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CPLP: ministros do Meio Ambiente em Brasília

Países de Língua Portuguesa firmam compromissos multilaterais com o desenvolvimento sustentável e a preservação do meio ambiente

foto: Jefferson
Rudy



Durante o encontro ministerial
foram assinados documentos
de cooperação e a Declaração
de Brasília


Estanislau Aleixo da Silva
Timor-Leste


Arlindo de Ceita Carvalho
São Tomé e Príncipe


Ricardo Sanches
Diretor Geral
do Pnuma


Francisco Nunes Correia
Portugal


Luciano André de Castro
Moçambique


Aristides Ocante da Silva
Guiné-Bissau


Luís Dupret
Cabo Verde


Ana Maria Neto
Assessora Econômica da
CPLP


Diekumpuna N´Sadisi José
Angola

Silvestre Gorgulho,
de Brasília
O mundo inteiro, nas mais diferentes línguas
e dialetos, tem a obrigação
de falar uma mesma linguagem e praticar ações
correlatas de preservação e
sustentabilidade. É uma questão
de sobrevivência. Pois os oito os países
que falam o português – Angola, Brasil,
Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique,
Portugal, São Tomé e Príncipe
e Timor-Leste – deram uma boa lição
ao mundo: seus ministros do Meio Ambiente
se reuniram durante dois dias em Brasília
para discutir uma plataforma de cooperação
multilateral na área do meio ambiente
com o objetivo de implementar programas e
projetos de interesse ambiental e de desenvolvimento
sustentável envolvendo os países
membros da Comunidade dos Países de
Língua Portuguesa – CPLP. Durante o
encontro ministerial foram assinados documentos
de cooperação e uma Declaração
de Brasília dos Ministros de Meio Ambiente
dos membros da CPLP firmando compromissos
multilaterais com o desenvolvimento sustentável
e a preservação do meio ambiente.
Também foi discutida uma agenda internacional
de meio ambiente, incluindo a Convenção
de Diversidade Biológica e Protocolo
de Cartagena e a Convenção de
Mudança do Clima e Protocolo de Kioto.

O Que é a CPLP
Antes do nascimento da Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa, em 1996, o Brasil
organizou uma Reunião de Cúpula
de chefes de Estado dos Países de Língua
Portuguesa, em 1989, na cidade de São
Luiz-MA. Estavam presentes oito países,
pois na época Timor-Leste ainda não
havia alcançado sua independência.
O presidente do Brasil era José Sarney.

Nesta reunião foi lançado
o manifesto de criação do Instituto
dos Países de Língua Portuguesa.
O ex-presidente José Sarney deixou
o primeiro recado: “A língua
é instrumento de unidade. Através
dela podemos transmitir sentimentos, aspirações,
esperanças. Comungar valores, entender-nos,
estreitar laços de afeto e de amizade”.
Ou seja, por ela também os países
membros poderiam defender a qualidade de vida
dos povos e do planeta.

Mário Soares, líder
português, salientou no encontro que
“era chegada a hora de nos reunirmos
todos – povos e países que falam o
português – e fazermos desse traço
de união um motivo da nossa afirmação
no mundo. Pátria de muitas pátrias,
como tenho afirmado, a língua portuguesa
é uma realidade viva, enriquecida pela
contribuição plural de todos
os que a falam e a recriam diariamente”.

Com a nomeação
do ex-ministro da Cultura, José Aparecido
de Oliveira, pelo então presidente
Itamar Franco, para Embaixador em Portugal,
o sonho da criação da CPLP ficou
mais real. José Aparecido de Oliveira
usou todo seu poder de mobilização,
visitou todos os países de língua
portuguesa na África, e conseguiu levantar
a bandeira da força e da união
dos povos de língua portuguesa. “Esse
é um projeto de futuro” – costumava
dizer José Aparecido, lembrando o professor
Agostinho da Silva. “Um projeto que
sem deixar de ser europeu, vai ser africano
e americano”.

