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JEAN DE LÉRY – PARTE 9

A festa canibalesca não para. Eles comem a carne dos prisioneiros não por gulodice, mas por vingança e ódio. Apenas não devoram os miolos.

 

A festa canibalesca continua. Jean de Léry (1536-1613) aquele que entrou de gaiato no navio, continua suas histórias sobre o Brasil de 1550. Léry – só para relembrar – acreditou na balela do poderoso Nicolas Durand de Villegaignon e embarcou em um dos navios franceses que vieram colonizar a porção Antártica da França. Um detalhe importante nas festas canibalescas quando os índios comiam seus prisioneiros. Eles não comem a carne humana, como poderíamos pensar, por simples gulodice. (…) Move-os a vingança, salvo no que diz respeito às velhas, como já observei. Por isso, para satisfazer o seu sentimento de ódio, devoram tudo do prisioneiro, desde os dedos dos pés até o nariz e a cabeça, com exceção, porém dos miolos, em que não tocam”.

 

SENTIMENTO DE ÓDIO

Quando a carne do prisioneiro, ou dos prisioneiros, pois às vezes matam dois ou três num só dia, está bem cozida, todos os que assistem ao fúnebre sacrifício se reúnem em torno dos moquéns, contemplando-os com ferozes esgares; e por maior que seja o número de convidados, nenhum dali sai sem o seu pedaço. Mas não comem a carne, como poderíamos pensar, por simples gulodice. (…) Move-os a vingança, salvo no que diz respeito às velhas, como já observei. Por isso, para satisfazer o seu sentimento de ódio, devoram tudo do prisioneiro, desde os dedos dos pés até o nariz e a cabeça, com exceção, porém dos miolos, em que não tocam”.

Léry narra a estranheza que os indígenas experimentam diante do medo da morte demonstrado pelos europeus e vê parecença entre as barbaridades dos selvagens e as dos agiotas. Deveríamos acrescentar à lista as pessoas corruptas, políticos ou não. “Certo dia os nossos selvagens surpreenderam dois portugueses em um casebre de barro em que viviam, dentro da mata. (…) Defenderam-se os assaltados valentemente desde a manhã até a tarde e depois de esgotadas as munições de arcabuz e as setas das bestas, saíram com espadas de duas mãos e ainda mataram e feriram muitos dos assaltantes; mas os selvagens queriam pegá-los vivos e o conseguiram afinal, levando-os prisioneiros, e de seus despojos vendeu-me um selvagem algumas vestimentas de couro, tendo também um dos intérpretes trocado por duas facas apenas uma salva de prata cujo valor os assaltantes ignoravam. Na aldeia, os selvagens arrancaram as barbas aos dois portugueses e depois os mataram cruelmente. E como esses pobres homens assim flagelados se lamentassem, os bárbaros vencedores, zombando, perguntavam:

– ‘Como, depois de vos terdes tão valentemente defendido, mostrais menos coragem do que mulheres, agora que devíeis morrer com honra?’ 

(…) Em boa e sã consciência tenho que excedem em crueldade aos selvagens os nossos usurários, que, sugando o sangue e o tutano, comem vivos viúvas, órfãos e mais criaturas miseráveis, que prefeririam sem dúvida morrer de uma vez a definhar assim lentamente”.

 

O FEITIÇO DA ESCRITA

Os indígenas se maravilham diante do poder da escrita e a consideram um feitiço:

– Quando cheguei ao Rio de Janeiro e me pus a aprender-lhes a língua, escrevia sentenças e depois as lia diante deles: e julgavam que era feitiçaria, e diziam uns aos outros:

 ‘Não é maravilhoso que quem ontem não sabia uma palavra de nosso idioma possa hoje ser entendido com um pedaço de papel?’’’. 

Léry discursa sobre a religião dos nativos e suas crenças e narra um acontecido: “Achava-me ceando certa ocasião com alguns patrícios em uma aldeia chamada Ocarantin quando surgiram os selvagens do lugar, não para comer, mas para contemplar-nos, pois não costumam comer em companhia das pessoas a que querem honrar.  Orgulhosos de ver-nos na aldeia, demonstravam-nos por todos os modos a sua amizade e com os ossos de peixes em forma de serra, que traziam, afugentavam os meninos dizendo: ‘retirai-vos, criançada, não sois dignos de chegar perto dessa gente’.

A turba não nos interrompeu com uma só palavra durante toda a refeição. Um ancião, entretanto, que nos observava cuidadosamente, e nos vira orar a Deus antes e depois da comida, perguntou-nos:

‘Que significa isso que acabais de fazer tirando o chapéu por duas vezes, em silêncio, enquanto um só fala? Essas palavras eram dirigidas a vós ou a alguém ausente?’

