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SÁVIO MARTINS E A PEGADA DA PRESERVAÇÃO

“Quanto mais árvores a gente plantar, mais árvores e água vamos ter. Este é o espírito da preservação”.

 

Sávio Martins – morador de Três Pontas – expressa muito bem a sabedoria mineira: – Nunca vai chover ipê, pau rosa, goiaba, imbuia, angelim, angico, pitanga ou jabuticaba. Se quisermos mais ipês, imbuia, angelim, goiaba, pitangas e jabuticabas temos que plantar. E quanto mais árvores a gente plantar, mais água também vamos ter. Este é o espírito da preservação.

 

Sávio é sábio. Desde criança traz o sentimento da preservação. Mais do que curtir a natureza, Sávio Martins participa ativamente do resgate para recomposição das florestas. São 20 mil mudas por ano que ele e amigos, em suas andanças pela Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, espalham por veredas e capoeiras de Minas Gerais e São Paulo.

 

OS 10 MOTIVOS PARA PLANTAR ÁRVORES

Sávio Martins lista os mandamentos que lhe deram os 10 motivos para não parar de plantar suas árvores:

1 – Elas ajudam a evitar enchentes – Pela absorção da água da superfície, elas ajudam a reforçar solos com suas raízes e dispersam o fluxo da água com suas folhas. E ajudam a reduzir a erosão e degradação do solo.

2 – Sombra – Nada melhor que descansar sob a sombra de uma árvore.

3 – Fauna – Quem planta árvores colhe também animais, pássaros e borboletas.

4 – Qualidade do ar- Onde tem árvores, a gente respira melhor. As plantas retiram o gás carbônico da atmosfera, contribuindo também para melhorar a qualidade do ar. Evitam o efeito estufa.

5 – Silêncio – As árvores absorvem ruídos altos, principalmente em ambientes urbanos.

7 – Temperatura- As árvores ajudam a regular a temperatura, deixando o ambiente mais fresco, úmido e oxigenado.

8 – Frutos – Ter uma árvore frutífera é ter a garantia de um produto saudável e fresquinho.

9 – Flores – As árvores sempre produzem semente. E as sementes vêm das flores que enfeitam o ambiente.

10 – Futuro – Árvore é garantia de futuro sustentável e combate a mudanças climáticas.

 

 

AS CONFIDÊNCIAS DE UMA SAMAÚMA AVÓ

A árvore, na Flona do Tapajós, com 31 m de diâmetro e mais de mil anos.

 

A samaúma avó, com mais de mil anos, tem 31 metros de diâmetro.

 

Sob a supervisão de Sávio Martins, que filmou toda operação, João Vitor Gorgulho e o guia PEBA, envolvem a Sumaúma avó com uma trena que marca precisos 31 metros de diâmetro.

 

João Vitor Gorgulho e Sávio Martins chegaram a Alter do Chão com um propósito: conhecer a famosa samaúma avó cantada em prosa e verso pelos visitantes e habitantes locais. Não só conhecer. Com uma trena profissional queriam eles próprios medir o tamanho daquela árvore sagrada chamada de Rainha da Floresta. Foram mais de duas horas de caminhada por uma trilha dentro do Parque Nacional do Tapajós, na região de Maguary. Foram 14 quilômetros ida e volta na floresta, acompanhados por um guia-mateiro conhecido na região como PEBA.

 

 

“A semente é invisível mas carrega primaveras, explode em vida, comidas, remédio, abrigo, tudo que a gente precisa. E cabe num lugar, num lugar mínimo, cabe dentro de você, cabe dentro de mim”.

Ailton Alves Krenak – Líder indígena

 

 

CONFIDÊNCIAS DE UMA SAMAÚMA

O dia chegou. Cedinho a dupla se embrenhou na mata, numa pequena trilha dentro da Floresta Nacional do Tapajós, comunidade de Maguary. A samaúma (ceiba pentandra) estava ali. Reinando impoluta com seus 31 metros de diâmetro (veja o filme da medição). Ela reina como marco protetor de posse na ‘Terra do Pau Brasil’. Os andarilhos Sávio Martins e João Vitor conferiram e documentaram a rainha que emprestou sua sombra e usou seu porte real para confidenciar aos novos visitantes:

– Estou aqui há mais de mil anos. Sou a avó de todas essas árvores. Sou a guardiã da floresta. Tenho beleza e porte e sou muito cobiçada. Minhas raízes conseguem tirar água das profundezas do solo para mim e para todas árvores à minha volta. Levem às cidades minha mensagem de socorro. Apesar de minha idade e do meu tamanho, sou frágil. Todas as árvores são frágeis perante a ganância e a força da destruição que o homem branco quer nos impor.

 

 

 

 

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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O BRASIL PERDE UM PROFISSIONAL DE EXCELÊNCIA

Uma manhã triste hoje em Brasília.

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O Brasil se despede de CARLOS MONFORTE, exemplo de profissional dedicado, um pai de família exemplar e um amigo de todas as horas.
Carlos Monforte, Maria Ignez, Serginho e Flavinha, uma família linda que conheço desde 1979. Maria Ignez e Carlos Monforte fazem parte do jornalismo brasileiro de excelência. Ambos com uma história maravilhosa em Santos, São Paulo e Brasília.
Carlos Monforte foi pioneiro e implantou o BOM DIA BRASIL. Sucesso absoluto! Lembrar Carlos Monforte é reverenciar o seu legado e suas ações de amizade, de cidadania que fizeram a diferença.
Vá em Paz, meu amigo. Você foi um Guereiro de Luz!
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MISSA DA SAUDADE PARA UM GUERREIRA DE LUZ

Maria Elisa Costa.

