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Com novos concursos do GDF, Brasília volta a ser a cidade das oportunidades

São 28 categorias profissionais, em áreas estratégicas do Governo do Distrito Federal e em setores com déficit de servidores exonerados e aposentados

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A fama de capital das oportunidades, com geração de empregos e estabilidade financeira e profissional, volta a Brasília no ano em que a cidade completa 62 anos de fundação. Em 2022, o Governo do Distrito Federal (GDF) prevê a realização de quase 30 concursos públicos. Isso representa a abertura de 5,5 mil vagas de trabalho imediatas e 10,2 mil para cadastro de reservas.

A previsão orçamentária do ano feita pela Secretaria de Economia (Seec) conta com investimentos em novos servidores como forma de melhorar ainda mais a prestação de serviços à população do DF. São 28 categorias profissionais, em áreas estratégicas do governo e setores da administração pública com déficit de servidores causados por exonerações e aposentadorias.

 

Entre 2019 e 2021, 11 mil pessoas aprovadas em concursos foram chamadas; somadas, as vagas efetivas e temporárias somam 20 mil nomeações e contratações

 

A atual gestão foi a que mais chamou os aprovados em concursos na história do GDF: 11 mil pessoas entre 2019 e 2021. Isso sem contar as vagas de temporários, que, somadas à de efetivos, ultrapassam as 20 mil nomeações e contratações.

A determinação do governador Ibaneis Rocha é equipar os serviços públicos com profissionais de carreira, assegurando que determinados programas sigam como atividades de Estado, e não de governo. “Nós tivemos, ao longo destes três anos, a maior contratação de servidores da área social – foram 698”, lembrou Ibaneis em seu discurso de abertura do ano legislativo, este mês. “Na saúde foram mais de 10 mil contratados”.

O ano começou com autorizações para cinco concursos, todos com grandes quadros de reserva, o que faz o GDF sair na frente de vários estados, inclusive da União. As áreas de saúde, educação e segurança pública são as mais contempladas.

“Para a implementação de tudo que é planejado, nós precisamos não só do espaço físico e de orçamento, mas de algo fundamental, que é a força de trabalho, o que a gente só consegue com a nomeação de mais servidores públicos capacitados”, afirma a secretária da Mulher, Érika Filippelli. Responsável pelas políticas públicas de proteção à mulher, a pasta, criada pela atual gestão, teve 32 servidores nomeados entre janeiro de 2021 e janeiro de deste ano.

O que vem por aí

Nas últimas semanas, o Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) publicou diversas autorizações de concursos públicos para o ano de 2022. Um desses é o da Polícia Penal do DF, para a qual estão previstos 400 cargos diretos e mais 779 de reserva.

Na Polícia Civil foi autorizado concurso para delegado, com 50 vagas iniciais e mais 100 de cadastro de reserva. Já a Secretaria de Saúde (SES) tem 50 vagas para cirurgião dentista, 101 para enfermeiro e 230 para médico, com cadastro reserva correspondente a duas vezes o número das vagas imediatas.

A Secretaria de Educação (SEE) vai abrir 776 vagas para professor de educação básica, com cadastro reserva de 3.104 candidatos; 20 vagas para pedagogo-orientador educacional, mais cadastro reserva de 80 candidatos, e 16 vagas para o cargo de analista de gestão educacional, com reserva de 258 candidatos.

Também foi autorizado o concurso público para professores da Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF). Serão 250 vagas para o cargo de professor de educação superior e 100 vagas para tutor de educação superior, da carreira magistério superior, além de 1.050 para o cadastro reserva.

Outra portaria autoriza a realização de concurso público para o provimento de 2,1 mil vagas no cargo de soldado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), com a previsão de ingresso a partir de setembro de 2023.

Queda no desemprego

O grande número de contratações reflete diretamente na economia. A Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal (PED) mais recente comprova isso. De acordo com os estudos feitos pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a taxa de desemprego total diminuiu de 19,2% para 18,2%, entre julho de 2020 e de 2021. O índice é o menor registrado na região mesmo antes da pandemia do novo coronavírus.

“A recuperação de setores importantes da nossa economia, como a construção civil e o setor de serviços, e até mesmo a administração pública, é responsável por essa melhora”, assegura o presidente da Codeplan, Jean Lima.

Na Secretaria de Segurança Pública (SSP) já foram nomeados, desde 2019, cerca de 3,5 mil profissionais, entre policiais militares e civis, bombeiros militares e agentes do Detran.

A Polícia Civil do DF possui um concurso em andamento para o preenchimento de 2,1 mil vagas, das quais 1,8 mil são destinadas ao cargo de agente – 600 de ingresso imediato e 1,2 mil de cadastro reserva – e 300 para escrivão.

