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Os grandes vencedores do 54º Festival do Cinema Brasileiro

Entre os filmes selecionados nas mostras Competitiva e Brasília, foram distribuídos 46 troféus Candango

 

AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: CHICO NETO

A 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB) teve sua cerimônia de encerramento transmitida em formato virtual na noite desta terça (14), na plataforma play.innsaei.tv. Apresentada por Murilo Rosa e Maria Paula Fidalgo, a cerimônia distribuiu 46 troféus Candango, dois troféus especiais de parceiros e prêmios técnicos às equipes dos 28 filmes selecionados nas mostras Competitiva e Brasília.

 

Alice dos Anjos, que transporta a fantasia de Alice no País das Maravilhas para o sertão nordestino, ganhou seis prêmios | Fotos: Divulgação

 

 

Saudade do Futuro, filme de estreia na direção de longas de Anna Azevedo, foi o grande vencedor do prêmio de Melhor Longa, conferido pelo júri oficial. A obra explora a ligação entre Portugal, Brasil e Cabo Verde pelo mar e a cultura da saudade.

A 54ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi realizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) em parceria com a Associação Amigos do Futuro e apoio do Canal Brasil, InnSaei.TV, Naymovie e CiaRio.

Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida, teve resultado arrebatador na premiação do festival, conquistando seis troféus Candango: Filme (pelo júri popular), Direção, Maquiagem (para Claudia Riston), Figurino (para Lívia Liu), Direção de Arte (para Luciana Buarque) e o prêmio Abraccine de Melhor Longa. Filmada em Vitória da Conquista (BA), a obra infantojuvenil transporta a fantasia de Alice, de Lewis Carroll, ao contexto do sertão nordestino, tendo a menina Alice dos Anjos como personagem de uma saga conduzida por personagens improváveis.

Ela e Eu, longa de Gustavo Rosa de Moura – que traz Andréa Beltrão na personagem Bia em plena recuperação após acordar de coma de 20 anos – levou três prêmios Candango: Atriz (Andréa Beltrão), Ator (Eduardo Moscovis) e Roteiro, assinado pelo diretor, a protagonista e Leonardo Levis.

De Onde Viemos, Para Onde Vamos, filme de Rochane Torres que deflagra resistência e conflitos de identidade do povo Iny, habitante da Ilha do Bananal, ganhou prêmios nas categorias Som (Paulo Gonçalves) e Filme com temática afirmativa, além de menção honrosa do júri da Abraccine.

Acaso, de Luís Jungmann Girafa, venceu como Melhor Montagem, por Juana Salama. Já Lavra, de Lucas Bambozzi, ganhou prêmio de Fotografia (Bruno Risas), além de menção honrosa do júri, composto pelo produtor Marcus Ligocki, a diretora Emília Silveira e a diretora-presidente da SPCine, Viviane Ferreira.

A festa dos curtas

Entre os curtas-metragens vencedores na Mostra Competitiva Nacional, Chão de Fábrica, de Nina Kopko – sobre a convivência de operárias em São Bernardo do Campo (SP) nos anos 1979 – conquistou cinco Candangos, entre esses o de Curta, concedido pelo júri oficial; Direção, Atriz (Joana Castro), Montagem (Lis Paim) e Figurino (Gabriella Marra).

O prêmio de Melhor Ator foi para Sebastião Pereira de Lima, mestre Martelo do cavalo-marinho pernambucano, documentado em Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio. O filme levou também o prêmio de Melhor Curta-metragem pelo júri popular, acompanhado pelo prêmio técnico da Naymovie e CiaRio, de R$ 15 mil.

Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B Lima, ganhou os prêmios de Roteiro pelo júri oficial e Curta-metragem pelo júri da Abraccine. Como Respirar Fora d’Água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros, conquistou o Candango de Som e o Troféu Canal Brasil, entregue ao melhor curta pelo júri técnico do canal. Dani Drumond levou o prêmio de Fotografia por Cantareira, Rodrigo Lélis ganhou Direção de Arte por Filhos da Periferia e Vinne Negrão venceu Maquiagem por Sayonara.

Era uma Vez… Uma Princesa, de Lisiane Cohen, levou o prêmio da categoria Curta com temática afirmativa; e Ocupagem, de Joel Pizzini, recebeu o Prêmio Marco Antônio Guimarães, concedido pelo CPCB ao filme que melhor utiliza material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro.

