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SETE NOMES PARA CONHECER E ADMIRAR

Dos muitos professores brasileiros e estrangeiros que influenciaram ou participaram da discussão e da implantação da Embrapa, pelo menos sete nomes (além, é lógico, do professor José Pastore – ler sua entrevista) saltam à vista com um efetivo, contínuo e sólido trabalho. Dos oito, apenas três estão vivos e atuantes: ex-ministro Cirne Lima, José Pastore e Eliseu Alves. Os outros cinco são: Theodore Schultz – Aloísio Monteiro Campelo – G. Edward Schuh – Barbara McClintock – Alysson Paolinelli.

 

EMBRAPA: HISTÓRIA BRASILEIRA DE SUCESSO 4

(*1) THEODORE SCHULTZ – (1902-1998)

Theodore Schultz: “O investimento em capital humano é responsável pela prosperidade e pela maior parte do aumento nos ganhos reais por trabalhador”.

 

THEODORE SCHULTZ recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 1979 por seu trabalho sobre desenvolvimento econômico, focado na economia agrícola. Ele fez o seu doutorado em economia na University of Wisconsin–Madison, tendo completado em 1930. Ele dedicou sua vida à análise do papel da agricultura na economia e seu trabalho teve profundas repercussões nas políticas públicas de vários países. Após a Grande Guerra, Schultz pesquisou a rápida recuperação da Alemanha e do Japão, comparando a situação desses países à do Reino Unidos, onde houve racionamento de alimentos por muito tempo. Concluiu que a velocidade de recuperação se devia a uma população saudável e altamente educada. Segundo ele, a educação torna as pessoas produtivas e a boa atenção à saúde aumenta o retorno do investimento em educação. Foi o pai das teorias de capital humano.

 

 

(*2) ALOÍSIO CAMPELO (1927-1999)

 

ALOÍSIO MONTEIRO CARNEIRO CAMPELO foi Secretário do Ministro da Agricultura em 1946. Chefe do Departamento Administrativo da ABCAR no período de 1958 a 1966, nesse mesmo ano foi nomeado secretário executivo da ABCAR onde permaneceu até 1973. O prestígio da ABCAR e do secretário Aloísio Campelo era muito grande junto ao ministro Cirne Lima. O sistema ABCAR eram os olhos e os braços do governo, numa expressão do próprio ministro da Fazenda     Delfim Netto. Aloísio Campelo ocupava um cargo importante no ministério. Entretanto, um dos opositores pessoais de Campelo era seu conterrâneo, o pernambucano Moura Cavalcante, na época, presidente do INCRA. Nesse momento histórico, ocorre um desentendimento entre o ministro Cirne Lima e Delfim Netto. O ministro Cirne Lima pede demissão, e o presidente Médici nomeia, em seu lugar, justamente Moura Cavalcanti, que promoveu a exoneração de Aloísio Campelo do cargo de secretário executivo da ABCAR. Depois, Aloisio Campelo foi nomeado presidente da Suframa (2/01/1975 a 15/03/1979).

 

(*3) ELISEU ALVES

Eliseu Alves recebe a comenda Ordem do Sol Nascente, dada pelo Imperador do Japão, entregue pessoalmente pelo embaixador Teiji Hayashi.  A parceria entre a Embrapa e a JICA [Agência de Cooperação Internacional do Japão] resultou na produção de alimentos no Cerrado brasileiro e viabilizou o acesso de produtos agropecuários em quantidade qualidade à população do Brasil e do Japão.

