Apresentam-se o Entardecer do Ojás, Samba de Roda Pé de Porteira, Nossa Galera e Dhi Ribeiro. No dia 31, a programação segue com a Festa de Iemanjá —celebração tradicional, com a realização de rituais religiosos afro-brasileiros, incluindo cortejo simbólico e a entrega de balaios e flores em homenagem a Iemanjá. Sobem ao palco: Sambrasília, Uel, Rituais Religiosos Afro-brasileiros, Makumbá com Kika Ribeiro, Asé Dudu e Grupo Cultural Obará, reforçando a diversidade artística e o diálogo com as tradições culturais do Distrito Federal. No local, a virada do ano terá queima de fogos de oito minutos.
Reportagens
Celebra DF 2026 reúne grandes nomes da música nacional no réveillon oficial de Brasília
Programação gratuita ocupa a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Orixás, entre 30 de dezembro e 1º de janeiro, com artistas de destaque e valorização da diversidade cultural. Público estimado é de 100 mil pessoas por dia
Por
Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares
Brasília se prepara para receber 2026 com uma grande celebração pública, gratuita e plural. O Celebra DF 2026, réveillon oficial da capital, vai ocupar a Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Orixás, na Prainha, reunindo artistas consagrados da música brasileira e atrações que representam diferentes ritmos, estilos e públicos. A programação se estende de 30 de dezembro a 1º de janeiro, com expectativa de atrair 100 mil pessoas por dia.
Na Esplanada dos Ministérios, no dia 31 de dezembro, sobem ao palco: Samuel Rocha, Carlinhos Brown, Lauana Prado (virada) e Israel e Rodolffo, em uma noite que mistura uma variedade de ritmos, marcando a virada do ano com diversidade musical e forte apelo popular. Já no dia 1º de janeiro, a festa continua com: Adriana Samartini, Murilo Huff, Ana Castela, Pedro Paulo & Matheus e Belluco e Calcinha Preta, mantendo o clima festivo no primeiro dia de 2026. O momento da virada, com Lauana Prado, contará com uma queima de fogos de 12 minutos, reunindo o público no principal cartão-postal da cidade.
O Celebra DF 2026 amplia a ocupação cultural da cidade, com programação especial na Praça dos Orixás, espaço simbólico da cultura popular e das manifestações afro-brasileiras. No dia 30 de dezembro, a tradição e a cultura negra marcam o território, rompem barreiras de preconceito e fortalecem o reconhecimento das nossas raízes e expressões afro-brasileiras.
Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, o evento vai além de uma festa de réveillon. “O Celebra DF é uma política pública de acesso à cultura. É um momento de encontro, de pertencimento e de valorização da nossa identidade. Ao reunir grandes nomes da música nacional e artistas que representam a diversidade cultural do DF, o Governo do Distrito Federal garante uma virada de ano democrática, segura e feita para todas as pessoas”, afirma.
Com estrutura preparada para receber o público, programação distribuída em diferentes espaços e artistas de alcance nacional e local, o Celebra DF 2026 consolida Brasília como ponto de grandes eventos culturais gratuitos. Mais do que celebrar a chegada de um novo ano, a iniciativa fortalece o uso dos espaços públicos, movimenta a economia criativa e reafirma a cultura como direito e como elemento central da vida na cidade.
Serviço — Celebra DF 2026
Local: Esplanada dos Ministérios
Dia 31/12 – Das 18h às 3h
Samuel Rocha
Israel e Rodolffo
Carlinhos Brown
Lauana Prado
Dia 1º/1 – Das 18h às 2h
Adriana Samartini
Pedro Paulo & Matheus e Belluco
Murilo Huff
Ana Castela
Calcinha Preta
Local: Praça dos Orixás – Prainha
Dia 30/12 – Das 17h às 3h
Entardecer dos Ojás
Samba de Roda Pé de Porteira
Nossa Galera
Dhi Ribeiro
Dia 31/12 – Das 17h às 3h
Sambrasília
Uel
Rituais Afro-Brasileiros
Makumbá com Kika Ribeiro
Asé Dudu
Grupo Cultural Obará
*Com informações da Secec-DF
Reportagens
DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer
Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado
Por
Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.
As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.
Como doar
Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.
A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.
Como acessar o serviço
O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.
O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @redefemininabrasilia.
Reportagens
Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)
Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa
Foto: Reprodução
Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral
A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.
A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”
O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.
Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.
Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h
Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)
Reportagens
Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público
Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week
Alana Gandra – repórter da Agência Brasil
Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.
“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.
A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.
“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.
Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.
“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.
Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.
“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.
Reconhecimento
O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.
“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.
A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.
“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.
“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.
Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.
“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.
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