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CCJ aprova projeto que garante inclusão da condição de PCD na carteira de identidade

Propostas que garantem direitos à pessoa idosa também avançam no colegiado

 

Foto: Rinaldo Morelli/Agência CLDF

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, nesta terça-feira (25), o Projeto de Lei nº 1.914/2021, de autoria do deputado Iolando (MDB), que trata da inclusão da condição de pessoa com deficiência na Carteira de Identidade Nacional.

A proposta foi aprovada na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Fábio Felix (PSOL). A medida permite que órgãos de identificação incluam, mediante solicitação, a expressão “Pessoa com Deficiência” acompanhada do símbolo internacional correspondente no documento de identificação.

“Esse projeto que cria a carteira de identificação às pessoas com deficiência é um dos grandes marcos da nossa história e do nosso trabalho. Esta Casa tem sido protagonista na melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência”, ressaltou o autor da proposta, deputado Iolando durante o debate na comissão.

Para a adesão à carteira de identidade, é necessária apresentação de atestado médico ou documento oficial que comprove a condição. Iolando argumenta que a medida já vem sendo adotada em outros estados, como Goiás, Pernambuco, Mato Grosso, Acre, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Pará, Sergipe, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. O parlamentar explica ainda que a proposta garante a “inclusão social e produtiva” das pessoas com deficiência e o completo acesso aos benefícios dos programas sociais e fiscais.

Combate à violência contra idosos

A CCJ deu aval também ao Projeto de Lei nº 668/2023, de autoria do deputado Martins Machado (Republicanos), que estabelece diretrizes para o incentivo aos Grupos Reflexivos de combate à violência contra a pessoa idosa. A proposta avançou na forma de emenda apresentada pelo relator, deputado Iolando (MDB).

O projeto prevê ações voltadas à conscientização, reeducação e responsabilização de autores de violência contra idosos, por meio de grupos reflexivos com equipes multidisciplinares, palestras e programas educativos. Entre as diretrizes, estão a integração com órgãos públicos, instituições sem fins lucrativos e o Poder Judiciário, além da promoção de ambientes que favoreçam a prevenção da reincidência e a ressocialização dos agressores.

Martins Machado argumenta que o intuito do projeto não é entrar na discussão sobre direito penal, mas restringe-se a “criar condições no âmbito do Estado para o estabelecimento de uma contrapartida social necessária para uma efetiva mudança no cenário familiar das pessoas idosas vítimas e dos agressores”.

O parlamentar afirma ainda que, em muitos casos, os agressores são os próprios familiares e que, no formato atual, as ações do Estado não têm sido suficientes para o efetivo combate a esses tipos de violência. O texto prevê ainda que as ações devem ocorrer em articulação com delegacias especializadas e centros de atendimento à pessoa idosa, buscando romper com a cultura de violência em todas as suas formas e intensidades.

Capoterapia para idosos

O colegiado de parecer favorável também ao Projeto de Lei nº 2.373/2021, de autoria do deputado Martins Machado. A proposta altera a Lei nº 3.822/2006, que dispõe sobre a Política Distrital do Idoso, para incluir o incentivo e apoio à prática de capoterapia no âmbito do Distrito Federal.

A capoterapia é uma atividade física e terapêutica que utiliza elementos da capoeira, como ritmo, musicalidade e movimentos adaptados, para promover o bem-estar físico e mental de forma inclusiva. O texto aprovado acrescenta à legislação a previsão de que o poder público deve “incentivar e apoiar a prática de capoterapia como parte das ações voltadas ao esporte e lazer para pessoas idosas”.

O autor da proposta justificativa a inclusão da atividade na política pública como forma de contribuir para o envelhecimento ativo, oferecendo benefícios físicos, sociais e emocionais. “A atividade é capaz de ressocializar a pessoa idosa, melhorar a coordenação motora, a força muscular e a autoestima”, destacou Martins Machado no texto da proposição.

Relator na CCJ, o deputado Fábio Felix (Psol) votou pela admissibilidade da matéria, ressaltando que a proposta está em conformidade com a Constituição Federal e a Lei Orgânica do DF. “O projeto reforça a garantia de acesso dos idosos ao esporte e ao bem-estar e, por consequência, à saúde e ao direito à vida”, afirmou no parecer.

Com a aprovação na comissão, o projeto segue para análise das demais comissões e, posteriormente, para votação em plenário. A reunião da CCJ desta terça-feira contou com a participação dos deputados Thiago Manzoni (PL), Robério Negreiros (PSD), Iolando (MDB), Fábio Felix (Psol) e Chico Vigilante (PT). As votações podem ser ser assistidas na íntegra pelo YouTube da CLDF.

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

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Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas

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O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.

“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.

Veja mais notícias sobre as eleições 2026

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Câmara Legislativa promove sessão solene sobre conscientização do câncer infantojuvenil

Sessão marcada para segunda (28) faz alusão ao Setembro Dourado e à necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado contra a doença

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Foto: Helene Santos/Governo do Ceará

Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil

A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.

De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.

Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.

A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.

Mario Espinheira – Agência CLDF

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Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep

Gestores têm 30 dias para corrigir informações pelo Sistema EducaCenso

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

 

Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.

Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.

Cronograma

O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.

Situação dos alunos

Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.

Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.

O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.

E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.

Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.

Censo Escolar

Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.

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