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ACONCÁGUA

Aventura e degelo na maior montanha do Hemisfério Sul. O montanhista brasileiro Pedro Hauck fala sobre as mudanças climáticas e a escalada do Aconcágua.

 

Cadê o gelo que estava aqui? Pergunta o montanhista brasileiro Pedro Hauck, 42 anos, a cada vez que lidera uma expedição ao Aconcágua, na Cordilheira dos Andes, a maior montanha do ocidente e do hemisfério sul, com 6.961 metros de altitude. Nesta entrevista exclusiva à Folha do Meio Ambiente, Hauck fala sobre sua experiência em alta montanha e as alterações que têm percebido em mais de duas décadas de escaladas.

 

Pedro Hauck, paulista de Itatiba, radicado há 17 anos em Curitiba, é geógrafo formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), pós-graduado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e guia de expedições de montanhismo, além de sócio da loja Alta Montanha e da agência Soul Outdoor, que organiza viagens de montanhismo. Hauck já escalou 170 montanhas acima de 5 mil metros de altitude. A mais recente expedição foi ao Aconcágua, alcançando o seu cume, no período de 18 de janeiro a 04 de fevereiro deste ano, quando concedeu a entrevista à Folha do Meio e logo depois engatou uma escalada à montanha  Ojos del Salado, a mais alta do Chile, com 6.893 metros de altitude, a segunda maior montanha do hemisfério sul. Enquanto você lê essa entrevista, Hauck ministra aulas de escalada em rocha no município paulista de Pedra Bonita, uma região considerada escola de escalada a céu aberto.

 

 

Pedro Hauck no cume da montanha nos Andes, lado chileno da cordilheira. Com o degelo nos Andes, até corpos de montanhistas estão aparecendo. Pedro Hauck explica que em suas expedições é feito de tudo para zerar o impacto ambiental. “Não deixamos nada e ainda recolhemos o que é encontrado de lixo no caminho”. (Foto: acervo Pedro Hauck)

 

PEDRO HAUCK – ENTREVISTA

 

Folha do Meio – Como surgiu teu interesse pelo montanhismo?

PEDRO HAUCK – A inspiração chegou aos poucos. Meu padrasto, Ernst Mossembock, é austríaco, ele viajou muito pelo mundo, eram viagens de aventura, não de montanhismo. Quando eu via as fotos dessas viagens eu achava muito legal. Minha mãe, Solange Vicentini, quando era jovem, fez uma viagem pela Bolívia, chegando até Machu Picchu, no Peru. As fotos dessas viagens também me impressionaram bastante. A primeira vez que vi montanhas foi viajando com eles, nas férias escolares, fomos para a Argentina, quando vi montanhas nevadas pela primeira vez na minha vida e sonhei em fazer escaladas. Com 18 anos, junto com um amigo, fiz algumas viagens de carona pela Argentina e algumas escaladas em alta montanha, mesmo sem muito conhecimento, na base da aventura. Portanto, estou nessa vida há 26 anos e eu amo o que faço. 

 

FMA – Nessas quase três décadas de montanhismo, quais os maiores desafios?

HAUCK – A expedição mais difícil que realizei foi a primeira, aos 18 anos de idade, que durou seis meses, porque eu tinha pouca experiência. Fui de carona até Ushuaia, na Argentina, e a primeira montanha de altitude que escalei foi o Cerro Plata, em Mendoza, com 5.968 metros de altitude, considerada uma montanha-escola para quem deseja chegar ao cume do Aconcágua. Como eu não tinha dinheiro, dependia muito da ajuda dos outros, e cheguei a dormir na rua quando montei a barraca em um terreno de área urbana e ocupei uma casa abandonada para dormir.

 

FMA – Sim, mas quais os maiores desafios?

HAUCK – Uma das expedições mais difíceis que fiz foi a escalada do Aconcágua – 6.961 metros de altitude – sem o uso de mulas para carregar os equipamentos. A escalada demora, em média, uns 14 dias e depende muito das condições climáticas. São quase 40 km para chegar na base da montanha caminhando. É uma aproximação demorada e eu carregava uma mochila com mais de 40 kg. Encarei tempestades terríveis e, além disso, a comida acabou antes que eu alcançasse o cume. Precisei pegar comida que havia sido descartada por outros montanhistas no caminho. Emagreci 8 kg nessa jornada. A montanha não foi a mais difícil. Difícil mesmo foram as condições. Eu tenho 1m73 e peso 70 kg. A mochila cargueira que costumo levar nas expedições tem mais de 30kg. Sem dúvida, a prática do montanhismo exige muito preparo físico e uma lombar bem fortalecida.

