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JOSÉ SARNEY

O brasileiro que venceu ataques leais e desleais, traições e futricas para deixar um legado à História.

 

José Sarney é um predestinado. Várias imagens do filme “Maranhão 1966”, de Glauber Rocha, sobre sua posse em 31 de janeiro de 1966, como 48º governador do Maranhão, são usadas num outro épico do cineasta baiano: “Terra em Transe”.

Premiado em Cannes e outros grandes festivais, “Terra em Transe” – que tem no seu elenco figuras notáveis da arte nacional como Jardel Filho, Paulo Autran e José Lewgoy – sobrevive atualíssimo em sonhos revolucionários, golpes, traições políticas, censuras, poesia, populismo, críticas da esquerda, críticas da direita, tropicalismo para se tornar um clássico do cinema brasileiro.

A vida e a obra do editor, jornalista, político, escritor e poeta José Sarney seguem a mesma trajetória utópica, polêmica e conflitante de uma verdadeira Terra em transe. E não é para menos. Não só por ter participado na juventude de movimentos literários em jornais e revistas, mas por ter ocupado todos os cargos eletivos do País. Dos 95 anos, completados agora dia 24 de abril, 76 foram vividos no transe jornalístico, cultural e político. José Sarney é um recordista da República. O mais longevo político da História brasileira. Foram 61 anos de mandatos eletivos de primeira grandeza: 39 como Senador – cinco mandatos, sendo um incompleto por ter sido eleito vice-presidente da República, em 1985. Como deputado foram 12 anos, como governador foram 5 e como presidente da República também 5 anos. Foi quatro vezes presidente do Congresso Nacional e, como senador, representou o Maranhão e o Amapá. Ultrapassou o recorde do Patrono da Casa, Ruy Barbosa, que ocupou a cadeira do Senado por 31 anos. Sarney ocupou-a por 39. O mais surpreendente é que chegou ao mais alto posto político do País, tendo a complexa missão de substituir Tancredo Neves como presidente da República na vida real, quando Tancredo era o Salvador da Pátria no imaginário popular.

 

José Sarney é um pensador. Seu lado intelectual é menos lembrado, mas é mais forte e consistente do que o lado político. A literatura fala muito mais alto em sua biografia, ganhando em 14 anos da política.

Em 1947, começa como profissional ao ganhar um concurso de reportagem do jornal O Imparcial. Aos 19 anos, cria o Suplemento Literário de ‘O Imparcial’ e, logo, é eleito para a Academia Maranhense de Letras. Em 1950, edita a revista A ILHA, com Luiz Carlos de Bello Parga e Bandeira Tribuzzi. Lançou seu primeiro livro de poesia ‘Canção Inicial’, em 1952. José Sarney contabiliza 75 anos de Literatura. Escreveu 122 livros com 172 edições, vários deles traduzidos em doze idiomas. Hoje é membro e decano da Academia Brasileira de Letras.

A História há de registrar que o governo José Sarney foi um divisor de águas em relação ao Meio Ambiente. Para refrescar a memória, foi Sarney que criou o Ibama, na implementação do ‘Prev-Fogo’, na criação do maior número de Unidades de Conservação num só governo e, mais importante, reduziu em 30% as queimadas e desmatamentos na Floresta Amazônica. A Conferência de Desenvolvimento Sustentado da ONU, de 1992, seria realizada no Canadá. Foi José Sarney que se empenhou, pessoalmente, e conseguiu trazê-la para o Brasil.  O ex-presidente orientou o embaixador Paulo de Tarso Flecha de Lima a negociar a troca de Toronto pelo Rio de Janeiro, oferecendo a Secretária-geral do evento ao canadense Maurice Strong. Assim, a RIO’92 se tornou referência ambiental do Planeta, quando 175 Chefes de Estado e de governos marcaram presenças na primeira semana de junho de 1992.

Dois fatos ainda a relembrar: foi Sarney que proibiu a pesca da baleia no Brasil e, no seu governo, o Brasil deixou de ser vilão do meio ambiente para dar exemplo ao mundo.

Vindo do meio rural, profundo conhecedor e defensor da Embrapa, Sarney resolveu dar condições para a agricultura de sequeiro. Criou o Ministério da Irrigação e chamou o ex-presidente da Embrapa, Eliseu Alves, para dirigir a Codevasf. Deu-lhe a missão: investimento em projetos públicos de irrigação e atendimento para a agricultura nordestina da região do vale do rio São Francisco. No início de seu governo, a área irrigada era de 2,1 milhões de hectares e, em 1990, quando deixou o governo, a área irrigada era de 2,4 milhões de hectares.