Confira, abaixo, a lista das 28 áreas profissionais e cargos de concursos autorizados para este ano.

– Execuções penais

–  Políticas públicas e gestão governamental

–  Apoio às atividades policiais civis

–  Assistência pública à saúde

–  Atividades de defesa do consumidor

–  Atividades do trânsito – técnico e analista

–  Auditoria de atividades urbanas

–  Cirurgião-dentista

–  Desenvolvimento e fiscalização agropecuária

–  Enfermeiro

–  Gestão de resíduos sólidos

–  Médico

–  Planejamento urbano e infraestrutura

–  Assistência à educação

–  Magistério

–  Auditoria de controle interno

–  Carreira técnica em enfermagem

–  Delegado da PCDF

–  Polícia Militar: soldado e oficiais do quadro de Saúde

–  Agente Policial de Custódia da PCDF

–  Auditoria fiscal da Receita

– Agente de polícia

–  Escrivão de polícia

–  Regulação de serviços públicos

–  Apoio às atividades jurídicas

–  Procurador do DF

–  Vigilância Ambiental e Atenção Comunitária à Saúde

 

*colaborou Ian Ferraz

Hédio Ferreira Júnior, da Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

 

 

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Canabinoides podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas

É o que mostra pesquisa da Unicamp, publicada hoje

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Estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que o canabinoide, substância que pode ser encontrada em plantas do gênero cannabis, podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas. A descoberta foi feita por pesquisadores do Laboratório de Neuroproteômica, do Instituto de Biologia (IB), e publicada hoje (27) na revista European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences.

“A gente sabe muito sobre o efeito dos canabinoides, endocanabinoides ou sintéticos sobre os neurônios. Estamos aprendendo agora que essas substâncias também atuam sobre as células da glia”, diz Daniel Martins-de-Souza, um dos pesquisadores. Ele explica que o nome glia significa cola em grego, porque, no passado, os pesquisadores achavam que essas células ligavam os neurônios uns nos outros, funcionando apenas como células de suporte.

Nas últimas duas décadas, no entanto, estudos mostraram que elas praticam funções importantes no cérebro. A pesquisa analisou a interação de uma dessas células da glia, chamada oligodendrócito, com os canabinoides. O oligodendrócito é responsável por produzir a bainha de mielina, que faz o “encapamento” dos axônios, que são o meio de comunicação entre os neurônios. “Para o neurônio conseguir conversar com outro por meio de impulsos elétricos, ele precisa de um encapamento no fio, vamos assim dizer”, explica o estudioso, comparando com os fios de um poste de energia elétrica.

Falhas nas células da glia podem causar doenças. “A bainha de mielina é destruída, por exemplo, na esclerose múltipla, eventualmente até na doença de Alzheimer. Então, a bainha de mielina é bastante importante para que o neurônio funcione. A gente sempre teve uma visão muito neurocêntrica, ou seja, muito da importância do neurônio no cérebro, mas ele não vai funcionar bem se as células acessórias dele também não funcionarem, como é o caso do oligodendrócito”, acrescenta Martins-de-Souza.

Com a análise in vitro, os pesquisadores viram que os canabinoides promovem a proliferação dos oligodendrócitos. “Todas as eventuais doenças que têm perda de oligodendrócitos poderiam se beneficiar”, afirma o especialista. Ele destaca que estudos com animais e humanos devem confirmar esses dados. A pesquisa também mostrou que, com os canabinoides, os oligodendrócitos amadurecem melhor. “Isso abre novas avenidas pra gente investigar potenciais tratamentos de doenças.”

Depressão e esquizofrenia são outras doenças que podem se beneficiar dessa descoberta.

O que são canabinoides

Além do canabinoide extraído de plantas do gênero cannabis, o canabidiol, o próprio organismo humano produz a substância, chamada endocanabinoide. “Foi descoberto que os compostos da cannabis se ligam a receptores no cérebro, que passaram a ser conhecidos como receptores canabinoides. O que a gente descobriu a posteriori é que o nosso organismo produz substâncias que interagem com esses mesmos receptores. Tudo isso é chamado de canabinoide”, explica o pesquisador.

O estudo, portanto, utilizou tanto compostos extraídos de plantas do gênero cannabis, como o canabidiol, o endocanabinoide, quanto sintéticos.

