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Curso inédito, de 11 e 26 de setembro, aborda criação e gestão de unidades de conservação municipais

O ambiente urbano não para de crescer. Está sempre buscando novos espaços e invadindo as áreas verdes, campos e florestas. Loteamentos e expansões surgem em terrenos onde antes estavam maciços paisagísticos ou até mesmo áreas que deveriam ser protegidas.

 

GESTÃO AMBIENTAL

 

De fundamental importância dentro da urbe, espaços considerados verdes desaparecem sem nem percebermos. Uma árvore que é cortada e deixa de gerar sombra e paisagem é um exemplo de como a cidade aos poucos vem se sobrepondo aos espaços verdes.

Esses espaços tão necessários ajudam a manter fontes de água, regulagem do clima e ainda são utilizados como locais para o lazer e turismo. Portanto, um ótimo negócio para os municípios.

Dentro desse tema ambiental, é preciso que os setores público e privado se unam para juntos manter locais considerados saudáveis nas cidades. Para tanto, é necessário também o aprimoramento em uma pauta tão ampla.

Dentro do tema ambiental há possibilidades infinitas. Uma dessas é se aprimorar. Assim surgiu o curso “Como criar e gerir unidades de conservação municipais”.

Nesse curso, os profissionais da área ambiental nos setores público e privado, membros de organizações não governamentais, profissionais liberais, pesquisadores e gestores municipais podem ser capacitados dentro da legislação e de como atuar em Unidades de Conservação.

 

 

“Todas as UCs são estratégicas para conservação da biodiversidade e melhoria da qualidade de vida das pessoas.  Mas acontece que o mundo está cada vez mais urbano. Nesse contexto, as unidades de conservação urbanas desempenham um papel pedagógico fundamental no sentido de ter a comunidade aliada na defesa do meio ambiente”.

 MIGUEL VON BEHR

 

 

 

QUEM É MIGUEL VON BEHR

Em sua 19ª edição, o curso, ministrado por Miguel von Behr.

Profissional respeitado na área ambiental, von Behr é fotógrafo, arquiteto e urbanista. Também Mestre em Planejamento Urbano e Regional com 33 anos de experiência em criação e gestão de diversas categorias de unidades conservação federais em várias regiões do Brasil. Tem vários livros publicados sobre o Jalapão, Chapada dos Veadeiros, Quixadá,

O curso acontecerá entre os dias 11 e 26 de setembro.

Miguel von Behr explica que tem uma equipe experiente e o curso uma carga horária de 30 horas. Já foram capacitadas mais de 500 pessoas, dentre eles uma grande quantidade de servidores municipais, inclusive com resultado concreto de criação de unidade de conservação municipal, com base no trabalho prático do curso.

Mesclado com temas teóricos/conceituais e exemplos práticos de unidades de conservação, o curso está dividido em módulos que abordam temas como história das unidades de conservação, aspectos legais e jurídicos, gestão participativa (planos de manejo e conselhos gestores), desafios de gestão e fontes de recursos para projetos relacionados com unidades de conservação.

Durante o curso, os participantes apresentam trabalhos práticos, com base nos critérios apresentados e discutidos, além de proposta de uma área com potencial para criação de uma unidade de conservação no seu município.

No final, há sempre uma LIVE com especialistas.

 

CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO

Para participar o aluno deverá ter no mínimo 18 anos, escolaridade mínima ensino médio completo ou cursando. Além disso, o candidato deve ter um computador com acesso à internet para assistir as aulas online e apresentar o trabalho final.

O curso também pode ser ofertado por ONGs ou prefeituras aos seus colaboradores como forma de capacitar seus integrantes. Dependendo do número de inscritos, há a possibilidade de desconto para grupos.

O curso “como criar e gerir unidades de conservação municipais” acontece em dois formatos, presencial e online.

 

MIGUEL VON BEHRENTREVISTA

 

FOLHA DO MEIOQual a importância desses parques urbanos?

Miguel von Behr –  As pequenas unidades em áreas urbanizadas permitem a visitação pública e esta é uma forma de educação e conscientização. E uma estratégia para alcançarmos o apoio da sociedade para a conservação. É necessário estimular cada vez mais a visitação das pessoas para conhecerem e desfrutarem corretamente as unidades de conservação urbanas. Isso sem mencionar o fato de que na grande maioria das vezes, unidades próximas às cidades protegem os mananciais que suprem as cidades com água potável.

 

FMA – Apenas você administra o curso ou é uma equipe?

Miguel Trabalhamos com uma equipe pequena, mas muito focada e especializada.

 

FMA – Que equipamento o candidato ao curso tem que ter?

MiguelBoa vontade, interesse em lidar com a natureza e qualquer computador com acesso à internet.

 

FMA – Qual o grau de escolaridade?

Miguel É relativo. Há pessoas com pouca escolaridade e muita experiência em lidar com a natureza. Apenas tem que ser maior de 18 anos.

