Artigos
ESCÂNDALO E ULTRAJE NO JARDIM BOTÂNICO DO RIO
Acordo assinado dia 13 de outubro impede a remoção das invasões dentro do Jardim Botânico e tenta beneficiar 621 moradias clandestinas dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
As terras do Jardim Botânico foram cedidas no século passado para moradia de funcionários. Aí, passando de pais para filhos, as terras foram alugadas e vendidas para construção de novas residências e até prédios. Hoje, com 621 moradias, o Jardim Botânico foi ultrajado e teve uma diminuição de área de mais ou menos 50%. Além da poluição nas nascentes do rio dos Macacos, que deságua na Lagoa Rodrigo de Freitas, as invasões comprometem um patrimônio natural histórico e cultural inestimável. Com o aval de quem deveria protegê-lo, o Ministério do Meio Ambiente e a sociedade carioca, agora é feito um escandaloso acordo que garante a permanência das 621 moradias dentro neste santuário brasileiro.
O vídeo abaixo tem 14 minutos e faz um resumo da importância do Jardim Botânico do RJ e dos pecados, omissões e agressões que, ao longo do tempo, este santuário cultural e ambiental vem sofrendo. Foi feito por Antônio Carlos de Souza Viard, em 1985. Segue o link.
https://www.youtube.com/watch?v=enzOGCPOOA0
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um patrimônio da Colônia, do Reinado, do Primeiro Império, do Segundo Império e da República. É a verdadeira História do Brasil. Hoje, a mais antiga e uma das mais importantes instituições de pesquisas do País está seriamente ameaçada. O motivo é o de sempre: descaso das autoridades, falta de recursos, invasões e ocupações ilegais. Fundado em 1808, por D. João VI, o JB-RJ têm 174 hectares e vem sofrendo com as invasões. São 621 imóveis ilegais, entre
oficinas e residências, algumas até com piscina. O rio dos Macacos, que atravessa o JB, está totalmente poluído pelo esgoto das casas e das oficinas clandestinas. Cartão de visitas do Rio, o Jardim Botânico retrata muito bem a decadência da cidade do Rio de Janeiro.

Invasões de 621 casas dilapidam, aos poucos, a joia
que é o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
CARLOS ALBERTO RIBEIRO DE XAVIER – ENTREVISTA

Carlos Alberto Ribeiro de Xavier foi Diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (1983 a 1985. É formado em Contabilidade, Administração e Economia, mas na realidade é um ambientalista e educador. Foi diretor do antigo IBDF – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal e do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional, onde presidiu o conselho consultivo. Trabalhou com 22 ministros de Estado, sendo o chefe de Gabinete de dois deles: Embaixador Sérgio Rouanet, da Cultura, e Murilo Hingel, da Educação. Nesta entrevista, Carlos Alberto explica por que o abandono do Jardim Botânico do Rio está atrelado a três fatores: autoritarismo, interferência de políticos e omissão das autoridades.
Silvestre Gorgulho – Carlos Alberto, como começou verdadeiramente sua luta para defender o Jardim Botânico do Rio?
Carlos Alberto Ribeiro de Xavier – Em 1977, eu era Diretor do IBDF e contratei Ângela Trezinari e Carlos Fernando de Moura Delphim, da Fundação de Amparo à Pesquisa da Universidade de Lavras, para realizar o Plano Geral de Orientação para a área do Jardim Botânico. Esse estudo desnudou as contradições, o abandono, as invasões e a degradação que vivia o Jardim Botânico.
Silvestre – Como uma entidade de tanto conceito e qualidade perdeu, de repente, esta proteção?
Carlos Alberto – Simples, porque desde a mudança da capital para Brasília e, sobretudo, desde 1964 quando se iniciou a ditadura militar, as pessoas esqueceram que o JB não ia mudar para Brasília. Mesmo “imexível ou imutável”, tinha que ser preservado e cuidado. Mas aconteceu o contrário. O Jardim Botânico foi abandonado. Pior! Foi conspurcado e começou a ser invadido. O grosso das invasões ocorre justamente nesse período. A situação ficou tão absurda que, no início dos anos 80, havia uma troca constante de diretores (quatro em três anos) porque todas as notícias que saiam do JB eram para as páginas policiais. Virou um caso de polícia mesmo. Então, em 1983, eu fui nomeado diretor para literalmente arrumar a casa.
