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Seminário na CLDF debate orçamento e criação de empresa pública de audiovisual

Abertura do evento promovido pela Comissão de Educação e Cultura também destacou a formalização do Conselho Consultivo de Cinema e os impactos dos cortes no Fundo Constitucional sobre os recursos da Lei Orçamentária Anual

 

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal deu início, nesta terça-feira (9), ao Seminário do Audiovisual, evento promovido pela Comissão de Educação e Cultura (CEC) para debater estratégias de fomento ao cinema na capital. A mesa de abertura destacou temas centrais para o fortalecimento do setor, incluindo uma proposta de criação de uma empresa pública de audiovisual, a atuação do recém-criado Conselho Consultivo de Cinema e Audiovisual do Distrito Federal e a urgência de garantir a continuidade de políticas públicas culturais no DF.

Durante o discurso de abertura, o presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Gabriel Magno (PT), destacou a necessidade de manter a cultura como prioridade no orçamento público. Segundo o parlamentar, os cortes no Fundo Constitucional, especialmente nas áreas de saúde e educação, planejados para 2026, somados ao aumento dos investimentos em segurança pública, podem comprometer os recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o setor cultural.

“O fundo constitucional do ano que vem é a segunda grande janela de oportunidade que o Distrito Federal vai ter. Entre 2022 e 2023, ele cresceu mais de 20%, sendo o maior crescimento de sua história desde que foi criado em 2002. Nós vamos ter, ano que vem, o quarto maior crescimento da história do fundo constitucional — 13,5%. Significa que o DF receberá de repasse da União mais de R$ 3,2 bilhões. Se a educação e a saúde perdem 2 milhões e o fundo está crescendo 3, quem ganha é a segurança”, explicou o distrital.

O parlamentar também reforçou a importância da criação de uma empresa pública de cinema no Distrito Federal — um dos principais temas em debate do Seminário do Audiovisual. Segundo Magno, a estrutura fortaleceria a cadeia produtiva do setor, beneficiando produtores, roteiristas, técnicos e distribuidores locais. A organização ofereceria infraestrutura adequada para produções, como estúdios, laboratórios e salas públicas de exibição, além de atrair investimentos e coproduções nacionais e internacionais e possibilitar o lançamento de editais próprios.

O deputado Gabriel Magno (Rinaldo Morelli o/Agência CLDF)

“Brasília tem um potencial enorme para ser referência da produção do audiovisual nacional, seja pela história que temos e pela tradição do cinema e do audiovisual do DF”, frisou Magno. “Brasília tem espaços e dinâmicas próprias de construção de identidade, fundamentais para torná-la um grande polo articulado com a cadeia da economia criativa e produtiva”, salientou.

Conselho Consultivo de Cinema

Outro tema abordado na abertura do seminário foi a publicação da Portaria nº 209, pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), que criou o Conselho Consultivo de Cinema e Audiovisual do Distrito Federal (Conciavi-DF) em agosto deste ano. De acordo com o texto, a implementação do órgão possibilita acompanhar medidas voltadas para o setor, como o Plano Decenal de Cinema e Audiovisual, sugerir melhorias de espaços culturais, colaborar com editais do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e formar comitês e grupos de trabalho dedicados ao desenvolvimento técnico e estratégico da entidade.

Segundo Cláudio Abrantes, secretário da Secec-DF, o extenso processo de criação do conselho buscou garantir consistência jurídica para que a estrutura não seja desmontada ou negligenciada a cada mudança de governo. “O Conciavi não é uma imaginação da Secretaria de Cultura, mas um pedido do setor. É [resultado de um] processo de escuta, de sugestão. O conselho vai poder nos dar uma visibilidade bem ampla do setor, para que possamos minimizar erros”, reforçou.

Apesar dos avanços, o secretário destacou as dificuldades de estabelecer politicas contínuas voltadas para o audiovisual no DF, citando a retomada, em junho deste ano, dos arranjos regionais — iniciativas do governo realizadas por meio de editais específicos, sem calendário fixo ou orçamento anual específico —, que ficaram suspensos entre 2021 e 2024.

O edital de 2025, lançado pelo Ministério da Cultura, destinou R$ 300 milhões para fomentar produções em todo o país, sendo 70% dos recursos reservados para as regiões norte, nordeste e centro-oeste. Abrantes ressaltou que, mesmo com o resgate do programa, o setor ainda enfrenta uma série de desafios, como a insegurança das produções diante da falta de garantia de recursos, demora na liberação dos repasses financeiros e ausência de legislação que assegure os arranjos regionais, e outras medidas semelhantes, como políticas públicas permanentes.