 

FMA – ONG ou prefeitura pode organizar interessados para fazer o curso em grupos?

Miguel Com toda certeza. E dependendo da quantidade de interessados, poderá haver desconto, tanto neste curso aberto ao público como um curso exclusivo.

 

FMA – Há possibilidade de aulas presenciais?

MiguelAs aulas presenciais são mais dinâmicas e trazem melhor aproveitamento. Eu até prefiro. Mas o curso pode ser presencial, pode ser hibrido e pode ser apenas virtual.

 

MAIS INFORMAÇÕES

Nesta 19ª edição do curso vai de 11 e 26 de setembro e será online. Inscrições e mais informações sobre a capacitação em:

https://www.sympla.com.br/como-criar-e-gerir-unidades-de-conservacao-municipais__2121764

 

 

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SÃO LOURENÇO

Uma estância hidromineral no Sul de Minas que vai além de suas sagradas águas medicinais

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Embarque neste video e conheça as belezas, a cultura e as maravilhas de São Lourenço.

 

 

Boa viagem!

 

Obrigado PAIVA FRADE.

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O Dia da ave e a ave Nacional

Dalgas lutou para criar o Dia da Ave e para fazer do Sabiá a Ave Nacional

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O SENHOR DOS PÁSSAROS 6

O Dia da ave e a ave Nacional

1 de julho de 2024

Dalgas lutou para criar o Dia da Ave e para fazer do Sabiá a Ave Nacional

Silvestre Gorgulho

 

 

O Dia da Ave é comemorado no Brasil desde 1968. Em 2002, a o Dia da Ave se revestiu de mais significado, pois todas as aves brasileiras passaram a ter, simbolicamente, uma única ave para representá-las: o sabiá laranjeira (Turdus rufiventris) que se transformou na Ave Nacional.

Dalgas lutou para criar o DIA DA AVE, em 5 de outubro. No diploma para as escolas tinha a assinatura do ministro da Educação, Jarbas Passarinho, e de outras autoridades. As duas últimas assinatura: Edson Arantes do Nascimento, o Rei PELÉ e do próprio Dalgas.

O ato burocrático que garantiu o sabiá laranjeira como Ave Nacional foi justamente por sua importância no folclore popular e na literatura do País. A iniciativa para fazer do Sabiá a Ave Nacional partiu o engenheiro e ornitólogo Johan Dalgas Frisch.

Segundo Dalgas Frisch, a APVS deu início a uma campanha em defesa do sabiá-laranjeira (Turdus Rufiventris). “Tivemos o apoio até do escritor Jorge Amado. E em agosto de 2002, a “Folha do Meio Ambiente”, jornal pioneiro na cobertura da temática ambiental, promoveu junto a seus mais de 150 mil leitores e 200 mil internautas, durante um mês, uma enquete para a escolha da ave nacional. Havia duas propostas: o sabiá e a ararajuba. Ganhou o sabiá (Turdus rufiventris) com uma grande vantagem: 91,7% na preferência popular”.

Dalgas Frisch conta que, diante da inequívoca preferência nacional, os então ministros do Meio Ambiente, José Carlos de Carvalho, Paulo Renato de Souza, da Educação, e o chefe da secretaria da Presidência da República, Euclides Scalco, assinaram em conjunto uma exposição de motivos que foi aceita e sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi feito um novo decreto, retificando os anteriores e determinando o sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris) como ave-símbolo da ornitologia e ave nacional do Brasil.

 

O Decreto

DECRETO DE 3 DE OUTUBRO DE 2002

Dispõe sobre o “Dia da Ave” e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição, DECRETA:

Art. 1 – O “Dia da Ave”, instituído pelo Decreto no 63.234, de 12 de setembro de 1968, será comemorado no dia 5 de outubro de cada ano.

Art. 2 – O centro de interesse para as festividades do “Dia da Ave” será o Sabiá (Turdus Rufiventris), como símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerada popularmente Ave Nacional do Brasil.

Art. 3 – As comemorações do “Dia da Ave” terão cunho eminentemente educativo e serão realizadas com a participação das escolas e da comunidade.

Art. 4 – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5 – Revoga-se o Decreto no 63.234, de 12 de setembro de 1968.

Brasília, 3 de outubro de 2002; 181o da Independência e 114º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

 

Em outubro de 2002, José Carlos Carvalho, então  ministro do Meio Ambiente, recebeu de Johan Dalgas Frisch todos os estudos para que o Brasil pudesse definir o SABIÁ como Ave Nacional.

 

O jornal FOLHA DO MEIO AMBIENTE trouxe a reportagem completa na edição 129 de outubro de 2002.

