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JOSÉ SARNEY

O brasileiro que venceu ataques leais e desleais, traições e futricas para deixar um legado à História.

 

José Sarney é um predestinado. Várias imagens do filme “Maranhão 1966”, de Glauber Rocha, sobre sua posse em 31 de janeiro de 1966, como 48º governador do Maranhão, são usadas num outro épico do cineasta baiano: “Terra em Transe”.

Premiado em Cannes e outros grandes festivais, “Terra em Transe” – que tem no seu elenco figuras notáveis da arte nacional como Jardel Filho, Paulo Autran e José Lewgoy – sobrevive atualíssimo em sonhos revolucionários, golpes, traições políticas, censuras, poesia, populismo, críticas da esquerda, críticas da direita, tropicalismo para se tornar um clássico do cinema brasileiro.

A vida e a obra do editor, jornalista, político, escritor e poeta José Sarney seguem a mesma trajetória utópica, polêmica e conflitante de uma verdadeira Terra em transe. E não é para menos. Não só por ter participado na juventude de movimentos literários em jornais e revistas, mas por ter ocupado todos os cargos eletivos do País. Dos 95 anos, completados agora dia 24 de abril, 76 foram vividos no transe jornalístico, cultural e político. José Sarney é um recordista da República. O mais longevo político da História brasileira. Foram 61 anos de mandatos eletivos de primeira grandeza: 39 como Senador – cinco mandatos, sendo um incompleto por ter sido eleito vice-presidente da República, em 1985. Como deputado foram 12 anos, como governador foram 5 e como presidente da República também 5 anos. Foi quatro vezes presidente do Congresso Nacional e, como senador, representou o Maranhão e o Amapá. Ultrapassou o recorde do Patrono da Casa, Ruy Barbosa, que ocupou a cadeira do Senado por 31 anos. Sarney ocupou-a por 39. O mais surpreendente é que chegou ao mais alto posto político do País, tendo a complexa missão de substituir Tancredo Neves como presidente da República na vida real, quando Tancredo era o Salvador da Pátria no imaginário popular.

 

José Sarney é um pensador. Seu lado intelectual é menos lembrado, mas é mais forte e consistente do que o lado político. A literatura fala muito mais alto em sua biografia, ganhando em 14 anos da política.

Em 1947, começa como profissional ao ganhar um concurso de reportagem do jornal O Imparcial. Aos 19 anos, cria o Suplemento Literário de ‘O Imparcial’ e, logo, é eleito para a Academia Maranhense de Letras. Em 1950, edita a revista A ILHA, com Luiz Carlos de Bello Parga e Bandeira Tribuzzi. Lançou seu primeiro livro de poesia ‘Canção Inicial’, em 1952. José Sarney contabiliza 75 anos de Literatura. Escreveu 122 livros com 172 edições, vários deles traduzidos em doze idiomas. Hoje é membro e decano da Academia Brasileira de Letras.

A História há de registrar que o governo José Sarney foi um divisor de águas em relação ao Meio Ambiente. Para refrescar a memória, foi Sarney que criou o Ibama, na implementação do ‘Prev-Fogo’, na criação do maior número de Unidades de Conservação num só governo e, mais importante, reduziu em 30% as queimadas e desmatamentos na Floresta Amazônica. A Conferência de Desenvolvimento Sustentado da ONU, de 1992, seria realizada no Canadá. Foi José Sarney que se empenhou, pessoalmente, e conseguiu trazê-la para o Brasil.  O ex-presidente orientou o embaixador Paulo de Tarso Flecha de Lima a negociar a troca de Toronto pelo Rio de Janeiro, oferecendo a Secretária-geral do evento ao canadense Maurice Strong. Assim, a RIO’92 se tornou referência ambiental do Planeta, quando 175 Chefes de Estado e de governos marcaram presenças na primeira semana de junho de 1992.

Dois fatos ainda a relembrar: foi Sarney que proibiu a pesca da baleia no Brasil e, no seu governo, o Brasil deixou de ser vilão do meio ambiente para dar exemplo ao mundo.

