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Adasa realiza 13ª edição do Lago Limpo no Deck Norte do Lago Paranoá

Em celebração ao World Cleanup Day, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) promoveu, na manhã deste sábado (20/09), a 13ª edição da Semana Lago Limpo, realizada no Deck Norte do Lago Paranoá. O evento mobilizou voluntários, estudantes, mergulhadores, representantes de instituições públicas e privadas, além da comunidade, em um esforço coletivo de preservação ambiental.

 

Os diretores da Adasa, Vinicius Benevides e Apolinário Rebelo, estiveram presentes destacando a relevância da ação. “Temos que registrar que o Lago Paranoá tem 65 anos de idade, e dificilmente vemos um lago artificial com uma qualidade tão alta quanto a que temos aqui no Distrito Federal. Este evento busca alcançar não apenas os mergulhadores, que fazem um trabalho fenomenal na retirada de resíduos, mas também as crianças, que são o nosso futuro. Não podemos perder a oportunidade de, anualmente, despertar a consciência ambiental na população, em especial nas crianças. Com certeza seguiremos dando continuidade a essa iniciativa”, afirmou Benevides.

O Lago Limpo, que chegou ao seu 13º ano de realização, vai muito além da limpeza das águas. A ação também promove conscientização, educação ambiental e também a revitalização dos espaços públicos onde ocorre e, a cada edição, menos lixo é retirado do lago, um reflexo do avanço da consciência coletiva sobre a importância da preservação. Nesta edição, foram recolhidos 250 quilos de resíduos do lago e de suas margens, resultado do trabalho conjunto de mergulhadores e voluntários.

O mergulhador Marcos Honorio ressaltou o papel de conscientização da iniciativa:.“Queremos mostrar que o lixo que chega ao lago é responsabilidade humana e que a cidade mais limpa não é a que mais se limpa, mas a que menos se suja. Nosso esporte depende da água, e ver instituições como a Adasa preocupadas com sua preservação é fundamental, porque água é vida”, compartilhou.

Entre os participantes estavam alunos do Instituto Federal de Brasília (IFB), do curso Técnico em Meio Ambiente, que uniram aprendizado e prática em atividades de preservação e conscientização sobre os cuidados com os recursos hídricos. A professora Carolina Arantes ressaltou o impacto da experiência: “É muito importante para os estudantes, não apenas pela formação técnica em meio ambiente, mas também para o desenvolvimento pessoal. Esse contato direto mostra a dimensão dos resíduos existentes e reforça que cada um de nós também tem responsabilidades com nossos recursos naturais”, refletiu.

O evento também contou com a participação do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), representado pelo diretor-adjunto Cleilson Gadelha Queiroz. Ele enfatizou a relevância da parceria e da conscientização relacionada ao descarte inadequado de resíduos sólidos. “Essa já é a 13ª edição do Lago Limpo e o SLU participa com orgulho, porque preservar nossos recursos hídricos é essencial. Assim como cuidamos do corpo, que é composto em grande parte por água, precisamos cuidar do lago, um patrimônio de Brasília usado para lazer e tão importante para o meio ambiente. O SLU tem colocado lixeiras e papeleiras nesses espaços e nossas equipes atuam constantemente na coleta. Mas é fundamental que cada cidadão faça a sua parte e descarte os resíduos no local correto”, destacou.

As famílias também participaram ativamente da programação. Para muitos deles, o Lago Limpo se tornou uma oportunidade de educação e lazer: “Esse evento ajuda a conscientizar desde cedo, mostrando às crianças que é possível agir de forma diferente. Eles já esperam ansiosos pela data e participam com entusiasmo, porque entendem que cuidar do lago é cuidar da cidade.” destacou um dos pais presentes na ação.

O evento ainda contou com distribuição de lanches, pipoca, algodão-doce e atividades recreativas para as crianças, tornando a manhã no Deck Norte educativa e divertida para toda a família.

Criada em 2011, a Semana Lago Limpo busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação dos recursos hídricos, com foco no Lago Paranoá – principal corpo d’água de múltiplos usos do DF. Em 2024, na edição realizada no Deck Sul, foram retiradas mais de 1,6 toneladas de resíduos. Ao longo de sua trajetória, a ação já resultou na retirada de dezenas de toneladas de lixo, reforçando o papel da Adasa na promoção da sustentabilidade e na qualidade de vida da população.

Também esteve presente o Secretário de Estado do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, o Assessor especial da vice governadora, Silvio Vieira, e o chefe de gabinete da Administração do Plano Piloto, João Renato.

Assessoria de Comunicação Institucional (ACI)
(61) 3961-4972/4909/5084 ou 3966-7514/7507
aci@adasa.df.gov.br  

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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