 

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Só discursos e barrativas não apagam fogo

No Pantanal foram detectados 3.262 focos de queimadas com aumento de 22 vezes em relação ao ano passado

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Os biomas brasileiros registraram recordes de queimadas nos primeiros seis meses de 2024. Levantamento feito pela WWF-Brasil mostra salienta que o Pantanal e o Cerrado totalizaram a maior quantidade de focos de incêndio para o período, desde o início das medições em 1988 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

 

Em relatório, a WWF-Brasil acende luz de alerta vermelha:

  • No Pantanal, de 1º de janeiro a 23 de junho, foram detectados 3.262 focos de queimadas, um aumento de mais de 22 vezes em relação ao mesmo período no ano anterior. Este é o maior número da série histórica do INPE.
  • Entre janeiro e junho de 2024, quase todos os biomas brasileiros tiveram um aumento no número de queimadas em comparação ao mesmo período de 2023, exceto o Pampa, afetado por chuvas responsáveis pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
  • Na Amazônia, foram detectados 12.696 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 23 de junho, um aumento de 76% em comparação ao mesmo período no ano passado, o maior valor desde 2004.

 

SESC PANTANAL FAZ QUEIMA CONTROLADA PARA EVITAR GRANDES INCÊNDIOS

 

O Sesc Pantanal é um exemplo no manejo de sustentabilidade. Com mais de 110 mil hectares de área total, que corresponde a 1% do Pantanal Matogrossense, a área do Sesc virou importante polo de ação econômica e ambiental nos municípios de Barão de Melgaço e Poconé, a pouco mais de 100 km de Cuiabá. Nesses 27 anos de funcionamento, a RPPN do Sesc promoveu vários tipos de atividades desde a produção de livros, documentários sobre a região, educação ambiental, pesquisas científicas, combate a incêndios florestais, ensino a distância, formação de mão de obra, qualificação de trabalhadores e formação de professores. Agora, diante dos terríveis incêndios florestais no Pantanal, o Sesc antecipou algumas técnicas para conter as queimadas. Uma delas é o uso do próprio fogo para evitar sua propagação.

 

 

Reserva do Sesc Pantanal é a primeira a realizar queima prescrita em unidades 

de conservação no Pantanal de MT (Fotos: Jeferson Prado)

Antes de julho, já em junho, começou nesta semana no Pantanal de Mato Grosso o período proibitivo de uso do fogo em 2024. Anteriormente era para 1º de julho. A antecipação ocorre em razão da estiagem severa prevista para os próximos meses, conforme monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), somente será autorizado o uso do fogo para fins preventivos, como a queima prescrita realizada pela Reserva Particular do Patrimônio Natural, RPPN Sesc Pantanal, a primeira em unidades de conservação no Pantanal Norte a efetuar o procedimento.

“Somente serão autorizados fogos preventivos, com o objetivo de diminuir a propagação de grandes incêndios na região, com autorização e orientação do Corpo de Bombeiros e Secretaria de Meio Ambiente”, informou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti. Este é o caso da queima prescrita que faz parte do Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) da RPPN Sesc Pantanal, a maior do Brasil, localizada em Barão de Melgaço (MT). Referência em prevenção a incêndios no Pantanal, a Reserva começou no dia 14 de junho a executar a técnica comprovadamente eficaz em outros biomas brasileiros e em outros países. A queima já havia sido realizada na área em 2021, em caráter de pesquisa.

 

FOGO EM ÁREAS CONTROLADAS

O processo consiste em aplicar chamas de baixa intensidade em áreas controladas, com vegetação mais adaptada ao fogo. Essa queima auxilia na redução de materiais secos com potencial para propagar o fogo, evitando incêndios de grandes proporções. A queima é feita em mosaico, com o objetivo de proteger os 108 mil hectares da RPPN.

 

 

De acordo com a gerente-geral do Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália, o PMIF (que pode ser acessado no site www.sescpantanal.com.br), representa um importante avanço pela prevenção do Pantanal. “O objetivo é que ele seja aprimorado e apropriado por outras instituições que planejam adotar a abordagem de MIF. Assim, avançamos como um todo para o manejo mais adequado do bioma, considerando a ampla diversidade de uso e ocupação dos territórios pantaneiros”, diz Cuiabália, destacando o pioneirismo do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, iniciativa nacional do Sistema CNC-Sesc-Senac

 

OPERAÇÃO PANTANAL 2024

O Governo de Mato Grosso lançou a Operação Pantanal 2024 de combate a incêndios no Pantanal no dia 17 de junho, sob coordenação da Sema-MT e Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP-MT). A abertura foi realizada no Parque Sesc Baía das Pedras, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, localizada em Poconé (MT). Em 2020, o lugar foi utilizado como Posto de Comando da Operação Pantanal II. Naquele ano, 4 milhões de hectares do Pantanal foram afetados por incêndios florestais no bioma.

E Mato Grosso fez um pacto interfederativo com o Governo Federal, Mato Grosso do Sul e Estados do Amazônia Legal para o combate aos incêndios florestais no Pantanal e na Amazônia. O objetivo é promover uma atuação coordenada e integrada para efetivar a prevenção, o controle e o manejo do fogo, de modo a proteger essas regiões de significativa importância ecológica, econômica e social.

 

 

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