Mesmo tendo deixado a Embaixada
em Lisboa, José Aparecido de Oliveira
continuou seu trabalho de mobilização.
Em julho de 1996, foi então criada
oficialmente a CPLP, em torno de três
objetivos: a concertação político-diplomática
entre os seus membros; a cooperação
econômica, social, cultural, jurídica
e técnico-científica; e a promoção
e difusão da Língua Portuguesa.
Na origem, está o encontro de São
Luiz do Maranhão, em 1989.

Declaração
de Brasília

Os ministros de Meio Ambiente da CPLP assinaram
a chamada Declaração de Brasília.
O documento é resultado da III Reunião
de Ministros e engloba a Plataforma de Cooperação
da Comunidade de Países de Língua
Portuguesa na área ambiental. A Declaração
de Brasília reforça a disposição
dos países em trabalhar conjuntamente
temas como biodiversidade; combate a desertificação
e mitigação dos efeitos da seca;
ecoturismo; educação ambiental;
gestão da zona costeira e marítima,
dos resíduos, dos recursos hídricos;
mudanças climáticas e energias
renováveis.

Cláudio Langone, Secretário
Executivo do MMA, que conduziu parte da reunião,
com a ausência da ministra Marina Silva
que foi participar do Dia da Mata Atlântica,
reafirmou a importância da agenda ambiental
no contexto dos países de língua
portuguesa. “A Carta afirma também
a necessidade de que a questão ambiental
seja inserida nas políticas de desenvolvimento
e seja uma agenda não só dos
ministérios de meio ambiente, mas dos
governos”, explicou Lagone.
Outro resultado da reunião foi a decisão
de consolidar o fórum internacional
que vai reunir, a cada dois anos, os ministros
do meio ambiente da CPLP. O próximo
encontro em 2008 será em Angola. Cabo
Verde já demonstrou interesse de sediar
o seguinte em 2010. Os chefes de Estado dos
países da CPLP se reúnem no
mês de julho na Guiné-Bissau
para comemorar os dez anos de criação
da comunidade.

Acordo com Angola
A ministra Marina Silva assinou acordo bi-lateral
de cooperação em Educação
Ambiental com Angola. O objetivo é
implementar o Programa Nacional de Educação
Ambiental Angolano. Também foi assinado
um ajuste complementar ao Acordo Básico
de Cooperação Econômica,
Científica e Técnica para implantação
do Projeto de Fortalecimento da Educação
Ambiental naquele país.
O acordo foi assinado em conjunto com o ministro
do Meio Ambiente de Angola, Diekumpuna Sita
José, antes da abertura do segmento
ministerial da Reunião de Ministros
do Meio Ambiente da CPLP.

Para Marina Silva, este acordo
será um paradigma para outros que virão
com outros países irmãos de
língua portuguesa. “A identificação
da educação ambiental como uma
ferramenta importante para nossos países
é fundamental e mostra que o desenvolvimento
sustentável é igualmente importante
e não apenas uma camada de empecilhos
para o desenvolvimento”, afirmou.

 

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DF conquista quarto lugar na etapa nacional das Paralimpíadas Escolares

Representantes de quase 60 escolas participaram da competição, conquistando 42 medalhas individuais: dez de ouro, 17 de prata e 15 de bronze

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Agência Brasília* | Edição: Claudio Fernandes

 

 

Após quatro dias de competição, a etapa nacional das Paralimpíadas Escolares 2022 foi encerrada em São Paulo. Esta foi a maior edição da história, com a participação de cerca de 1,3 mil atletas de 25 estados e do Distrito Federal, que disputaram provas em 14 modalidades.

A delegação local contou com representação em nove modalidades e a participação de 92 pessoas, incluindo atletas e equipes técnicas. Representantes de quase 60 escolas integraram a delegação do DF. Apesar de não ter subido no pódio no resultado por equipes, o DF ficou com a quarta posição no resultado final do torneio. Ao somar 280 pontos, a equipe brasiliense voltou para casa com 42 medalhas individuais, sendo dez de ouro, 17 de prata e 15 de bronze.

