia do monólogo O Rei dos Escombros. Na televisão, em 2019, foi autora de Desalma, série exclusiva criada para a plataforma GloboPlay.
Por dois anos seguidos, 2018 e 2019, ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura para o Melhor Romance do Ano. O primeiro com o livro Assim na Terra como embaixo da Terra. O segundo com Enterre Seus Mortos.
Seleção
Conforme o site da premiação britânica, a seleção “celebra as melhores obras de ficção de formato longo ou coletâneas de contos traduzidas para o inglês e publicadas no Reino Unido e/ou Irlanda entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026”.
Segundo o International Booker Prize, a lista final de seis livros foi escolhida pelo júri de 2026, presidido pela premiada autora Natasha Brown e integrado também pelo escritor, radialista e professor de Matemática e de Divulgação Científica da Universidade de Oxford, Marcus du Sautoy; a tradutora Sophie Hughes, finalista do Prêmio Internacional Booker; o escritor, editor da Lolwe e livreiro Troy Onyango; e a premiada romancista e colunista Nilanjana S. Roy.
“O Prêmio Internacional Booker reconhece o trabalho vital da tradução, com o prêmio de 50 mil libras dividido igualmente entre o autor e o tradutor vencedores. Cada título finalista receberá um prêmio de 5 mil libras: 2,5 mil libras para o autor e 2,5 mil libras para o tradutor”, completou.
A intenção do prêmio é promover obras de todo o mundo que se originaram em uma grande quantidade de idiomas. “O prêmio fomenta uma comunidade global engajada de escritores e leitores cujas experiências e interesses transcendem fronteiras nacionais”, apontou.
De acordo com os organizadores, os livros finalistas tratam, por exemplo, de temas e experiências internacionais, muitas delas inspiradas em momentos reais da história.
Transportam os leitores de Taiwan sob domínio japonês na década de 1930 à Europa controlada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Partem da magia e da vida doméstica nos subúrbios da França na década de 1990 para a turbulência e consequências da Revolução Iraniana de 1979. De uma brutal colônia penal num canto remoto do Brasil a uma rígida comunidade patriarcal nos Alpes Albaneses.
“Um elenco diversificado de personagens ricamente construídas inclui uma bruxa suburbana, um cineasta moralmente questionável, um carcereiro sanguinário, uma virgem consagrada com uma nova identidade, uma jovem romancista e a sua intérprete que partilham a paixão pela gastronomia, e uma família multi generacional de imigrantes iranianos”, diz publicação da organização do prêmio.
A presença feminina é forte na concorrência. Na autoria dos livros, cinco são de mulheres, enquanto na tradução estão quatro.
“Entre as autoras, encontram-se uma atriz premiada, uma ex-assistente social e uma argumentista de manga e videojogos”, informou o Prêmio Internacional Booker de 2026, que tem o apoio da Bukhman Philanthropies.
Reportagens
Uso de inteligência artificial fortalece fiscalização de benefícios socioassistenciais
Novo sistema desenvolvido pela Sedes-DF verifica em segundos, por meio do cruzamento de dados, se as informações fornecidas pelos beneficiados apresentam inconsistências
Por
Agência Brasília* | Edição: Plácido Fernandes
Para aprimorar a transparência e garantir a concessão de benefícios sociais a quem realmente precisa, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) desenvolveu um novo sistema de cruzamento e análise de dados para fiscalizar o pagamento de benefícios socioassistenciais dos programas Cartão Prato Cheio, Cartão Gás e DF Social.
Com o auxílio de inteligência artificial, o novo sistema verifica rapidamente, por meio do cruzamento de dados e de um ranking de pontuações, se as informações fornecidas pelos beneficiados possuem inconsistências e irregularidades.
“A inteligência artificial consegue verificar irregularidades, em segundos, utilizando critérios de risco, como no sistema do Serasa. Ela analisa quais são os pagamentos que estão sendo executados com risco de serem feitos de forma indevida, priorizando assim quem de fato depende da política pública”, explica o subsecretário de Governança, Inovação e Educação Permanente da Sedes, Rodrigo Freitas.
“Fizemos testes com a Subsecretaria de Assistência Social, em que o processo de trabalho deles, em média de quatro ou cinco dias, se tornou um processo de poucos segundos, de forma muito objetiva”
Rodrigo Freitas, subsecretário de Governança, Inovação e Educação Permanente da Sedes-DF
Para essa análise, são utilizadas, por exemplo, informações de óbitos, veículos, CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica], capital social, servidores públicos, Cadastro Único, IPTU e registro de imóveis, fornecidas por órgãos como Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), Receita Federal, Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e Secretaria de Economia (Seec-DF).
“A Sedes tem atuado de forma contínua na revisão e fiscalização dos benefícios socioassistenciais. O trabalho técnico e criterioso das equipes, aliado ao uso de novas tecnologias, contribui para reduzir pagamentos indevidos e garantir mais eficiência na aplicação dos recursos públicos, conforme orientação da governadora Celina Leão. Com isso, conseguimos ampliar o alcance da assistência social e atender cada vez mais famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade no DF”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo.
O novo instrumento de investigação foi incorporado ao Sistema Integrado de Desenvolvimento Social (SIDS), que tem as informações dos cadastrados nos programas de transferência de renda da secretaria. As equipes de acompanhamento e fiscalização da Sedes já têm acesso às funcionalidades e estão sendo capacitadas para utilizar a ferramenta.
“Processos de uma semana foram resumidos a uma análise de alguns segundos, com o uso da IA. Fizemos testes com a Subsecretaria de Assistência Social, em que o processo de trabalho deles, em média de quatro ou cinco dias, se tornou um processo de poucos segundos, de forma muito objetiva”, destaca o subsecretário da Sedes, Rodrigo Freitas.
*Com informações da Sedes-DF
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Plenário confirma Eliane Souza de Abreu para presidente do IgesDF
Indicada pela governadora Celina Leão para a cadeira, a gestora foi sabatinada pela Comissão de Saúde da CLDF nesta manhã
Foto: Felipe Ando / Agência CLDF
O Plenário da Câmara Legislativa aprovou, nesta terça-feira (12), o nome da enfermeira Eliane Souza de Abreu para a presidência do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Indicada pela governadora Celina Leão para a cadeira antes ocupada por Cleber Monteiro, a gestora foi sabatinada pela Comissão de Saúde da CLDF nesta manhã.
Durante a sabatina, Eliane de Abreu declarou que não irá medir esforços para construir a melhor saúde para o DF e garantiu “disponibilidade, compromisso e empenho” à frente do IgesDF. A indicada acompanhou a votação em plenário, nesta tarde. Seu nome foi confirmado com o voto favorável de 15 parlamentares e duas abstenções.
Formada em Enfermagem pela Universidade Estácio de Sá, a nova presidente do Instituto possui formação complementar na área de gestão em saúde. Ao longo de sua trajetória profissional, atuou em instituições públicas e privadas. Entre 2022 e 2025, ocupou o cargo de superintendente do Hospital Regional de Santa Maria, sendo responsável pela gestão estratégica e operacional da unidade, acompanhamento de indicadores e execução do contrato de gestão.
Denise Caputo – Agência CLDF
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