Silvestre – E arrumou?
Carlos Alberto – Fiz o que pude e o que não pude. Eu contratei topógrafos, consultores, me reuni com uns amigos durante dois dias e fizemos como na revolução russa: primeiro as primeiras coisas, segundo, as segundas coisas, terceiro as terceiras coisas. Fizemos uma lista de 50 prioridades do “que fazer”. É claro que eu não consegui fazer as 50 coisas, mas fiz todas as coisas possíveis e as que precisávamos para entregar uma denúncia para o Ministério Público que se instalou no Rio logo no início da vigência da Lei. O procurador deu uma entrevista e falou: “Amanhã, vou estar na Avenida tal, no escritório do MPF para receber as denúncias que qualquer cidadão tiver contra as ameaças ao patrimônio, ao meio ambiente, ao consumidor”.
“O direito individual à habitação não pode ombrear com o direito coletivo à preservação de sítios tombados, constitutivos dos hortos florestais. É inadmissível, pois, sob o argumento da garantia à moradia, a ocupação de áreas públicas, ou de bens de uso comum do povo, como ruas, praças, jardins e parques.”
Walton Rodrigues, ex-ministro do TCU
Silvestre – Pois é, depois de quase meio século de uma luta judicial, o Jardim Botânico do RJ perdeu. Os invasores de 621 residências ganharam. Não é um absurdo?
Carlos Alberto – Eu não digo que o Jardim Botânico perdeu. Esse acordo de autoridades e representantes locais de instituições federais não será mantido. Não tem poder de mudar decisões definitivas do Poder Judiciário em Tribunal Superior. Portanto, temos que esperar a manifestação do STJ, oportunamente, quando for provocado.

Vista Chinesa – Nascente do rio dos Macacos – “É um exemplo constrangedor. Como as autoridades cariocas permitem que um santuário como o JB seja invadido e que um rio de água mineral, que nasce perto de suas dependências, seja completamente poluído. Nasce água mineral e a 1.700m depois já é esgoto a céu aberto”.
Silvestre – Como pode o mais representativo patrimônio ambiental, cultural e histórico brasileiro sofrer uma derrota dessas?
Carlos Alberto – Não é necessário falar sobre a importância histórica e cultural do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Ela é sempre reconhecida. A derrota representa a leniência das autoridades, inclusive da direção do próprio Jardim Botânico que permitiu ou convive com a invasão. É da responsabilidade da administração do Jardim Botânico e deve ser responsabilizada. O diretor do Jardim Botânico apresentou denúncia ao Ministério Público Federal em 1984 e de lá para cá os diretores conviveram com a ocupação crescente, pois o número de moradores hoje é maior do que o do início do processo. Mais do que omissão é uma evidente falta de interesse público e cultural.
Silvestre – Juridicamente este acórdão pode ser revogado?
Carlos Alberto – O Acordão não pode ser revogado. Está vivo. Está valendo. Talvez possa ser reformado pela mesma autoridade, nunca por instâncias inferiores da Justiça.
Silvestre – No caso do Jardim Botânico do Rio, o que é mais importante: o interesse coletivo pela cultura e meio ambiente ou o interesse individual e privado?
Carlos Alberto – Não existe interesse maior do que manter os valores reconhecidos deste Bem cultural único, tombado desde 1937 e ratificado pelo IPHAN em diversas oportunidades. O interesse menor é conviver com a invasão da Floresta da Tijuca como está acontecendo agora, nos limites do Jardim Botânico com o Parque Nacional da Tijuca.
Silvestre – O IPHAN tem poder para assinar um acordo desses?
Carlos Alberto – O representante do IPHAN que participou do acordo com os moradores não tem nenhuma autoridade para mudar a decisão judicial. Nem o próprio presidente da autarquia, Leandro Grass, poderia fazê-lo antes de parecer do Conselho Consultivo do IPHAN.
“Penso que o Acordão do Ministro Hermann continua valendo e o acordo assinado no Rio, dia 13 de outubro, será anulado pelo STJ, quando for provocado”.
Carlos Alberto Ribeiro de Xavier
Silvestre – Como fica a decisão jurídica do ministro Herman Benjamin do STJ?
