Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas.
No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento.
“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta.
Mais proteção
O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação.
Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.
O tema vem mobilizando parlamentares desde que a portaria do GDF que prevê a expiração dos créditos foi publicada, no final de janeiro. Durante a sessão desta tarde, o deputado Max Maciel, presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da CLDF e militante do transporte público como direito social, insistiu na votação, ainda hoje, dos PDLs que sustam a medida do Buriti. A proposta, contudo, não prosperou, por falta de acordo com deputados governistas.
Da base do governo, o deputado Jorge Vianna (PSD) reforçou o compromisso do GDF: “O decreto entra em vigor amanhã, mas o dinheiro ainda não será confiscado, eu garanto”. Por sua vez, o deputado Martins Machado (Republicanos) avaliou que a apresentação dos PDLs “provocou o GDF a dar uma atenção maior à questão”.


