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ONU PROPÕE QUE AS PESSOAS SEJAM BEIJA-FLORES NA GESTÃO DA CRISE DA ÁGUA

Organização definiu como tema de debates para esse ano “Acelerando Mudanças – Seja a mudança que você deseja ver no Mundo”, usando para isso a fábula do beija-flor que busca apagar o incêndio carregando gotas de água em seu bico.

 

 

A Organização das Nações Unidas (ONU) definiu para o Dia Mundial da Água 2023, celebrado em 22 de março, o tema “Acelerando Mudanças – Seja a mudança que você deseja ver no Mundo”, com o objetivo discutir formas de acelerar mudanças para solucionar a crise global da água e saneamento.

A ONU iniciou a campanha de promoção sobre a data convidando as pessoas a repensarem suas atitudes em relação ao uso e consumo de água em casa, na escola, na comunidade, enfim, nas suas vidas, assumindo o compromisso de mudanças nas ações de trato da água. A Organização almeja que as pessoas do mundo todo cadastrem seus compromissos para serem adicionados à Agenda da Década Internacional da Água, uma resolução da ONU que definiu os anos de 2018 a 2028 para enfatizar que o desenvolvimento sustentável e a gestão integrada dos recursos hídricos são cruciais para alcançar os objetivos sociais, econômicos e ambientais.

A campanha sobre o Dia Mundial da Água 2023 está usando como estratégia de sensibilização a fábula de um beija-flor que se esforça em apagar o incêndio da floresta carregando água pelo seu bico. É uma história sobre como lidar com crises. Na chamada sobre a data, a ONU questiona: “Neste exato momento, estamos diante de uma crise global de água e saneamento, ficaremos parados e olhando ou vamos agir?”

No site oficial do Dia Mundial da Água (www.worldwaterday.org), é possível ter acesso a mais detalhes sobre as atividades que estão sendo preparadas, além de acesso aos conteúdos de divulgação e promoção da data em diversos idiomas. Por exemplo, para as mídias sociais, os internautas conseguem subir fotos para adicionar sticks sobre a data e os temas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

As contribuições serão agregadas ao documento “Agenda de Ações para Água”, que será lançado durante a Conferência da ONU sobre Água, que acontecerá de 22 a 24 de março de 2023, em Nova Iorque (EUA). Será uma oportunidade única de unir todo o Planeta para buscar soluções às crises de água e saneamento, com a presença de governantes nacionais e ‘stakeholders’ [Todos os grupos de pessoas ou organizações que podem ter algum tipo de interesse pelas ações de uma determinada empresa ou causa] de diferentes setores da sociedade para juntos assumirem compromissos em prol da água.

 

A FÁBULA DO BEIJA-FLOR

A FÁBULA DO BEIJA-FLOR – Era uma vez uma floresta, onde um incêndio teve início. Todos os animais fugiram para salvar suas vidas. Eles ficaram à beira do fogo, olhando para as chamas com terror e tristeza.

Acima de suas cabeças, um beija-flor voava de um lado para outro em direção ao incêndio, repetidamente. Os animais maiores perguntaram a ele o que estava fazendo:

– Estou voando até o lago para pegar e usá-la no combate ao fogo.

Os animais riram dele e disseram:

– Você é louco! Você não vai conseguir apagar o incêndio!

E o beija-flor replicou:

– Estou fazendo aquilo que posso.

O Beija-flor está ajudando a solucionar o problema, gota a gota. Ele está sendo a mudança que deseja ver no mundo.

Você também pode ser um Beija-flor. Cada atitude sua, não importa qual pequena seja, ajudará a solucionar a crise global da água.

 

 

 

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Os blocos sem pilotis no Plano Piloto idealizados por Oscar Niemeyer

Parte do projeto imaginado por Lucio Costa, edifícios foram projetados para serem opções mais econômicas de moradia na área central de Brasília

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Por Adriana Izel e Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Os pilotis podem até ser uma das marcas registradas dos prédios residenciais das superquadras do Plano Piloto, já que a maioria dos edifícios da área central conta com os vãos livres. Porém, em meio a essas construções, é possível encontrar na parte sul do avião concebido pelo urbanista Lucio Costa algumas edificações totalmente térreas sem o sistema construtivo de sustentação.

A história dos poucos prédios sem pilotis em Brasília é contada pela Agência Brasília em mais uma matéria da série especial #TBTdoDF – referência à sigla em inglês de throwback thursday (em tradução livre, quinta-feira de retrocesso), que resgata a memória da cidade.