Carlos Alberto – O Acórdão do Ministro Hermann Benjamim continua válido. Com certeza o acordo assinado no Rio será anulado no STJ, quando for provocado. É bom lembrar que qualquer cidadão ou entidade representativa pode apresentar reclamação na Justiça, pedindo a anulação do acordo feito agora e pedir o cumprimento da sentença de retirada dos invasores. Começou com a retirada do Clube Caxinguelê e parou… por quê? quem deixou de cumprir a decisão?
“Nem mesmo o acórdão unânime do Superior Tribunal da Justiça foi respeitado. Somente alguns ambientalistas e a liberdade de expressão lograram defender o bem de todos”.
Carlos Fernando de Moura Delphim

O Acordão não pode ser revogado. Está vivo. Está valendo. Talvez possa ser reformado pela mesma autoridade, nunca por instâncias inferiores da Justiça.
Artigos
Museu do Catetinho estreia experiência em realidade virtual com inspiração em Tom Jobim e Vinicius de Moraes
Temporada do filme ‘Água de Beber’ começa neste sábado (25) e segue até setembro, com acesso gratuito aos visitantes
Por
Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
O Museu do Catetinho, espaço gerido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), inaugura neste sábado (25) a exibição do curta-metragem Água de Beber em realidade virtual. A experiência estará disponível ao público até setembro, com seis óculos instalados em pontos fixos do museu para uso dos visitantes.
Com oito minutos de duração, o filme recria a inspiração da canção homônima de Tom Jobim e Vinicius de Moraes a partir da fonte localizada no próprio Catetinho. Dirigido por Filipe Gontijo e Henrique Siqueira, o curta propõe uma imersão sensorial que conecta memória, música e patrimônio histórico em um dos espaços simbólicos da capital federal.
A iniciativa conta com o Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), instrumento público de fomento que viabiliza projetos culturais em diferentes linguagens e territórios. No caso da produção audiovisual, o recurso permite ampliar o acesso da população a novas formas de fruição cultural, incorporando tecnologias como a realidade virtual ao circuito de visitação.
Para o secretário interino de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, a ação evidencia o papel das políticas públicas no fortalecimento da cultura e na valorização dos espaços históricos. “Ao ocupar o Museu do Catetinho com uma experiência que dialoga com a história da música brasileira e com a identidade do espaço, ampliamos as possibilidades de fruição cultural e reforçamos o compromisso do poder público com a democratização da cultura”, afirma.
*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
Foto: Diogo Lima / Agência CLDF
Mais do que um cartão-postal reconhecido mundialmente por sua arquitetura e urbanismo, Brasília é uma cidade pulsante, construída diariamente por pessoas que transformam sonhos em realidade. Capital do país e símbolo de modernidade, a cidade reúne história, diversidade cultural e desenvolvimento, mantendo vivo o espírito inovador que marcou sua criação.
Ao longo de seus 66 anos, Brasília consolidou-se como centro político e administrativo do Brasil, mas também como espaço de oportunidades, acolhimento e cidadania. Em cada região administrativa, a população ajuda a escrever uma trajetória marcada por crescimento, trabalho e esperança no futuro.
Nesse caminho, a Câmara Legislativa do Distrito Federal desempenha papel essencial ao representar a voz da população, criar leis e fiscalizar ações que impactam diretamente a vida dos cidadãos. O trabalho parlamentar contribui para fortalecer políticas públicas e garantir direitos em áreas fundamentais como saúde, educação, mobilidade e segurança.
Celebrar o aniversário de Brasília é reconhecer a grandeza de uma cidade planejada para o futuro e construída por todos os brasilienses. Mais do que monumentos e paisagens icônicas, Brasília é feita de pessoas, histórias e conquistas que seguem moldando o presente e inspirando as próximas gerações.
Agência CLDF
Artigos
Mariangela Hungria está na lista Time das 100 personalidades mais influentes do mundo
A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria está na lista TIME100 2026, na categoria Pioneiros (Pioneers), que reconhece as 100 pessoas mais influentes do mundo
A pesquisadora da Embrapa Mariangela Hungria está na lista TIME100 2026, na categoria Pioneiros (Pioneers), que reconhece as 100 pessoas mais influentes do mundo. A lista disponibilizada hoje no site da Time reconhece o impacto, a inovação e as conquistas de personalidades mundiais. Mariangela destacou a emoção com o reconhecimento e disse que a conquista ainda parece difícil de acreditar. “Estamos falando de um reconhecimento das pessoas mais influentes do mundo”, afirmou. A pesquisadora também ressaltou o orgulho de representar a ciência brasileira no cenário internacional. Para ela, essa valorização não é resultado apenas sua trajetória, mas do trabalho desenvolvido na Embrapa, especialmente na área de insumos biológicos na agricultura. “É um grande orgulho para a pesquisa brasileira, principalmente por um tema tão relevante: o uso de biológicos substituindo produtos químicos”, explicou.
