Reportagens
Distritais aprovam projetos nas áreas de segurança, educação, saúde e políticas públicas antes do recesso parlamentar
Na última sessão deliberativa do semestre, parlamentares aprovaram propostas sobre videomonitoramento, proteção a profissionais de saúde, educação e assistência social
Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF
Na última sessão deliberativa antes do recesso parlamentar, que começa nesta quarta-feira (1º), a Câmara Legislativa apreciou, em dois turnos e redação final, proposições apresentadas pelos deputados distritais. As matérias em pauta, indicadas pelos parlamentares, versam sobre diversos temas, como educação, saúde e segurança. A seguir, os projetos de lei (PLs) aprovados:
Proposto pelo deputado Wellington Luís (MDB), o PL nº 2.366/2026 trata da integração de sistemas de videomonitoramento de terceiros aos sistemas de segurança pública do Distrito Federal e da autorização de uso de área pública para instalação de infraestrutura privada de videomonitoramento.
Por sua vez, o PL nº 2.200/2026, iniciativa da deputada Dayse Amarilio (PSB), estabelece o Programa de Proteção e Segurança Integral aos Profissionais de Saúde.
O PL nº 1.099/2024, da deputada Paula Belmonte (PSDB), cria o Cadastro Distrital de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro e Violência Contra Mulher. Enquanto o PL nº 1.687/2025, do deputado Hermeto (MDB), institui Centros Regionais de Apoio Psicológico e Jurídico a Mulheres Vítimas de Violência, com funcionamento ininterrupto (24 horas por dia).
Educação
Na área de educação, entre as propostas aprovadas, está o PL nº 7/2023, do deputado Eduardo Pedrosa (União), que institui o Programa Formatura Estudantil Social, com o objetivo de ampliar o acesso de alunos e estudantes hipossuficientes em formaturas de colação de grau, baile e outros eventos.
O PL nº 1.739/2025, de autoria do deputado Roosevelt Vilela (PL), estabelece diretrizes para as escolas cívico-militares do Distrito Federal. Já o PL nº 2.329/2026, do deputado Thiago Manzoni (PL), trata sobre a transparência dos materiais utilizados nas escolas públicas do DF e o direito dos pais e responsáveis à informação a respeito desses materiais.
De autoria do deputado Ricardo Vale (PT), o PL nº 44/2023 altera a Lei nº 4.462/2010, sobre o Passe Livre Estudantil nas modalidades de transporte público coletivo, para assegurar ao estudante beneficiário tarifa zero em qualquer trajeto.
Por sua vez, o deputado Fábio Felix (Psol) apresentou o PL nº 2.264/2025, que cria a Política de Climatização Ecológica e Arborização para as Escolas Públicas, com o objetivo de promover adaptações às mudanças climáticas, conforto térmico, saúde ambiental e qualidade do ambiente para a comunidade escolar.
Saúde
O PL nº 1.861/2025, iniciativa do deputado Pepa (PP), institui a Política Distrital de Prevenção ao Suicídio e de Apoio Psicossocial às Famílias Enlutadas por Suicídio.
De autoria do deputado Chico Vigilante (PT), o PL nº 1.982/2025 dispõe sobre a obrigatoriedade de drogarias, padarias e demais estabelecimentos comerciais disponibilizarem, gratuitamente, instalações sanitárias aos clientes.
Proposto pelo deputado Joaquim Roriz Neto (PL), o PL nº 290/2023 institui o Programa Alimenta Brasília, destinado a famílias em situação de insegurança alimentar e vulnerabilidade nutricional.
Já o PL nº 542/2023, do deputado Gabriel Magno (PT), estabelece princípios e diretrizes para o funcionamento e regulamentação das equipes de Consultório na Rua, grupos multidisciplinares, de composição variável, itinerantes, integrantes do serviço de atenção primária à Saúde.
O PL nº 2.319/2026, do deputado Iolando (MDB), institui a Política Distrital de Atenção Integral à Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência, para assegurar atendimento humanizado, acessível, contínuo, interdisciplinar e qualificado na rede pública e conveniada do SUS.
Políticas públicas
Da deputada Jaqueline Silva (MDB), o PL nº 1.870/2025, cria o Conselho de Proteção para a Pessoa Idosa.
De iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos), o PL nº 2.047/2025 altera a Lei nº 5.165/2013 – sobre os benefícios eventuais da Política de Assistência Social do Distrito Federal – para incluir o enxoval aos recém-nascidos nas despesas decorrentes do nascimento de criança em situação de vulnerabilidade social.
Já o PL nº 970/2024, apresentado pelo deputado Max Maciel (Psol), dispõe sobre a criação dos Territórios de Distrito Criativo e Tecnológico do DF, destinados ao fomento e desenvolvimento de atividades econômicas que compõem a economia criativa.
Datas e eventos
Várias proposições aprovadas criam datas comemorativas ou reconhecem práticas desportivas no âmbito do Distrito Federal. Em 2 de abril, por exemplo, será comemorado o Dia do Servidor da Carreira Gestão Fazendária do Distrito Federal (PL nº 2.312/2026), por iniciativa dos deputados Jorge Vianna (Democrata) e Chico Vigilante (PT).
O PL nº 2.048/2025, de autoria do deputado Robério Negreiros (Podemos), institui e inclui no Calendário Oficial de Eventos do Distrito Federal o Dia da Santa Mãe de Deus – Sancta Dei Genitrix, a ser comemorado, anualmente, em 11 de junho.
Por iniciativa da deputada Doutora Jane (Republicanos), o PL nº 2.287/2026 institui a Semana Niemeyer Brasília Week, a ser realizada na segunda semana de dezembro, com o objetivo de evidenciar o legado do arquiteto Oscar Niemeyer.
O PL nº 666/2023, de autoria do deputado Rogério Morro da Cruz (PSD), reconhece o Esporte de Surdos (Surdodesporto) como de relevante interesse desportivo e social. E o PL nº 870/2024, apresentado pelo deputado Pastor Daniel de Castro (PP), reconhece, no âmbito do Distrito Federal, a pesca esportiva, como modalidade desportiva.
Eder Wen e Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
Reportagens
Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília
Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas
Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.
A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.
Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026
“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.
Caminho do voto
Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.
O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado
Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.
Próximas etapas
Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.
Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.
Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.
Saiba como funciona a eleição para deputados
“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.
Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.
Candidaturas indeferidas
Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer. Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.
“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.
Posse
Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.
“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.
“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Câmara Legislativa promove sessão solene sobre conscientização do câncer infantojuvenil
Sessão marcada para segunda (28) faz alusão ao Setembro Dourado e à necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado contra a doença
Foto: Helene Santos/Governo do Ceará
Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil
A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.
De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.
Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.
A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.
Mario Espinheira – Agência CLDF
Reportagens
Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep
Gestores têm 30 dias para corrigir informações pelo Sistema EducaCenso
Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil
Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.

Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.
Cronograma
O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.
Situação dos alunos
Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.
Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.
O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.
E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.
Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.
Censo Escolar
Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.
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