(…) Depois de responder ao velho que era a Deus que dirigíamos as nossas preces, o qual, embora não seja visto por ninguém a todos ouve perfeitamente e conhece o que têm no coração, etc. Ouviram-me todos com grande admiração e muito atentos e, ao terminar, apareceu outro ancião que tomou a palavra e disse:

‘É certo que dissestes coisas maravilhosas e bonitas que nunca ouvimos; a vossa arenga, entretanto nos lembra o que muitas vezes ouvimos de nossos avós, isto é, que há muito tempo, já não sei mais quantas luas, um mair como vós, e como vós vestido e barbado, veio a este país e com as mesmas palavras procurou persuadir-nos a obedecer a vosso Deus; porém, conforme ouvimos de nossos antepassados, nele não acreditaram. Depois desse, veio outro e em sinal de maldição doou-nos o tacape com o qual nos matamos uns aos outros; e há tanto tempo já o usamos que se agora desistíssemos desse costume as outras nações vizinhas zombariam de nós’.

Replicamos-lhes com veemência, que não deviam importar-se com os motejos dos outros, pois se adorassem, como nós, o Deus verdadeiro, venceriam todos os inimigos que os viessem atacar. E graças à autoridade que Deus emprestou às minhas palavras, ficaram os nossos tupinambás tão abalados que não só prometeram seguir os nossos ensinamentos e não mais comer carne humana, mas ainda se ajoelharam conosco enquanto rezamos. E um intérprete lhes explicou o sentido de nossas preces. Depois dessa cena levaram-nos os selvagens para que repousássemos em redes de algodão, mas antes de começarem a dormir já os ouvíamos catar todos juntos que para se vingarem de seus inimigos deviam aprisionar e comer o maior número possível”.

O CANTO DE LOUVOR

 

Escreveu Jean de Léry: “Com o fim de abastecer-nos de víveres e outras coisas necessárias, passei um dia no continente com dois tupiniquins e outro selvagem da nação Oneanan, que lhes é aliada, o qual, com sua mulher, viera visitar os seus amigos e voltava para sua terra. Atravessávamos uma grande floresta de árvores variegadas, toda verde de ervas e cheirosa de flores, ouvindo o canto de infinidade de aves que gorjeavam no meio da mata banhada de sol. De coração alegre, senti-me levado a louvar a Deus por todas essas coisas e comecei a cantar em voz alta o salmo 104:

 ‘Exulta, exulta, minha alma, etc.’  Os três selvagens e a mulher, que vinham atrás de mim, tiveram tamanho prazer na música de minhas palavras, pois o sentido não eles entendiam, que ao terminar eu o cântico, o Oneanan todo comovido e embevecido exclamou:

‘Na verdade, cantaste maravilhosamente bem e fiquei muito contente em ouvir o teu canto que me recorda o de uma nação aliada, nossa vizinha. Mas nós não entendemos a tua língua, por isso explica-nos o teu cantar’. 

 

PRESENTE PELO MEU CANTAR

– Como eu era o único francês ali presente e só ia encontrar intérpretes no lugar onde pretendíamos dormir, expliquei como pude que não só havia louvado a Deus em geral, pela beleza e governo de suas criaturas, mas ainda o havia particularmente aplaudido como único criador dos homens e de todos os animais, frutos e plantas espalhados pelo mundo inteiro. Expliquei mais que a minha canção fora ditada pelo espírito desse Deus magnífico, cujo nome eu celebrava; que fora já cantada há cerca de dez mil luas por um dos nossos grandes profetas o qual a legara à posteridade. Lembro mais uma vez que os selvagens não costumam interromper os discursos de ninguém; por isso me ouviram atentos pelo espaço de meia hora proferindo apenas de quando em quando sua habitual interjeição: ‘Teh’. E afinal disseram-me:

‘Como vós os mairs sois felizes por saberdes tantos segredos ocultos a nós, entes mesquinhos, pobres miseráveis!’

E para agradar-me deram-me um pequeno aguti (cutia) que traziam, dizendo: ‘Toma lá, já que cantas tão bem’.

 

PRÓXIMA EDIÇÃO 369 – novembro de 2024 –

JEAN DE LÉRY – Parte 10

Sobre o casamento e a poligamia entre os indígenas: “Os índios observam tão somente três graus de parentesco; ninguém toma por esposa a própria mãe, a irmã ou filha, mas o tio casa com a sobrinha e em todos os demais graus de parentesco não existe impedimento. A cerimônia matrimonial é a seguinte: quem quer ter mulher, seja viúva ou donzela, indaga de sua vontade e em seguida dirige-se ao pai ou na falta deste, ao parente mais próximo, para pedi-la em casamento. Se lhe respondem afirmativamente leva consigo a noiva como legítima mulher sem que se lavre nenhum contrato”.