 

FMA – E fora do Hemisfério Sul?

HAUCK – Recentemente estive no Paquistão, uma montanha de 8 mil metros, a Gasherbrum II – 8.035 metros de altitude. É uma escalada perigosa e muito técnica. Quando eu estava perto do cume o tempo virou e tivemos de descer e quando voltamos ao acampamento a tempestade estava muito forte e soterrou toda a nossa estrutura de escalada, como as cordas fixas, elas sumiram na neve e tivemos de procurar o material. A rota foi coberta por muita neve e ficou difícil encontrar o caminho. Nesses meus 26 anos de montanhismo, eu já realizei cerca de 170 ascensões a montanhas de grande altitude. Enfrentei vários tipos de dificuldades nesse tempo, inclusive políticas, em países que passavam por crises de governo, mas no fim tudo dava certo.

 

 

Montanhistas do grupo de Pedro Hauck  escalando os Andes.

 

FMA – Nas tuas fotos é possível ver o degelo nas montanhas. Que leitura você faz sobre esse fenômeno?

HAUCK – Eu sou uma testemunha das mudanças climáticas globais. Em 2002, na minha primeira experiência no Aconcágua, a montanha era totalmente diferente de hoje. Em fevereiro, que é uma época em que o derretimento do gelo está mais avançado, mesmo assim eu escalava em gelo, isso na Plaza de Mulas, que é onde fica o acampamento base, a 4.300 metros de altitude. Atualmente, e eu acabei de voltar de lá, na Plaza de Mulas, não tem nada de gelo. Zero gelo. Já escalei montanhas nos Andes cuja rota era pelo gelo, o gelo derreteu, como na montanha Rincon, com 5.590 metros de altitude. Era uma rota por uma canaleta de gelo e agora a escalada é em rocha pura. É muito perigoso, porque essas rochas estão soltas, elas estavam estáveis por conta do gelo, que funciona como cimento.

 

 

As mudanças climáticas não são apenas alterações na temperatura. O clima é muito mais do que temperatura, o clima é precipitação, é vento, é irradiação. Todos esses elementos mudaram e aqui nos Andes uma coisa que mudou muito é a precipitação, tem nevado cada vez menos, sem falar na temperatura que subiu muito.

 

 

FMA – Parece que as mudanças climáticas vão além da temperatura…

HAUCK – Verdade. As mudanças climáticas não são apenas alterações na temperatura. O clima é muito mais do que temperatura, o clima é precipitação, é vento, é irradiação. Todos esses elementos mudaram e aqui nos Andes uma coisa que mudou muito é a precipitação, tem nevado cada vez menos, sem falar na temperatura que subiu muito. A média de temperatura no inverno nos Andes oscilava entre 14 graus centígrados negativos e zero. As rotas técnicas, com gelo, estão desaparecendo, assim como todos os glaciares, agora estão surgindo as rochas soltas. As estações de esqui estão fechando porque não há mais gelo.

 

FMA – O fenômeno afeta as estações de esqui?

HAUCK – E muito! A estação de esqui de Chacaltaya, na Bolívia, perto de La Paz, que era a estação de esqui mais alta do mundo, a 5.421 metros de altitude, fechou em 2009. Acabou o gelo por completo e a estação foi abandonada. Um amigo boliviano me disse que antigamente, a van do Clube Boliviano de Montanhismo passava na casa dos associados e eles iam para o cerro Chacaltaya e passavam o fim de semana esquiando no gelo. Com o fim da neve no cerro, acabou o Clube Boliviano, a estação de esqui, os empregos e a geração de renda oriunda dessas atividades.

 

 

FMA – E isso afeta também suas atividades?

HAUCK – Pois é, eu ministro um curso de alta montanha na Bolívia há algum tempo. São aulas práticas de técnica de escalada em gelo. Há três anos eu levava o grupo até 4.900 metros de altitude para praticarmos a escalada em gelo. Não tem mais gelo nessa altitude. Agora nós precisamos subir até 5.300 metros para encontrar gelo e praticar a técnica. Abaixo dessa altitude é tudo rocha exposta ao Sol e às variações climáticas.

Recentemente, a estação de esqui Vallecitos, no cerro Cordon del Plata, a cerca de 5 mil metros de altitude, na Argentina, foi totalmente abandonada, não tem mais gelo. A estação de esqui de Penitentes, 4.350 metros de altitude, ao lado da Rota 7, que vai de Mendoza, na Argentina, a Santiago, no Chile, está parcialmente abandonada desde 2016 porque não é em todos os invernos que há neve suficiente para a prática do esporte.

