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Fiéis em Taguatinga voltam a celebrar Pentecostes no Taguaparque

Terceiro maior evento da Igreja Católica retoma calendário de festividades em sua 23ª edição depois de dois anos suspenso pela pandemia da covid-19

 

Hédio Ferreira Júnior, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

 

Centenas de milhares de pessoas passaram pelo Taguaparque, em Taguatinga, neste domingo (5), na celebração da terceira data mais importante do Ano Litúrgico cristão, junto com o Natal e a Páscoa: o Pentecostes. A missa da festa que simboliza o dia da descida do Espírito Santo sobre os 12 apóstolos de Cristo teve a presença do governador Ibaneis Rocha e da primeira-dama Mayara Noronha Rocha.

“Essa festa representa muito para a cidade e para a retomada das nossas festividades religiosas. Mas é preciso que as pessoas estejam atentas à vacinação para que possamos voltar em segurança e plenitude. Está provado que a vacina é a única forma de derrotar essa doença”Governador Ibaneis Rocha

Esta é a 23ª edição da celebração, suspensa por dois anos em decorrência da pandemia da covid-19. As medidas de prevenção adotadas pelo governo, a expansão da vacina e a queda do número de internações e óbitos no DF propiciaram a retomada da reunião de fiéis.

“Essa festa representa muito para a cidade e para a retomada das nossas festividades religiosas. Mas é preciso que as pessoas estejam atentas à vacinação para que possamos voltar em segurança e plenitude. Está provado que a vacina é a única forma de derrotar essa doença”, destacou Ibaneis Rocha.

Com a volta do público presencial desde a última edição, em 2019, a festa contou com reforço do Governo do Distrito Federal (GDF) tanto na logística de trânsito e transporte, quanto na segurança, com o emprego de 345 policiais militares.

Em maio, uma reunião com várias secretarias e autarquias públicas foi feita para alinhar estratégias de amparo ao evento. Participaram as polícias Civil e Militar, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o Metrô, o Departamento de Trânsito (Detran), o Samu e a Secretaria do DF Legal, entre outros órgãos. “Essa ajuda do GDF não é só boa e importante. Ela é essencial para que tudo isso que você está vendo aqui aconteça”, declara César Torres, um dos organizadores.

Ao lado de outras autoridades políticas, como o secretário de Governo do Distrito Federal, José Humberto Pires, e o presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente, o governador Ibaneis Rocha assistiu a missa e a benção das velas, símbolos do alcance das graças pedidas ao Espírito Santo.

 

Fiéis de todas as idades marcaram presença no Taguaparque neste fim de semana

Foi o caso da cabeleireira Dorisvan Ferreira, 47 anos. Com um filho tratando sequelas da covid-19, ela esteve na missa de Pentecostes para ter a vela abençoada que irá acender pedindo a rápida recuperação dele. “Já tive muitos pedidos alcançados, inclusive um milagre salvando a vida do meu filho. Estar sem as celebrações nesses dois anos me fez muita falta”, diz ela.

Significado

De origem grega, o termo Pentecostes significa “cinquenta dias depois”. A data marca o final da festa Pascal e o dia em que os apóstolos receberam o Espírito Santo e deram início à divulgação dos ensinamentos de Jesus Cristo. Deu-se aí o surgimento da igreja na conversão das pessoas.

A noite fria no Taguaparque não intimidou a reunião de grupos de família e pessoas de todas as idades. Morador de Taguatinga, Demontiez Santos, 47 anos, improvisou uma pequena barraca de nylon para proteger a si e ao filho caçula, de 12 anos. “É um momento de muita fé e poder, muito forte. Estarmos vivos e com saúde aqui hoje, sobrevivendo a essa pandemia, em que perdemos tantas pessoas, já é uma dádiva”, acredita o católico devoto do Divino Espírito Santo.

 

 

 

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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