Mariangela destacou ainda que esse reconhecimento reflete uma mudança global de percepção, com maior valorização de práticas sustentáveis e da produção de alimentos mais saudáveis. “Isso mostra que o mundo considera importante produzir alimentos que promovam a saúde do solo e das pessoas, com menos resíduos químicos, dentro do conceito de saúde única”, disse. Ela acredita que a visibilidade pode fortalecer ainda mais o protagonismo do Brasil no setor. “Além da alegria pelo reconhecimento, isso ajuda a divulgar essa bandeira dos biológicos, na qual o Brasil já é líder mundial — e pode se tornar ainda mais”, concluiu.
Quem é Mariangela Hungria
Nascida em 06 de fevereiro de 1958, em São Paulo, e criada em Itapetinga (SP), Mariangela Hungria é engenheira agrônoma, pesquisadora e professora universitária, reconhecida mundialmente por sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura brasileira. Desde a infância, teve curiosidade por conhecer o que envolve os aspectos relacionados à terra, à água e ao ar. Quando tinha oito anos, ganhou da avó materna o livro “Caçadores de Micróbios”, de Paul de Kruif, sobre a vida de microbiologistas. Depois dessa leitura, decidiu que queria ser microbiologista, mas não na área médica — tinha que ser sobre solo e plantas. Sua busca por conhecimento e seu espírito científico, a levaram a cursar Engenharia Agronômica e se especializar em microbiologia do solo, tornando-se uma das mais renomadas microbiologistas do mundo.
Desde 1982, Mariangela desenvolve inovações que resultaramno lançamento de mais de 30 tecnologias. A cientista possui mais de 500 publicações científicas, documentos técnicos, livros e capítulos de livros. Também já orientou mais de 200 alunos de graduação e pós-graduação.
Para a pesquisadora, há uma crescente demanda global por aumento da produção e da qualidade dos alimentos, mas com sustentabilidade, o que significa reduzir a poluição do solo e da água e diminuir as emissões de gases de efeito estufa. De acordo com Mariangela, o desenvolvimento sustentável na agricultura deve se alinhar com novos conceitos, enfatizando a “Saúde Única” (One Health), a “Governança Ambiental, Social e Corporativa (ESG)” e a nova visão de agricultura regenerativa. Essa abordagem busca produzir mais com menos — menos insumos, menos água, menos terra, menos esforço humano e menor impacto ambiental.
Contribuições à produção agrícola
O foco das pesquisas de Mariangela Hungria tem sido no aumento da produção e na qualidade de alimentos por meio da substituição, total ou parcial, de fertilizantes químicos por microrganismos portadores de propriedades como a fixação biológica de nitrogênio (FBN), a síntese de fitormônios e a solubilização de fosfatos e rochas potássicas. Ela obteve resultados inovadores ao provar que, ao contrário de relatos dos EUA, Austrália e Europa, a inoculação anual da soja com Bradyrhizobium aumenta, em média, 8% a produção de grãos de soja. Ainda mais relevante, altos rendimentos são conseguidos sem nenhuma aplicação de fertilizante nitrogenado e a confirmação desses benefícios pelo agricultor está na adoção dessa prática, 85% de toda a área cultivada com soja.
Outra tecnologia lançada pela pesquisadora, em 2014, foi a coinoculação da soja, que une as bactérias fixadoras de nitrogênio (Bradyrhizobium) e as bactérias promotoras de crescimento de plantas (Azospirillum brasilense). Em pouco mais de dez anos, a coinoculação passou a ser adotada em aproximadamente 35% da área total cultivada de soja.
Reunindo os benefícios da inoculação e da coinoculação da soja, somente em 2025, a economia estimada, ao dispensar o uso de fertilizantes nitrogenados, foi estimada em 25 bilhões de dólares. Além do benefício econômico, o uso dessas bactérias ajudou a mitigar, em 2024, a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂ equivalentes para a atmosfera.