 

FMA – E como fica a questão da água para consumo?

HAUCK – Esse é outro problema sério. Por conta do degelo, lugares que tinham abundância de água, agora não têm mais e as pessoas acabam abandonando suas terras e o estilo de vida e migram para as cidades. Em agosto de 2023, a região dos Andes, no pé da cordilheira, registrou temperatura de 38,9 graus centígrados.  E foi em agosto, mês de inverno.

 

Nas minhas expedições faço de tudo para zerar o impacto. Não deixamos nada e ainda recolhemos o que é encontrado de lixo no caminho. Muitos dos locais que frequentamos são unidades de conservação e têm suas regras de controle e, por isso mesmo, não encontramos muitos resíduos.

 

FMA – Qual tua estratégia nas expedições para diminuir o impacto ao meio ambiente?

HAUCK – Nas minhas expedições faço de tudo para zerar o impacto. Não deixamos nada e ainda recolhemos o que é encontrado de lixo no caminho. Muitos dos locais que frequentamos são unidades de conservação e têm suas regras de controle e, por isso mesmo, não encontramos muitos resíduos. Tem ainda uma questão importante, que são as fezes, sempre levamos banheiros, não é químico, e as pessoas fazem suas necessidades dentro de um saquinho, e a gente traz de volta. As expedições ao monte Roraima, no Brasil, também adotam essa prática.

 

FMA – Sim, não fica nada na montanha. Não tem ninguém pensando numa estrutura de aproveitamento para dar mais sustentabilidade?

HAUCK – É uma questão para ser aprimorada. Na montanha acaba não ficando nada. De fato, deveria haver uma estrutura local para transformar o resíduo biológico em algum tipo de nutriente. É necessário pensar em soluções para essa questão. A gente vê que nesses destinos de montanhismo existe cada vez mais uma consciência ambiental, mas ainda falta boas inciativas e melhor organização.

 

 

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Curso Internacional de Verão da Escola de Música abre temporada musical

Em sua 47ª edição, evento reúne estudantes do Brasil e do exterior e teve concerto de abertura com presença de autoridades

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

A Escola de Música de Brasília (EMB) inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebrea), que segue até 24 de janeiro, com uma ampla programação de cursos, oficinas e apresentações musicais voltada para estudantes, professores e público em geral.

Realizado desde 1977, o curso é referência no ensino e na difusão musical no país, reunindo alunos e professores de diversas partes do Brasil e do exterior para aulas presenciais, virtuais e apresentações ao vivo. A proposta é promover um intercâmbio de experiências, aperfeiçoamento técnico e diálogo entre diferentes gerações e estilos musicais.

A abertura oficial ocorreu na noite de domingo (11), com um concerto no Teatro Levino de Alcântara. A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou a importância do Civebra como espaço de formação, convivência e acesso à cultura: “A Escola de Música de Brasília é um lugar que transforma vidas. Aqui, a gente vê talento, dedicação e muitos sonhos caminhando juntos. O Civebra é esse encontro bonito entre quem ensina, quem aprende e quem ama a música. É uma alegria enorme ver esse teatro cheio e perceber o quanto a arte toca as pessoas e fortalece a nossa educação.”

A Escola de Música de Brasília inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília, que segue até 24 de janeiro | Foto: Jotta Casttro/SEEDF

Recém-chegado ao Brasil, o embaixador da Áustria, Andreas Stadler, destacou a importância da música e da formação cultural como instrumentos de fortalecimento da sociedade. Para ele, a experiência foi marcante e reforça o valor do intercâmbio cultural promovido pela Escola de Música de Brasília. “Em apenas quatro meses no Brasil, fiquei encantado ao conhecer a Orquestra JK. Foi um privilégio desfrutar dessa apresentação com a minha família. Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento”, afirmou.

Embaixador Andreas Stadler: “Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento”

Troca de conhecimento

Nesta 47ª edição, o Civebra reúne 53 professores convidados, vindos de diversos estados brasileiros, do Distrito Federal e de oito países: Estados Unidos, Argentina, Cuba, Canadá, Alemanha, França, Espanha e Bélgica. Dos artistas e docentes convidados, 80% são egressos da própria Escola de Música de Brasília ou de edições anteriores do curso, que retornam agora para compartilhar sua expertise com os atuais alunos.

