Artigos
INCÊNDIOS FLORESTAIS
MUITOS DESAFIOS PORQUE SÃO MUITOS IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS.
Silvestre Gorgulho
A constatação incendiou discursos e pronunciamentos das autoridades ambientais. O ano de 2024 foi dramático para vários biomas do Brasil em referência aos incêndios florestais: na Amazônia, mais de 15 milhões de hectares foram queimados. No Cerrado, 4 milhões de hectares foram tragados pelo fogo. A área atingida por incêndios na Mata Atlântica alcançou mais de 1 milhão de hectares. E, no Pantanal, os incêndios destruíram cerca de 2 milhões de hectares. Está provado que discursos bonitos e ideologia nenhuma fazem diminuir as queimadas e incêndios florestais no Brasil.
No ano passado, a área queimada da Amazônia respondeu por mais da metade de toda a área queimada nas florestas brasileiras. E, pelo andar da carruagem, neste ano de 2025, a perspectiva é que os números não serão muito diferentes.
Segundo vários ambientalistas, esses números não apenas evidenciam a gravidade da última temporada de incêndios, como também ressaltam a vulnerabilidade desses ecossistemas diante de eventos extremos, com prejuízos à biodiversidade, à qualidade do ar e ao ciclo hidrológico.
Vários motivos explicam os níveis tão elevados das áreas queimadas em 2024. Além da omissão de governos federal e estaduais, a seca intensa deixou a vegetação mais inflamável, o favorece as linhas de foto. Mas não se pode descartar as práticas agrícolas como o manejo inadequado de pastagens, como a limpeza do solo, e até a colocação de fogo de maneira criminosa.
Segundo o Ibama, no caso específico do Pantanal, imagens de satélites mostraram como parte significativa da vegetação próxima ao Rio Paraguai foi transformada em cinzas. Foram mais de 2 milhões de hectares consumidos pelas chamas apenas no Pantanal, demonstrando o impacto direto da combinação entre clima hostil e ações de fazendeiros. Nas Terras Indígenas, como a Utiatiti, os danos ultrapassaram a marca dos 2 milhões de hectares perdidos.
Mais de 70% dos incêndios registrados ocorreram entre agosto e outubro, justamente o período mais seco do ano. Portanto, o fortalecimento de planos de contingência para esses meses pode ser decisivo para limitar futuras ocorrências.

O bioma Cerrado registrou 2.489 focos. O estudo do MapBiomas aponta que entre janeiro e agosto de 2024, o Cerrado já perdeu 4 milhões de hectares para o fogo, um aumento de 85% em relação ao mesmo período de 2023. (Foto: Fernando Tatagiba / ICMBio)
MEDIDAS ESTRATÉGICA A SEREM TOMADAS
Brigadistas e técnicos do Ibama Especialistas afirmam que o combate ao desmatamento é fundamental para reduzir a incidência dos incêndios, já que áreas degradadas tendem a se tornar mais vulneráveis ao fogo. O aprimoramento do manejo das pastagens e a limitação do uso do fogo na agricultura também são estratégias recomendadas para evitar a repetição desse cenário em anos futuros.
Em resumo, o próprio Ibama dá quatro ações fundamentais nessa direção:
- Prevenção ao desmatamento: Adoção rigorosa da lei ambiental e fiscalização efetiva.
- Ações educativas: Incentivo à adoção de técnicas sustentáveis no meio rural.
- Monitoramento contínuo: Utilização de tecnologias para identificar focos de calor rapidamente.
- Reforço da brigada de incêndio: Treinamento e ampliação do número de profissionais capacitados.

Muitas prefeituras, como a e Jundiaí, em São Paulo, capacitam bombeiros, defesa civil e brigadas para combate aos incêndios florestais.

iniciativa, em geral, é realizada em conjunto com o Ibama, ICMBio, Corpo de Bombeiros e entidades privadas.
ALERTA TOTAL
Já no mês de julho começam os incêndios florestais que se avolumam no período de agosto, setembro e outubro. Este período do ano responde por 72% da área queimada, de acordo com o estudo do MapBiomas, divulgado recentemente.