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Nessa segunda-feira dia 31 de agosto, às 18h30, na Igrejinha de Fátima na 308 Sul.
“O tempo tem carícias com as coisas velhas”, pressentia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ou Cora Coralina (1889-1985). Hoje, 66 anos depois da inauguração, Brasília vive uma realidade: participantes de sua construção estão em outro patamar. Os artistas construtores, todos eles, já se foram. O legado de JK, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Joaquim Cardozo, Athos Bulcão, Mariane Perretti, Burle Marx, Ceschiatti e Bruno Giorgi está aí para a gente celebrar e respeitar.
Dia 25, sexta-feira, partiu uma das mais importantes coajuvantes da criação e da construção de Brasília, a arquiteta Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa.
Maria Elisa se une a outros personagens que ajudaram a colocar Brasília de pé: Israel Pinheiro, Ernesto Silva, Augusto Guimarães, Carlos Magalhães da Silveira, Jofre Mozart Parada e Moacyr Gomes de Souza.
A escolha do projeto do Plano Piloto foi feita em 16 de março de 1957. A construção, mesmo, começou em abril. Vamos voltar três meses antes. Tardinha de uma segunda-feira, 4 de fevereiro de 1957. Maria Elisa, com 22 anos, cursava a Faculdade Nacional de Arquitetura. Tão logo Maria Elisa entra no apartamento, ouve a voz do pai:
– Minha filha, vem aqui que quero mostrar “uma coisa”.
Ela chega, cheia de livros e cadernos, e não dá lá muita importância para a “coisa”. A “coisa” era, simplesmente, o primeiro esboço da Asa Sul de Brasília, a lápis com toques de cor e com anotações manuscritas. Na escala de 1/25.000, como o projeto foi apresentado no concurso.
Ela ainda ouviu seu pai descrever a nova capital, tim-tim por tim-tim. Quando terminou, lembra Maria Elisa: “Papai, com a camisa encharcada de suor, expôs pela primeira vez em palavra falada, a sua criação solitária. Sim – continua ela – porque o projeto de Brasília foi feito por ele sozinho, em casa. Fui a primeira pessoa a saber como seria nossa capital”.
Aquela revelação – uma descoberta que mudaria a História do Brasil e o conceito de urbanismo no mundo – continha um conteúdo único e um vislumbre singular de esperança e de revolução. Ela mesmo explica:
“Quando lembro desse momento ímpar, o que mais me surpreende é que não achei nada de extraordinário. Tudo aquilo me parecia simplesmente normal: mudar a capital, inventar uma cidade… tudo! O próprio fato do meu pai ter feito o projeto sozinho em casa, desenhado a mão-livre e em escala, para mim não foi surpresa. Era esse, o jeito dele”.
A montagem do projeto do Plano Piloto para inscrição no concurso foi outra epopeia artesanal. “Fizemos a montagem em pranchas de cartolina, espalhadas no chão, com a ajuda de minha irmã Helena e de nossa prima, Nadja, sob rígida orientação do ‘inventor’. Detalhe por detalhe. A gente ia colando aquelas preciosas páginas nas cartolinas com aneisinhos de fita adesiva”.
O projeto tinha cinco pranchas, uma com o belo desenho da cidade em escala de 1/25.000, a nanquim e colorido com lápis de cor. E, mais quatro, com o texto da “Memória Descritiva” datilografado, ilustrado com impecáveis croquis, também desenhados a nanquim, alguns com leves toques de cor aqui e ali. À exceção da datilografia, tudo foi feito pessoalmente por Lucio Costa sem a ajuda de ninguém.
A própria Maria Elisa conta: “Fomos para a cidade de carro, meu pai dirigindo. Parou junto à entrada do Ministério da Educação. Minha irmã e eu descemos e entregamos as cinco pranchas na sobreloja. Faltavam 10 minutos para terminar o prazo. Pegamos o pequeno protocolo de número 26, e entregamos para meu pai. Era 11 de março de 1957”. A partir daí, foi a saga da construção.
Desde aquele 4 de fevereiro, Maria Elisa Costa nunca mais se desgrudou de Brasília. Acompanhou tudo. Era a ‘mãe’ cuidando da ‘filha’, como membro do Conselho de Arquitetura e Meio Ambiente, como presidente do IPHAN ou atendendo solicitações diversas dos governadores de Brasília.
Passaram-se os anos. E lá estava Maria Elisa Costa na luta para defender a Capital em duas situações opostas e adjacentes: de um lado, a extensa área urbana em expansão e, de outro, o Plano Piloto a ser preservado. Ela tinha a noção exata de que uma coisa é gerenciar o desenvolvimento urbano da cidade em expansão. E outra, bem diferente, é assegurar a preservação de seu núcleo original. Explica ela: “O centro histórico da capital é a área delimitada pelo divisor de águas da Bacia do Paranoá. Toda e qualquer intervenção nessa área, mesmo não sendo localizada dentro do perímetro tombado ou em seu entorno direto, deve ser compatível com o texto original da Portaria 314 do IPHAN. Tem que ser fiscalizada. Toda e qualquer intervenção nessa área deve passar por uma comissão técnica permanente de alto nível, criada para esse fim. E que tenha com poder de veto”.
A eterna guardiã do dr. Lucio reacendeu em nosso espírito o sentido da preservação e ajudou a moldar a beleza de Brasília.
Obrigado, Maria Elisa Costa.
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