 

A procura pelo curso foi expressiva, contabilizando quase três mil inscritos, todos com acesso às atividades de forma intensiva ao longo dos 12 dias do evento. Até 24 de janeiro, os participantes terão a oportunidade de aprender, interagir e atualizar-se com alguns dos melhores músicos em suas áreas específicas.

O Civebra é totalmente gratuito e aberto à comunidade, oferecendo workshops, aulas, masterclasses e apresentações artísticas de alto nível. A iniciativa reforça o compromisso da Escola de Música de Brasília em democratizar o acesso à cultura e ao ensino musical de qualidade.

*Com informações da Secretaria de Educação

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Exposição revisita origens visuais de Brasília

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Niemeyer no Palácio do Alvorada, uma das fotos em exposição | Foto: Acervo

O Museu de Arte de Brasília (MAB) apresenta a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, documentos e objetos relacionados à construção e à inauguração da capital federal. A mostra é composta por trabalhos do acervo do próprio MAB e da Coleção Brasília, com Acervo Izolete e Domício Pereira, e propõe ao público um panorama sobre os primeiros anos de Brasília a partir de diferentes linguagens visuais e registros históricos.

O eixo central da exposição é o álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de autoria do fotógrafo Mário Fontenelle, responsável pelos registros oficiais do governo de Juscelino Kubitschek.

O conjunto reúne 24 fotografias em preto e branco produzidas entre 1958 e 1960, que documentam etapas da construção da cidade, bem como os eventos e cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. As imagens apresentam registros do canteiro de obras, da arquitetura emergente e do contexto político e simbólico da criação da nova capital.

A partir desse núcleo documental, a exposição estabelece diálogos com obras de artistas que participaram da consolidação do imaginário visual de Brasília. Estão presentes trabalhos de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund, entre outros.

As obras evidenciam a integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana que marcou o projeto da capital federal desde seus primeiros anos.

O percurso expositivo também inclui produções de artistas de gerações posteriores, como Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher.

Essas obras estabelecem relações com o conjunto histórico ao abordar temas ligados à memória, à cidade e à permanência dos símbolos de Brasília no imaginário cultural brasileiro. A proposta curatorial coloca em diálogo produções de diferentes períodos, buscando aproximar registros do passado e interpretações contemporâneas.

Ítens históricos

Além das artes visuais, a mostra reúne objetos e itens históricos relacionados ao período de formação da capital. Entre eles, estão a maquete de lançamento do automóvel Romi-Isetta, peças utilizadas no serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. Esses elementos ampliam o contexto histórico apresentado pelas obras e ajudam a situar o visitante no ambiente político, social e tecnológico da época.

No segmento documental, dois itens recebem destaque especial. Um deles é a carta-depoimento escrita por Juscelino Kubitschek em 1961, ao final de seu mandato presidencial, na qual o ex-presidente registra reflexões sobre seu governo e sobre a construção de Brasília. O outro é a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro da capital, composta por fragmentos de suas vestes, que remete à dimensão simbólica e religiosa associada à fundação da cidade.

“Museu Imaginado”

A exposição inclui ainda a obra “Museu Imaginado”, do artista mineiro Carlos Bracher, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista em parceria com o curador Cláudio Pereira. A obra propõe uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas, da memória e da imaginação na construção de narrativas históricas e culturais, dialogando com o conjunto da exposição.

Como parte dos recursos expográficos, o público tem acesso à gravação em áudio da carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, a um minidocumentário dedicado ao álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo” e a uma versão colorizada das fotografias históricas, realizada por meio de processos de inteligência artificial. Esses recursos ampliam as possibilidades de leitura e interpretação do material apresentado.

A proposta curatorial busca evidenciar relações entre diferentes gerações de artistas, linguagens e formas de expressão, estimulando leituras cruzadas entre obras, documentos e objetos. Ao reunir registros históricos e produções artísticas, a exposição convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre o papel da arte na formação simbólica da capital federal.

Pioneiros

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” também destaca a atuação do casal Izolete e Domício Pereira, pioneiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela formação de um acervo dedicado à preservação da memória artística de Brasília.

A exposição reafirma o compromisso da coleção com a preservação histórica e com a promoção do debate cultural, apresentando a arte como instrumento de reflexão e diálogo entre passado, presente e futuras gerações.

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BRASÍLIA, A CIDADE AURIVERDE

COM CORES E FLORES DURANTE O ANO INTEIRO

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FOLHA DO MEIO AMBIENTE – JANEIRO DE 2026

 

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