Como resposta à aproximação dessa época com maior quantidade de queimadas, tanto os Estados de Goiás, Minas, os dois Mato Grosso, Tocantins, Pará e Distrito Federal como entidades como a Polícia Federal começam ações de enfrentamento aos incêndios florestais. Além da preparação e treinamento de brigadas de combate ao fogo existe uma movimentação encontros e reuniões em prefeituras, escolas e entidades rurais para mobilizar a população na ajuda ao combate de todos os tipos de tarefas. Inclusive de denúncias de autores de crimes ambientais que facilitam.
Artigos
Brasília terá título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural
Homenagem será prestada em encontro que começa hoje na cidade
Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil
Tratar de estratégias conjuntas para proteção dos patrimônios material e imaterial, e para inovação em políticas públicas está entre os objetivos centrais de um evento internacional em Brasília, desta quarta (11) até sexta-feira (13). Na ocasião, a cidade será homenageada com o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural.

O evento é a reunião do Comitê Setorial de Patrimônio Cultural da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI) e será realizado no Salão Nobre do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, a partir das 14h Nesses dias, estão previstos também o intercâmbio de boas práticas de gestão dessas cidades e o fortalecimento da identidade histórica urbana.
Na avaliação do secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, o novo título amplia a projeção internacional de Brasília como capital do diálogo, da diplomacia e da preservação do patrimônio. A cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1987 quando recebeu esse título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Compromisso
O encontro vai abordar eixos temáticos para seguir com as discussões iniciadas em Lima (Peru), em 2025. O grupo de discussão pretende apresentar, até o final do evento, uma Carta de Compromisso comum com a preservação, valorização e gestão sustentável do patrimônio cultural.
Fazem parte da Ucci 29 cidades de 24 países ibero-americanos. A ideia da rede é permitir que as cidades compartilhem experiências e trabalhem em conjunto para enfrentar desafios comuns. Do Brasil, além de Brasília, o grupo é representado por São Paulo (SP) e o Rio de Janeiro (RJ).
Somadas, essas regiões têm 76 milhões de habitantes que falam espanhol e português. A UCCI atua como plataforma para a cooperação urbana, o intercâmbio de conhecimentos e a disseminação de boas práticas entre seus membros.
Cidade única
Segundo a pesquisadora em arquitetura Angelina Nardelli Quaglia, que estuda temas ligados à capital e periferia na Universidade de Brasília (UnB), a capital brasileira proporciona culturalmente valores únicos.
“Brasília é uma capital reconhecida internacionalmente pela arquitetura e pelos processos culturais que aqui acontecem”, afirma.
A pesquisadora entende que Brasília tem características únicas e a diversidade cultural como marca fundamental, incluindo as misturas de influências que chegam do país inteiro. A diversidade perpassa gerações, na avaliação dela. “Há uma paisagem cultural muito rica, que é a grande beleza de Brasília”.
A cidade também simboliza a democracia brasileira em diferentes momentos, como na luta pela liberdade, a Constituição de 1988 e a resistência após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. “Eu entendo que é uma cidade à frente do tempo”.
Desafios
No entanto, Angelina Nardelli observa que a cidade, quatro anos depois de inaugurada, particularmente durante a ditadura militar (1964 – 1985), não teve legislação para manutenção do patrimônio.
“Tivemos um hiato muito grande de uma legislação que também começa a se transformar mundialmente (mas não no Brasil)”.
O cenário começaria a se alterar com o título expedido pela Unesco em 1987. “A memória foi reconhecida como patrimônio”. A pesquisadora compreende que a manutenção do patrimônio em Brasília não é simples.
A capital aprovou, por exemplo, há dois anos, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). Mas a pesquisadora entende que são necessários mais recursos e políticas públicas de proteção para que tanto o tombamento quanto a manutenção estejam em ordem. “Em Brasília, isso devia ser um exemplo, mas ainda não é. A capital é uma cidade muito nova”, diz.
Artigos
NÃO É MAIS TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
O crime organizado plantou-se no ESTADO. Os Tres Poderes viraram quatro…
Artigos
MINISTÉRIO PÚBLICO ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE COBRANÇA DE PEDÁGIO NA SERRA DA CAPIVARA
Prefeitura de Coronel José Dias vai precisar explicar bloqueio de rodovias
O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), abriu procedimento investigatório para analisar o bloqueio de rodovias no município de Coronel José Dias, com objetivo de cobrança de uma espécie de pedágio (veja detalhes em: https://folhadomeio.com/2026/02/pedagio-aos-visitantes/.), para acessar o Parque Nacional Serra da Capivara, uma unidade de conservação federal que não cobra nenhuma taxa para ingresso nos seus circuitos turísticos.