(*3) ELISEU ROBERTO DE ANDRADE ALVES é daqueles brasileiros que tem uma obra muito mais conhecida do que a si próprio. A sua modéstia, simplicidade e pureza de propósitos são contagiantes. O seu papel na consolidação da Embrapa foi crucial, por ter participado de sua criação, ter sido diretor de Recursos Humanos e, presidente da empresa entre 1980-1985. Eliseu Alves foi o único que trabalhou no projeto, na criação e na implantação da Embrapa. É o pioneiro do antes, do durante e do depois. Até os dias atuais. Nenhum outro nome esteve tão envolvido com a Embrapa como ele. Na década de 1970, como diretor de Recursos Humanos, Eliseu enviou para as melhores universidades do mundo cerca de 2.500 jovens agrônomos, economistas rurais e veterinários brasileiros, trazendo-os de volta com títulos de Mestrado e Ph.D. Este foi o segredo de sucesso da Embrapa.

Em 1985, Eliseu recebeu o título de Doutor Honoris Causa conferido pela Universidade de Purdue, onde fizera o doutorado. Em maio de 2017, a Universidade de Viçosa lhe conferiu o mesmo título. 

Em 1987, a Associação das Universidades Públicas Americanas, que reúne 238 instituições, 5,7 milhões de estudantes (graduação e pós-graduação), 1,2 milhões de empregados e investe cerca de 40 bilhões de dólares em pesquisas, reconheceu Eliseu Alves como um dos mais destacados estudantes estrangeiros que já passaram por suas salas de aula. Até então, apenas cinco outros brasileiros haviam merecido tal honraria, entre eles o sociólogo José Pastore.

O jornalista Sebastião Nery deixou registrado em livro que “Eliseu Alves foi um dos responsáveis pela Revolução Verde Tropical, pelas tecnologias agropecuárias desenvolvidas para a região tropical e fez do AGRO brasileiro uma ‘siderúrgica’ para matar a fome do mundo. Eliseu passou a vida formando técnicos e tendo disponibilidade de recursos públicos para gerir e aplicar na formação de capital humano. Tanto na Embrapa como na Codevasf.

Hoje, aos 94 anos, Eliseu Alves se afastou da vida pública de forma honrada. Como os profetas, Eliseu Alves entrou e saiu da cidade do poder de mãos limpas”.

 

 

(*4) MINISTRO CIRNE LIMA

Para professor Cirne Lima, ex-ministro da Agricultura “investir na educação de jovens é investir na transformação da sociedade”.

 

(*4) MINISTRO LUIZ FERNANDO CIRNE LIMA (Porto Alegre, 01/janeiro/1933) é um educador e empreendedor brasileiro dos bons. Entrou para a Faculdade Federal de Agronomia do Rio Grande do Sul em 1951 e se formou em 1954. Com dois anos de formado, fez concurso para professor e ocupou a cadeira de Zootecnia. Foi ministro da Agricultura no governo Emílio Garrastazu Médici, de 30 de outubro de 1969 a 9 de maio de 1973. Cirne Lima é referência como gestor, consultor e teve participação política destacada não só no setor agrícola como, também, o industrial. Foi presidente da Copesul (Companhia Petroquímica do Sul) sempre investindo na infraestrutura de escolas da região, com o melhoramento dos laboratórios de informática, quadras esportivas e bibliotecas. Para Cirne Lima, “investir na educação de jovens é investir na transformação da sociedade”.

Cirne Lima foi o primeiro brasileiro a julgar bovinos de raça na Inglaterra, no ‘Royal Show’, berço da genética. Cirne deu impulso à pecuária do Sul. Em 1968, ele era presidente da Farsul (Federação da Agricultura do RS) quando a Secretaria da Agricultura decidiu fazer a primeira Expointer em Esteio.

Aos 92 anos, até hoje o ex-ministro cobra investimentos em pesquisa e na infraestrutura para escoamento da safra agrícola. Para ele, o que cabe ao setor público constitui o grande drama do agronegócio brasileiro. ‘Não temos logística de infraestrutura para a agricultura. É inadmissível que caminhões carregados com soja deixem Rondonópolis, em Mato Grosso, em direção ao porto de Santos que, muito congestionado, obriga os caminhões a seguirem viagem para outros portos”. E diz mais: “Claro que temos que aumentar a produtividade nas lavouras, mas o governo precisa cumprir um pouco a sua parte. Nossa produtividade média é superior à dos Estados Unidos em soja e algodão, somos inferiores somente em milho. Mas a infraestrutura norte-americana faz a diferença.” O fato é que o ministro Cirne Lima fez, faz e fará sempre a diferença na gestão da agropecuária brasileira.

