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Campanha Vem Brincar Comigo promove Carreta da Solidariedade no Sol Nascente/Pôr do Sol

Iniciativa coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais do GDF levou brinquedos e diversão a cerca de 5 mil crianças na tarde desta terça-feira (7)

 

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Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Um Dia das Crianças antecipado. Assim foi a tarde desta terça-feira (7) para quase 5 mil meninas e meninos moradores do Sol Nascente/Pôr do Sol. A 6ª edição da campanha Vem Brincar Comigo promoveu na cidade o projeto Carreta da Solidariedade, uma iniciativa que percorreu as ruas levando diversão e brinquedos às crianças em situação de vulnerabilidade. Os itens doados são provenientes da ação solidária iniciada em 20 de agosto, que já arrecadou mais de 48 mil brinquedos.

Parte do calendário oficial de eventos do Governo do Distrito Federal (GDF), a campanha Vem Brincar Comigo foi idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, e é coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais. Mais do que promover doações, o projeto busca valorizar a brincadeira como instrumento de desenvolvimento lúdico, educacional e afetivo, proporcionando não apenas brinquedos, mas também experiências marcantes às crianças do DF.

“Hoje é mais uma etapa da campanha Vem Brincar Comigo. Entregamos vários brinquedos pela região do Sol Nascente e teremos outras ações ao longo do mês de outubro aqui e em outras regiões, instituições, creches e para famílias em situação de vulnerabilidade”, detalhou a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha.

 

A idealizadora do projeto comemorou o sucesso do projeto que arrastou uma multidão pela Avenida do Trem Bão. “Hoje o Sol Nascente exalou energia infantil e o que a gente deseja para essas crianças, que elas cresçam com essa memória afetiva. É muito bacana poder ver o resultado de hoje”, disse. E emendou: “E quero desejar para essas crianças cada vez mais prosperidade, onde o mundo encare que realmente brincadeira de criança é coisa séria”.

Essa é a segunda edição da Carreta da Solidariedade que reúne personagens infantis e entrega de brinquedos, com animação e brincadeiras. “Ano passado nós estivemos na região da Estrutural. Entregamos aproximadamente 3 mil crianças e foi um grande sucesso. Essas regiões em situação de vulnerabilidade muitas vezes as crianças nem têm oportunidade de ter um brinquedo. Muitas vezes esse pode ser o único que elas vão receber do ano. É através do brinquedo que a gente fortalece o vínculo familiar”, afirmou a chefe-executiva de Políticas Sociais, Talita Mattosinhos.

 

A escolha pelo Sol Nascente/Pôr do Sol se deu pela vulnerabilidade da região, como explicou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. “O nosso trabalho é conjunto. Enquanto estou trabalhando a política pública, com verba pública para a população em vulnerabilidade social, temos as campanhas idealizadas pela primeira-dama. Nós escolhemos fazer essa grande entrega no Sol Nascente, que é talvez a região mais vulnerável que nós temos na capital. Hoje é o dia de fazer a alegria da nossa criançada”, destacou a gestora.

 

Moradora do Sol Nascente, a dona de casa Ivanilde Carvalho, 35 anos, trouxe a filha Sophia, 9, para se divertir na carreta. “Esse momento é de muita emoção. Esses brinquedos para essas crianças são muito importantes, porque muitas mães não têm condições de comprar os brinquedos. Assim, elas ficam muito felizes”, define.

Moradora do Sol Nascente, a dona de casa Ivanilde Carvalho, 35 anos, trouxe a filha Sophia, 9, para se divertir na carreta

Para as duas, o dia tem um significado especial. “Esse ano eu não teria condições de comprar um brinquedo no Dia das Crianças, porque meu esposo morreu há um mês e 10 dias. Então esse momento vai ficar na memória como uma lembrança feliz”, completou.

A estudante Daniele Cristina Barros, 11, foi categórica sobre o que sentiu durante a passagem da carreta pela sua cidade, que ela acompanhou ao lado da mãe, a dona de casa Maristela Barros, 38. “Está sendo a realização de um sonho, porque as crianças todas estão ganhando muitos brinquedos. Foi um dia de muita correria e alegria”.

A professora Regina Miranda, 48, fez questão de acompanhar a carreta do início ao fim. Ela diz que o evento a transportou para a sua infância. “Gostei muito. Foi muito nostálgico. Cheguei do trabalho e vi esse tanto de gente aqui. O Sol Nascente merece essa atenção, porque as crianças precisam desse carinho e apoio”, defendeu.

A Carreta da Solidariedade contou com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), da Subsecretaria do Sistema de Defesa Civil, do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) e da Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol.

A professora Regina Miranda, 48, fez questão de acompanhar a carreta do início ao fim. Ela diz que o evento a transportou para a sua infância

Campanha

Desde o lançamento, em agosto, a campanha vem realizando diversas ações. Entre elas, atividades que levaram pacientes do Hospital da Criança de Brasília (HCB) e crianças atendidas por instituições sociais para momentos de lazer no Complexo Na Praia e no Hot Zone, do ParkShopping.

Na última quinta-feira (2), o Palácio do Buriti foi o ponto do drive-thru do Dia Solidário, quando a campanha recebeu centenas de doações feitas pelas secretárias de Estado, autarquias, forças de segurança e embaixadas de diversos países, batendo o recorde de arrecadações, um total de mais de 48 mil brinquedos.

A arrecadação segue aberta até 10 de outubro. Quem quiser participar pode doar brinquedos novos ou usados em bom estado nos pontos de coleta distribuídos em locais estratégicos, como o Palácio do Buriti, o Anexo do Buriti, secretarias de Estado, administrações regionais, entidades públicas, batalhões da Polícia Militar e grupamentos do Corpo de Bombeiros Militar. Nos casos de brinquedos usados, é importante que estejam higienizados com álcool 70% e embalados em sacos transparentes, garantindo segurança e identificação durante a triagem.

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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