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SETE NOMES PARA CONHECER E ADMIRAR
Dos muitos professores brasileiros e estrangeiros que influenciaram ou participaram da discussão e da implantação da Embrapa, pelo menos sete nomes (além, é lógico, do professor José Pastore – ler sua entrevista) saltam à vista com um efetivo, contínuo e sólido trabalho. Dos oito, apenas três estão vivos e atuantes: ex-ministro Cirne Lima, José Pastore e Eliseu Alves. Os outros cinco são: Theodore Schultz – Aloísio Monteiro Campelo – G. Edward Schuh – Barbara McClintock – Alysson Paolinelli.
EMBRAPA: HISTÓRIA BRASILEIRA DE SUCESSO 4

(*1) THEODORE SCHULTZ – (1902-1998)
Theodore Schultz: “O investimento em capital humano é responsável pela prosperidade e pela maior parte do aumento nos ganhos reais por trabalhador”.
THEODORE SCHULTZ recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1979 por seu trabalho sobre desenvolvimento econômico, focado na economia agrícola. Ele fez o seu doutorado em economia na University of Wisconsin–Madison, tendo completado em 1930. Ele dedicou sua vida à análise do papel da agricultura na economia e seu trabalho teve profundas repercussões nas políticas públicas de vários países. Após a Grande Guerra, Schultz pesquisou a rápida recuperação da Alemanha e do Japão, comparando a situação desses países à do Reino Unidos, onde houve racionamento de alimentos por muito tempo. Concluiu que a velocidade de recuperação se devia a uma população saudável e altamente educada. Segundo ele, a educação torna as pessoas produtivas e a boa atenção à saúde aumenta o retorno do investimento em educação. Foi o pai das teorias de capital humano.

(*2) ALOÍSIO CAMPELO (1927-1999)
ALOÍSIO MONTEIRO CARNEIRO CAMPELO foi Secretário do Ministro da Agricultura em 1946. Chefe do Departamento Administrativo da ABCAR no período de 1958 a 1966, nesse mesmo ano foi nomeado secretário executivo da ABCAR onde permaneceu até 1973. O prestígio da ABCAR e do secretário Aloísio Campelo era muito grande junto ao ministro Cirne Lima. O sistema ABCAR eram os olhos e os braços do governo, numa expressão do próprio ministro da Fazenda Delfim Netto. Aloísio Campelo ocupava um cargo importante no ministério. Entretanto, um dos opositores pessoais de Campelo era seu conterrâneo, o pernambucano Moura Cavalcante, na época, presidente do INCRA. Nesse momento histórico, ocorre um desentendimento entre o ministro Cirne Lima e Delfim Netto. O ministro Cirne Lima pede demissão, e o presidente Médici nomeia, em seu lugar, justamente Moura Cavalcanti, que promoveu a exoneração de Aloísio Campelo do cargo de secretário executivo da ABCAR. Depois, Aloisio Campelo foi nomeado presidente da Suframa (2/01/1975 a 15/03/1979).
(*3) ELISEU ALVES

Eliseu Alves recebe a comenda Ordem do Sol Nascente, dada pelo Imperador do Japão, entregue pessoalmente pelo embaixador Teiji Hayashi. A parceria entre a Embrapa e a JICA [Agência de Cooperação Internacional do Japão] resultou na produção de alimentos no Cerrado brasileiro e viabilizou o acesso de produtos agropecuários em quantidade qualidade à população do Brasil e do Japão.
(*3) ELISEU ROBERTO DE ANDRADE ALVES é daqueles brasileiros que tem uma obra muito mais conhecida do que a si próprio. A sua modéstia, simplicidade e pureza de propósitos são contagiantes. O seu papel na consolidação da Embrapa foi crucial, por ter participado de sua criação, ter sido diretor de Recursos Humanos e, presidente da empresa entre 1980-1985. Eliseu Alves foi o único que trabalhou no projeto, na criação e na implantação da Embrapa. É o pioneiro do antes, do durante e do depois. Até os dias atuais. Nenhum outro nome esteve tão envolvido com a Embrapa como ele. Na década de 1970, como diretor de Recursos Humanos, Eliseu enviou para as melhores universidades do mundo cerca de 2.500 jovens agrônomos, economistas rurais e veterinários brasileiros, trazendo-os de volta com títulos de Mestrado e Ph.D. Este foi o segredo de sucesso da Embrapa.
Em 1985, Eliseu recebeu o título de Doutor Honoris Causa conferido pela Universidade de Purdue, onde fizera o doutorado. Em maio de 2017, a Universidade de Viçosa lhe conferiu o mesmo título.
Em 1987, a Associação das Universidades Públicas Americanas, que reúne 238 instituições, 5,7 milhões de estudantes (graduação e pós-graduação), 1,2 milhões de empregados e investe cerca de 40 bilhões de dólares em pesquisas, reconheceu Eliseu Alves como um dos mais destacados estudantes estrangeiros que já passaram por suas salas de aula. Até então, apenas cinco outros brasileiros haviam merecido tal honraria, entre eles o sociólogo José Pastore.
O jornalista Sebastião Nery deixou registrado em livro que “Eliseu Alves foi um dos responsáveis pela Revolução Verde Tropical, pelas tecnologias agropecuárias desenvolvidas para a região tropical e fez do AGRO brasileiro uma ‘siderúrgica’ para matar a fome do mundo. Eliseu passou a vida formando técnicos e tendo disponibilidade de recursos públicos para gerir e aplicar na formação de capital humano. Tanto na Embrapa como na Codevasf.
Hoje, aos 94 anos, Eliseu Alves se afastou da vida pública de forma honrada. Como os profetas, Eliseu Alves entrou e saiu da cidade do poder de mãos limpas”.
(*4) MINISTRO CIRNE LIMA