A polêmica começou após a câmara de vereadores do município aprovar uma lei que estabelece um novo imposto denominado de Taxa de Preservação Ambiental e Turística (TPAT), que começa com o valor diário de R$ 20,00, para os visitantes que desejam conhecer o parque nacional através do seu território. Para isso, a Prefeitura fechou acessos alternativos e instalou barreiras físicas controladas por funcionários para cobrança do valor.
A decisão causou uma grande repercussão no trade turístico local que pressupõe um impacto negativo no fluxo de visitantes que chegam nessa região do Piauí para conhecer a Serra da Capivara, e seus sítios arqueológicos declarados como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Segundo dados da Secretaria Estadual de Turismo do Piauí, a maior parte dos visitantes é composta por grupos de estudantes da própria região que alegam não dispor desses valores para visitar o parque nacional.
Agora, o município de Coronel José Dias vai precisar esclarecer ao Ministério Público quem autorizou o bloqueio de rodovias nos acessos ao parque. Para piorar, pipocam denuncias dos próprios turistas sobre as condições insalubres que os funcionários da Prefeitura enfrentam no dia-a-dia dos bloqueios. Abrigados numa tenda improvisada, sem acesso a internet ou rede móvel de comunicação, esses agentes não dispõem das mínimas condições de trabalho, nem mesmo um banheiro químico para as suas necessidades fisiológicas.
Ao serem parados nos bloqueios, os turistas precisam mostrar o comprovante do pagamento da TPAT para continuar o trajeto em direção ao parque nacional num claro desrespeito ao direito fundamental garantido pelo Artigo 5*, inciso XV, da Constituição Federal de 1988 (liberdade de locomoção). Se, por acaso, o visitante não tiver pago a taxa, ao chegar no bloqueio, são orientados a voltar até uma área com rede de wi-fi nos povoados próximos, para o pagamento do pedágio e, só assim, seguir viagem.
A cobrança, apesar de amparada por uma Lei Municipal, induz o visitante a erro, pois o bloqueio acontece nas proximidades do principal acesso ao parque nacional, levando o turista a acreditar que está pagando um imposto obrigatório para entrar na reserva federal. A chefia do parque, por seu lado, não tomou nenhuma medida prática e efetiva para alertar aos visitantes sobre a gratuidade do acesso ao parque nacional.
Ao contrário, os funcionários do ICMBio, que é órgão responsável pela gerencia do parque nacional, não se fazem presentes no bloqueio para alertar os visitantes que o pagamento não é obrigatório nem impeditivo para o seu acesso à unidade de conservação. “Uma espécie de dobradinha entre a atual gestão do parque e o Poder Público Municipal”, desabafa o proprietário de uma pousada no povoado do Sítio do Mocó, que não concorda com a cobrança da taxa.
Inclusive, existem denúncias que vários parentes da atual chefe, Marian Rodrigues – que não é funcionária concursada do ICMBio, mas sim ocupante de cargo de indicação politica -, entre eles, o seu cônjuge, como ela, todos residentes no município de Coronel José Dias, são condutores de visitantes credenciados pelo órgão federal para trabalhar no parque nacional, ou ocupam cargos de confiança na Prefeitura do município, fazendo uma espécie de “vista grossa”, induzindo os visitante à pagar o pedágio municipal para entrar no parque.
-
Artigos4 meses agoDubai aposta em inovação e sustentabilidade para construir a cidade do futuro
-
Artigos4 meses agoLudmilla, Alexandre Pires, Carlinhos Brown e outros artistas são destaques musicais do Consciência Negra 2025
-
Artigos3 meses agoO SOLSTÍCIO DE VERÃO E O NATAL
-
Reportagens4 meses agoCadastro para ingressos gratuitos da corrida de reinauguração do Autódromo de Brasília abre nesta terça-feira (25)
-
Artigos3 meses agoOs protagonistas de Brasília são homenageados no Prêmio JK
-
Reportagens4 meses agoFesta Literária das Periferias celebra pensadores negros no Rio
-
Reportagens3 meses agoNovo presidente do BRB é apresentado pelo governador Ibaneis Rocha ao setor produtivo
-
Artigos3 meses agoTecnogame estreia em Brasília