 

 

(*5) G. EDWARD SCHUH (1931-2008)

Edward Schuh: “Durante muito tempo o Brasil procurou sua expansão agrícola incorporando novas terras. Essa política foi de baixa produtividade.  A partir da Embrapa, o Brasil optou por uma política de alta produtividade. Decisão acertada que promete ter ainda maiores e melhores resultados”.

 

(*5) G. EDWARD SCHUH (1931-2008) Se existe algum brasilianista de cara e coração ele se chama Edward Schuh, ou Ed Schuh, como gostava de ser chamado. Além de vários estudos e publicações sobre o Brasil, como “O desenvolvimento da agricultura no Brasil/G. Edward Schuh, em colaboração com Eliseu Roberto Alves”, o professor Schuh foi um mestre que mudou a economia nos Estados Unidos, onde nasceu, e no Brasil, onde lecionou e trabalhou, como afirma o professor Terry Roe, da Universidade de Minnsota, Ed Schuh valorizou a agricultura no contexto macroeconômico e fez com suas aulas e estudos uma enorme diferença em todas as dimensões da vida.

Formou-se em Agricultural Education na Purdue University em 1952. Obteve o título de Master of Science em Agricultural Economics na Michigan State University em 1954. Após dois anos servindo ao Exército Americano na Coréia do Sul e no Japão, ingressou na University of Chicago em 1956, onde obteve os títulos de Master of Arts em 1958 e de Ph.D em 1961.

Na Purdue University, realizou brilhante carreira de professor entre 1961 e 1979. Atraiu um bom número de brasileiros para realizar programas de Ph.D em economia rural. Eliseu Alves, Antônio Salazar Pessoa Brandão, Alberto Veiga, Mauro Lopes, Ignez Lopes, José Ramalho, Andrés Villas, Túlio Barbosa, Teotônio Teixeira, Antônio Jorge de Oliveira, Guilherme Dias (em pesquisa sobre agricultura de baixa renda) são bons exemplos de uma sólida convivência acadêmica com o professor-amigo Ed Schuh. Entre 1984 e 1987, foi diretor do Departamento de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Banco Mundial, em Washington-DC. Em seguida, retorna à University of Minnesota, como dean do Humphrey Institute of Public Affairs (1987-1997) e, depois, como coordenador de International Fellowship Programs desse Instituto (1997-2003).

Tal como acontecera na Purdue University, outros brasileiros – como Geraldo Calegar, Carlos Santana, Ana Lucia Kassouf, Afonso Negri Neto, Geraldo de Camargo Barros, Vitor Hoeflich, Carlos Ayres, Petrônio Vilela Filho e o próprio Salazar Brandão – realizaram seus programas de Ph.D, de pós-doutorado ou de professor visitante na University of Minnesota.

Em sua aposentadoria foi homenageado, em maio de 2007, com a realização do chamado Schuh Symposium sobre o tema “Toward a Global Food and Agricultural for an Open International Economy” em Minneapolis. 

Na academia, vale dizer, Schuc orientou pelo menos 150 dissertações e teses de mestrado e doutorado. Desse total, 40 foram sobre problemas brasileiros.

 

(*6) BARBARA McCLINTOCK (*1902-+1992)

Barbara McClintock, doutora em Botânica, é considerada uma das três figuras mais importantes da história da genética. McClintock, nasceu em Hartford, capital do estado de Connecticut, estudou na Faculdade de Agricultura de Cornell-Nova York e venceu o Prêmio Nobel de Medicina em 1983.

