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Aeroporto de Brasília terá novo leilão e pacote de investimentos

Repactuação aprovada pelo TCU inclui aeroportos regionais e saída da Infraero

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Movimentação de passageiros no Aeroporto Internacional de Brasília • Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

 

O Aeroporto Internacional de Brasília passará por um novo leilão em 2026, dentro de um modelo reformulado de concessão aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A medida integra um pacote de investimentos que promete modernizar o terminal da capital federal e impulsionar a aviação regional, ao incluir outros aeroportos no mesmo contrato.

A repactuação estabelece que a atual concessionária deverá participar obrigatoriamente do novo processo licitatório, que terá formato simplificado. Além disso, o contrato passará a abranger cerca de dez aeroportos regionais, localizados em diferentes estados do país. A estratégia faz parte de uma política do governo federal para fortalecer a conectividade aérea em regiões menos atendidas, utilizando grandes aeroportos como âncora para viabilizar investimentos.

Um dos pontos centrais da mudança é a saída da Infraero da sociedade do aeroporto de Brasília. Atualmente detentora de 49% de participação, a estatal deixará a concessão, abrindo espaço para uma gestão integralmente privada.

O novo modelo prevê aproximadamente R$ 1,2 bilhão em investimentos no aeroporto brasiliense. Entre as melhorias planejadas estão a construção de um novo terminal internacional, ampliação da capacidade operacional, modernização dos sistemas de segurança e a criação de novas estruturas de acesso, como edifício-garagem e vias adicionais.

Já os aeroportos regionais incluídos no pacote devem receber investimentos estimados em cerca de R$ 857 milhões. A iniciativa busca reduzir desigualdades na malha aérea brasileira, promovendo desenvolvimento econômico e maior integração entre cidades de médio porte.

Outro aspecto relevante da repactuação é a mudança na estrutura de pagamento da concessão. Parte da outorga fixa será substituída por uma outorga variável, vinculada ao desempenho da operação. A intenção é tornar o contrato mais sustentável ao longo do tempo, especialmente diante das oscilações do setor aéreo.

Com a extensão do prazo de concessão até 2037, o governo aposta em um ambiente mais atrativo para investidores, ao mesmo tempo em que garante previsibilidade para a execução das obras e melhorias previstas.

Na prática, as mudanças devem impactar diretamente a experiência dos passageiros que utilizam o aeroporto de Brasília, com expectativa de mais conforto, eficiência e ampliação de rotas. Ao mesmo tempo, o modelo pode representar um novo capítulo para a aviação regional no Brasil, ao integrar grandes hubs a aeroportos menores em um mesmo projeto de concessão.

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