Reportagens
Jurista Aloysio Corrêa da Veiga recebe o título de Cidadão Honorário de Brasília
A iniciativa da homenagem partiu do deputado Jorge Vianna
Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal homenageou, na tarde desta segunda-feira (17), o jurista Aloysio Corrêa da Veiga, ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT). Por iniciativa do deputado Jorge Vianna (PSD), a Câmara realizou sessão solene para outorga do título de Cidadão Honorário de Brasília ao jurista.
Aloysio Corrêa da Veiga teve carreira destacada na Justiça do Trabalho até sua aposentadoria em outubro de 2025. Formado em Direito, iniciou sua carreira como juiz do trabalho substituto e ascendeu a ministro do TST em 2004. Sua trajetória inclui ainda a presidência da Sexta Turma do TST, a direção da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat) e a corregedoria-geral da Justiça do Trabalho.
Durante a solenidade, o deputado Jorge Vianna afirmou que o ex-ministro “não se limitou a honrar a magistratura e a Justiça do Trabalho e sua carreira se confunde com a evolução da Justiça trabalhista no Brasil”. Para ele, a principal característica do novo cidadão honorário foi “a disposição ao diálogo e a capacidade de construir pontes e buscar consenso”.
“Se fossemos resumir em uma só palavra a carreira do ministro, ela seria conciliação. Seu papel na implantação do piso nacional da enfermagem foi importantíssimo. Nos momentos de impasse, sua figura se agigantou e chamou para si a responsabilidade de ser o mediador de uma das maiores questões trabalhistas da história”, analisou Jorge Vianna.

Natural de Petrópolis (RJ), formou-se pela Universidade Católica de Petrópolis e iniciou sua carreira na magistratura no Rio de Janeiro. Sua trajetória o trouxe a Brasília, onde reside e atua há quase duas décadas, desde sua posse como ministro do TST.
O homenageado também é autor de diversos trabalhos jurídicos e membro de renomadas instituições, como a Academia Brasileira de Direito do Trabalho e a Academia Brasiliense de Direito do Trabalho, o que demonstra seu notório reconhecimento público. “É inegável o importante serviço prestado por este cidadão à sociedade do Distrito Federal, que o qualifica como um verdadeiro embaixador da justiça social em nossa capital”, assinalou Jorge Vianna.
O ministro aposentado do TST Renato Lacerda Paiva enalteceu os “quase 30 anos de convivência” com Aloysio Corrêa e classificou a homenagem como “extremamente merecida, não só pela sua vida profissional, mas pelo seu caráter, pela sua dignidade e pela sua postura”.
Já o ministro aposentado do TST João Batista Brito Pereira destacou a dedicação do colega e o profissionalismo durante sua atuação no TST.
Para o ministro aposentado do TST Vantuil Abdala, o homenageado soube “distribuir justiça com humanidade, levando em conta sempre o bem comum”.

Aloysio Corrêa da Veiga agradeceu emocionado à homenagem e disse que o momento era de “pura gratidão”. “Ser cidadão brasiliense tem para mim um significa especialíssimo, por ser o lugar onde me transferi com minha família e onde exerci a magistratura por 27 anos da minha vida. Adotei Brasília quando me transferi naquela época e hoje, agraciado como cidadão, me sinto honrado em ser agora um brasiliense”, completou.
Luís Cláudio Alves – Agência CLDF
Reportagens
Metrô-DF fortalece ações de segurança com a aquisição de drone de alta tecnologia
Aparelho amplia monitoramento do sistema metroviário e reforça a proteção dos usuários
Por
Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
Uma nova ferramenta tecnológica acaba de pousar na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) para reforçar a segurança e o monitoramento do sistema metroviário. Trata-se do drone DJI Matrice 4T (M4T), um equipamento de última geração voltado para operações de inspeção, vigilância e apoio a ações de segurança pública.
O aparelho, adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado Max Maciel, chega ao Metrô-DF em um momento estratégico para fortalecer as ações de segurança da companhia, ampliando a capacidade de monitoramento e contribuindo para a otimização das atividades dos empregados do Corpo de Segurança Operacional (CSO). A tecnologia será usada para intensificar as ações de fiscalização preventiva e ostensivas, garantindo maior segurança aos usuários do metrô.
Entre os diferenciais do equipamento estão a capacidade de voo diurno e noturno e sensores que permitem a operação mesmo em áreas com pouca ou nenhuma iluminação. O drone também conta com uma câmera térmica de alta resolução, sistema de zoom e de laser de longo alcance, além de recursos de inteligência artificial e sensores de detecção de obstáculos, o que possibilitará a visualização detalhada de pessoas, de veículos e objetos em tempo real.
Monitoramento
“Com todas essas funcionalidades, o drone também poderá ser utilizado para inspeções técnicas e monitoramento da infraestrutura metroviária, auxiliando na vistoria de trilhos, equipamentos de via e outras estruturas essenciais para o funcionamento do sistema”, enumera o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Márcio Aquino.
Outro recurso importante do equipamento é a presença de holofotes e alto-falantes integrados, que permitem a comunicação direta com usuários ou transeuntes em áreas restritas, o que facilitará o apoio e a transmissão de orientações rápidas em situações de risco.
Atualmente, o CSO do Metrô-DF conta com oito pilotos habilitados para a operação remota da aeronave. O equipamento tem uma autonomia de, aproximadamente, 35 minutos de voo, podendo atingir a velocidade de até 75 km/h.
A aeronave possui registro oficial na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e opera em conformidade com toda a legislação vigente, além de seguir os procedimentos operacionais internos estabelecidos pela companhia.
*Com informações do Metrô-DF
Reportagens
Ministério da Educação inaugura sede do IFSP em Presidente Prudente
Unidade funcionava em espaço cedido pela prefeitura do município
Bruno Bocchni – Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Educação inaugurou nesta segunda-feira (27) a sede própria do Campus Presidente Prudente do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), no município do oeste paulista. A obra teve investimentos de R$ 14,2 milhões, sendo R$ 8,2 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal.