 

 

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Em visita à Amazon, governador assegura mais apoio a operadores logísticos

Ibaneis Rocha conheceu o Centro de Distribuição da empresa norte-americana e anunciou assinatura de decreto para facilitar ainda mais o trabalho de outros grupos que queiram se instalar no DF

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Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

O governador Ibaneis Rocha visitou, nesta quinta-feira (26), o Centro de Distribuição da Amazon no Distrito Federal, localizado em Santa Maria. O encontro com funcionários da empresa norte-americana e gestores do governo serviu para tratar sobre infraestrutura, tributação e a presença da Amazon no Brasil e no DF.

GDF vai assinar um decreto para facilitar ainda mais o trabalho de operadores logísticos que queiram se instalar no Distrito Federal

Na ocasião, Ibaneis Rocha conheceu cada detalhe da operação e se reuniu com diretores da empresa. Na reunião ficou definido que o GDF vai assinar um decreto para facilitar ainda mais o trabalho de operadores logísticos que queiram se instalar no Distrito Federal. O texto está sendo alinhado com o secretário de Economia, Itamar Feitosa, que também participou do encontro, bem como com os secretários de Governo, José Humberto Pires, e de Desenvolvimento Econômico, Jesuíno Pereira.

 

“O Distrito Federal tem esse sinal importante. A cidade foi criada a partir do pensamento de Juscelino Kubitschek de ser um grande ponto de interligação do Brasil. Os operadores logísticos vêm para cá no sentido de integração. Nós temos facilidade de distribuição, tanto para o Centro-Oeste como para o Norte e o Nordeste, e a empresa vem só crescendo aqui. Temos dado incentivos às empresas, é um ramo que emprega bastante. E fiquei satisfeito de ver a operação, a organização e o nível de tecnologia desse centro de distribuição”, afirma o governador Ibaneis Rocha.

 

A vinda da Amazon amplia a presença do Distrito Federal como centro logístico nacional, já que a capital tem o único aeroporto brasileiro com duas pistas em operação simultânea, ligado a todas as capitais do país – além de excelente malha rodoviária, mão de obra capacitada e competitividade fiscal.

 

“É muito importante termos empresas como a Amazon e outras de logística aqui no Distrito Federal. Estamos no centro do país, então temos essa capacidade maior de distribuição. Elas geram emprego e renda para famílias do DF e do entorno, e, com a intenção da Amazon de se expandir, mais empregos podem ser gerados e o serviço ampliado para os clientes ”, acrescenta o secretário de Desenvolvimento Econômico.

A Amazon tem 12 centros de distribuição no Brasil. Na capital, iniciou a operação em outubro de 2020, gerando mais de 200 empregos. Segundo a empresa, são feitas 15 mil entregas diariamente no DF.

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Lei muda orientação por cores em hospitais para atender daltônicos

Medida publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial determina que alas e pulseiras sejam adaptadas para portadores do distúrbio da visão

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Agência Brasília* | Edição: Claudio Fernandes

 

As unidades das redes pública e privada de saúde deverão alterar parcialmente seus sistemas de direcionamento por cores para atender portadoras de daltonismo. É o que determina a Lei nº 7.144, publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

“Tudo que a gente puder fazer para facilitar a vida das pessoas que tenham quaisquer restrições, faremos. Quanto mais acessível o sistema de saúde estiver, mais inclusivo ele é”Pedro Zancanaro, secretário adjunto de Assistência à Saúde

De acordo com a medida, as unidades de saúde devem adaptar os sistemas de orientação por cores de modo a incluir alguma sinalização numérica ou por outro tipo de código. Assim, as pulseiras de classificação de risco e as alas de atendimento, por exemplo, terão de conter algo além da cor. Isso porque quem é daltônico tem dificuldade de diferenciar certas cores, sobretudo os tons verde e vermelho.

O secretário adjunto de Assistência à Saúde, Pedro Zancanaro, afirma que a Secretaria de Saúde estudará medidas para facilitar a visualização dos pacientes com daltonismo. O gestor destacou que a lei representa uma “medida de acessibilidade”. “Tudo que a gente puder fazer para facilitar a vida das pessoas que tenham quaisquer restrições, faremos. Quanto mais acessível o sistema de saúde estiver, mais inclusivo ele é”, pontuou Zancanaro.

O daltonismo é uma denominação popular para discromatopsia ou discromopsia. Trata-se de distúrbio de visão caracterizada pela ausência total ou parcial de células do tipo cones na retina. A condição é hereditária e genética. Geralmente, a pessoa aprende a conviver com o problema, como cita o secretário adjunto. “Um exemplo clássico que mostra essa adaptação dos daltônicos é eles entenderem os semáforos do trânsito”, conclui.

*Com informações da Secretaria de Saúde

 

 

 

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