Vindo do meio rural, profundo conhecedor e defensor da Embrapa, Sarney resolveu dar condições para a agricultura de sequeiro. Criou o Ministério da Irrigação e chamou o ex-presidente da Embrapa, Eliseu Alves, para dirigir a Codevasf. Deu-lhe a missão: investimento em projetos públicos de irrigação e atendimento para a agricultura nordestina da região do vale do rio São Francisco. No início de seu governo, a área irrigada era de 2,1 milhões de hectares e, em 1990, quando deixou o governo, a área irrigada era de 2,4 milhões de hectares.

A Cultura brasileira teve dois momentos históricos: a criação do Ministério da Cultura, em 1985, e a aprovação da Lei de Incentivos Fiscais em benefício às atividades culturais, em 2 de julho de 1986, batizada como Lei Sarney. Quem se lembra? A Lei Sarney foi assinada em 2 julho de 1986. A escolha da data tinha motivo. O autor queria fazer três homenagens: ao Dia da Bahia, “Dois de Julho”, ao maior escritor brasileiro Jorge Amado e à aniversariante do dia, escritora Zélia Gattai, mulher de seu compadre baiano. O casal veio a Brasília especialmente para, no Palácio do Planalto, participar da cerimônia de assinatura da Lei.

A Lei da Cultura é uma teimosia de José Sarney. Durante o seu primeiro mandato de senador, em 1972, apresentou a primeira proposta de uma lei de incentivos à Cultura. Houve dificuldades para implementar a parceria público-privada em pleno governo militar.  De 1972 a 1984, por cinco vezes, José Sarney tentou aprovar uma lei da Cultura. Só conseguiu fazê-lo, em 1986, porque era o Presidente da República. A sistemática da Lei era pautada no cadastramento da empresa proponente e não por projetos. Isso deu margem a várias distorções que precisavam ser adequadas.

Essa adequação veio em 1991, com o presidente Fernando Collor, quando o então Secretário de Cultura, embaixador Sérgio Rouanet, fez aperfeiçoamentos na Lei Sarney e mandou um novo projeto-de-lei para o Congresso. Atualizou o anterior, agora pautado no cadastramento de projetos e não de empresas. Color sancionou a nova lei em 23 de dezembro de 1991 e fez questão de mudar-lhe o nome.  A Lei Sarney virou Lei Rouanet. O mercado político é assim mesmo. Cheio de vaidades. Não faltam padrinhos para filhos bonitos.

Lusófono de carteirinha, nasceu da cabeça de José Sarney duas iniciativas culturais globais: a criação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa – IILP e o Tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade, chancelado pela Unesco em 7 de dezembro de 1987. Ambos os projetos foram tocados com competência e determinação pelo ex-ministro da Cultura e ex-governador de Brasília, José Aparecido de Oliveira.

José Sarney viu a luz do sol pela primeira vez em Pinheiro, interior do Maranhão, em 24 de abril de 1930. Impressionante que, sempre guiado por um simples candeeiro, teve oportunidade de conhecer a luz elétrica – símbolo da modernidade – somente aos 12 anos, quando foi fazer exame de admissão no Liceu Maranhense, em São Luís. No escuro e na luz, José Sarney soube atravessar florestas, pular riachos, cruzar fronteiras, subir montanhas e garimpar estrelas. A um mês de completar 95 anos, José Sarney continua um meteoro em política, cultura e na defesa da Democracia.

É um predestinado. (SG)

 

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Parque de Ideias leva escritora Clarice Lispector ao público do Rio

Evento gratuito ocorre hoje, às 16h, na Biblioteca Parque Estadual

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Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Clarice Lispector estará no centro das atenções na Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio. O encontro, gratuito ao público, será por meio do Projeto Parque de Ideias, idealizado pelo documentarista Márcio Debellian.