Para professor Cirne Lima, ex-ministro da Agricultura “investir na educação de jovens é investir na transformação da sociedade”.
(*4) MINISTRO LUIZ FERNANDO CIRNE LIMA (Porto Alegre, 01/janeiro/1933) é um educador e empreendedor brasileiro dos bons. Entrou para a Faculdade Federal de Agronomia do Rio Grande do Sul em 1951 e se formou em 1954. Com dois anos de formado, fez concurso para professor e ocupou a cadeira de Zootecnia. Foi ministro da Agricultura no governo Emílio Garrastazu Médici, de 30 de outubro de 1969 a 9 de maio de 1973. Cirne Lima é referência como gestor, consultor e teve participação política destacada não só no setor agrícola como, também, o industrial. Foi presidente da Copesul (Companhia Petroquímica do Sul) sempre investindo na infraestrutura de escolas da região, com o melhoramento dos laboratórios de informática, quadras esportivas e bibliotecas. Para Cirne Lima, “investir na educação de jovens é investir na transformação da sociedade”.
Cirne Lima foi o primeiro brasileiro a julgar bovinos de raça na Inglaterra, no ‘Royal Show’, berço da genética. Cirne deu impulso à pecuária do Sul. Em 1968, ele era presidente da Farsul (Federação da Agricultura do RS) quando a Secretaria da Agricultura decidiu fazer a primeira Expointer em Esteio.
Aos 92 anos, até hoje o ex-ministro cobra investimentos em pesquisa e na infraestrutura para escoamento da safra agrícola. Para ele, o que cabe ao setor público constitui o grande drama do agronegócio brasileiro. ‘Não temos logística de infraestrutura para a agricultura. É inadmissível que caminhões carregados com soja deixem Rondonópolis, em Mato Grosso, em direção ao porto de Santos que, muito congestionado, obriga os caminhões a seguirem viagem para outros portos”. E diz mais: “Claro que temos que aumentar a produtividade nas lavouras, mas o governo precisa cumprir um pouco a sua parte. Nossa produtividade média é superior à dos Estados Unidos em soja e algodão, somos inferiores somente em milho. Mas a infraestrutura norte-americana faz a diferença.” O fato é que o ministro Cirne Lima fez, faz e fará sempre a diferença na gestão da agropecuária brasileira.
(*5) G. EDWARD SCHUH (1931-2008)