Terra Nova recebeu o Prêmio Cosme Alves Netto, entregue pela Anistia Internacional ao filme que mais se aprofunda nas agendas dos direitos humanos. Durante a premiação, as atrizes Karol Medeiros e Isabela Catão receberam menção honrosa do júri, composto pelo jornalista e crítico Marcelo Janot, a montadora e roteirista Karen Black e a produtora audiovisual Anamaria Mühlenberg.

Vencedores da Mostra Brasília

O longa Acaso, de Luís Jungmann Girafa, e o curta Benevolentes, de Thiago Nunes, venceram os prêmios de Filme pelo júri oficial da Mostra Brasília, levando também os prêmios técnicos da Naymovie e CiaRio, nos valores de R$ 25 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

Advento de Maria, de Vinícius Machado, impressionou ao retratar a história de uma menina transgênero de 11 anos buscando sua identidade. O filme ganhou cinco prêmios: Longa (pelo júri popular), Roteiro, Atriz (Maria Eduarda Maia), Maquiagem (Alzira Bosaipo) e Figurino (Tiago Nery). A Casa do Caminho, de Renan Montenegro, venceu as categorias Curta (júri popular) e Filme com Temática Afirmativa da mostra.

Noctiluzes, de Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório, levou os prêmios de Direção e Ator – esse, divididos neste ano entre os três protagonistas, interpretados por André Deca, Chico Sant’Anna e Vinícius Ferreira. O curta Cavalo Marinho, de Gustavo Serrate, venceu Fotografia, enquanto Rodrigo Lelis ganhou o prêmio de Direção de Arte por Filhos da Periferia, de Arthur Gonzaga e Hudson Vasconcelos ganhou Som por Ele tem Saudade, de João Campos.

O Mestre da Cena, de João Inácio, sobre o ator e diretor Gê Martú, venceu prêmio de Montagem, e Gê foi laureado com o Troféu Saruê, concedido pela equipe do caderno de cultura do jornal Correio Braziliense.

O filme Vírus, de Larissa Mauro e Joy Ballard, recebeu menção honrosa do júri, composto pela curadora Fabiana de Assis, a diretora e montadora Adriana de Andrade e o diplomata, crítico e professor de audiovisual João Lanari Bo.

 

Exibição extra

Chão de Fábrica, que ganhou cinco troféus Candango, pode ser visto até quinta-feira (16) na plataforma play.innsaei.tv

A boa notícia para quem não conseguiu acompanhar o Festival de Brasília é que os filmes vencedores pelo júri popular e o júri oficial ficam em cartaz gratuitamente na plataforma play.innsaei.tv até as 23h59 desta quinta-feira (16). Podem ser assistidos Saudade do FuturoAlice dos AnjosChão de FábricaDa Boca da Noite à Barra do DiaAdvento de MariaAcasoBenevolentes e A Casa do Caminho.

Os premiados

Mostra Competitiva – Longas

  • Melhor Filme (júri oficial)
    Saudade do Futuro, de Anna Azevedo
  • Melhor Filme (júri popular)
    Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida
  • Melhor Direção
    Daniel Leite Almeida, por Alice dos Anjos
  • Melhor Atriz
    Andréa Beltrão, por Ela e Eu
  • Melhor Ator
    Eduardo Moscovis, por Ela e Eu
  • Melhor Fotografia
    Bruno Risas, por Lavra
  • Melhor Roteiro
  • Gustavo Rosa de Moura, Leonardo Levis e Andréa Beltrão, por Ela e Eu
  • Melhor Direção de Arte
    Luciana Buarque, por Alice dos Anjos
  • Melhor Montagem
    Juana Salama, por Acaso
  • Melhor Som
    Paulo Gonçalves, por De Onde Viemos, Para Onde Vamos
  • Menção Honrosa do júri
    Lavra, de Lucas Bambozzi
  • Melhor Caracterização – Maquiagem
    Claudia Riston, por Alice dos Anjos
  • Melhor Caracterização – Figurino
    Lívia Liu, por Alice dos Anjos
  • Melhor Filme com Temática Afirmativa
    De Onde Viemos, Para Onde Vamos, de Rochane Torres