Os prédios JK foram construídos entre os anos de 1959 e 1961 na Asa Sul em quadras como 408, 410 e 411 | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Apesar da valorização do conjunto de colunas sustentando os edifícios do Plano Piloto conforme previsto no projeto urbanístico de Lucio Costa, o arquiteto Oscar Niemeyer propôs a criação de prédios com três pavimentos, tendo o primeiro piso diretamente no térreo, sem a necessidade de elevadores. O objetivo era apresentar opções mais econômicas de moradia. Essas edificações foram construídas e inauguradas entre 1959 e 1961 na Asa Sul, em quadras como 408, 410 e 411.

“Eles foram projetados para serem mais econômicos. A ausência de pilotis foi para baratear os custos, assim como o tamanho dos apartamentos e o acabamento com pastilhas coloridas na fachada. A ideia era abrigar os trabalhadores de menor renda no Plano Piloto”, lembra o publicitário e pesquisador João Amador, responsável pelo portal Histórias de Brasília.

“A ausência de pilotis foi para baratear os custos, assim como o tamanho dos apartamentos e o acabamento com pastilhas coloridas na fachada”

João Amador, publicitário

O subsecretário do Patrimônio Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), Ramón Rodríguez, reforça a explicação. “Logo na construção de Brasília, percebeu-se a necessidade de democratizar a moradia dentro do Plano Piloto e assim surgiram esses apartamentos menores e mais baixos, barateando ainda mais o custo. Essa era uma maneira de garantir que pessoas com uma renda menor pudessem viver no centro do conjunto urbanístico de Brasília”, revela.

Essas edificações contam com lavanderia e depósito no subsolo

Segundo as pesquisas do subsecretário, outros dois pontos costumam ser levantados também sobre o motivo das construções sem pilotis. Um deles é que os prédios mais baixos ocupavam a área das 400 para evitar que a umidade do Lago Paranoá fosse barrada para o restante das quadras. “Também tem uma versão de que as empregadas domésticas da época pediam construções que tivessem lavanderias no subsolo e, por isso, tiveram que tirar os pilotis”, conta. Curiosamente, esses prédios contam com dependências no subsolo para todos os proprietários, que têm diferentes atribuições, desde lavanderia até depósito.

Os prédios térreos ficaram popularmente conhecidos como “Edifícios JK”. A principal teoria é de que sejam uma espécie de homenagem ao idealizador de Brasília, o ex-presidente Juscelino Kubitschek. “Os prédios não tinham nome nenhum e ganharam o apelido de JK –  acho que como forma de agradecimento ao presidente de ter pensado nisso de diversificar o Plano Piloto”, comenta João Amador.

Até hoje os prédios despertam curiosidade por fugirem dos tradicionais monumentos de Oscar Niemeyer. “Tem muitos arquitetos que vão até as quadras para conferir os edifícios. Acabou virando um ponto turístico para esse público”, acrescenta o pesquisador.

A aposentada Marizete Rezio Raugusto, 61 anos, mora no térreo de um dos edifícios JK, na 411 Sul, há quase 30 anos e afirma que gosta do conceito arquitetônico: “Esse prédio é uma coisa rara e foi bem feito, a estrutura foi muito bem pensada”. Ela acredita que a ausência dos pilotis aumenta a proximidade dos moradores com a natureza. “Sempre falo que a gente mora na roça, é como se tudo aqui fosse nosso quintal. Temos muitas árvores com frutas, principalmente manga e abacate”, completa.

 

 

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Copa do Brasil de Balonismo enfeitará o céu no aniversário de Brasília

Haverá atividades antecedendo a etapa. Serão três balões fixados para voos de até 30 metros de altura, chamados de voos cativos, gratuitos para o público

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Por Agência Brasília* | Edição: Igor Silveira

 

A programação da comemoração dos 64 anos de Brasília contará com a etapa de lançamento da 10ª edição da Copa do Brasil de Balonismo, com uma programação que vai do aniversário da cidade, em 21 de abril, até o fim de semana seguinte.

O público em geral também poderá participar de atividades ligadas à 10ª Copa do Brasil de Balonismo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Haverá atividades antecedendo a etapa. Serão três balões fixados para voos de até 30 metros de altura, chamados de voos cativos, gratuitos para o público, em balões distribuídos pelo Eixo Monumental.

