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Primeira Troca da Bandeira Nacional de 2025 abre calendário cívico e atrai visitantes à Praça dos Três Poderes

Evento deste domingo (19) foi organizado pela PMDF, com participação de cerca de 250 militares em desfile

 

Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Brasilienses e turistas acompanharam a primeira cerimônia de 2025 da Troca da Bandeira Nacional, neste domingo (19), na Praça dos Três Poderes. Popularmente conhecida como Bandeirão, a solenidade foi organizada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Polícia Militar (PMDF).

Celebração cívica, este ano, foi reprogramada para o terceiro domingo do mês, a pedido do Ministério da Defesa | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Excepcionalmente, o evento foi transferido do primeiro domingo de janeiro para esta data, conforme estabelecido pelo Ministério da Defesa. A responsabilidade pela execução é intercalada mensalmente entre as forças de segurança do Executivo local, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira. “É uma cerimônia instituída por lei e que levanta algo muito importante, que é o amor à pátria”, declarou a vice-governadora Celina Leão. “Quando você ama a sua pátria, você cuida dela, a preserva e cuida das pessoas que estão nela”.

Durante o evento, a vice-governadora Celina Leão ressaltou: “Quando você ama a sua pátria, você cuida dela, a preserva e cuida das pessoas que estão nela”

Segundo o comandante-geral substituto da PMDF, Fabrício Boechat de Camargos, cerca de 250 militares participaram do desfile da tropa. Camargos enfatizou a importância de promover uma celebração tão importante para o calendário cívico nacional: “Para nós, é um orgulho muito grande estar aqui, realizando a Troca da Bandeira, que é um dos principais símbolos do nosso país”.

Atrativo turístico

A magnitude da cerimônia impressionou a operadora de caixa Edna Favaro Costa, 62, moradora de Santa Catarina. Ela veio à capital federal para prestigiar o casamento da neta e aproveitou para conhecer a região central do Quadradinho. “É lindo ver a bandeira descendo, enquanto a nova está subindo; também achei o evento muito bem organizado”, comentou. “Brasília em si é muito boa. Pretendo voltar mais vezes, quem sabe para morar. É muito bem-estruturada”.

A sargento Marília Medeiros, do Corpo de Bombeiros Militar, levou os filhos e o marido: “É importante incentivar o amor pelo Brasil”

A celebração não atrai apenas a atenção de visitantes, mas, principalmente, dos brasilienses. A sargento do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) Marília Medeiros costuma participar da Guarda de Honra e, desta vez, aproveitou para levar os filhos e o marido. “É importante incentivar o amor pelo Brasil”, disse. “Hoje estava muito frio, com chuva, mas mesmo assim eles vieram para conhecer”.

Esta também foi a primeira troca da Bandeira Nacional prestigiada pela major da PMDF Eliane Freitas. “Achei muito interessante que contaram o histórico da Bandeira, sobre como foi criado esse pavilhão”, afirmou. “E é muito bonito assistir, sinto muito orgulho de fazer parte da corporação”.

Para garantir o bem-estar do público presente, a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) disponibilizou água potável. Também foram instalados banheiros, e equipes de pronto atendimento estavam a postos para atender para emergências de saúde.

Público acompanhou o evento, que a cada ano atrai mais cidadãos brasilienses e turistas

Praça dos Três Poderes recebeu recursos de R$ 900 mil do GDF para manutenção das pedras portuguesas

Além disso, o GDF investiu R$ 900 mil na manutenção das pedras portuguesas da Praça dos Três Poderes, com o intuito de melhorar a experiência dos visitantes, garantindo segurança e conforto a quem caminha pela área.

Os encaixes e substituições foram executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Os serviços foram finalizados nesta semana, e a próxima etapa é a aplicação de um produto específico para a limpeza do piso da praça, por parte do Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

O ritual

Conforme o protocolo, a programação começa com a leitura do histórico da Bandeira, seguida pelo hasteamento do novo exemplar ao som do Hino Nacional e de uma salva de 21 tiros de canhão.

