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Queima de fogos marca a virada para o 21 de abril: Brasília completa 65 anos
Espetáculo pirotécnico pôde ser conferido pelo público que acompanhava a segunda noite de shows na Esplanada
Por Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo
Por Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraball
Já é aniversário de Brasília! Uma contagem regressiva e uma queima de fogos no início da madrugada desta segunda-feira (21) marcaram a virada, ou melhor, a chegada da data em que a capital federal completa 65 anos. O espetáculo pirotécnico pôde ser conferido pelo público que acompanhava a segunda noite de shows na Esplanada dos Ministérios, pouco antes da apresentação da cantora Mari Fernandez. Antes dela, passaram pelo palco Fagner, Digão e o trio O Grande Encontro – formado por Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.
Contagem regressiva e queima de fogos marcaram a chegada dos 65 anos de Brasília, no início da madrugada desta segunda (21), na Esplanada dos Ministérios | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília
“Você sente essa energia muito positiva, em um Domingo de Páscoa, as pessoas aqui, para assistir a shows tão importantes. Então, é uma felicidade para a nossa cidade e eu tenho certeza que essa comemoração dos 65 anos da capital vai entrar para a história do Distrito Federal”, destacou o governador Ibaneis Rocha, que, durante o evento, foi à grade e à área destinada a idosos e pessoas com deficiência para interagir com o público presente.
“A festa está muito organizada, com muita segurança, tem diversão para todo mundo, de todas as idades. É uma festa para a família do Distrito Federal”, emendou a vice-governadora Celina Leão.
A sensação do piseiro Mari Fernandez fechou a programação de shows deste domingo (20)
Ao longo desta segunda-feira (21), o público poderá conferir diversas atrações na comemoração pelos 65 anos da capital. Na Esplanada, a música brasiliense dará o tom da festa: a partir das 14h, grandes nomes da cidade – como Menos É Mais, BenzaDeus e Adriana Samartini – prometem agitar o público e encerrar em grande estilo a programação, que começou no sábado (19).
A fé também terá espaço nesta segunda. Às 10h, no palco da Esplanada, haverá uma celebração gospel, que, a partir das 11h, contará com show do cantor Eli Soares, sete vezes indicado e duas vezes vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa.
Para os católicos, também às 10h, haverá uma missa especial pelo aniversário de Brasília e pelo jubileu da arquidiocese da capital, na Catedral. Presidida pelo arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, a celebração terá a presença da cruz usada na primeira missa do Brasil, que está em peregrinação pelo país.
Também na manhã de segunda, às 14h, a Esplanada terá teatrinho infantil e atividades recreativas para crianças.
Festa
O Governo do Distrito Federal (GDF) preparou uma programação extensa e diversificada para a celebração dos 65 anos de Brasília. As ações começaram nesta quinta-feira (17) e se estendem por toda a Semana Santa até o dia do aniversário, na segunda-feira (21), com shows, espetáculos teatrais, concertos e ofertas de gratuidade em espaços de lazer.
Os shows na Esplanada são a grande atração – no sábado (19), Wesley Safadão e Léo Santana agitaram o público. Totalmente gratuita e pensada para oferecer segurança, conforto e diversão para todos, a estrutura montada na área central de Brasília inclui um megapalco, telões, passarela para aproximar o público dos artistas, camarotes, área kids e áreas pet, além de uma praça de alimentação e atrações interativas como roda-gigante, tirolesa e um estúdio para youtubers e influenciadores, além de 60 banheiros químicos. A organização foi liderada pelo Instituto Eleva, com apoio da Secretaria de Turismo (Setur-DF).
O público também pode chegar às atrações gratuitamente, por meio do programa Vai de Graça. Ônibus e metrô estão operando sem custo entre quinta (17) e segunda-feira (21), inclusive, com reforço nas linhas.
Confira a programação desta segunda-feira, 21 de abril:
• 10h — Evento gospel
• 11h — Eli Lopes
• 14h — Doze por oito
• 15h10 — BenzaDeus
• 16h20 — Adriana Samartini
• 17h30 — Leon Correia
• 19h — Menos é Mais
• 21h20 — Bruno Cesar & Rodrigo
• 22h30 — Zé Neto & Cristiano
• 1h — Encerramento
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.
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