Nesta terça-feira (14), às 16h, a jornalista, escritora e roteirista Melina Dalboni vai apresentar a palestra Clarice Lispector: da literatura ao teatro e ao cinema, que ela prefere chamar de conversa com os visitantes.

Ela vai levar a sua experiência nas diferentes adaptações que fez da obra de Clarice para o longa A paixão segundo G.H. e quando escreveu o livro Diário de um Filme – A paixão segundo G.H., baseado no longa.

Melina revelou ser fã da escritora e poder conversar sobre Clarice, em um projeto dentro da Biblioteca Parque Estadual, é ter a oportunidade e o privilégio de estar em um espaço que oferece uma programação de qualidade e gratuita. Ela considera Clarice como uma das maiores escritoras do mundo.

“A obra da Clarice é publicada em mais de 40 países e foi traduzida para mais de 30 idiomas. Embora muitos considerem a obra da escritora hermética, entendo que seja o contrário”, diz Melina à Agência Brasil.

“Os livros, contos e crônicas dela são acessíveis e apaixonantes exatamente porque ela propõe essa ideia de ‘pensar-sentir’, de modo que o leitor não precisa exatamente entender tudo cartesianamente, mas, sim, estar aberto para ler e ser tocado, ler e sentir em si mesmo, como se o livro fosse um espelho”, explica.

A roteirista revelou que o processo criativo desenvolvido e oferecido pelo cineasta Luiz Fernando Carvalho para a criação do filme A Paixão Segundo G.H. foi aberto a todos que participaram da produção, desde a atriz Maria Fernanda Cândido passando pela equipe de figurino, de costura, de roteiro, os motoristas, a direção de arte e, inclusive, estudantes de teatro.

“Todos nós tivemos a oportunidade de mergulhar na obra a partir de uma semana de palestras dos maiores especialistas em Clarice, como Nádia Batella Gotlib, José Miguel Wisnik e Yudith Rosembaum, dentre outros”, contou

O processo criativo do filme, segundo Melina, a permitiu ter um contato mais profundo e íntimo com a obra de Clarice, da qual já estudava e era leitora. Esse envolvimento, conforme explicou, resultou na necessidade de registrar essa experiência no livro Diário de um Filme – A Paixão Segundo G.H, publicado pela editora Rocco.

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Espetáculo

 

Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Projeto Parque de Ideias. Foto: Fabian/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Projeto Parque de Ideias. Beth Goulart apresenta a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector.. Foto: Fabian/Divulgação – Fabian/Divulgação

Ainda hoje, às 18h, será vez de a atriz Beth Goulart apresentar a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector. Em cartaz há 17 anos, já foi vista mais de 1 milhão de pessoas. “É uma alegria a gente receber esta parceria com o público sempre acompanhando o nosso trabalho”, comentou Beth Goulart em entrevista à Agência Brasil.

O monólogo foi escrito, dirigido e produzido pela própria Beth, que por sua interpretação recebeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz. Ainda no Projeto Parque de Ideias, o público terá a oportunidade de ver o espetáculo também, nesta quarta-feira (15), no mesmo horário.

Para a atriz, é maravilhoso poder apresentar a peça em uma Biblioteca. Acrescentou que o espetáculo sempre foi um incentivo à leitura, principalmente, da literatura de Clarice Lispector, que, conforme afirmou, “é uma literatura muito especial que faz os leitores se auto conhecerem, se olharem por dentro e melhorarem em todos os sentidos como pessoa”.

“A leitura tem essa função na nossa vida. Abre portas, horizontes e possibilidades de conhecimento. Fazer dentro de uma biblioteca é maravilhoso. É estimular a leitura em um espaço fértil para isso. Não só conhecer a literatura de Clarice, mas de tantos outros autores maravilhosos que estão à nossa disposição”, ressaltou.

“Uma biblioteca é um lugar mágico de mil possibilidades para você conhecer os pensamentos dos grandes criadores. É uma fonte maravilhosa de aprendizado, de conhecimento e de troca”, completou.