Edward Schuh: “Durante muito tempo o Brasil procurou sua expansão agrícola incorporando novas terras. Essa política foi de baixa produtividade. A partir da Embrapa, o Brasil optou por uma política de alta produtividade. Decisão acertada que promete ter ainda maiores e melhores resultados”.
(*5) G. EDWARD SCHUH (1931-2008) Se existe algum brasilianista de cara e coração ele se chama Edward Schuh, ou Ed Schuh, como gostava de ser chamado. Além de vários estudos e publicações sobre o Brasil, como “O desenvolvimento da agricultura no Brasil/G. Edward Schuh, em colaboração com Eliseu Roberto Alves”, o professor Schuh foi um mestre que mudou a economia nos Estados Unidos, onde nasceu, e no Brasil, onde lecionou e trabalhou, como afirma o professor Terry Roe, da Universidade de Minnsota, Ed Schuh valorizou a agricultura no contexto macroeconômico e fez com suas aulas e estudos uma enorme diferença em todas as dimensões da vida.
Formou-se em Agricultural Education na Purdue University em 1952. Obteve o título de Master of Science em Agricultural Economics na Michigan State University em 1954. Após dois anos servindo ao Exército Americano na Coréia do Sul e no Japão, ingressou na University of Chicago em 1956, onde obteve os títulos de Master of Arts em 1958 e de Ph.D em 1961.
Na Purdue University, realizou brilhante carreira de professor entre 1961 e 1979. Atraiu um bom número de brasileiros para realizar programas de Ph.D em economia rural. Eliseu Alves, Antônio Salazar Pessoa Brandão, Alberto Veiga, Mauro Lopes, Ignez Lopes, José Ramalho, Andrés Villas, Túlio Barbosa, Teotônio Teixeira, Antônio Jorge de Oliveira, Guilherme Dias (em pesquisa sobre agricultura de baixa renda) são bons exemplos de uma sólida convivência acadêmica com o professor-amigo Ed Schuh. Entre 1984 e 1987, foi diretor do Departamento de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Banco Mundial, em Washington-DC. Em seguida, retorna à University of Minnesota, como dean do Humphrey Institute of Public Affairs (1987-1997) e, depois, como coordenador de International Fellowship Programs desse Instituto (1997-2003).
Tal como acontecera na Purdue University, outros brasileiros – como Geraldo Calegar, Carlos Santana, Ana Lucia Kassouf, Afonso Negri Neto, Geraldo de Camargo Barros, Vitor Hoeflich, Carlos Ayres, Petrônio Vilela Filho e o próprio Salazar Brandão – realizaram seus programas de Ph.D, de pós-doutorado ou de professor visitante na University of Minnesota.
Em sua aposentadoria foi homenageado, em maio de 2007, com a realização do chamado Schuh Symposium sobre o tema “Toward a Global Food and Agricultural for an Open International Economy” em Minneapolis.
Na academia, vale dizer, Schuc orientou pelo menos 150 dissertações e teses de mestrado e doutorado. Desse total, 40 foram sobre problemas brasileiros.

(*6) BARBARA McCLINTOCK (*1902-+1992)
Barbara McClintock, doutora em Botânica, é considerada uma das três figuras mais importantes da história da genética. McClintock, nasceu em Hartford, capital do estado de Connecticut, estudou na Faculdade de Agricultura de Cornell-Nova York e venceu o Prêmio Nobel de Medicina em 1983.
O foco principal da pesquisa de Barbara McClintock era na citogenética do milho e em formas de visualizar e caracterizar os cromossomos da planta. Ela foi a responsável por publicar o primeiro mapa genético do cereal. Descobriu ainda que a informação genética não é imóvel e que os genes podem ligar ou desligar a manifestação de certos fenótipos. Também é dela uma das maiores revelações da genética: os genes saltadores que causam o fenômeno conhecido como transposição genética. Esses genes têm a capacidade de se inserirem dentro de outros genes e podem causar doenças, assim como modificar a informação genética do organismo — em humanos, o fenômeno é aplicado em terapias gênicas, por exemplo, com a inserção de mecanismos que podem consertar ou regular defeitos genéticos.
(*7) ALYSSON PAOLINELLI (10/julho/1936 – 29/junho/2023)