 

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Exposição revisita origens visuais de Brasília

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Niemeyer no Palácio do Alvorada, uma das fotos em exposição | Foto: Acervo

O Museu de Arte de Brasília (MAB) apresenta a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, documentos e objetos relacionados à construção e à inauguração da capital federal. A mostra é composta por trabalhos do acervo do próprio MAB e da Coleção Brasília, com Acervo Izolete e Domício Pereira, e propõe ao público um panorama sobre os primeiros anos de Brasília a partir de diferentes linguagens visuais e registros históricos.

O eixo central da exposição é o álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de autoria do fotógrafo Mário Fontenelle, responsável pelos registros oficiais do governo de Juscelino Kubitschek.

O conjunto reúne 24 fotografias em preto e branco produzidas entre 1958 e 1960, que documentam etapas da construção da cidade, bem como os eventos e cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. As imagens apresentam registros do canteiro de obras, da arquitetura emergente e do contexto político e simbólico da criação da nova capital.

A partir desse núcleo documental, a exposição estabelece diálogos com obras de artistas que participaram da consolidação do imaginário visual de Brasília. Estão presentes trabalhos de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund, entre outros.

As obras evidenciam a integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana que marcou o projeto da capital federal desde seus primeiros anos.

O percurso expositivo também inclui produções de artistas de gerações posteriores, como Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher.

Essas obras estabelecem relações com o conjunto histórico ao abordar temas ligados à memória, à cidade e à permanência dos símbolos de Brasília no imaginário cultural brasileiro. A proposta curatorial coloca em diálogo produções de diferentes períodos, buscando aproximar registros do passado e interpretações contemporâneas.

Ítens históricos

Além das artes visuais, a mostra reúne objetos e itens históricos relacionados ao período de formação da capital. Entre eles, estão a maquete de lançamento do automóvel Romi-Isetta, peças utilizadas no serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. Esses elementos ampliam o contexto histórico apresentado pelas obras e ajudam a situar o visitante no ambiente político, social e tecnológico da época.

No segmento documental, dois itens recebem destaque especial. Um deles é a carta-depoimento escrita por Juscelino Kubitschek em 1961, ao final de seu mandato presidencial, na qual o ex-presidente registra reflexões sobre seu governo e sobre a construção de Brasília. O outro é a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro da capital, composta por fragmentos de suas vestes, que remete à dimensão simbólica e religiosa associada à fundação da cidade.

“Museu Imaginado”

A exposição inclui ainda a obra “Museu Imaginado”, do artista mineiro Carlos Bracher, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista em parceria com o curador Cláudio Pereira. A obra propõe uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas, da memória e da imaginação na construção de narrativas históricas e culturais, dialogando com o conjunto da exposição.

Como parte dos recursos expográficos, o público tem acesso à gravação em áudio da carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, a um minidocumentário dedicado ao álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo” e a uma versão colorizada das fotografias históricas, realizada por meio de processos de inteligência artificial. Esses recursos ampliam as possibilidades de leitura e interpretação do material apresentado.

A proposta curatorial busca evidenciar relações entre diferentes gerações de artistas, linguagens e formas de expressão, estimulando leituras cruzadas entre obras, documentos e objetos. Ao reunir registros históricos e produções artísticas, a exposição convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre o papel da arte na formação simbólica da capital federal.

Pioneiros

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” também destaca a atuação do casal Izolete e Domício Pereira, pioneiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela formação de um acervo dedicado à preservação da memória artística de Brasília.

A exposição reafirma o compromisso da coleção com a preservação histórica e com a promoção do debate cultural, apresentando a arte como instrumento de reflexão e diálogo entre passado, presente e futuras gerações.

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BRASÍLIA, A CIDADE AURIVERDE

COM CORES E FLORES DURANTE O ANO INTEIRO

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FOLHA DO MEIO AMBIENTE – JANEIRO DE 2026

 

LINKs
EM 2026, SEMPRE DE JOELHO. NEM PÉ ESQUERDO E NEM PÉ DIREITO.
NIÈDE GUIDON: LIVRO HOMENAGEM DE ANDRÉ PESSOA
A FOTOGRAFIA-DENÚNCIA DE MICHAEL NAIFY
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NEM PÉ DE ESQUERDO, NEM DE PÉ DIREITO, MAS DE JOELHO.

Um convite à humildade, à gratidão e à fé para atravessar o novo ano com propósito e serenidade.

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Por

 

Silvestre Gorgulho – Fundador e Editor-Geral da Folha do Meio.