A ponte da literatura com o teatro sempre foi um dos objetivos da atriz, para quem é muito importante estimular o hábito da leitura. “O teatro nos aproxima da beleza da literatura, porque nos faz dar vida a estes personagens, trazer a experiência da leitura que é individual e solitária para uma experiência coletiva, que é o que o teatro nos propõe. É uma ampliação desse prazer maravilhoso de entrar em contato com as letras, as palavras e os pensamentos dos grandes autores”, afirmou

Parque de Ideias

Grafiteiros pintam a fachada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro
 Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro, apresenta o Projeto Parque de Ideias – Tomaz Silva/Agência Brasil

O projeto, que está na sua quarta edição, segue em até o dia 17 de abril. A cada mês uma semana da Biblioteca é destinada à programação do Projeto Parque de Ideias. Já passaram por ali as cantoras Alcione e Fafá de Belém e o cantor e compositor Neguinho da Beija-Flor entre outros.

Márcio Debellian, que dirigiu o documentário Fevereiros sobre o desfile da Mangueira com enredo de Maria Bethânia e a religiosidade do recôncavo baiano, disse que a ideia da homenagem surgiu por influência da peça que a Beth tem apresentado.

“É um fenômeno pela quantidade de anos que está em cartaz, quantidade de público que ela levou aos teatros, a qualidade da peça e do texto e da atuação da Beth, muito premiada”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

“Acho que para uma Biblioteca Pública que abriga a obra da Clarice, quem for lá pode retirar os livros da Clarice gratuitamente, faz sentido em um teatro com 200 lugares, que está bonito, com palco novo, que a gente reformou, poder oferecer a peça da Beth gratuitamente e ter uma aula da Melina que adaptou Clarice para o cinema”, observou.

O documentarista comentou que trabalha com um público muito diverso. “Tem gente que tem conhecimento da obra e já leu tudo, e tem gente que está sendo introduzida àquele autor, que está indo ao teatro pela primeira vez porque é ao lado da Central do Brasil, gratuito, acessível por vários meios de transportes”, informa.

“Faria sentido para uma Biblioteca abrigar a peça em homenagem a Clarice e ter uma aula que ajude a ensinar mais o universo clariceano e que as pessoas possam frequentar o acervo da Biblioteca retirar os livros”, acrescenta.

Na visão de Debellian, que também é fã de Clarice, a autora é transformadora. “Mudou a minha vida de tal ponto de que quando li o primeiro livro tive que ler oito seguidos de uma tacada só e quase enlouqueci. Tive que parar um pouco porque fui tragado por aquele universo, mas está tudo marcado, sublinhado, às vezes tenho que voltar à prateleira e reler o que marquei. É uma autora fundamental na minha vida que me envolve muito”, revelou.

Debellian tem certeza de que Clarice vai conquistar o público que ainda não teve contato com as obras da escritora. “Vai sair mobilizado porque as palavras são tão fortes, tão profundas, mexe com o seu pensamento e a sua sensibilidade”, afirma.

“Você não se esquece e leva aquilo para a vida. E quando você entra na Clarice, precisa mergulhar para entender de onde sai tanta sabedoria, tanta clareza e tanto impacto. Você fica tomado, nada passa batido, nada é corriqueiro”, diz empolgado com a obra da autora.

Público

Debellian disse que costuma conversar com os frequentadores da Biblioteca para saber quem está indo pela primeira vez e sempre se depara com a diversidade.

“É o público popular mesmo e muito diverso nas atividades que a gente faz. Tem gente que pega o trem, vem de São Gonçalo, Niterói, Duque de Caxias e São João de Meriti. Eu pergunto muito antes de abrir a programação”, contou.

Ele acrescenta que, por causa desse desconhecimento sobre o funcionamento daquele espaço cultural, gosta também de revezar os gêneros musicais dos convidados, por que aí é possível trazer outros públicos que não conhecem o espaço de leitura e cultura.