A Cultura brasileira teve dois momentos históricos: a criação do Ministério da Cultura, em 1985, e a aprovação da Lei de Incentivos Fiscais em benefício às atividades culturais, em 2 de julho de 1986, batizada como Lei Sarney. Quem se lembra? A Lei Sarney foi assinada em 2 julho de 1986. A escolha da data tinha motivo. O autor queria fazer três homenagens: ao Dia da Bahia, “Dois de Julho”, ao maior escritor brasileiro Jorge Amado e à aniversariante do dia, escritora Zélia Gattai, mulher de seu compadre baiano. O casal veio a Brasília especialmente para, no Palácio do Planalto, participar da cerimônia de assinatura da Lei.

A Lei da Cultura é uma teimosia de José Sarney. Durante o seu primeiro mandato de senador, em 1972, apresentou a primeira proposta de uma lei de incentivos à Cultura. Houve dificuldades para implementar a parceria público-privada em pleno governo militar.  De 1972 a 1984, por cinco vezes, José Sarney tentou aprovar uma lei da Cultura. Só conseguiu fazê-lo, em 1986, porque era o Presidente da República. A sistemática da Lei era pautada no cadastramento da empresa proponente e não por projetos. Isso deu margem a várias distorções que precisavam ser adequadas.

Essa adequação veio em 1991, com o presidente Fernando Collor, quando o então Secretário de Cultura, embaixador Sérgio Rouanet, fez aperfeiçoamentos na Lei Sarney e mandou um novo projeto-de-lei para o Congresso. Atualizou o anterior, agora pautado no cadastramento de projetos e não de empresas. Color sancionou a nova lei em 23 de dezembro de 1991 e fez questão de mudar-lhe o nome.  A Lei Sarney virou Lei Rouanet. O mercado político é assim mesmo. Cheio de vaidades. Não faltam padrinhos para filhos bonitos.

Lusófono de carteirinha, nasceu da cabeça de José Sarney duas iniciativas culturais globais: a criação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa – IILP e o Tombamento de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade, chancelado pela Unesco em 7 de dezembro de 1987. Ambos os projetos foram tocados com competência e determinação pelo ex-ministro da Cultura e ex-governador de Brasília, José Aparecido de Oliveira.

José Sarney viu a luz do sol pela primeira vez em Pinheiro, interior do Maranhão, em 24 de abril de 1930. Impressionante que, sempre guiado por um simples candeeiro, teve oportunidade de conhecer a luz elétrica – símbolo da modernidade – somente aos 12 anos, quando foi fazer exame de admissão no Liceu Maranhense, em São Luís. No escuro e na luz, José Sarney soube atravessar florestas, pular riachos, cruzar fronteiras, subir montanhas e garimpar estrelas. A um mês de completar 95 anos, José Sarney continua um meteoro em política, cultura e na defesa da Democracia.

É um predestinado. (SG)

 

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Museu do Catetinho estreia experiência em realidade virtual com inspiração em Tom Jobim e Vinicius de Moraes

Temporada do filme ‘Água de Beber’ começa neste sábado (25) e segue até setembro, com acesso gratuito aos visitantes

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

O Museu do Catetinho, espaço gerido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), inaugura neste sábado (25) a exibição do curta-metragem Água de Beber em realidade virtual. A experiência estará disponível ao público até setembro, com seis óculos instalados em pontos fixos do museu para uso dos visitantes.

Com oito minutos de duração, o filme recria a inspiração da canção homônima de Tom Jobim e Vinicius de Moraes a partir da fonte localizada no próprio Catetinho. Dirigido por Filipe Gontijo e Henrique Siqueira, o curta propõe uma imersão sensorial que conecta memória, música e patrimônio histórico em um dos espaços simbólicos da capital federal.

A iniciativa conta com o Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), instrumento público de fomento que viabiliza projetos culturais em diferentes linguagens e territórios. No caso da produção audiovisual, o recurso permite ampliar o acesso da população a novas formas de fruição cultural, incorporando tecnologias como a realidade virtual ao circuito de visitação.

 

Para o secretário interino de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, a ação evidencia o papel das políticas públicas no fortalecimento da cultura e na valorização dos espaços históricos. “Ao ocupar o Museu do Catetinho com uma experiência que dialoga com a história da música brasileira e com a identidade do espaço, ampliamos as possibilidades de fruição cultural e reforçamos o compromisso do poder público com a democratização da cultura”, afirma.