Por fim, ocorre o arriamento da bandeira substituída, acompanhado do Hino da Bandeira, e o desfile da tropa em continência às autoridades presentes. A cerimônia foi instituída pela lei federal nº 5.700, em 1º de setembro de 1971, estipulando que o novo exemplar deve chegar ao topo do mastro antes da saída do antigo.

A substituição ocorre a cada 30 dias devido às alterações climáticas às quais o símbolo nacional está suscetível, como temporais e ventanias. O exemplar antigo é incinerado após a cerimônia. A manutenção do mastro e dos dispositivos de arriamento é executada por empresa contratada pela Novacap.

A Bandeira Nacional hasteada no coração de Brasília tem 286 m² e fica a 105 metros do chão, fixada em local de destaque. É considerada o símbolo mais importante da nação, e ostenta, na base do mastro, a inscrição “Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a Bandeira, sempre no alto – visão permanente da Pátria”. Além disso, segundo o livro dos recordes, Guinness Book, é a maior bandeira do mundo, com 286 m² , 20 m de comprimento, 14 m de altura e 90 quilos.

 

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Curso Internacional de Verão da Escola de Música abre temporada musical

Em sua 47ª edição, evento reúne estudantes do Brasil e do exterior e teve concerto de abertura com presença de autoridades

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

A Escola de Música de Brasília (EMB) inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebrea), que segue até 24 de janeiro, com uma ampla programação de cursos, oficinas e apresentações musicais voltada para estudantes, professores e público em geral.

Realizado desde 1977, o curso é referência no ensino e na difusão musical no país, reunindo alunos e professores de diversas partes do Brasil e do exterior para aulas presenciais, virtuais e apresentações ao vivo. A proposta é promover um intercâmbio de experiências, aperfeiçoamento técnico e diálogo entre diferentes gerações e estilos musicais.

A abertura oficial ocorreu na noite de domingo (11), com um concerto no Teatro Levino de Alcântara. A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou a importância do Civebra como espaço de formação, convivência e acesso à cultura: “A Escola de Música de Brasília é um lugar que transforma vidas. Aqui, a gente vê talento, dedicação e muitos sonhos caminhando juntos. O Civebra é esse encontro bonito entre quem ensina, quem aprende e quem ama a música. É uma alegria enorme ver esse teatro cheio e perceber o quanto a arte toca as pessoas e fortalece a nossa educação.”

A Escola de Música de Brasília inaugurou oficialmente a 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília, que segue até 24 de janeiro | Foto: Jotta Casttro/SEEDF

Recém-chegado ao Brasil, o embaixador da Áustria, Andreas Stadler, destacou a importância da música e da formação cultural como instrumentos de fortalecimento da sociedade. Para ele, a experiência foi marcante e reforça o valor do intercâmbio cultural promovido pela Escola de Música de Brasília. “Em apenas quatro meses no Brasil, fiquei encantado ao conhecer a Orquestra JK. Foi um privilégio desfrutar dessa apresentação com a minha família. Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento”, afirmou.

Embaixador Andreas Stadler: “Apoiar esta escola é apoiar o amanhã; cultura e democracia são indissociáveis e é uma honra para nós colaborar com esse fortalecimento”

Troca de conhecimento

Nesta 47ª edição, o Civebra reúne 53 professores convidados, vindos de diversos estados brasileiros, do Distrito Federal e de oito países: Estados Unidos, Argentina, Cuba, Canadá, Alemanha, França, Espanha e Bélgica. Dos artistas e docentes convidados, 80% são egressos da própria Escola de Música de Brasília ou de edições anteriores do curso, que retornam agora para compartilhar sua expertise com os atuais alunos.

 

A procura pelo curso foi expressiva, contabilizando quase três mil inscritos, todos com acesso às atividades de forma intensiva ao longo dos 12 dias do evento. Até 24 de janeiro, os participantes terão a oportunidade de aprender, interagir e atualizar-se com alguns dos melhores músicos em suas áreas específicas.

O Civebra é totalmente gratuito e aberto à comunidade, oferecendo workshops, aulas, masterclasses e apresentações artísticas de alto nível. A iniciativa reforça o compromisso da Escola de Música de Brasília em democratizar o acesso à cultura e ao ensino musical de qualidade.