O foco principal da pesquisa de Barbara McClintock era na citogenética do milho e em formas de visualizar e caracterizar os cromossomos da planta. Ela foi a responsável por publicar o primeiro mapa genético do cereal. Descobriu ainda que a informação genética não é imóvel e que os genes podem ligar ou desligar a manifestação de certos fenótipos. Também é dela uma das maiores revelações da genética: os genes saltadores que causam o fenômeno conhecido como transposição genética. Esses genes têm a capacidade de se inserirem dentro de outros genes e podem causar doenças, assim como modificar a informação genética do organismo — em humanos, o fenômeno é aplicado em terapias gênicas, por exemplo, com a inserção de mecanismos que podem consertar ou regular defeitos genéticos.

 

(*7) ALYSSON PAOLINELLI (10/julho/1936 – 29/junho/2023)

A chegada de Alysson Paolinelli ao Ministério, em 1974, desanuviou tudo. Ele também era da cepa acadêmica e acompanhava de perto, como secretário da Agricultura de Minas Gerais, tudo o que vinha acontecendo no setor. Como era amigo do grupo como o Eliseu, Renato Simplício, do Irineu, do Cirne Lima e meu, os tempos de entusiasmo voltaram”.

 

ALYSSON PAOLINELLI – Com a posse da primeira diretoria no dia 26 de abril de 1973, marco inicial da sua fundação, a Embrapa passou a se dedicar à organização e à estruturação da empresa. Começou com a incorporação do patrimônio do extinto DNPEA. As transformações mais impactantes, no entanto, só foram acontecer em 1974, durante o governo Ernesto Geisel, tendo à frente, como ministro da Agricultura, o engenheiro agrônomo mineiro e professor da ESAL, Alysson Paolinelli. Bem diz José Pastore: “A chegada de Alysson Paolinelli ao Ministério desanuviou tudo. Ele também é da cepa acadêmica e acompanhava de perto, como secretário da Agricultura de Minas Gerais, tudo o que vinha acontecendo no setor. Como era amigo do grupo como o Eliseu, Renato Simplício, do Irineu, do Cirne Lima e meu, os tempos de entusiasmo voltaram”.

Quando assumiu o Ministério da Agricultura, em 15 de março de 1974, Paolinelli continuou o programa que tinha no governo de Minas que era a ocupação do Cerrado. “Naquela época, dizia ele, a região do Cerrado era mais para mineração e pastagem extensiva. Era terra de fazer longe… Só herdada ou dada. Foi a Embrapa e os investimentos na busca de novas tecnologias que mudaram este quadro. Hoje o Cerrado é um celeiro, um centro produtor de soja, trigo, milho, café, algodão, frutas e hortaliças com produtividade altíssima.

Filho do engenheiro agrônomo Antônio Paolinelli, Alysson deixou Bambuí, sua cidade natal, aos 15 anos, para estudar na ESAL, hoje Universidade Federal de Lavras. Formou-se em 1959.  No mesmo ano tornou-se professor na instituição, onde mais tarde ocuparia o cargo de diretor. No governo Rondon Pacheco, em 1971, assumiu a Secretaria de Agricultura de MG e criou incentivos e inovações tecnológicas que colaboraram para que o Estado se tornasse o maior produtor de café do Brasil.

Em 2006, Alysson Paolinelli ganhou o prêmio World Food Prize, equivalente ao Nobel da alimentação, dado a pessoas que ajudaram consideravelmente a população a melhorar a qualidade, quantidade ou disponibilidade de alimentos no mundo.

 

SAIBA MAIS:
https://folhadomeio.com/2025/02/jose-pastore-conta-a-a-historia-da-embrapa-que-ninguem-contou/

 

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Concerto do Ano Cultural Brasil-China lota Teatro Poupex, em Brasília

Apresentação reuniu músicos chineses e brasileiros em espetáculo que marcou o início das celebrações culturais entre os dois países

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A Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China realizou uma apresentação especial ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, no Teatro Poupex Cultural, em Brasília, na noite desta terça-feira (7). O concerto integra a programação do Ano Cultural Brasil–China, iniciativa oficial dos governos dos dois países para fortalecer o intercâmbio cultural e institucional.