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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Feita de sonhos, sotaques e muita coragem

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Foto: Diogo Lima / Agência CLDF

 

Mais do que um cartão-postal reconhecido mundialmente por sua arquitetura e urbanismo, Brasília é uma cidade pulsante, construída diariamente por pessoas que transformam sonhos em realidade. Capital do país e símbolo de modernidade, a cidade reúne história, diversidade cultural e desenvolvimento, mantendo vivo o espírito inovador que marcou sua criação.

Ao longo de seus 66 anos, Brasília consolidou-se como centro político e administrativo do Brasil, mas também como espaço de oportunidades, acolhimento e cidadania. Em cada região administrativa, a população ajuda a escrever uma trajetória marcada por crescimento, trabalho e esperança no futuro.

Nesse caminho, a Câmara Legislativa do Distrito Federal desempenha papel essencial ao representar a voz da população, criar leis e fiscalizar ações que impactam diretamente a vida dos cidadãos. O trabalho parlamentar contribui para fortalecer políticas públicas e garantir direitos em áreas fundamentais como saúde, educação, mobilidade e segurança.

Celebrar o aniversário de Brasília é reconhecer a grandeza de uma cidade planejada para o futuro e construída por todos os brasilienses. Mais do que monumentos e paisagens icônicas, Brasília é feita de pessoas, histórias e conquistas que seguem moldando o presente e inspirando as próximas gerações.

 

Agência CLDF

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Mariangela Hungria está na lista Time das 100 personalidades mais influentes do mundo

A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria está na lista TIME100 2026, na categoria Pioneiros (Pioneers), que reconhece as 100 pessoas mais influentes do mundo

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A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria está na lista TIME100 2026, na categoria Pioneiros (Pioneers), que reconhece as 100 pessoas mais influentes do mundo. A lista disponibilizada hoje no site da Time reconhece o impacto, a inovação e as conquistas de personalidades mundiais. Mariangela destacou a emoção com o reconhecimento e disse que a conquista ainda parece difícil de acreditar. “Estamos falando de um reconhecimento das pessoas mais influentes do mundo”, afirmou. A pesquisadora também ressaltou o orgulho de representar a ciência brasileira no cenário internacional. Para ela, essa valorização não é resultado apenas sua trajetória, mas do trabalho desenvolvido na Embrapa, especialmente na área de insumos biológicos na agricultura. “É um grande orgulho para a pesquisa brasileira, principalmente por um tema tão relevante: o uso de biológicos substituindo produtos químicos”, explicou.

Mariangela destacou ainda que esse reconhecimento reflete uma mudança global de percepção, com maior valorização de práticas sustentáveis e da produção de alimentos mais saudáveis. “Isso mostra que o mundo considera importante produzir alimentos que promovam a saúde do solo e das pessoas, com menos resíduos químicos, dentro do conceito de saúde única”, disse. Ela acredita que a visibilidade pode fortalecer ainda mais o protagonismo do Brasil no setor. “Além da alegria pelo reconhecimento, isso ajuda a divulgar essa bandeira dos biológicos, na qual o Brasil já é líder mundial — e pode se tornar ainda mais”, concluiu.

Quem é Mariangela Hungria

Nascida em 06 de fevereiro de 1958, em São Paulo, e criada em Itapetinga (SP), Mariangela Hungria é engenheira agrônoma, pesquisadora e professora universitária, reconhecida mundialmente por sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura brasileira. Desde a infância, teve curiosidade por conhecer o que envolve os aspectos relacionados à terra, à água e ao ar. Quando tinha oito anos, ganhou da avó materna o livro “Caçadores de Micróbios”, de Paul de Kruif, sobre a vida de microbiologistas. Depois dessa leitura, decidiu que queria ser microbiologista, mas não na área médica — tinha que ser sobre solo e plantas. Sua busca por conhecimento e seu espírito científico, a levaram a cursar Engenharia Agronômica e se especializar em microbiologia do solo, tornando-se uma das mais renomadas microbiologistas do mundo.

Desde 1982, Mariangela desenvolve inovações que resultaramno lançamento de mais de 30 tecnologias. A cientista possui mais de 500 publicações científicas, documentos técnicos, livros e capítulos de livros. Também já orientou mais de 200 alunos de graduação e pós-graduação.

Para a pesquisadora, há uma crescente demanda global por aumento da produção e da qualidade dos alimentos, mas com sustentabilidade, o que significa reduzir a poluição do solo e da água e diminuir as emissões de gases de efeito estufa. De acordo com Mariangela, o desenvolvimento sustentável na agricultura deve se alinhar com novos conceitos, enfatizando a “Saúde Única” (One Health), a “Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG)” e a nova visão de agricultura regenerativa. Essa abordagem busca produzir mais com menos — menos insumos, menos água, menos terra, menos esforço humano e menor impacto ambiental.