“É fundamental a gente se apropriar desse equipamento público para que em uma outra crise de governo, não pensem que para cortar o orçamento, tem que cortar em bibliotecas públicas. O espaço tem que estar muito ocupado com a população interessada nele e sabendo do valor dele”.

O idealizador do projeto destacou que mesmo tendo a atração dos celulares, existem pessoas que ainda gostam de pegar um livro na biblioteca para fazer a leitura enquanto se deslocam nos transportes públicos. “É esse estímulo. A gente tem feito muitos encontros com autores”.

O Parque de Ideias completa quatro anos agora em maio. Toda a programação é gratuita e também reúne oficinas, cursos em parceria com a PUC Rio e encontros que misturam literatura, música e processos criativos.

O projeto é uma realização da Debê Produções com patrocínio do Instituto BAT e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

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Concerto do Ano Cultural Brasil-China lota Teatro Poupex, em Brasília

Apresentação reuniu músicos chineses e brasileiros em espetáculo que marcou o início das celebrações culturais entre os dois países

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A Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China realizou uma apresentação especial ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, no Teatro Poupex Cultural, em Brasília, na noite desta terça-feira (7). O concerto integra a programação do Ano Cultural Brasil–China, iniciativa oficial dos governos dos dois países para fortalecer o intercâmbio cultural e institucional.

O evento reuniu autoridades, diplomatas, militares e convidados. Entre os presentes estavam o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; o secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius da Rosa; e o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Laudemar Aguiar. Representaram o Ibrachina o presidente Thomas Law e a diretora administrativa e financeira Ana Ou Law.

Também participaram o senador Jaques Wagner; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin; o ministro do Superior Tribunal Militar, general Anísio de Oliveira Jr.; o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda; e a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Schweickardt.

A apresentação, que lotou o teatro, foi dividida em duas partes: a primeira sob regência da maestrina chinesa Jiang Huan e a segunda conduzida pelo maestro Cláudio Cohen. No palco, músicos da Camerata da CNSO, com destaque para o violinista Yao Liang, se uniram aos instrumentistas brasileiros em um repertório que mesclou obras clássicas dos dois países. O programa incluiu desde peças brasileiras consagradas, como “Aquarela do Brasil” e “Trenzinho Caipira”, até composições tradicionais chinesas, como “Dança da Serpente Dourada” e “Os Amantes Borboleta”.

Início das ações do Ano Cultural Brasil–China 

De acordo com o embaixador Zhu Qingqiao, o concerto em Brasília representa “a primeira atividade de destaque do Ano Cultural Brasil–China”. “As relações China–Brasil também são uma história de intercâmbio cultural e aproximação entre os povos. Hoje, a serenidade da música chinesa se encontra com a vitalidade do ritmo brasileiro, revelando a beleza de cada cultura e a harmonia entre elas”, afirmou.

O presidente do Ibrachina, Thomas Law, destacou a importância do evento para o fortalecimento das relações bilaterais. “É um superevento, com grandes artistas vindos da China executando músicas brasileiras e obras chinesas conhecidas. Essa interação é um marco nas relações diplomáticas e culturais entre os dois países em 2026, o Ano Cultural Brasil–China”, declarou.

Para o maestro Cláudio Cohen, a união entre músicos brasileiros e chineses simboliza a força da cultura como ferramenta de integração. “As culturas de China e Brasil se uniram pela música, como uma forma potente de aproximação entre os povos”, afirmou.

Já o embaixador Laudemar Aguiar ressaltou o papel estratégico da cultura nas relações internacionais. “A cultura é dimensão essencial da cooperação internacional e instrumento para o fortalecimento das relações entre os países”, disse. Segundo Cassius da Rosa, a iniciativa reforça a importância da cultura na agenda bilateral. “Essa celebração é um símbolo vivo da parceria estratégica entre Brasil e China, mostrando que a cultura ocupa espaço prioritário nessa relação”, destacou.