De 25 a 28 de abril, equipes competirão pelas melhores pontuações sobrevoando Brasília e cumprindo tarefas da etapa da Copa de Balonismo. Nestes dias, haverá programação de entretenimento para o público em geral, com night glow, voos cativos, vila gastronômica e mercado de artesanato e produtos locais na arena montada no canteiro central do Eixo Monumental.

Serviço

10ª Copa do Brasil de Balonismo
18 a 21 de abril: Programação artística do projeto
25 a 28 abril: Equipes competem pelas melhores pontuações.

*Com informações da Setur-DF

 

 

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O DEGELO NOS ANDES

Professor Jefferson Cardia Simões, da UFRGS, avalia degelo nas montanhas

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O glaciólogo brasileiro, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jefferson Cardia Simões, 65 anos, fala sobre as pesquisas realizadas nos Andes para avaliar o degelo nas montanhas. Especialista no tema, ele viaja ao Polo Sul desde os anos 90. Já esteve no Ártico e em outras regiões geladas do planeta. O trabalho consiste, basicamente, na realização de análises químicas da atmosfera e na coleta de testemunhos de gelo, que é uma espécie de paleontologia glacial, ou técnica palio climática.

 

Jefferson Cardia Simões explica suas pesquisas realizadas nos Andes para avaliar o degelo nas montanhas.

 

O pesquisador Jefferson Cardia Simões participa da pesquisa de coleta de amostras na maior calota de gelo da América do Sul, a Quelccaya, no Peru, onde foram realizadas perfurações de 120 metros, a 5.700 metros de altitude, para avaliar como se dá a circulação atmosférica na Amazônia e conhecer como era o clima antes dos portugueses e dos espanhóis chegarem à América. O Peru concentra 70% do gelo tropical do mundo.

 

 

O degelo na cordilheira dos Andes expõe as rochas que provocam ainda mais aquecimento no ambiente.

 

QUELCCAYA – PERU

O professor explica que esse trabalho é recente. Começou em setembro de 2022 e deve trazer muito conhecimento à tona. Quelccaya é a maior geleira tropical do mundo, tem 17 km de extensão, uma área de 44 km quadrados e está apenas 5,1 km da cidade de Cusco, mas o acesso é muito difícil e exige preparo físico. A temperatura média na região é de zero grau. É um lugar muito procurado por praticantes de montanhismo. Desde 1978, Quelccaya perdeu 20% de seu tamanho, fenômeno que costuma ser citado por pesquisadores como um sinal das mudanças climáticas.

O derretimento do glaciar tanto pode ser consequência do aquecimento global como de alguma outra alteração climática, como a diminuição da precipitação de neve. Glaciólogos de outros países estudam Quelccaya desde 1970 e já perceberam um forte derretimento do glaciar e um consequente aumento do volume de água dos riachos locais, o que pode até provocar inundações no futuro.

Geleira, ou glaciar, é uma grande e espessa massa de gelo formada em camadas sucessivas de neve compactada e recristalizada, de várias épocas, em regiões onde a acumulação de neve é superior ao degelo.

 

SIMULAÇÃO DE CULTIVO DE MILHO

Em 2017 foi realizada uma simulação de cultivo de grãos de milho em temperatura aumentada em 2,6 graus centígrados, em área de comunidades tradicionais no Peru. A experiência resultou na perda de toda a lavoura de milho. As plantas morreram queimadas ou atacadas por pragas que não estavam presentes em temperaturas mais amenas.

Na lavoura de batata o resultado foi semelhante. Cultivadas em altitudes mais baixas, com temperatura mais alta, mas ainda em solo tradicional, as batatas não se desenvolveram e a qualidade era tão baixa que não lograram valor de mercado. Essas duas culturas são a base da alimentação das comunidades andinas e o impacto do aumento da temperatura na região coloca em risco o estilo de vida dessa população e de todo o ecossistema.

As simulações foram conduzidas pelo pesquisador Kenneth Feeley, do Departamento de Biologia da Universidade de Miami, EUA, em parceria com o biólogo Richard Tito, indígena da etnia quechua, nativo da região. O resultado do trabalho, “Global Climate Change Increases Risk of Crop Yield Losses and Food Insecurity in the Tropical Andes”, foi publicado na revista Global Change Biology e também pode ser encontrado na plataforma EcoDebate (ecodebate.com.br).

 

 

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