 

Já decidi. É definitivo: não quero entrar em 2026 nem com o pé esquerdo e nem com o pé direito. Confesso que quero entrar de joelho. Ajoelhar, como todo gesto corporal, não é algo neutro. É um gesto de humildade, de reverência e de penitência. Requer muita serenidade, sabedoria e paz. Mais do que uma oração, é uma atitude em que aceitamos nossa condição de criaturas abaixo de Deus e entendemos nossa finitude humana.

 

  • Tenha certeza: quando a gente se ajoelha, vai sentir que está se entregando ao poder de Deus.
  • De joelho, com as sandálias da humildade, diante dos Céus, significa permanecer de pé em qualquer circunstância.
  • Gratidão é tudo. É de joelhos que se agradece as coisas boas do ano que passou, que se pode levar o que foi bom e aprender com o que doeu.
  • Neste Ano Novo, um livro novo vai ser escrito. Ao escrever as próximas páginas da vida, você tem 365 dias para – de joelho – escrever e sonhar. Mas há que confiar sempre no prazer da releitura.
  • É de joelho que a gente extrai o prazer de praticar certos pecados, sabendo, até que alguns valem muito bem pela penitência futura.
  • Vale agradecer de joelho e não reclamar por envelhecer. Nem todos têm esse privilégio.
  • Ajoelhado, a gente se sente maior e menos ansioso. A ansiedade não tira o problema do ano que começa. Só tira a paz do momento.
  • É de joelho que a gente pede que os próximos políticos sejam eleitos por votos e não por devotos.
  • Vale sempre pedir (de joelho) que o Brasil deixe de punir o sucesso com impostos e o fracasso com bolsas e benefícios.
  • Entenda de uma vez por todas que não vale a pena tropeçar em algo que já ficou atrás de você.
  • É ajoelhado e em silêncio que a gente medita e reflete. Mas, tenha certeza, que quando nada acontece há sempre um milagre que não estamos vendo.
  • Nada melhor do que estar ajoelhado e contrito para sentir que o sabor da vida depende sempre de quem a tempere.
  • Se colocando de joelho para os amigos, podemos aprender que a amizade e a tolerância desenvolvem a felicidade e reduz o sofrimento. Mais: duplica a nossa alegria e divide qualquer dor.
  • De joelho ou não, leve a sério durante os próximos 365 dias: quando você ama o que tem, você tem tudo o que precisa.
  • Ajoelhado diante de uma floresta ou na contemplação de um parque a gente entende por que árvore que verga, o vento não quebra.
  • É ajoelhado, mas sempre firme, que podemos entender as conveniências do ser humano: não deixe de desconfiar dos idealistas que lucram com o seu ideal.
  • Comece o Ano Novo fazendo planos, mas sem esquecer que a vida é o que acontece com a gente justamente enquanto fazemos planos. Mais: o Amanhã tem uma extrema mania de ser tarde demais.
  • Se, por acaso, coisas ruins acontecerem, mesmo ainda ajoelhado, lembre-se: nada é para sempre. E tudo que é bom de passar, é ruim de contar. Mas tudo que foi ruim de passar, é sempre bom de contar.
  • Comece o Ano vivendo de forma honesta. Então, para falarem mal de você, vão ter que mentir.
  • É de joelho que a gente entende que quando o dinheiro falta e o coração aperta, seu Anjo da Guarda continua presente. A luta não é o fim de história. Confie que é só o capítulo que antecede o milagre.
  • Ajoelhado, preste atenção: às vezes, Deus permite a dificuldade para fortalecer a fé. O que hoje dói, amanhã será testemunho.
  • Quem tem a humildade de se ajoelhar uma vez por dia, vai entender que a felicidade não é a ausência de conflitos, mas é a habilidade de lidar com eles. Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo. Ela torna tudo melhor.
  • Há tempo para tudo na vida. Até a pressa em ajudar pode sufocar a natureza das coisas que precisam florescer sozinhas. Quem ajuda uma borboleta a sair do casulo, rouba-lhe o voo.
  • Estando de pé ou de joelhos, passeando ou trabalhando, não se esqueça nunca: quanto mais tempo você ficar no trem errado, mais longa é a viagem de volta.
  • A crença e a convicção de uma pessoa ajoelhada são mais puras e reais. Vale a máxima: A vida é muito perigosa. Não só pelas pessoas que fazem o mal, mas também por aquelas que ficam sentadas à beira do caminho vendo tudo acontecer.
  • Sempre ajoelhado, entra ano e sai ano, desde 1680, nunca ficam defasados os sermões do Padre Antônio Vieira: “A educação e a humildade são moedas de ouro. Valem muito em qualquer tempo e em qualquer lugar”.
  • Estar de joelho é um ato de gratidão e de humildade. Conscientize-se: Ano Novo começa e termina. E todo o ano você, sem saber, passa pelo dia que você um dia vai morrer.

 

 

 

 

 

 

 

 

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