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Márcia Abrahão, reitora da UnB, recebe o título de Cidadã Honorária de Brasília

Foto: Eurico Eduardo/Agência CLDF

 

A Câmara Legislativa do Distrito Federal outorgou o título de Cidadã Honorária de Brasília à reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Abrahão Moura, em sessão solene na manhã desta quarta-feira (13), no plenário, transmitida ao vivo pela TV Distrital (canal 9.3) e YouTube, com tradução simultânea em Libras.

Para a autora da homenagem, deputada Paula Belmonte (Cidadania), o título é um reconhecimento ao trabalho incansável de Márcia Abrahão na UnB, pautado pelo compromisso com a qualidade e a inclusão. A parlamentar destacou que a homenageada foi a primeira mulher a ocupar o cargo de reitora da instituição, eleita em 2016 e reeleita em 2020.
Entre as várias realizações da gestão da reitora, Belmonte citou a creche pública, denominada Centro de Educação Infantil (CEI), e o Centro de Pesquisa em Primeira Infância. A parlamentar também elencou a notória carreira acadêmica de Márcia Abrahão, que é graduada, mestra e doutora em geologia pela UnB e tem pós-doutorado pela Queen’s University, do Canadá.

Ao saudar os familiares da agraciada, presentes no evento, Belmonte afirmou que Brasília se engrandece com esse título porque Márcia Abrahão fez história na cidade.

Legado

“É uma honra tê-la como cidadã honorária desta cidade”, reforçou o deputado Gabriel Magno (PT), que ressaltou o “legado potente” de Márcia Abrahão. Para Magno, o conjunto de obras estruturais que a UnB vivenciou nos últimos anos traz a identidade de afeto da homenageada. Do mesmo modo, o deputado Fábio Felix (PSOL) pontuou diversas conquistas da reitora, como a trajetória de luta pela autonomia da universidade e a liderança no projeto de expansão da UnB.

Por sua vez, a ex-deputada distrital e ex-governadora do DF Arlete Sampaio salientou a habilidade da agraciada para articular apoios diante de contextos difíceis. “Márcia deixará um legado para a cidade, uma vez que a UnB cresceu no ranking entre as universidades do Brasil e da América Latina”, apontou.

 

Para o ex-reitor da UnB, José Geraldo, o reconhecimento da CLDF à atuação de Márcia Abrahão abrange a construção coletiva que representa a UnB. Em suas considerações, José Geraldo observou que “a reitora pautou os direitos humanos como eixo de sua gestão”, recuperando, desse modo, “a vocação da UnB de compromisso com o social”.

Por sua vez, a decana de Pesquisa e Inovação da UnB, Maria Emília Walter, amiga da agraciada desde a década de 1980, lembrou a carreira de ambas na UnB, e contou que Márcia Abrahão “sempre foi estudiosa e responsável”, tendo se destacado, desde o início, “pela capacidade de liderança e de integrar grupos e solucionar situações complicadas”. Segundo Maria Emília, nos oito anos que Márcia esteve à frente da reitoria, “sua formação acadêmica sólida e sua humanidade marcaram a maneira de gerir a universidade”. Ela acrescentou os atributos de força e coragem no enfrentamento de desafios e na forma de construção coletiva na execução de projetos inclusivos na UnB.

Agradecimento

 

Ao agradecer a homenagem, Márcia Abrahão descreveu seu “orgulho enorme” pela honraria, ao estendê-lo aos presentes na sessão. “Espero honrar minha cidade, contribuindo da forma que for possível”, declarou. Ela narrou sua história de vida e sua trajetória na UnB, destacando a importância das parcerias para a execução de projetos na universidade.

A gestão de Márcia Abrahão na reitoria se encerra no final deste ano. Durante o evento, foram apresentados vídeos produzidos pela TV Distrital em homenagem à agraciada, com depoimentos de familiares, amigos e profissionais da área. Também participaram da sessão solene embaixadores, professores, jornalistas e estudantes.

Franci Moraes – Agência CLDF

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Metrô-DF fortalece ações de segurança com a aquisição de drone de alta tecnologia

Aparelho amplia monitoramento do sistema metroviário e reforça a proteção dos usuários

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

Uma nova ferramenta tecnológica acaba de pousar na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) para reforçar a segurança e o monitoramento do sistema metroviário. Trata-se do drone DJI Matrice 4T (M4T), um equipamento de última geração voltado para operações de inspeção, vigilância e apoio a ações de segurança pública.

O aparelho, adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado Max Maciel, chega ao Metrô-DF em um momento estratégico para fortalecer as ações de segurança da companhia, ampliando a capacidade de monitoramento e contribuindo para a otimização das atividades dos empregados do Corpo de Segurança Operacional (CSO). A tecnologia será usada para intensificar as ações de fiscalização preventiva e ostensivas, garantindo maior segurança aos usuários do metrô.

Entre os diferenciais do equipamento estão a capacidade de voo diurno e noturno e sensores que permitem a operação mesmo em áreas com pouca ou nenhuma iluminação. O drone também conta com uma câmera térmica de alta resolução, sistema de zoom e de laser de longo alcance, além de recursos de inteligência artificial e sensores de detecção de obstáculos, o que possibilitará a visualização detalhada de pessoas, de veículos e objetos em tempo real.

Monitoramento

 “Com todas essas funcionalidades, o drone também poderá ser utilizado para inspeções técnicas e monitoramento da infraestrutura metroviária, auxiliando na vistoria de trilhos, equipamentos de via e outras estruturas essenciais para o funcionamento do sistema”, enumera o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Márcio Aquino.