As premiações dos atletas do DF podem ser vistas neste link.. O gerente de Desportos da Secretaria de Educação, Marcelo Ottoline, lembra que as Paralimpíadas Escolares buscam atender a legislação vigente acerca do uso do esporte como ferramenta pedagógica na formação de crianças e jovens com algum tipo de deficiência.

“O esporte proporciona a inclusão e promove o princípio básico da cidadania que é o poder ir e vir de maneira autônoma, sem depender de ninguém”, afirma. Ele ressalta que muitos alunos participantes de edições anteriores hoje compõem a Seleção Brasileira nas respectivas modalidades.

As Paralimpíadas Escolares 2022 são uma realização do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial de Esporte. As etapas seletivas ocorreram em eventos municipais, regionais, estaduais e/ou distritais, e precedem a etapa nacional. No DF, as seletivas ocorreram no mês de setembro com a participação de mais de 300 estudantes com algum tipo de deficiência.

O grande evento do paradesporto tem por finalidade estimular a participação dos estudantes com deficiência física, visual e intelectual em atividades esportivas de todas as escolas do território nacional.

Desde 2016, a competição ocorre nas dependências do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Este é o maior evento mundial para jovens atletas com deficiência em idade escolar.

*Com informações da Secretaria de Educação

 

 

 

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Governo de SP entrega reforma do Museu da Inclusão na capital

Foram distribuídas 91 vans acessíveis para 55 municípios

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Do Portal do Governo

 

O Governo de SP entregou nesta quinta-feira (1º), na capital, a reforma do Museu da Inclusão. A abertura ao público será realizada no dia 10 de dezembro, com a exposição “Pessoa com deficiência: lutas, direitos e conquistas”. Na ocasião, o Governo também entregou 91 vans acessíveis para 55 municípios, no âmbito dos programas “Nova Frota – SP Não Para” e “Cidade Acessível”.

“Hoje estamos fazendo duas entregas importantes, com as vans adaptadas e o novo Museu da Inclusão, reforçando o compromisso deste governo com uma agenda de acessibilidade e inclusão, um investimento de cerca de R$ 400 milhões, o maior programa de acessibilidade do Governo de SP. Também estamos reinaugurando este Museu, que ficou mais moderno e que registra a luta das pessoas com deficiência durante os últimos 40 anos”, disse Aracelia Costa, secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

As instalações internas do museu passaram por restauro e modernização com troca do piso interno facilitando a circulação de cadeiras de rodas, troca do piso podotátil, troca da iluminação e adequação do espaço de exposição e dos espaços de atendimento e estudos. As obras ocorrem desde janeiro e o investimento foi de R$ 860 mil.

Vans acessíveis

Os veículos possibilitam um transporte seguro e adequado de pessoas com deficiência física que utilizam cadeira de rodas. As vans adaptadas possuem 9 lugares para passageiros, sendo 3 lugares exclusivos para cadeiras de rodas. São equipados com sistema de elevador para acesso da cadeira de rodas ao veículo, além de ar-condicionado, fixadores e cintos de segurança, garantindo maior mobilidade e conforto. O investimento do Estado foi de R$ 32 milhões.

Ao todo, 55 prefeituras foram contempladas: Caieiras, Cajamar, Cajati, Carapicuíba, Corumbataí, Cotia, Cubatão, Eldorado, Embu das Artes, Embu Guaçu, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guarulhos, Holambra, Indaiatuba, Itanhaém, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itapira, Itatiba, Itupeva, Jacupiranga, Jandira, Juquitiba, Louveira, Mauá, Miracatu, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Nova Campina, Pedra Bela, Pedreira, Peruíbe, Pinhalzinho, Piracaia, Pirapora do Bom Jesus, Praia Grande, Ribeirão Branco, Rio Grande da Serra, Salto de Pirapora, Santana de Parnaíba, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenco da Serra, São Miguel Arcanjo, São Paulo, São Sebastião da Grama, São Vicente, Sete Barras, Tuiuti, Vargem, Vargem Grande Paulista e Vinhedo.