*Com informações da Secretaria de Educação

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Exposição revisita origens visuais de Brasília

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Niemeyer no Palácio do Alvorada, uma das fotos em exposição | Foto: Acervo

O Museu de Arte de Brasília (MAB) apresenta a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, documentos e objetos relacionados à construção e à inauguração da capital federal. A mostra é composta por trabalhos do acervo do próprio MAB e da Coleção Brasília, com Acervo Izolete e Domício Pereira, e propõe ao público um panorama sobre os primeiros anos de Brasília a partir de diferentes linguagens visuais e registros históricos.

O eixo central da exposição é o álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de autoria do fotógrafo Mário Fontenelle, responsável pelos registros oficiais do governo de Juscelino Kubitschek.

O conjunto reúne 24 fotografias em preto e branco produzidas entre 1958 e 1960, que documentam etapas da construção da cidade, bem como os eventos e cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. As imagens apresentam registros do canteiro de obras, da arquitetura emergente e do contexto político e simbólico da criação da nova capital.

A partir desse núcleo documental, a exposição estabelece diálogos com obras de artistas que participaram da consolidação do imaginário visual de Brasília. Estão presentes trabalhos de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund, entre outros.

As obras evidenciam a integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana que marcou o projeto da capital federal desde seus primeiros anos.

O percurso expositivo também inclui produções de artistas de gerações posteriores, como Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher.

Essas obras estabelecem relações com o conjunto histórico ao abordar temas ligados à memória, à cidade e à permanência dos símbolos de Brasília no imaginário cultural brasileiro. A proposta curatorial coloca em diálogo produções de diferentes períodos, buscando aproximar registros do passado e interpretações contemporâneas.

Ítens históricos

Além das artes visuais, a mostra reúne objetos e itens históricos relacionados ao período de formação da capital. Entre eles, estão a maquete de lançamento do automóvel Romi-Isetta, peças utilizadas no serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. Esses elementos ampliam o contexto histórico apresentado pelas obras e ajudam a situar o visitante no ambiente político, social e tecnológico da época.

No segmento documental, dois itens recebem destaque especial. Um deles é a carta-depoimento escrita por Juscelino Kubitschek em 1961, ao final de seu mandato presidencial, na qual o ex-presidente registra reflexões sobre seu governo e sobre a construção de Brasília. O outro é a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro da capital, composta por fragmentos de suas vestes, que remete à dimensão simbólica e religiosa associada à fundação da cidade.

“Museu Imaginado”

A exposição inclui ainda a obra “Museu Imaginado”, do artista mineiro Carlos Bracher, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista em parceria com o curador Cláudio Pereira. A obra propõe uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas, da memória e da imaginação na construção de narrativas históricas e culturais, dialogando com o conjunto da exposição.

Como parte dos recursos expográficos, o público tem acesso à gravação em áudio da carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, a um minidocumentário dedicado ao álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo” e a uma versão colorizada das fotografias históricas, realizada por meio de processos de inteligência artificial. Esses recursos ampliam as possibilidades de leitura e interpretação do material apresentado.

A proposta curatorial busca evidenciar relações entre diferentes gerações de artistas, linguagens e formas de expressão, estimulando leituras cruzadas entre obras, documentos e objetos. Ao reunir registros históricos e produções artísticas, a exposição convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre o papel da arte na formação simbólica da capital federal.

Pioneiros

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” também destaca a atuação do casal Izolete e Domício Pereira, pioneiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela formação de um acervo dedicado à preservação da memória artística de Brasília.

A exposição reafirma o compromisso da coleção com a preservação histórica e com a promoção do debate cultural, apresentando a arte como instrumento de reflexão e diálogo entre passado, presente e futuras gerações.

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BRASÍLIA, A CIDADE AURIVERDE

COM CORES E FLORES DURANTE O ANO INTEIRO

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FOLHA DO MEIO AMBIENTE – JANEIRO DE 2026

 

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EM 2026, SEMPRE DE JOELHO. NEM PÉ ESQUERDO E NEM PÉ DIREITO.
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