 

Outro recurso importante do equipamento é a presença de holofotes e alto-falantes integrados, que permitem a comunicação direta com usuários ou transeuntes em áreas restritas, o que facilitará o apoio e a transmissão de orientações rápidas em situações de risco.

Atualmente, o CSO do Metrô-DF conta com oito pilotos habilitados para a operação remota da aeronave. O equipamento tem uma autonomia de, aproximadamente, 35 minutos de voo, podendo atingir a velocidade de até 75 km/h.

A aeronave possui registro oficial na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e opera em conformidade com toda a legislação vigente, além de seguir os procedimentos operacionais internos estabelecidos pela companhia.

*Com informações do Metrô-DF

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Ministério da Educação inaugura sede do IFSP em Presidente Prudente

Unidade funcionava em espaço cedido pela prefeitura do município

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  Bruno Bocchni – Repórter da Agência Brasil

O Ministério da Educação inaugurou nesta segunda-feira (27) a sede própria do Campus Presidente Prudente do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), no município do oeste paulista. A obra teve investimentos de R$ 14,2 milhões, sendo R$ 8,2 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal.

A nova sede tem 7,7 mil metros quadrados de área construída, com nove salas de aulas, duas salas administrativas destinadas à direção e à secretaria, uma sala de tecnologia da informação e laboratórios de química, microbiologia, alimentos e informática, além de quadra poliesportiva e estacionamento. Antes da sede própria, a unidade funcionava em espaço cedido pela prefeitura do município.

Segundo o ministério, além dos cursos de capacitação e de formação inicial e continuada já em funcionamento – como futsal feminino e masculino, informática, Língua Brasileira de Sinais (Libras), cuidador infantil, barbeiro, almoxarife e cuidador de idosos – a nova sede deverá ampliar a oferta de qualificação profissional e de cursos técnicos e superiores.

Entre os cursos previstos estão o de formação popular em Direitos das Mulheres, em parceria com o Ministério das Mulheres; cursos do Pronatec Empreender; e curso técnico em agroindústria, técnico integrado ao ensino médio em agroindústria e técnico integrado em alimentos.

Durante a inauguração, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou novos investimentos na unidade:

“Atualmente, esta unidade oferece apenas 800 vagas, mas nós vamos ampliar esse número para 1,4 mil oportunidades após o início das obras do restaurante estudantil, da biblioteca e do novo conjunto de salas de aula, que começam em maio deste ano, e a contratação de novos professores e técnicos”, disse.

De acordo com o ministério, em julho deste ano será feito o processo seletivo para o curso técnico de agroindústria e, a partir de 2027, os vestibulares para a seleção de estudantes do ensino médio integrado.

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Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities

Ferramenta ajudará empresas e governos a atender exigências europeias

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Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

 

Começa a funcionar nesta segunda-feira (27) a plataforma digital do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que reúne e cruza dados socioambientais de diversas fontes, com recorte municipal e estadual, permitindo identificar impactos locais associados à produção de commodities.

Plataforma Socioambiental é uma iniciativa que busca viabilizar a rastreabilidade das cadeias de commodities, especialmente em relação ao que prevê o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Esse regulamento proíbe a importação, no bloco europeu, de produtos oriundos de áreas desmatadas. A expectativa é de que o EUDR passe a ter maior impacto nos próximos anos, diante da aproximação comercial entre Mercosul e a União Europeia.

As cadeias de produtos acompanhados pela plataforma são as de soja, café, cacau, palma, borracha e produtos de origem bovina.

Segundo o instituto, a ferramenta ajudará, por exemplo, empresas voltadas às demandas por consumo consciente, nas quais os consumidores dão preferência a produtos que não prejudiquem comunidades locais ou o meio ambiente.

A plataforma, explica o ISPN, pode ser usada por empresas estrangeiras, governos locais, empresários e pelo poder público, contribuindo para a transparência no campo, o estímulo ao consumo consciente e a formulação de políticas públicas mais eficientes.

Disponível no site do instituto, a ferramenta é baseada em bancos de dados de 15 entidades nacionais e estrangeiras das áreas de direitos humanos, meio ambiente e sociedade civil.

As informações abrangem o período a partir de 2002 e poderão ser atualizadas anualmente, segundo o ISPN. Há também a expectativa de incorporação gradual de novas bases de dados.

Cruzamento de dados

Os cruzamentos permitem análises específicas sobre disputas por água e terra, bem como sobre ocorrências de trabalho escravo, violência, contaminação ambiental e uso de recursos hídricos.

A base de conflitos sociais é fornecida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Segundo o instituto, análises preliminares mostram que poucos municípios brasileiros não registram conflitos, e que violações de direitos humanos ocorrem em praticamente todo o país.

Os cruzamentos de dados indicam, ainda, que desmatamento e produção de commodities frequentemente caminham juntos, associados a conflitos por terra, água e diferentes formas de violência.

Mostra também que, em áreas com mineração, é comum a ocorrência de conflitos por água.

A ferramenta possibilita também identificar alguns tipos de irregularidades fundiárias, como a chamada grilagem verde, quando áreas conservadas ocupadas por comunidades tradicionais são declaradas como reserva legal de grandes propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é declaratório.

A ferramenta será apresentada no dia 28 de abril a representantes das embaixadas de França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, em encontro presencial. Outros países participarão de forma remota.

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