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Maurício Andrés, o desafio de ecologizar o Conama

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Silvestre Gorgulho


Saber administrar conflitos é uma arte. Fazer com que o órgão público administre bem o problema do cidadão é um dever. Ter capacidade de ouvir todas as partes, digerir os problemas e tomar uma decisão de consenso é um desafio. Arte, dever e desafio são virtudes importantes de quem é executivo da coisa pública. Pois, Maurício Andrés Ribeiro o é. Essas características, somadas à sua formação na área ambiental, foram a credencial que o ministro Sarney Filho levou em conta para nomear esse arquiteto mineiro como Diretor executivo do CONAMA.



Maurício Andrés ocupou vários cargos em Minas: foi Secretário de Meio Ambiente de Belo Horizonte (90-92), depois presidente da Fundação de Meio Ambiente de MG (95-98) e, em 1999, veio para Brasília para ser o Diretor do Programa de Gestão Ambiental da Secretaria de Qualidade Ambiental do MMA.


Autor do livro “Ecologizar – Pensando o Ambiente Humano” (2º edição – RONA Editora – BH) Andrés, cuja nomeação saiu dia 5 de março, costuma dizer que o Conama é um colegiado de trabalho, mas não basta ter legitimidade e representatividade, se não tiver organização e operacionalidade. Conselho que se preze tem que tomar decisões rápidas e com o máximo de acerto. E o desafio de Maurício Andrés para esta nova missão é bem clara: implantar as mudanças que o “Pensando o Conama” propôs e usar sua força de conciliação, para (sem estresse) democratizar a política ambiental brasileira.

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