Mostra Competitiva – Curtas

  • Melhor Filme (júri oficial)
    Chão de Fábrica, de Nina Kopko
  • Melhor Filme (júri popular)
    Da Boca da Noite à Barra do Dia, de Tiago Delácio
    + Prêmio Edina Fujii – CiaRio: R$ 15 mil em aluguel de equipamentos de luz, acessórios e maquinários concedidos pela Naymovie, em parceria com a CiaRio
  • Melhor Direção
    Nina Kopko, por Chão de Fábrica
  • Melhor Atriz
    Joana Castro, por Chão de Fábrica
  • Melhor Ator
    Sebastião Pereira de Lima, por Da Boca da Noite à Barra do Dia
  • Menção Honrosa do júri
    Karol Medeiros e Isabela Catão, de Terra Nova
  • Melhor Fotografia
    Dani Drumond, por Cantareira
  • Melhor Roteiro
    R.B Lima, por Adão, Eva e o Fruto Proibido
  • Melhor Direção de Arte
    Rodrigo Lelis, por Filhos da Periferia
  • Melhor Montagem
    Lis Paim, por Chão de Fábrica
  • Melhor Som
    Bia Hong, por Como Respirar Fora d’Água
  • Melhor Caracterização – Maquiagem
    Vinne Negrão, por Sayonara
  • Melhor Caracterização – Figurino
    Gabriella Marra, por Chão de Fábrica
  • Melhor Filme com Temática Afirmativa
    Era uma Vez… Uma Princesa, de Lisiane Cohen

Mostra Brasília – Curtas e Longas

  • Melhor Longa (júri oficial)
    Acaso, de Luís Jungmann Girafa
    + Prêmio Edina Fujii – CiaRio: R$ 25 mil em aluguel de equipamentos de luz, acessórios e maquinários concedidos pela Naymovie, em parceria com a CiaRio.
  • Melhor Curta (júri oficial)
    Benevolentes, de Thiago Nunes
    + Prêmio Edina Fujii – CiaRio: R$ 10 mil em aluguel de equipamentos de luz, acessórios e maquinários concedidos pela Naymovie, em parceria com a CiaRio.
  • Melhor Longa (júri popular)
    Advento de Maria, de Vinícius Machado
  • Melhor Curta (júri popular)
    A Casa do Caminho, de Renan Montenegro
  • Melhor Direção
    Jimi Figueiredo e Sérgio Sartório, por Noctiluzes
  • Menção Honrosa do júri
    Vírus, de Larissa Mauro e Joy Ballard
  • Melhor Atriz
    Maria Eduarda Maia, por Advento de Maria
  • Melhor Ator
    Chico Sant’Anna, André Deca e Vinícius Ferreira, por Noctiluzes
  • Melhor Fotografia
    Gustavo Serrate, por Cavalo Marinho
  • Melhor Roteiro
    Vinícius Machado, por Advento de Maria
  • Melhor Direção de Arte
    Rodrigo Lelis, por Filhos da Periferia
  • Melhor Montagem
    João Inácio, por O Mestre da Cena
  • Melhor Som
    Hudson Vasconcelos, por Ele tem Saudade
    Melhor Caracterização – Maquiagem
    Alzira Bosaipo, por Advento de Maria
  • Melhor Caracterização – Figurino
    Tiago Nery, por Advento de Maria
  • Melhor Filme com Temática Afirmativa
    A Casa do Caminho, de Renan Montenegro

Outros prêmios

  • Candango Conjunto da Obra 2021
    Léa Garcia: vida de cinema
  • Prêmio Marco Antônio Guimarães (CPCB)
    Ocupagem, de Joel Pizzini
    * O prêmio é entregue ao filme que utiliza da melhor maneira o material de memória, pesquisa e arquivos do cinema brasileiro.
  • Prêmio Cosme Alves Netto (Anistia Internacional Brasil)
    Terra Nova, de Diego Bauer
    * Prêmio para o filme que mais se aprofunda nas agendas dos direitos humanos.
  • Melhor Longa-Metragem/Abraccine
    Alice dos Anjos, de Daniel Leite Almeida
    * Prêmio do júri da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine)
  • Melhor Curta-Metragem/Abraccine
    Adão, Eva e o Fruto Proibido, de R.B Lima
  • Menção Honrosa do júri da Abraccine
    De Onde Viemos, Para Onde Vamos, de Rochane Torres
  • Troféu Canal Brasil/curta
    Como Respirar Fora d’Água, de Júlia Fávero e Victoria Negreiros
  • Troféu Saruê
    Gê Martú
    * Prêmio concedido pelo jornal Correio Braziliense

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

 

 

 

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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
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(61) 98442-1010