A chegada de Alysson Paolinelli ao Ministério, em 1974, desanuviou tudo. Ele também era da cepa acadêmica e acompanhava de perto, como secretário da Agricultura de Minas Gerais, tudo o que vinha acontecendo no setor. Como era amigo do grupo como o Eliseu, Renato Simplício, do Irineu, do Cirne Lima e meu, os tempos de entusiasmo voltaram”.
ALYSSON PAOLINELLI – Com a posse da primeira diretoria no dia 26 de abril de 1973, marco inicial da sua fundação, a Embrapa passou a se dedicar à organização e à estruturação da empresa. Começou com a incorporação do patrimônio do extinto DNPEA. As transformações mais impactantes, no entanto, só foram acontecer em 1974, durante o governo Ernesto Geisel, tendo à frente, como ministro da Agricultura, o engenheiro agrônomo mineiro e professor da ESAL, Alysson Paolinelli. Bem diz José Pastore: “A chegada de Alysson Paolinelli ao Ministério desanuviou tudo. Ele também é da cepa acadêmica e acompanhava de perto, como secretário da Agricultura de Minas Gerais, tudo o que vinha acontecendo no setor. Como era amigo do grupo como o Eliseu, Renato Simplício, do Irineu, do Cirne Lima e meu, os tempos de entusiasmo voltaram”.
Quando assumiu o Ministério da Agricultura, em 15 de março de 1974, Paolinelli continuou o programa que tinha no governo de Minas que era a ocupação do Cerrado. “Naquela época, dizia ele, a região do Cerrado era mais para mineração e pastagem extensiva. Era terra de fazer longe… Só herdada ou dada. Foi a Embrapa e os investimentos na busca de novas tecnologias que mudaram este quadro. Hoje o Cerrado é um celeiro, um centro produtor de soja, trigo, milho, café, algodão, frutas e hortaliças com produtividade altíssima.
Filho do engenheiro agrônomo Antônio Paolinelli, Alysson deixou Bambuí, sua cidade natal, aos 15 anos, para estudar na ESAL, hoje Universidade Federal de Lavras. Formou-se em 1959. No mesmo ano tornou-se professor na instituição, onde mais tarde ocuparia o cargo de diretor. No governo Rondon Pacheco, em 1971, assumiu a Secretaria de Agricultura de MG e criou incentivos e inovações tecnológicas que colaboraram para que o Estado se tornasse o maior produtor de café do Brasil.
Em 2006, Alysson Paolinelli ganhou o prêmio World Food Prize, equivalente ao Nobel da alimentação, dado a pessoas que ajudaram consideravelmente a população a melhorar a qualidade, quantidade ou disponibilidade de alimentos no mundo.
SAIBA MAIS:
https://folhadomeio.com/2025/02/jose-pastore-conta-a-a-historia-da-embrapa-que-ninguem-contou/
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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea
Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
reprodução
Yasmim Rodrigues
O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.
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Fonte: Agência Senado
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ORGULHO DO PARANÁ
A cidade das flores, da catedral e dos parques é exemplo de sustentabilidade. Conheça mais sobre o terceiro município paranaense.
Maringá nasceu no meio da mata e o planejamento urbano, muito bem elaborado, garantiu que muitos ipês roxos fossem respeitados dentro daquele conceito de cidade jardim. Hoje seus habitantes e turistas, que visitam a cidade atraídos pelo espetáculo anual, se orgulham de ver a beleza das floradas, registram e compartilham suas fotos e vídeos, as postagens ganham o mundo conectado pelas redes sociais.

Para facilitar o encontro das árvores floridas pela população e turistas e também uma maneira de proteger e cuidar dos ipês, a Prefeitura de Maringá elaborou um roteiro dos ipês floridos, com um mapa apontando a localização de todas as árvores.
A CATEDRAL DE MARINGÁ
A Catedral idealizada por Dom Jaime Luiz Coelho e projetada pelo arquiteto José Augusto Bellucci. O templo tem uma altura de 124 e lembra que o peregrino deve ser afastar do mundo para ficar mais perto de Deus. Foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972. De forma cônica, possui um diâmetro externo de 50 metros e uma nave circular, com diâmetro interno de 38 metros. Apresenta 114 metros de altura, mais dez metros de cruz no topo, somando 124 metros. É o 10º monumento mais alto do mundo e o primeiro da América do sul.