O evento reuniu autoridades, diplomatas, militares e convidados. Entre os presentes estavam o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; o secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius da Rosa; e o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Laudemar Aguiar. Representaram o Ibrachina o presidente Thomas Law e a diretora administrativa e financeira Ana Ou Law.

Também participaram o senador Jaques Wagner; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin; o ministro do Superior Tribunal Militar, general Anísio de Oliveira Jr.; o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda; e a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Schweickardt.

A apresentação, que lotou o teatro, foi dividida em duas partes: a primeira sob regência da maestrina chinesa Jiang Huan e a segunda conduzida pelo maestro Cláudio Cohen. No palco, músicos da Camerata da CNSO, com destaque para o violinista Yao Liang, se uniram aos instrumentistas brasileiros em um repertório que mesclou obras clássicas dos dois países. O programa incluiu desde peças brasileiras consagradas, como “Aquarela do Brasil” e “Trenzinho Caipira”, até composições tradicionais chinesas, como “Dança da Serpente Dourada” e “Os Amantes Borboleta”.

Início das ações do Ano Cultural Brasil–China 

De acordo com o embaixador Zhu Qingqiao, o concerto em Brasília representa “a primeira atividade de destaque do Ano Cultural Brasil–China”. “As relações China–Brasil também são uma história de intercâmbio cultural e aproximação entre os povos. Hoje, a serenidade da música chinesa se encontra com a vitalidade do ritmo brasileiro, revelando a beleza de cada cultura e a harmonia entre elas”, afirmou.

O presidente do Ibrachina, Thomas Law, destacou a importância do evento para o fortalecimento das relações bilaterais. “É um superevento, com grandes artistas vindos da China executando músicas brasileiras e obras chinesas conhecidas. Essa interação é um marco nas relações diplomáticas e culturais entre os dois países em 2026, o Ano Cultural Brasil–China”, declarou.

Para o maestro Cláudio Cohen, a união entre músicos brasileiros e chineses simboliza a força da cultura como ferramenta de integração. “As culturas de China e Brasil se uniram pela música, como uma forma potente de aproximação entre os povos”, afirmou.

Já o embaixador Laudemar Aguiar ressaltou o papel estratégico da cultura nas relações internacionais. “A cultura é dimensão essencial da cooperação internacional e instrumento para o fortalecimento das relações entre os países”, disse. Segundo Cassius da Rosa, a iniciativa reforça a importância da cultura na agenda bilateral. “Essa celebração é um símbolo vivo da parceria estratégica entre Brasil e China, mostrando que a cultura ocupa espaço prioritário nessa relação”, destacou.

Intercâmbio cultural

A iniciativa promove o intercâmbio cultural entre Brasil e China, reunindo músicos reconhecidos em um concerto que une repertórios e tradições distintas. A Camerata apresentou obras marcantes da música chinesa e emocionou o público presente no Teatro Poupex Cultural.

O evento foi organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo da China, Embaixada da China no Brasil, Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura do Brasil. A realização contou com STNS, Ibrachina e Orquestra Sinfônica Nacional da China, com apoio do Teatro Poupex Cultural.

Sobre o Ibrachina    

Fundado em 2018 pelo Dr. Thomas Law, advogado, o Ibrachina é um Instituto sociocultural que tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Ibrachina atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.

Fonte: Agência Pub 

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LEMBRAR PARA REFLETIR

DATAS DA ONU PARA ABRIL e MAIO de 2026

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ABRIL E MAIO – As datas estabelecidas pela Assembleia Geral da ONU para serem comemoradas em todos os países para que todos os povos façam uma reflexão sobre preservação, desenvolvimento e cultura. Instituído pela Organização das Nações Unidas, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é lembrado neste dia 2 de abril. A ONU aponta que, em todo o mundo, em torno de 70 milhões de pessoas têm transtorno do espectro autista (TEA). Cerca de 2 milhões estão no Brasil. A existência da campanha se dá, principalmente, pela necessidade de conscientização sobre as más concepções que socialmente se têm sobre o transtorno, o que resulta em posturas preconceituosas com esse público.