A nova sede tem 7,7 mil metros quadrados de área construída, com nove salas de aulas, duas salas administrativas destinadas à direção e à secretaria, uma sala de tecnologia da informação e laboratórios de química, microbiologia, alimentos e informática, além de quadra poliesportiva e estacionamento. Antes da sede própria, a unidade funcionava em espaço cedido pela prefeitura do município.
Segundo o ministério, além dos cursos de capacitação e de formação inicial e continuada já em funcionamento – como futsal feminino e masculino, informática, Língua Brasileira de Sinais (Libras), cuidador infantil, barbeiro, almoxarife e cuidador de idosos – a nova sede deverá ampliar a oferta de qualificação profissional e de cursos técnicos e superiores.
Entre os cursos previstos estão o de formação popular em Direitos das Mulheres, em parceria com o Ministério das Mulheres; cursos do Pronatec Empreender; e curso técnico em agroindústria, técnico integrado ao ensino médio em agroindústria e técnico integrado em alimentos.
Durante a inauguração, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou novos investimentos na unidade:
“Atualmente, esta unidade oferece apenas 800 vagas, mas nós vamos ampliar esse número para 1,4 mil oportunidades após o início das obras do restaurante estudantil, da biblioteca e do novo conjunto de salas de aula, que começam em maio deste ano, e a contratação de novos professores e técnicos”, disse.
De acordo com o ministério, em julho deste ano será feito o processo seletivo para o curso técnico de agroindústria e, a partir de 2027, os vestibulares para a seleção de estudantes do ensino médio integrado.
Reportagens
Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities
Ferramenta ajudará empresas e governos a atender exigências europeias
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
Começa a funcionar nesta segunda-feira (27) a plataforma digital do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que reúne e cruza dados socioambientais de diversas fontes, com recorte municipal e estadual, permitindo identificar impactos locais associados à produção de commodities.

A Plataforma Socioambiental é uma iniciativa que busca viabilizar a rastreabilidade das cadeias de commodities, especialmente em relação ao que prevê o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Esse regulamento proíbe a importação, no bloco europeu, de produtos oriundos de áreas desmatadas. A expectativa é de que o EUDR passe a ter maior impacto nos próximos anos, diante da aproximação comercial entre Mercosul e a União Europeia.
As cadeias de produtos acompanhados pela plataforma são as de soja, café, cacau, palma, borracha e produtos de origem bovina.
Segundo o instituto, a ferramenta ajudará, por exemplo, empresas voltadas às demandas por consumo consciente, nas quais os consumidores dão preferência a produtos que não prejudiquem comunidades locais ou o meio ambiente.
A plataforma, explica o ISPN, pode ser usada por empresas estrangeiras, governos locais, empresários e pelo poder público, contribuindo para a transparência no campo, o estímulo ao consumo consciente e a formulação de políticas públicas mais eficientes.
Disponível no site do instituto, a ferramenta é baseada em bancos de dados de 15 entidades nacionais e estrangeiras das áreas de direitos humanos, meio ambiente e sociedade civil.
As informações abrangem o período a partir de 2002 e poderão ser atualizadas anualmente, segundo o ISPN. Há também a expectativa de incorporação gradual de novas bases de dados.
Cruzamento de dados
Os cruzamentos permitem análises específicas sobre disputas por água e terra, bem como sobre ocorrências de trabalho escravo, violência, contaminação ambiental e uso de recursos hídricos.
A base de conflitos sociais é fornecida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Segundo o instituto, análises preliminares mostram que poucos municípios brasileiros não registram conflitos, e que violações de direitos humanos ocorrem em praticamente todo o país.
Os cruzamentos de dados indicam, ainda, que desmatamento e produção de commodities frequentemente caminham juntos, associados a conflitos por terra, água e diferentes formas de violência.
Mostra também que, em áreas com mineração, é comum a ocorrência de conflitos por água.
A ferramenta possibilita também identificar alguns tipos de irregularidades fundiárias, como a chamada grilagem verde, quando áreas conservadas ocupadas por comunidades tradicionais são declaradas como reserva legal de grandes propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é declaratório.
A ferramenta será apresentada no dia 28 de abril a representantes das embaixadas de França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, em encontro presencial. Outros países participarão de forma remota.
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