Contornando a catedral, abaixo das rampas de acesso ao seu interior, estão os espelhos d’água que formam as fontes luminosas com chafariz, que jorram suas águas a mais de 5 metros de altura. Seus 16 vitrais de linhas abstratas e cores exuberantes são verdadeiras obras de arte, de autoria de Lorenz Helmair. A arquitetura interior é de inspiração de Manfred Ostterroht.
MODELO DE GOVERNANÇA
QUANDO OS CIDADÃOS PARTICIPAM DA GESTÃO DA CIDADE
A vida administrativa, em Maringá, teve um avanço de qualidade e de gestão a partir de 1996, quando foi criado o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão foi implantado no cinquentenário da cidade, em 1997, quando aconteceu a posse dos primeiros dirigentes. O CODEM virou referência para muitas cidades brasileiras pelo sucesso na participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais. Outros municípios, inclusive Brasília, copiaram a ideia e criaram o CODESE (Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico, como modelo de governança.
E foi justamente este modelo de governança que ajudou Maringá planejar melhor seu desenvolvimento e crescimento de forma sustentável.
Em 2025, Maringá foi classificada como a sétima cidade mais competitiva do Brasil no Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No Paraná, o município ocupa a segunda colocação, ficando atrás apenas de Curitiba, que aparece em quinto lugar no levantamento.
O bom desempenho da Cidade foi impulsionado principalmente pelos avanços no saneamento básico e na eficiência da gestão pública. Maringá alcançou a primeira posição nacional em cobertura da coleta de resíduos domésticos e recebeu nota máxima na destinação adequada do lixo, consolidando-se como referência na área. Apenas nesse pilar, subiu 24 colocações em relação ao ano passado. Também se destacou no funcionamento da máquina pública, ocupando a sétima posição no País.
Na área ambiental, o município aparece em primeiro lugar no combate ao desmatamento ilegal e a 14ª posição em qualidade da educação, além do 22º lugar em qualidade da saúde.
Entre as 10 cidades com maior vegetação urbana em área total, destacam-se grandes capitais como Rio de Janeiro (12.844 ha), São Paulo (11.814 ha) e Brasília (10.256 ha). Esses números refletem a extensão territorial e, em muitos casos, a presença de parques naturais e áreas de proteção ambiental dentro dos limites urbanos.
O PARQUE DO INGÁ
Uma homenagem ao município paraibano de Ingá
A cidade de Maringá nasceu na segunda metade da década de 1940, planejada pela Companhia de melhoramento do Norte do Paraná. Os primeiros assentamentos do noroeste do Paranã evoluíram rapidamente. Diante do avanço da então pequena vila, que virou cidade em 1947, 21 anos depois, em 1968, foi criado o Bosque 01. Mais tarde, essa área verde recebeu o nome de Parque do Ingá. Ao contrário do que algumas pessoas contam, de que o motivo do nome seria porque havia no bosque árvores da espécie Ingá, a principal razão foi outra: fazer uma homenagem da Cidade-Canção ao município paraibano de Ingá, que deu origem à famosa música Maringá, um neologismo de “Maria de Ingá”.

Além da canção, a cidade de Maringá fez outra homenagem ao município paraibano de Ingá. Deu o nome de Parque do Ingá à mais importante área verde da cidade. (foto: Rafael Macri / PMM)
O Parque do Ingá foi criado com objetivo de ser uma área de preservação da flora e fauna local numa perspectiva inclusive do desenvolvimento do ecoturismo. O Parque do Ingá, que compreende uma área de 473.300 m², cuja vegetação é denominada Floresta Estacional Semidecidual, encontra-se numa região geográfica denominada terceiro Planalto Paranaense. Localiza-se na região central de Maringá entre as avenidas São Paulo, Anchieta, Néo Alves Martins, Laguna e Juscelino Kubitschek.
CONHECENDO A CIDADE DE INGÁ-PB
A cidade paraibana, que está no DNA do nome Maringá, foi fundada ao redor da Pedra de Ingá, um monumento arqueológico.
O município de Ingá, na Paraíba, está a menos de 100km da capital, João Pessoa. O nome vem de um monumento natural ou sítio arqueológico com o nome Itacoatiara do Ingá, localizado à margem de um rio do Agreste. As inscrições e desenhos no monumento têm sulcos profundos que atravessam uma parede da pedra e resistem há milhares de ano sem uma tradução definitiva. A cidade de Ingá cresceu ao redor desse cenário, hoje protegido como monumento natural, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Segundo o Iphan as formas sugerem animais, frutas, pessoas e elementos celestes, sem apresentar essas leituras como uma tradução definitiva. O tombamento federal ocorreu em 1944. Pesquisas também registraram artefatos líticos e cerâmicos encontrados na superfície, ampliando o interesse arqueológico do lugar.
A Pedra do Ingá é um dos monumentos arqueológicos mais importantes e misteriosos do mundo, localizada no município de Ingá, no agreste do estado da Paraíba. Classificada como uma “itacoatiara” (termo do tupi que significa “pedra pintada” ou “riscada”), trata-se de um imenso bloco de gnaisse com cerca de 46 metros de comprimento e 3,8 metros de altura inteiramente coberto por inscrições rupestres profundas gravadas na rocha.
O painel exibe quase 400 gravuras enigmáticas que combinam diferentes formas geométricas e figurativas. O significado exato de toda essa simbologia permanece um mistério absoluto para a ciência.

“Em todo o planeta nós temos registros de pedras gravadas. Elas estão na África, no continente americano, na Europa, na Ásia e na Oceania. O sítio arqueológico itacoatiara do Ingá torna-se importante pela quantidade de gravuras que tem. E, também, pela beleza cênica. Esses dois pontos acabaram por transformar a Pedra do Ingá num dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil”. Juvandi de Souza Santos – Universidade Estadual da PB
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