DIA 19 DE ABRIL – DIA DO ÍNDIO

 

MÊS DE ABRIL

2 DE ABRIL

Dia Mundial de Conscientização sobre Autismo.

4 DE ABRIL

Dia Internacional de Informação sobre o perigo das minas e de assistência para as atividades relativas às minas terrestres.

5 DE ABRIL

Dia Internacional da Consciência.

6 DE ABRIL

Dia Internacional do Deporto para o Desenvolvimento da Paz.

7 DE ABRIL

Dia Mundial da Saúde – OMS

Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsis na Rwanda.

12 DE ABRIL

Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados.

14 DE ABRIL

Dia Mundial da Doença de Chagas.

19 DE ABRIL

Dia do Índio (no Brasil)

Dia da Língua Chinesa.

21 DE ABRIL

Dia Mundial da Criatividade e Inovação.

22 DE ABRIL

Dia Internacional da Mãe Terra.  

23 DE ABRIL

Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor.

24 DE ABRIL

Dia Internacional do Pluralismo e da Diplomacia para a Paz.

25 DE ABRIL

Dia Mundial do Paludismo (OMS) – Dia Internacional do Delegado.

26 DE ABRIL

Dia Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Dia Internacional de Recordação do Desastre de Chernobyl.

28 DE ABRIL

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

30 DE ABRIL

Dia Internacional do Jazz.

 

MÊS DE MAIO

2 DE MAIO

Dia Mundial do Atum 

3 DE MAIO

Dia Mundial da Liberdade da Imprensa.

Dia Mundial das Aves Migratórias (PNUMA)

8-9 DE MAIO

Jornada de Lembranças e Reconciliações em Honra de quem perdeu a vida na Segunda Guerra Mundial.

15 DE MAIO

Dia Internacional das Famílias.

16 DE MAIO

Dia Internacional da Convivência na Paz.

Dia Internacional da Luz 

17 DE MAIO

Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

20 DE MAIO

Dia Mundial das Abelhas.

21 DE MAIO

Dia Mundial da Diversidade Cultural para ol Diálogo e o Desenvolvimento.

22 DE MAIO

Dia Internacional da Diversidade Biológica.

23 DE MAIO

Dia Internacional para a Erradicação da Fístula Obstétrica.

26 DE MAIO

Dia da Lua Cheia (Dia do plenilúnio).

29 DE MAIO

Dia Internacional da Paz Pessoal das Nações Unidas.

31 DE MAIO

Dia Mundial Sem Tabaco.

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PIAUÍ GANHA MAIS UM LIVRO DE ARTE

Parque Nacional Serra das Confusões terá destaque em nova publicação fotográfica assinada por André Pessoa

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A Serra das Confusões faz jus ao nome. Deu confusão no passado, quando vaqueiros e exploradores antigos tinham dificuldades em se localizarem e navegarem pela região de matas e formações rochosas. Eles se perdiam, com frequência, pela paisagem de labirintos e pelas cores mutáveis das pedras sob o sol. A confusão do passado se repetiu no presente quando ambientalistas e líderes preservacionistas lutaram para proteger as belezas e biodiversidade da região.  Considerada a maior unidade de conservação do Nordeste brasileiro, e a maior reserva natural do Bioma da Caatinga, o Parque Nacional Serra das Confusões, na região de Caracol, ganhará ainda em 2026, um livro de arte ilustrado por magníficas imagens assinadas pelo jornalista pernambucano André Pessoa.