“Essa descontinuidade é extremamente maléfica para qualquer campo cultural. No caso do audiovisual, que tem uma cadeia produtiva muito complexa e ampla, é mais difícil ainda”, enfatizou Abrantes. “O nosso maior desafio, o que temos tentado fazer desde que chegamos na Secretaria de Cultura, é estabelecer critérios de continuidade com olhar de futuro.”

Seminário do Audiovisual

Entre os dias 9 e 10 de setembro, a Câmara Legislativa sedia o Seminário do Audiovisual do Distrito Federal. A programação inclui painéis de discussão voltados para o fomento cultural contínuo na capital, a transparência nos editais de seleção de projetos, o futuro do Conciavi-DF e a criação de uma empresa pública de audiovisual. Ao final do evento, será elaborado um documento-síntese com as propostas de ampliação do audiovisual no DF.

Todas as mesas de debate podem ser acompanhadas pelo canal da CLDF no YouTube. Confira a programação do seminário:

Dia 1 – 09/09/25 | Terça-feira

10h às 12h | Mesa 1 – O CONCIAV saiu do papel: reflexões sobre a importância da participação social para políticas do Audiovisual do DF.
Mediação: Tiago de Aragão
Rosa Carla Monteiro de Oliveira (CCDF)
Milena Evangelista (DFIA/SAv/MinC)
Dandara de Lima (Soc. Civil)

14h às 16h | Mesa 2 – Cinemas e Imaginários Possíveis. Recentralizar territórios. Reconfigurar modelos de produção.
Adirley Queirós
Dácia Ibiapina
Cristina Amaral

16h às 19h | Mesa 3 – Futuro do Fac e outras formas de fomento
Mediação: Guilherme Monteiro (Soc. Civil)
Cláudio Abrantes (Secec)
Leandro Mendes (Ancine)
Thiago Rocha Leandro (MinC)
Viviane Ferreira (Comitê Gestor)
Ary Scapin (SP Cine)

Dia 2 – 10/09/25 | Quarta-feira

9h às 12h | Mesa 4 – Cineclubes, Mostras e Festivais: Por uma Política local
Mediação: William Alves (Festival Taguá de Cinema)
Deputado Max Maciel (Psol)
Junior Ribeiro (Coordenador de Audiovisual da Secec/DF)
Joelma Oliveira Gonzaga (SAv/MinC)
Bruna Ruperto Camillo Duarte das Chagas (Cine Joaquim)
Juliane Peixoto Medeiro (Recanto do Cinema)
Josiane Osório (Fórum Nacional dos Festivais)

14h às 16h | Diálogos: Formação, crítica e preservação audiovisual nas políticas públicas do Distrito Federal
Lila Foster (Curadora, preservadora audiovisual, pesquisadora e realizadora) Edileuza Penha (Realizadora e Professora) Pablo Gonçalo (Professor, cineasta, escritor – UnB, CineBeijoca)

16h às 19h | Mesa 5 – DF Audiovisual – viabilidade e modelagem local de uma empresa pública do audiovisual
Mediação: Carina Bini (Realizadora e Produtora)
Paulo Alcoforado (ANCINE)
Cláudio Abrantes (SECEC/DF)
Roger Pires (CEAVI)
Patrick de Jongh (APROCINE)

18h45 – Encerramento por Gabriel Magno, presidente da Comissão de Educação e Cultura

Amanda Gonçalves, estagiária sob supervisão de Bruno Sodré/Agência CLDF

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Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas

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O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.

“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.

Veja mais notícias sobre as eleições 2026

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Câmara Legislativa promove sessão solene sobre conscientização do câncer infantojuvenil

Sessão marcada para segunda (28) faz alusão ao Setembro Dourado e à necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado contra a doença

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Foto: Helene Santos/Governo do Ceará

Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil

A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.

De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.

Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.

A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.

Mario Espinheira – Agência CLDF

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Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep

Gestores têm 30 dias para corrigir informações pelo Sistema EducaCenso

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

 

Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.

Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.

Cronograma

O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.

Situação dos alunos

Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.

Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.

O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.

E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.

Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.

Censo Escolar

Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.

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