Intercâmbio cultural

A iniciativa promove o intercâmbio cultural entre Brasil e China, reunindo músicos reconhecidos em um concerto que une repertórios e tradições distintas. A Camerata apresentou obras marcantes da música chinesa e emocionou o público presente no Teatro Poupex Cultural.

O evento foi organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo da China, Embaixada da China no Brasil, Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura do Brasil. A realização contou com STNS, Ibrachina e Orquestra Sinfônica Nacional da China, com apoio do Teatro Poupex Cultural.

Sobre o Ibrachina    

Fundado em 2018 pelo Dr. Thomas Law, advogado, o Ibrachina é um Instituto sociocultural que tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Ibrachina atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.

Fonte: Agência Pub 

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LEMBRAR PARA REFLETIR

DATAS DA ONU PARA ABRIL e MAIO de 2026

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ABRIL E MAIO – As datas estabelecidas pela Assembleia Geral da ONU para serem comemoradas em todos os países para que todos os povos façam uma reflexão sobre preservação, desenvolvimento e cultura. Instituído pela Organização das Nações Unidas, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é lembrado neste dia 2 de abril. A ONU aponta que, em todo o mundo, em torno de 70 milhões de pessoas têm transtorno do espectro autista (TEA). Cerca de 2 milhões estão no Brasil. A existência da campanha se dá, principalmente, pela necessidade de conscientização sobre as más concepções que socialmente se têm sobre o transtorno, o que resulta em posturas preconceituosas com esse público.

DIA 19 DE ABRIL – DIA DO ÍNDIO

 

MÊS DE ABRIL

2 DE ABRIL

Dia Mundial de Conscientização sobre Autismo.

4 DE ABRIL

Dia Internacional de Informação sobre o perigo das minas e de assistência para as atividades relativas às minas terrestres.

5 DE ABRIL

Dia Internacional da Consciência.

6 DE ABRIL

Dia Internacional do Deporto para o Desenvolvimento da Paz.

7 DE ABRIL

Dia Mundial da Saúde – OMS

Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsis na Rwanda.

12 DE ABRIL

Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados.

14 DE ABRIL

Dia Mundial da Doença de Chagas.

19 DE ABRIL

Dia do Índio (no Brasil)

Dia da Língua Chinesa.

21 DE ABRIL

Dia Mundial da Criatividade e Inovação.

22 DE ABRIL

Dia Internacional da Mãe Terra.  

23 DE ABRIL

Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor.

24 DE ABRIL

Dia Internacional do Pluralismo e da Diplomacia para a Paz.

25 DE ABRIL

Dia Mundial do Paludismo (OMS) – Dia Internacional do Delegado.

26 DE ABRIL

Dia Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Dia Internacional de Recordação do Desastre de Chernobyl.

28 DE ABRIL

Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

30 DE ABRIL

Dia Internacional do Jazz.

 

MÊS DE MAIO

2 DE MAIO

Dia Mundial do Atum 

3 DE MAIO

Dia Mundial da Liberdade da Imprensa.

Dia Mundial das Aves Migratórias (PNUMA)

8-9 DE MAIO

Jornada de Lembranças e Reconciliações em Honra de quem perdeu a vida na Segunda Guerra Mundial.

15 DE MAIO

Dia Internacional das Famílias.

16 DE MAIO

Dia Internacional da Convivência na Paz.

Dia Internacional da Luz 

17 DE MAIO

Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação.

20 DE MAIO

Dia Mundial das Abelhas.

21 DE MAIO

Dia Mundial da Diversidade Cultural para ol Diálogo e o Desenvolvimento.

22 DE MAIO

Dia Internacional da Diversidade Biológica.

23 DE MAIO

Dia Internacional para a Erradicação da Fístula Obstétrica.

26 DE MAIO

Dia da Lua Cheia (Dia do plenilúnio).

29 DE MAIO

Dia Internacional da Paz Pessoal das Nações Unidas.

31 DE MAIO

Dia Mundial Sem Tabaco.

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Reportagens

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