 

 

 

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Variação positiva do PIB é influenciada por serviços e indústria

PIB soma R$ 2,544 trilhões em valores correntes no terceiro trimestre

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A variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país em um ano) de 0,4%, na passagem do segundo para o terceiro trimestre, foi influenciada pelos resultados dos serviços (1,1%) e da indústria (0,8%), enquanto a agropecuária recuou 0,9%. 

Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, e foram divulgados hoje (1º), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o levantamento, com o resultado, o PIB chega ao maior patamar da série histórica, iniciada em 1996. Na comparação com o trimestre anterior, é a quinta taxa positiva do indicador. O PIB totalizou R$ 2,544 trilhões em valores correntes no terceiro trimestre.

Além de atingir o maior nível da série, o PIB ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, registrado no quarto trimestre de 2019.

Informação e comunicação

De acordo com o IBGE, nos serviços, setor que responde por cerca de 70% da economia, os destaques foram informação e comunicação (3,6%), com a alta dos serviços de desenvolvimento de software e internet, atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e atividades imobiliárias (1,4%). O segmento outras atividades de serviços (1,4%), que representa cerca de 23% do total de serviços, e inclui, por exemplo, alojamento e alimentação, também cresceu.

“As outras atividades de serviços já vêm se recuperando há algum tempo, com a retomada de serviços presenciais que tinham demanda represada durante a pandemia”, disse, em nota, a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Único segmento dos serviços que ficou no campo negativo, o comércio variou -0,1% no terceiro trimestre. “Esse é um cenário que já vínhamos observando na Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE. O resultado reflete a realocação do consumo das famílias dos bens para os serviços”, afirmou Rebeca.

A construção, que está entre as atividades industriais, avançou 1,1% no período. “Essa atividade já vinha crescendo há quatro trimestres e segue aumentando, inclusive em ocupação. Outro destaque do setor é eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (0,6%), atividade que foi beneficiada pela redução da energia termoelétrica”, disse a pesquisadora.

Após três trimestres com taxas positivas, a agropecuária recuou 0,9%. No acumulado do ano, o setor agropecuário caiu 1,5%. “A retração é explicada pelas culturas que têm safra relevante nesse trimestre e tiveram queda de produção, como é o caso da cana-de-açúcar e de mandioca. Já no ano, o desempenho do setor é ligado aos resultados da soja, nossa principal cultura, que teve a sua produção afetada por problemas climáticos”, informou Rebeca.

Na ótica da despesa, os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 2,8% frente ao segundo trimestre. O consumo das famílias aumentou 1%, enquanto o do governo cresceu 1,3%.

Consumo das famílias

O consumo das famílias cresceu pelo sexto trimestre consecutivo. Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o aumento foi de 4,6%. No mesmo período, o consumo do governo cresceu 1,0%.

“Esse crescimento está relacionado aos resultados positivos do mercado de trabalho, em relação ao rendimento e à ocupação, aos auxílios governamentais, como o Auxílio Brasil, Auxílio Taxista e o Auxílio Caminhoneiro, às políticas de desoneração fiscal e a uma inflação mais recuada, mesmo que ainda esteja alta”, afirmou Rebeca.

Também pela ótica da demanda, os investimentos cresceram 5%, influenciados pela alta da construção, do desenvolvimento de softwares e também da produção e importação de bens de capital.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2021, o PIB aumentou 3,6%. A agropecuária cresceu 3,2%, e a indústria, 2,8%. O setor industrial foi impactado sobretudo pela atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (11,2%), beneficiadas pelas bandeiras tarifárias verdes. Outras atividades de destaque no setor foram construção (6,6%) e indústrias de transformação (1,7%).

Segundo o IBGE, nessa mesma comparação, os serviços avançaram 4,5%, com destaque para outras atividades de serviços (9,8%) e transporte, armazenagem e correio (8,8%) e informação e comunicação (6,9%).

Edição: Kleber Sampaio

Fonte EBC

 

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