 

O Parque Nacional da Serra das Confusões, localizado no sudoeste do estado do Piauí, é a maior unidade de conservação da Caatinga no Nordeste, situado a cerca de 620 km de Teresina. Abrange diversos municípios como Caracol (principal acesso), Bom Jesus, Canto do Buriti e Santa Luz.

 

Um tesouro natural. Em 2006, a USP realizou uma pesquisa no Parque Nacional Serra das Confusões, no limite com a Serra Vermelha. Os estudos realizados por 14 pesquisadores concluíram que a região abriga a fauna de um ecótono, incluindo até mesmo elementos das dunas do rio São Francisco e da fauna amazônica. Em termo de biodiversidade o estudo apontou tratar-se de “caráter único”. Foram registradas 221 espécies de aves, 58 de mamíferos, 43 de répteis, 16 de anfíbios, perfazendo um total de 338 espécies de vertebrados.

Com 33 anos no Piauí, André Pessoa é o autor dos livros “A Natureza do Piauí”, lançado em 2014; “Caatinga Selvagem”, publicado em 2015; “Olhais”, que retrata o Corredor Ecológico Capivara – Confusões, de 2021; “Piauí – Terra Querida”, de 2023; e o mais recente deles, “Serra da Capivara”, de 2026, ainda em fase de lançamentos nacionais com eventos já realizados em São Raimundo Nonato, São Paulo e Rio de Janeiro.
Segundo André Pessoa, “a ideia é lançar a obra ‘Serra das Confusões – Um parque nacional como protagonista do desenvolvimento do município de Caracol’, em setembro desse ano, durante os festejos em homenagem ao padroeiro do município”.
O jornalista e fotógrafo André Pessoa teve papel central na criação do Parque Nacional Serra das Confusões, em 1998, após levar, com a ajuda do deputado federal José Francisco Paes Landim, as imagens da área para Brasília e convencer as autoridades a criar, já naquela época, a maior unidade de conservação do Semiárido brasileiro com área de inacreditáveis 523 mil hectares.

 

A Serra das Confusões é um imenso patrimônio natural, com áreas desconhecidas até mesmo dos mateiros e guardas florestais mais experientes. A região esconde uma outra riqueza tão importante quanto enigmática para a ciência: nos abrigos rochosos do parque descobre-se, a cada expedição científica, sítios arqueológicos repletos de grafismos rupestres. (Fotos: André Pessoa)

 

SERRA VERMELHA

Na década de 2010, o parque foi ampliado em mais 300 mil hectares com trechos anexados da região da vizinha Serra Vermelha, que vinha sendo ameaçada pela indústria carvoeira. A campanha em defesa da Serra Vermelha foi outro embate ambiental, liderado no Piauí por André Pessoa, em parceria com a jornalista Tânia Martins, de Teresina.
No início da campanha, a ideia seria criar uma nova unidade de conservação que se chamaria Parque Nacional Serra Vermelha, no entanto, uma série de políticos ficaram totalmente contra a criação de mais um parque no Piauí e, através de um acordo entre o Governo do Piauí e o Governo Federal, uma grande área selvagem da Serra Vermelha terminou sendo anexada ao Parque Nacional Serra das Confusões, que passou a contar com 823 mil hectares. Hoje é um dos maiores parques do Brasil. A Folha do Meio Ambiente participou ativamente deste movimento com entrevistas e reportagens buscando defender e preservar as maravilhas visuais e a biodiversidade de toda região, expostas à ganância de caçadores, exploração da mata com a produção de carvão e plantadores de soja.
O novo livro conta um pouco dessa história com textos da repórter Tânia Martins, da historiadora Claudete Dias, além de vários outros convidados entre pesquisadores e ambientalistas brasileiros.

No passado, o governo do Piauí facilitava a destruição da área, concedendo licenças ambientais para projetos como o Energia Verde, da empresa JB Carbon, que pretendia transformar em carvão 114 mil hectares de floresta. De tão danoso o projeto, o Ministério do Meio Ambiente e a Justiça Federal paralisaram a produção em 2006.

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