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ZAGALLO, LIÇÕES DO VELHO LOBO

Duas histórias de BRASIL contadas por Mário Jorge Lobo Zagallo para alunos de todas as Escolinhas de Futebol de Brasília.

 

Brasil Zagallo – 13 letras. Para Mario Lobo Zagallo o treze era sinônimo de fé e de sorte.

Em junho de 2008, junto com a Embaixada da Suécia, o Governo de Brasília fez uma semana de homenagens aos jogadores da Seleção Brasileira de 1958, que ganharam a primeira Copa do Mundo. Brasília promoveu uma festa inesquecível para 13 (olha o treze, aí) jogadores brasileiros e outros da Seleção vice-campeã, a Suécia.

Vale lembrar que a conquista da primeira Copa do Mundo foi um dos mais importantes marcos da construção da autoestima nacional. Representou um divisor de águas na vida dos brasileiros. Além de ter estimulado conquistas em outros esportes, a construção da nova Capital redescobriu o Brasil do Centro-Oeste.

A vitória dos jogadores campeões de 1958 levou e elevou o nome do Brasil a todos os quadrantes. Apesar do grande reconhecimento público aos Campeões de 58, esses heróis pouco ou nada receberam em termos materiais. Era uma época de pouca valorização profissional dos atletas.

Numa palestra que os jogadores fizeram no Espaço Renato Russo, para todas as escolinhas de futebol de Brasília, Zagallo, Dino Sani, Mazzola, Zito e Pepe contaram muitas histórias para um auditório totalmente lotado de crianças.

Como mestre de cerimônia, abri o encontro e fiz a primeira pergunta, justamente a Zagallo.

– O que vocês ganharam materialmente sendo Campeões da Copa de 1958?

– Olha, recebemos muitas homenagens. A gente ganhava 100 dólares por cada partida. Quando voltamos para o Brasil ganhamos também uma televisão telefunken, um terno Ducal – vinha com duas calças e um paletó – e acho que mais nada…

Foi quando Zito interrompeu Zagallo e trouxe uma polêmica para o encontro:

– Pera aí… Tem uma coisa importante. Nós fomos recebidos pelo então presidente Juscelino Kubitschek no Palácio do Catete e, eu me lembro, ele nos deu um lote. E JK frisou bem, um lote de mansão em Brasília.

Pronto! Começou a discussão. Verdade! Foi mesmo, lembrou Dino Sani, apoiado por Mazzola.

Assim, 50 anos depois, Zito logo reivindicou seu lote de mansão.

– Uai, como a gente pode buscar esse lote? Silvestre, quanto vale hoje um lote de mansão em Brasília?

Minha resposta foi óbvia:

– Pois é, hoje vale muito! Mas nessa época Terra, em Brasília, não valia nada. Brasília era uma utopia. Tanto é verdade que ninguém se interessou. Agora, 50 anos depois, está um pouco difícil.

E o próprio Zagallo mudou de assunto, com uma frase bem característica:

– Os tempos são outros. Estou vendo aqui uns 400 garotos com camisas de vários times. Está ali um grupo de meninos com camisa do Grêmio, do Cruzeiro, do Flamengo, Palmeiras, Fluminense, com camisa do Brasil. Sei que vocês todos estudam. Vou contar uma historinha para vocês.

E Zagallo lembrou um fato que poucos conhecem.

– Queria falar que hoje a camisa as Seleção Brasileira e a Bandeira do Brasil são conhecidas no mundo inteiro. Conhecidas e admiradas. Mas, em 1958, não era assim. Quando chegamos ao hotel, em Estocolmo, o Comitê Organizador da Copa ofereceu um jantar e havia colocado no jardim do hotel uma bandeira de cada país participante. Eu não vi a do Brasil. O Nilton Santos, o Mário Trigo, que falava um pouco de inglês, e eu fomos reclamar com os organizadores da Copa. O Comitê não entendia a reclamação e explicava:

– A bandeira vossa é aquela ali, apontava o sueco.

– Aquela não é nossa!

Deu-se um impasse. Aí perguntei se tinha alguma enciclopédia. Foram buscar uma Delta-Larrouse. Abriu-se o livro no item bandeiras. E estava lá estampada a nossa certeza: a bandeira hasteada era a de Portugal. Reconhecido o erro, o responsável foi contactar a embaixada brasileira para conseguir nossa Bandeira.

Fico imaginando, hoje, mil bandeiras brasileiras nos estádios… Todos nós somos orgulhosos dessa conquista. Tudo isso graças ao esporte, sobretudo graças ao futebol.

E o Velho Lobo, depois de muitos outros casos, respondendo perguntas dos meninos, lembrou outro fato para incentivar as crianças na prática do futebol.

– Vocês gostam de futebol. E muitos aqui podem ser grandes jogadores e até ganharem muito dinheiro. Mas naquela época era diferente. Poucos sabem, mas quando a Seleção Brasileira se preparava para viajar para a Copa na Suécia, a CBD (hoje CBF) não tinha dinheiro para bancar a viagem. O então presidente João Havelange foi ao presidente da República pedir ajuda. JK conseguiu que o Banco do Brasil fizesse um empréstimo para a CBD.

No dia 24 de maio, a Seleção Brasileira viaja. O dinheiro ‘cash’ era só para chegar à Itália, onde foram feitos dois amistosos remunerados: um contra a Fiorentina e outro contra a Inter de Milão. Aí sim, a delegação conseguiu dólares suficientes para chegar à Suécia.

Na Copa de 1958, a Seleção gastou 40 mil dólares e ganhou o título. Velhos e bons tempos! Hoje um jogador de seleção deve ganhar isso por hora.

Mestre Zagallo (treze letras): você fez a vida valer!

 

 

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EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

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O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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