Contribuições à produção agrícola

O foco das pesquisas de Mariangela Hungria tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição, total ou parcial, de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a síntese de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Ela obteve resultados inovadores ao provar que, ao contrário de relatos dos EUA, Austrália e Europa, a inoculação anual da soja com Bradyrhizobium aumenta, em média, 8% a produção de grãos de soja. Ainda mais relevante, altos rendimentos são conseguidos sem nenhuma aplicação de fertilizante nitrogenado e a confirmação desses benefícios pelo agricultor está na adoção dessa prática, 85% de toda a área cultivada com soja.

Outra tecnologia lançada pela pesquisadora, em 2014, foi a coinoculação da soja, que une as bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium) e as bactérias promotoras de crescimento de plantas (Azospirillum brasilense). Em pouco mais de dez anos, a coinoculação passou a ser adotada em aproximadamente 35% da área total cultivada de soja.

Reunindo os benefícios da inoculação e da coinoculação da soja, somente em 2025, a economia estimada, ao dispensar o uso de fertilizantes nitrogenados, foi estimada em 25 bilhões de dólares. Além do benefício econômico, o uso dessas bactérias ajudou a mitigar, em 2024, a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes para a atmosfera.

Associado aos trabalhos com soja, a pesquisadora também coordena pesquisas que culminaram com o lançamento de outras tecnologias: autorização/recomendação de bactérias (rizóbios) e coinoculação para a cultura do feijoeiro, Azospirillum brasiliense para as culturas do milho e do trigo e de pastagens com braquiárias. Ainda em relação às gramíneas, em 2021, a equipe da pesquisadora lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na fertilização nitrogenada de cobertura em milho por meio da inoculação com A. brasilense, gerando benefícios econômicos significativos para os agricultores e impactos ambientais positivos para o país.

Trajetória  profissional

Mariangela Hungria é Engenharia Agronômica (Esalq/USP),com mestrado em Solos e Nutrição de Plantas (Esalq/USP), doutorado em Ciência do Solo (UFRRJ). Na sequência,cursou o doutorado na UFRRJ. A tese foi realizada na Embrapa, a convite da pesquisadora Johanna Döbereiner, cientista que revolucionou a agricultura tropical ao descobrir e aplicar a fixação biológica de nitrogênio (FBN) em culturas agrícolas. Mariangela considera Johanna Döbereiner a mentora mais influente da sua carreira, por ter colaborado decisivamente com sua formação como cientista.

Em 1982, tornou-se pesquisadora da Embrapa: inicialmente na Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e, desde 1991, na Embrapa Soja (Londrina, PR). Mariangela acumula ainda três pós-doutorado em universidades nos Estados Unidos e Espanha (Cornell University, University of California-Davis e Universidade de Sevilla).

RECONHECIMENTOS

Mariangela Hungria, laureada da edição de 2025 do Prêmio Mundial de Alimentação – World Food Prize (WFP) – reconhecido como o “Nobel da Agricultura”, recebeu a homenagem em 23 de outubro, em Des Moines, nos Estados Unidos. O Prêmio, concedido pela Fundação World FoodPrize, celebra o impacto positivo das pesquisas da cientista brasileira e sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura brasileira.

Mariangela é também comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e da Academia Mundial de Ciências. É professora e orientadora da pós-graduação em Microbiologia e em Biotecnologia na Universidade Estadual de Londrina. Atua também na Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e na Sociedade Brasileira de Microbiologia.

Desde 2020 Mariangela está classificada entre os 100 mil cientistas mais influentes no mundo, de acordo com o estudo da Universidade de Stanford (EUA). Em 2022, a pesquisadora ocupou a primeira posição brasileira, confirmada em 2025, em Fitotecnia e Agronomia (Plant Science and Agronomy) e em Microbiologia, em lista publicada pelo Research.com, um site que oferece dados sobre contribuições científicas em nível mundial.

Já recebeu várias premiações pela sustentabilidade em agricultura, como o Frederico Menezes, Lenovo-Academia Mundial de Ciências, da Frente Parlamentar Agropecuária eda Fundação Bunge. Em 2025, recebeu o Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. Em 2026, entrou na lista Forbes que destaca 10 personalidades mundiais que personificam a liderança no agronegócio.

Lebna Landgraf (MTb 2903 -PR)
Embrapa Soja

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