Associado aos trabalhos com soja, a pesquisadora também coordena pesquisas que culminaram com o lançamento de outras tecnologias: autorização/recomendação de bactérias (rizóbios) e coinoculação para a cultura do feijoeiro, Azospirillum brasiliense para as culturas do milho e do trigo e de pastagens com braquiárias. Ainda em relação às gramíneas, em 2021, a equipe da pesquisadora lançou uma tecnologia que permite a redução de 25% na fertilização nitrogenada de cobertura em milho por meio da inoculação com A. brasilense, gerando benefícios econômicos significativos para os agricultores e impactos ambientais positivos para o país.
Trajetória profissional
Mariangela Hungria é Engenharia Agronômica (Esalq/USP),com mestrado em Solos e Nutrição de Plantas (Esalq/USP), doutorado em Ciência do Solo (UFRRJ). Na sequência,cursou o doutorado na UFRRJ. A tese foi realizada na Embrapa, a convite da pesquisadora Johanna Döbereiner, cientista que revolucionou a agricultura tropical ao descobrir e aplicar a fixação biológica de nitrogênio (FBN) em culturas agrícolas. Mariangela considera Johanna Döbereiner a mentora mais influente da sua carreira, por ter colaborado decisivamente com sua formação como cientista.
Em 1982, tornou-se pesquisadora da Embrapa: inicialmente na Embrapa Agrobiologia (Seropédica, RJ) e, desde 1991, na Embrapa Soja (Londrina, PR). Mariangela acumula ainda três pós-doutorado em universidades nos Estados Unidos e Espanha (Cornell University, University of California-Davis e Universidade de Sevilla).
RECONHECIMENTOS
Mariangela Hungria, laureada da edição de 2025 do Prêmio Mundial de Alimentação – World Food Prize (WFP) – reconhecido como o “Nobel da Agricultura”, recebeu a homenagem em 23 de outubro, em Des Moines, nos Estados Unidos. O Prêmio, concedido pela Fundação World FoodPrize, celebra o impacto positivo das pesquisas da cientista brasileira e sua contribuição ao desenvolvimento de insumos biológicos para a agricultura brasileira.
Mariangela é também comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e da Academia Mundial de Ciências. É professora e orientadora da pós-graduação em Microbiologia e em Biotecnologia na Universidade Estadual de Londrina. Atua também na Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e na Sociedade Brasileira de Microbiologia.
Desde 2020 Mariangela está classificada entre os 100 mil cientistas mais influentes no mundo, de acordo com o estudo da Universidade de Stanford (EUA). Em 2022, a pesquisadora ocupou a primeira posição brasileira, confirmada em 2025, em Fitotecnia e Agronomia (Plant Science and Agronomy) e em Microbiologia, em lista publicada pelo Research.com, um site que oferece dados sobre contribuições científicas em nível mundial.
Já recebeu várias premiações pela sustentabilidade em agricultura, como o Frederico Menezes, Lenovo-Academia Mundial de Ciências, da Frente Parlamentar Agropecuária eda Fundação Bunge. Em 2025, recebeu o Prêmio Mulheres e Ciência, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério das Mulheres, o British Council e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. Em 2026, entrou na lista Forbes que destaca 10 personalidades mundiais que personificam a liderança no agronegócio.
Lebna Landgraf (MTb 2903 -PR)
Embrapa Soja
Contatos para a imprensa
soja.imprensa@embrapa.br
Telefone: (43) 3371-6061
-
Artigos4 meses agoNEM PÉ DE ESQUERDO, NEM DE PÉ DIREITO, MAS DE JOELHO.
-
Artigos2 meses agoDIA MUNDIAL DA ÁGUA HISTÓRICO DAS COMEMORAÇÕES
-
Artigos2 meses agoFestival inédito de cultura coreana chega a Brasília com show internacional
-
Reportagens4 meses agoUM PEDÁGIO PARA VISITAR O PARQUE NACIONAL SERRA DA CAPIVARA
-
Reportagens4 meses agoCelebra DF 2026 reúne grandes nomes da música nacional no réveillon oficial de Brasília
-
Reportagens3 meses agoGoverno anuncia ferramentas para orientar candidatos do Enem
-
Reportagens3 meses agoExposição inédita de Tarsila do Amaral chega a Brasília no Centro Cultural TCU
-
Reportagens4 meses agoDomingos de Natureza: programa gratuito transforma lazer no DF e atrai milhares de visitantes