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Centros culturais de São Paulo têm agenda especial no Abril Indígena

Eventos vão de oficina de maracá a exposições como Resistência já!

 

Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

 

Neste Abril Indígena, diversos equipamentos culturais de São Paulo oferecem programações especiais, em homenagem aos povos originários. O período, celebrado anualmente, não remete apenas às suas expressões tradicionais, mas também à sua obstinação e resistência, a mais antiga do Brasil, iniciada com a chegada dos europeus.

Por ter como razão de existir a preservação da cultura ameríndia, o Museu das Culturas Indígenas, no bairro Água Branca, conta com várias atividades. Vão de oficina de maracá, instrumento musical, com o grupo Yamititkwa Sato, do povo fulni-ô, de Águas Belas, Pernambuco, ao show da musicista pernambucana Siba Puri, que se autointitula voz do “reggae originário”.

No Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), uma boa pedida é a exposição Resistência já!, que trata da luta dos povos kaingang, guarani nhandewa e terena. Nela são exibidos objetos, roupas e fotografias do fim do século 19 a 1947, escolhidos pelos próprios indígenas.

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Caixa Cultural

Um dos destaques da temporada, da Caixa Cultural, é a peça Ideias para adiar o fim do mundo, saída das páginas da obra do poeta, escritor e líder político-espiritual Ailton Krenak.

 

Brasília/DF, 13/05/2024 – O Ativista do movimento socioambiental e defensor dos direitos dos povos indígenas, Ailton Krenak, recebe do embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain, a insígna de Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra, um reconhecimento do governo francês pelo importante trabalho na defesa dos povos originários.   Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Brasília/DF, 13/05/2024 – Ideias para adiar o fim do mundo, obra do poeta, escritor e líder político-espiritual Ailton Krenak. Foto-arquivo: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O livro, uma adaptação de palestras suas, traz reflexões sobre as inúmeras crises desencadeadas na atualidade e é matéria-prima para o espetáculo, protagonizado por Yumo Apurinã e dirigido por João Bernardo Caldeira.

Fica em cartaz da próxima quinta-feira (9) a domingo (12) e tem entrada gratuita. Na sexta-feira (10), a sessão contará com recursos da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os ingressos serão distribuídos uma hora antes da peça, com limite de um por pessoa.

Quem quiser espiar o processo por trás das cortinas do teatro poderá aprender exercícios utilizados por atores e atrizes, com Yumo Apurinã, no próximo fim de semana, das 14h às 17h. Para acompanhar esse processo criativo, são ofertadas 25 vagas e as inscrições devem ser feitas pela internet. A classificação indicativa é de 16 anos.

De 14 a 19 de abril, turmas com adultos e crianças irão cultivar dentro de si uma nova perspectiva para brincadeiras como a peteca, o Jogo da Onça e a corrida de tora. Uma jornada corporal de três horas em direção à valorização da harmonia entre seres humanos, natureza, ancestralidade e cooperação. Para participar, é necessário se inscrever previamente.

O mês é encerrado na Caixa Cultural com mais uma tarde de Contação de Histórias – Histórias de Povos Ancestrais, no dia 25. A atividade, de classificação livre e voltada, sobretudo, a jovens e adultos, abarca narrações guarani, yanomami e tukano, que demonstram como entendem a origem do mundo e quais princípios os guiam diariamente.

Sesc SP

Ao longo de todo o mês de abril, aos sábados, educadores do Sesc em Jundiaí aumentam o repertório de arte indígena do público, compartilhando criações de diferentes povos. Os participantes, de, no mínimo, 3 anos de idade, também poderão produzir obras próprias, tomando-as como referência.

Interessados em bater o cartão, por vários dias seguidos, em um complexo cultural têm uma opção interessante na Pompeia, em São Paulo: Cosmologia e Pintura Astronômica IndígenaAs inscrições já estão abertas para as aulas, que vão de 14 a 17 de abril.

Na unidade de Piracicaba do Sesc SP, no próximo domingo (12), será a vez de aprender com Duhigó, indígena do povo tukano, sobre grafismos, isto é, composições geométricas usadas para enfeitar objetos e em pinturas corporais, imbuídas de significados. A atividade é voltada a crianças com idade máxima de 12 anos.

Na mesma data, em Piracicaba, o Sesc exibe o longa-metragem Wiñaypacha. Dirigido por Óscar Catacora, o filme retrata Willka e Phaxsi, um casal de idosos que vive isolado nos Andes peruanos e é afetado pela partida do filho.

Outras atrações da rede Sesc são a sessão, em São José dos Campos, do filme Amazônia, a Nova Minamata, ainda no domingo, e a de Terras, na terça-feira (14), em Presidente Prudente, esta paga. Na quinta-feira (16), os pankararu permitem ao público entrever um pouco de um de seus rituais espirituais, o toré , em Santo Amaro, na capital paulista.

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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Crise sobre repasses para a cultura repercute na sessão ordinária

Parlamentares abordaram ainda crise do BRB, renúncias fiscais no DF e aumento dos casos de violência contra servidores da saúde

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Foto: Lourenço Cardoso/Agência CLDF

 

Sessão desta terça-feira (11) foi destinada a debates parlamentares

O possível corte de recursos para a área da cultura do Distrito Federal repercutiu na sessão ordinária da Câmara Legislativa desta terça-feira (11). Parlamentares também falaram sobre a crise envolvendo o BRB, as renúncias fiscais no DF e o aumento dos casos de violência contra servidores da saúde.

Os deputados Max Maciel (PSOL) e Fábio Felix (PSOL) lamentaram a crise envolvendo os repasses para a cultura, o que colocou em risco a realização do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, além de provocar atrasos nos repasses do Fundo de Apoio à Cultura (FAC).

Crise do BRB

O deputado Chico Vigilante (PT) apresentou, durante a sessão, ofício do Fundo Garantidor de Crédito endereçado ao governo do DF. Segundo o documento, lido em plenário, o BRB ainda não apresentou ao Fundo os documentos necessários para análise do pedido de empréstimo feito pelo banco. Sem a documentação, o Fundo alega que não pode analisar o pedido. “O documento mostra claramente que não é o governo federal que está impedindo o empréstimo”, analisou Vigilante.

Renúncia fiscal

Já o deputado Gabriel Magno (PT) apresentou no telão do plenário um ranking com as empresas mais beneficiadas por renúncias fiscais de ICMS em 2025. Segundo o levantamento do distrital, somente em 2025 a isenção somou R$ 13,5 bilhões.

Violência na saúde

A deputada Dayse Amarílio (PSB) chamou a atenção para o crescimento de casos de agressões e violência contra profissionais da saúde. Segundo ela, uma pesquisa do Instituto do DF revelou que 70% dos profissionais da saúde sofreram algum tipo de violência, número que ela considera subnotificado.

A distrital lamentou a falta de condições de segurança e de trabalho dos servidores da saúde. Para ela, a situação é criminosa.

Informamos que a cobertura realizada pela Agência CLDF, durante o
período eletivo, estará ajustada à Lei 9.504/1997 e às orientações da Justiça Eleitoral.

Agência CLDF

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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